ArtNow Report × Lei Rouanet · Catálogo Detalhado · Julho 2026

20 projetos, 5 faixas cada,
tudo aberto.

Cada projeto mono traz 5 versões de investimento (R$ 1,5 a 7 milhões) e cada multi traz 7 — até R$ 15 milhões em PRONAC único, categoria bienal/festival. Tudo com orçamento por rubrica, entregáveis, cronograma, cotas e a faixa recomendada marcada. Clique em cada faixa para abrir o detalhamento.

A defesa: por que uma montadora deve entrar na arte →

Divisão 1 · Mono

10 projetos para uma empresa assinar sozinha

Cada um amarrado a uma marca específica, com o argumento de venda daquela casa. Máximo de duas ideias por marca.

MONO-01 · Fiat/Stellantis

147: O Primeiro Art Car Brasileiro

Uma carroceria restaurada do Fiat 147 — o carro que motorizou a classe média brasileira, fabricado em Betim desde 1976 — é entregue a uma artista de projeção internacional sob o protocolo BMW Art Car: curadoria independente, liberdade total, a peça existe como escultura autônoma, nunca como veículo em exibição. A obra estreia em museu-âncora (Inhotim ou o novo eixo do MASP) e depois circula por capitais fora de Belo Horizonte, ladeada por um núcleo expositivo sobre arte, indústria e memória popular do automóvel e por comissões-satélite de artistas emergentes da base ArtNow. O Brasil nunca teve um art car de prestígio — a BMW fez vinte em cinquenta anos, começando com Calder — e a Fiat é a única marca com legitimidade histórica para fundar essa tradição aqui, no ano em que Betim completa cinco décadas. O job do CMO é levar o capital cultural da marca para fora de Belo Horizonte sem canibalizar a Casa Fiat de Cultura, cravando "brasilidade histórica" como trincheira contra o avanço chinês — um programa nomeado e repetível, não um gesto isolado. O wow: o carro mais popular da história do país virando escultura pelas mãos de uma das artistas mais valorizadas do mundo, estreando em museu — o "Warhol pintando o M1" em versão tropical.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 mi
F1 · R$ 1.500.000 Edição Semente

Uma única cidade recebe o projeto inteiro: a estreia acontece no museu-âncora e não há itinerância. Um único artista assina a obra — o 147 restaurado — sem comissões-satélite nesta faixa. O núcleo expositivo é enxuto: a peça central, um conjunto pequeno de documentação histórica sobre o carro e a fábrica, e um programa educativo local. É a versão que testa as três variáveis de maior risco do projeto inteiro antes de comprometer qualquer coisa maior: a artista aceita o convite, o restauro chega ao padrão de museu, o museu-âncora topa abrir a temporada com a peça.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística180.00012,0%
Comissões e cachês de artistas450.00030,0%
Produção/cenotécnica/montagem380.00025,3%
Logística e itinerância60.0004,0%
Educativo e mediação150.00010,0%
Comunicação e documentação120.0008,0%
Gestão90.0006,0%
Auditoria e prestação de contas45.0003,0%
Contingência25.0001,7%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade · 1 obra comissionada · público-meta 15 mil pessoas · 1.500 estudantes atendidos em ação formativa · cerca de 18 empregos culturais diretos (curadoria, produção, restauro, educativo, montagem).

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 4 meses de produção e restauro · 2 meses de circulação (cidade única) · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de 12 meses.

Ticket: tomando como régua a captação anual já registrada pela Stellantis no banco (R$ 32 milhões/ano, a confirmar com o RI da empresa), R$ 1,5 milhão representa cerca de 4,7% do headroom fiscal anual da companhia em Rouanet e menos de 0,2% do IR devido total estimado. É um ticket que qualquer CFO aprova sem levar a comitê. O argumento de venda é o piloto: esta faixa não pede à Fiat que acredite no conceito inteiro — pede que financie a prova de que ele funciona, com risco de exposição pública mínimo e sem nenhum compromisso de escala futura.

Enquadramento: categoria proposta comum PJ (teto R$ 1,5 milhão) — a faixa preenche o teto exatamente e, por não circular entre cidades, ainda não se qualifica como itinerante. É o enquadramento mais simples e o parecer técnico mais rápido de todo o portfólio.

F2 · R$ 3.000.000 Edição Trajeto

A obra passa a circular: à cidade de estreia soma-se uma segunda praça, testando pela primeira vez a logística de itinerância que sustenta toda a versão plena do projeto. Entram duas comissões-satélite de artistas emergentes da base ArtNow, abrindo o núcleo expositivo que na faixa final vira o coração do programa. O programa educativo deixa de ser local e passa a ter uma versão própria em cada cidade.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística300.00010,0%
Comissões e cachês de artistas950.00031,7%
Produção/cenotécnica/montagem650.00021,7%
Logística e itinerância250.0008,3%
Educativo e mediação350.00011,7%
Comunicação e documentação220.0007,3%
Gestão180.0006,0%
Auditoria e prestação de contas70.0002,3%
Contingência30.0001,0%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 cidades · 3 obras comissionadas (1 principal + 2 satélites) · público-meta 40 mil pessoas · 5 mil estudantes atendidos · cerca de 35 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 5 meses de produção · 4 meses de circulação (2 cidades) · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de 15 meses.

Ticket: R$ 3 milhões equivalem a 9,4% do headroom fiscal anual de referência e cerca de 0,38% do IR devido total. O argumento de venda desta faixa é a prova de itinerância — a etapa que valida se o público responde fora da cidade de estreia e se o time consegue replicar a museografia com qualidade em uma segunda praça, condição indispensável para justificar internamente qualquer faixa maior.

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões) — a partir desta faixa o projeto passa a circular entre cidades e migra de categoria; o valor fica confortavelmente dentro do teto, com folga de mais da metade.

F3 · R$ 4.500.000 Edição Travessia

Uma terceira cidade entra no roteiro, tipicamente saindo do eixo Sudeste (Nordeste ou Sul), e o núcleo de comissões-satélite cresce para quatro artistas — o suficiente para a mostra deixar de parecer uma peça isolada com apêndices e passar a se ler como um núcleo curatorial completo sobre arte, indústria e memória popular. É a faixa que corresponde ao piso da estimativa original do projeto (R$ 4,5–5,5 milhões) e a primeira em que a imprensa cultural nacional trata o projeto como acontecimento, não como nota.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística450.00010,0%
Comissões e cachês de artistas1.400.00031,1%
Produção/cenotécnica/montagem950.00021,1%
Logística e itinerância450.00010,0%
Educativo e mediação500.00011,1%
Comunicação e documentação350.0007,8%
Gestão260.0005,8%
Auditoria e prestação de contas100.0002,2%
Contingência40.0000,9%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 3 cidades · 5 obras comissionadas (1 principal + 4 satélites) · público-meta 90 mil pessoas · 12 mil estudantes atendidos · cerca de 55 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 6 meses de produção · 6 meses de circulação (3 cidades) · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de 20 meses.

Ticket: R$ 4,5 milhões representam 14,1% do headroom fiscal anual de referência e cerca de 0,56% do IR devido total. Esta é a faixa de compromisso real — grande o bastante para gerar cobertura nacional consistente, ainda pequena o bastante para caber com folga dentro de um único ano fiscal sem disputar espaço com outros compromissos culturais da marca (Casa Fiat incluída).

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões), com folga de R$ 1,5 milhão sob o teto — margem de segurança útil caso o parecerista técnico solicite ajustes de escopo durante a análise dos 60 dias.

F4 · R$ 6.000.000 Edição Capital recomendada

A versão plena do conceito originalmente desenhado para o banco: estreia em museu-âncora seguida de itinerância por cinco capitais fora de Belo Horizonte, núcleo de sete obras comissionadas (a peça principal mais seis comissões-satélite), oficinas de restauro e pintura artística com o SENAI de Betim e um programa educativo de escala nacional. É o teto da categoria itinerante — a faixa em que o protocolo BMW Art Car é cumprido por inteiro, com o mesmo padrão de liberdade curatorial e prestígio que fundou a tradição na Alemanha.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística550.0009,2%
Comissões e cachês de artistas1.900.00031,7%
Produção/cenotécnica/montagem1.250.00020,8%
Logística e itinerância650.00010,8%
Educativo e mediação700.00011,7%
Comunicação e documentação480.0008,0%
Gestão330.0005,5%
Auditoria e prestação de contas110.0001,8%
Contingência30.0000,5%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 6 cidades (estreia + 5 capitais) · 7 obras comissionadas · público-meta 180 mil pessoas · 25 mil estudantes atendidos · cerca de 90 empregos culturais diretos.

Cronograma: 5 meses de pré-produção · 7 meses de produção e restauro · 10 meses de circulação (6 cidades) · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de 26 meses.

Ticket: R$ 6 milhões equivalem a 18,8% do headroom fiscal anual de referência e cerca de 0,75% do IR devido total — quase um quinto da capacidade anual de incentivo da companhia num projeto só, mas ainda plenamente absorvível por quem já capta R$ 32 milhões/ano em Rouanet. Esta é a faixa-manchete: cabe inteira num único PRONAC, sem a complexidade extra de dividir o projeto, e entrega o "primeiro art car do Brasil" no tamanho que justifica capa de revista e nota internacional.

Enquadramento: exposição itinerante, no teto máximo da categoria (R$ 6 milhões). A justificativa técnica é direta: seis praças de circulação, sucessivas e planejadas desde a submissão, caracterizam itinerância territorial de forma inequívoca — não há margem para o parecerista reclassificar como proposta comum.

F5 · R$ 7.000.000 Edição Legado

A Edição Capital inteira, ampliada para sete cidades e nove obras comissionadas (a principal mais oito satélites), somada a um segundo bloco que a Faixa 4 não cobre: um livro-catálogo definitivo do projeto, distribuído a bibliotecas públicas de doze estados, e um programa nacional de formação de professores da rede pública em criação e mediação a partir do acervo do 147. É a faixa que fecha o ciclo como legado documental permanente — a peça que garante que a "primeira edição" do art car brasileiro vire referência bibliográfica, não só lembrança de quem viu a exposição pessoalmente.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística600.0008,6%
Comissões e cachês de artistas2.070.00029,6%
Produção/cenotécnica/montagem1.650.00023,6%
Logística e itinerância830.00011,9%
Educativo e mediação800.00011,4%
Comunicação e documentação620.0008,9%
Gestão300.0004,3%
Auditoria e prestação de contas105.0001,5%
Contingência25.0000,4%
Total7.000.000100%

Entregáveis: 7 cidades · 9 obras comissionadas · livro-catálogo definitivo distribuído a 12 estados · 300 professores da rede pública formados · público-meta 260 mil pessoas (exposição) · cerca de 130 empregos culturais diretos.

Cronograma: 6 meses de pré-produção · 8 meses de produção e restauro · 14 meses de circulação (7 cidades, com o lançamento do livro na etapa final) · 4 meses de prestação de contas, com fechamento escalonado entre o PRONAC e a frente de aporte direto. Ciclo total de 32 meses — dentro do teto de execução de 36 meses da lei.

Ticket: dos R$ 7 milhões, R$ 6 milhões entram via PRONAC — o mesmo headroom fiscal da Faixa 4 (18,8% do headroom anual de referência e cerca de 0,75% do IR devido total) — e R$ 1 milhão é aporte direto da Fiat, verba própria de marketing/institucional, fora do incentivo e não dedutível. O argumento de venda é o de legado: esta não é mais só uma exposição, é o marco fundador de uma coleção — "cada edição futura vira um PRONAC novo, construindo a coleção" já é a lógica que o próprio banco prevê para o projeto, e a Faixa 5 é o primeiro capítulo escrito nesses termos, com registro bibliográfico e formação de professores que sobrevivem ao fim da itinerância.

Enquadramento: R$ 7 milhões excedem em R$ 1 milhão o teto da categoria itinerante (R$ 6 milhões). Solução: PRONAC único de R$ 6.000.000 — o teto máximo da categoria itinerante, 100% dedutível via Art. 18, idêntico em estrutura à Faixa 4 mas ampliado para 7 cidades e 9 obras — somado a R$ 1.000.000 de aporte direto da Fiat, verba própria de marketing/institucional, fora do guarda-chuva do incentivo e não dedutível. O aporte direto financia exatamente o acréscimo da Faixa 5 sobre a Faixa 4: o livro-catálogo distribuído às bibliotecas públicas e o programa nacional de formação de professores. O PRONAC de R$ 6 milhões mantém governança plena (auditoria, prestação de contas e teto de 20% por fornecedor); o aporte direto de R$ 1 milhão não entra na prestação de contas do MinC nem no SALIC, por não fazer parte do incentivo — é despesa de marketing institucional normal, que precisa de aprovação própria do CFO da Fiat além da cota já reservada ao PRONAC.

RubricaVia PRONAC (R$ 6.000.000)Via aporte direto (R$ 1.000.000)
Curadoria e direção artística520.00080.000
Comissões e cachês de artistas1.950.000120.000
Produção/cenotécnica/montagem1.300.000350.000
Logística e itinerância700.000130.000
Educativo e mediação600.000200.000
Comunicação e documentação560.00060.000
Gestão260.00040.000
Auditoria e prestação de contas90.00015.000
Contingência20.0005.000
Total6.000.0001.000.000

Contrapartida social por faixa:

FaixaGratuidadeEscolas parceirasJovens/professores formadosAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi100% da exposição, sem bilheteria1 (SENAI Betim)40 jovens (oficina piloto de restauro/pintura)Nenhuma doação nesta faixa — reservada ao fechamento do ciclo
F2 — R$ 3 mi100%3 (Betim + 2 cidades da itinerância)90 jovens1 obra-satélite doada ao museu-sede da 2ª cidade
F3 — R$ 4,5 mi100%6180 jovens2 obras-satélite doadas (uma por cidade adicional)
F4 — R$ 6 mi100%12 (SENAI Betim + redes públicas das 5 capitais)400 jovens4 obras-satélite + réplica documental do processo de restauro doada ao acervo público de Betim
F5 — R$ 7 mi100%20 + rede nacional via aporte direto700 jovens + 300 professores formados em 12 estados6 obras-satélite + o 147 original doado a museu público ao fim da itinerância + tiragem do livro-catálogo doada a bibliotecas públicas de 12 estados

Todas as faixas superam com folga os mínimos legais de 10% de ingressos gratuitos e 20% a preço popular — a gratuidade é total do início ao fim, o que também elimina qualquer discussão sobre o teto de R$ 300 por beneficiário que costuma travar projetos com bilheteria mista.

Assinado por Todos: A obra-matriz do 147 estreia sobre um plinto de aço com os cerca de 9 mil nomes de todos os funcionários de Betim microgravados a laser em relevo, viajando com a peça em cada cidade da itinerância. Um totem no museu-âncora e em cada parada, mais uma página web, deixam cada funcionário ou família encontrar seu nome e tirar a foto; cada visita da contrapartida social sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Recusa ou indisponibilidade da artista-alvo. Uma artista do calibre de Beatriz Milhazes ou Sonia Gomes tem agenda internacional fechada com anos de antecedência, e o convite pode simplesmente não caber no calendário dela. Mitigação: montar com o curador independente uma lista curta de quatro a cinco nomes de peso equivalente antes de qualquer submissão, obter carta de intenção formal assinada pela artista escolhida e só então protocolar o PRONAC — nenhuma faixa deste dossiê deveria ser submetida ao MinC com a artista ainda em aberto.

2. Concentração de fornecedor no restauro automotivo. Restauro de carroceria histórica em padrão de obra de arte é nicho raro no Brasil — poucas oficinas têm o know-how, o que cria risco real de estourar o teto de 20% por fornecedor já na rubrica de produção/cenotécnica, a maior linha do orçamento em toda faixa. Mitigação: fatiar o escopo em contratos distintos e cotados separadamente — estrutura e mecânica, pintura e acabamento artístico, logística de transporte — com três cotações documentadas por rubrica, replicando o desenho de blindagem já usado nas outras ideias do banco.

3. Leitura de promoção indireta de marca. Mesmo descontinuado, o 147 é um carro Fiat, e um parecerista mais conservador do MinC pode enxergar publicidade disfarçada onde a proposta pretende autonomia artística plena. Mitigação: laudo técnico assinado pelo curador independente atestando que a obra é intervenção artística autônoma, com texto curatorial que nunca cita a linha atual da marca; crédito institucional restrito a "Apresenta", nunca "produto em exposição"; e o logotipo da Fiat sempre em tamanho igual ou menor que o do Governo Federal em toda peça de comunicação, sem exceção — a vedação mais fácil de derrapar sem querer.

Recomendação: Venderia primeiro a Faixa 4 — R$ 6.000.000 (Edição Capital). É a versão que corresponde exatamente ao conceito já validado pelo próprio banco como a ideia mais limpa do lote, com wow máximo e enquadramento sem ressalvas — cinco capitais fora de Belo Horizonte, protocolo BMW Art Car cumprido por inteiro, imprensa de calibre nacional e potencial internacional. Cabe num único PRONAC, sem exigir a frente adicional de aporte direto que a Faixa 5 pede, e representa menos de um quinto do headroom fiscal anual de uma companhia que já capta R$ 32 milhões por ano em Rouanet — ou seja, um compromisso grande o bastante para virar manchete, mas pequeno o bastante para não competir com os outros investimentos culturais do grupo, Casa Fiat incluída. Se a primeira reunião pedir um gesto menor para testar a relação antes de comprometer o valor cheio, a Faixa 1 (R$ 1,5 milhão) é o recuo natural: prova o conceito com risco quase zero e abre caminho para escalar até a Edição Capital num PRONAC seguinte, como o banco já prevê para as edições futuras da coleção.

MONO-02 · Volkswagen

Kombi Aberta: Museus de Bolso nas Periferias

Sete Kombis restauradas — uma por década de VW no Brasil — viram micro-museus itinerantes: cada uma carrega uma exposição-cápsula de um artista contemporâneo da base ArtNow, com obra original, mediador formado e material educativo, estacionando no portão de escolas públicas, praças de periferia e cidades pequenas. Curadoria centralizada ArtNow, rotação semestral de artistas, roteiro definido por IDEB e vulnerabilidade social. Uma única Kombi histórica — isolada do resto da frota como peça-símbolo — recebe intervenção de artista consagrado; as demais permanecem suporte neutro, sem virar coleção de art cars da marca. O desenho inteiro nasce como resposta direta à multa de R$ 25,3 milhões que a CGU aplicou à VW pelo Brasilidade Sinfônica: auditoria externa anual, dashboard público de execução, compras com três cotações, nenhum fornecedor acima de 20% do orçamento. Job do CMO: provar ao próprio conselho e à CGU que a VW sabe rodar um Rouanet impecável, e fazer isso pelo objeto mais afetivo da marca — não por um carro atual, o que blinda contra qualquer leitura de publicidade indireta. O wow: a Esther Mahlangu à brasileira, 35 anos depois — só que em vez de salão de Le Mans, a porta da escola pública.

Enquadramento Art. 18 · exposição itinerante/territórios criativosFaixa recomendada F3 · R$ 4,5 mi
F1 · R$ 1,5 milhão Edição Semente

Duas Kombis operando num único polo — ABC paulista, onde a Anchieta e a memória metalúrgica da marca já têm enraizamento — com quatro exposições-cápsula em rodízio ao longo de nove meses. É o projeto mínimo viável: já tem auditoria externa, dashboard público e curadoria ArtNow completos, mas sem escala nacional e sem a Kombi-símbolo com artista consagrado, que fica para a fase seguinte. Serve para o CMO testar a operação inteira em ambiente controlado antes de comprometer verba maior.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística180.00012%
Comissões e cachês de artistas270.00018%
Produção/cenotécnica/montagem300.00020%
Logística e itinerância225.00015%
Educativo e mediação180.00012%
Comunicação e documentação90.0006%
Gestão150.00010%
Auditoria e prestação de contas60.0004%
Contingência45.0003%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 2 Kombis, 4 exposições-cápsula, ~30 escolas públicas, ~15 mil estudantes atendidos, 40 professores de artes formados, 8 empregos culturais diretos (mediadores, restauradores, produção).

Cronograma: 3 meses pré-produção · 2 meses produção · 4 meses circulação · 2 meses prestação de contas (11 meses corridos).

Ticket: R$ 1,5 milhão é o piso da categoria comum de PJ — para uma montadora do porte da VW, é uma fração mínima do teto de 4% do IR devido, o tipo de ticket que não passa por comitê de investimento, só por aprovação de marketing. O argumento de venda não é o alcance, é o risco zero: "testem a governança antes de escalar o orçamento."

Enquadramento: cabe folgado em exposição comum de PJ (teto R$ 1,5 milhão, IN 29/2026 — confirmar no DOU) ou já em itinerante/territórios criativos se a VW preferir abrir o guarda-chuva maior desde o início, sem risco de estouro em nenhum dos dois casos.

F2 · R$ 3 milhões Edição Rota

Quatro Kombis, expansão para três praças — ABC, interior paulista e uma cidade do Vale do Paraíba onde a VW tem histórico industrial — ao longo de quinze meses. Entra a primeira leva de formação de professores em escala regional e o início do acervo doado a secretarias municipais. Ainda não é a Kombi-símbolo com artista consagrado: essa peça permanece reservada para a versão que fecha o conceito original das sete décadas.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.00012%
Comissões e cachês de artistas540.00018%
Produção/cenotécnica/montagem600.00020%
Logística e itinerância450.00015%
Educativo e mediação360.00012%
Comunicação e documentação180.0006%
Gestão300.00010%
Auditoria e prestação de contas120.0004%
Contingência90.0003%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 4 Kombis, 8 exposições-cápsula, ~70 escolas, ~40 mil estudantes, 90 professores formados, 15 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses pré-produção · 3 meses produção · 8 meses circulação · 3 meses prestação de contas (18 meses corridos).

Ticket: ainda dentro da faixa de decisão de marketing sem precisar subir ao conselho fiscal — mas já produz release regional e primeira leva de dados de impacto (IDEB antes/depois nas escolas atendidas) para sustentar a conversa da faixa seguinte.

Enquadramento: exposição itinerante/territórios criativos, teto R$ 6 milhões — folga confortável, sem necessidade de engenharia.

F3 · R$ 4,5 milhões Edição Sete Décadas recomendada

Esta é a versão que fecha o conceito exatamente como desenhado no banco original: sete Kombis, uma por década de VW no Brasil, incluindo a Kombi-símbolo com intervenção de artista consagrado. Catorze exposições-cápsula ao longo de dois anos, roteiro nacional priorizando o ABC no primeiro ciclo e expandindo depois por IDEB e vulnerabilidade. É a versão que a "primeira conversa" do banco foi escrita para vender — nem piloto, nem expansão além do necessário.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística540.00012%
Comissões e cachês de artistas810.00018%
Produção/cenotécnica/montagem900.00020%
Logística e itinerância675.00015%
Educativo e mediação540.00012%
Comunicação e documentação270.0006%
Gestão450.00010%
Auditoria e prestação de contas180.0004%
Contingência135.0003%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 7 Kombis (uma por década + símbolo), 14 exposições-cápsula, ~200 escolas, ~150 mil estudantes, 300 professores formados, acervo de 14 obras doado às secretarias ao fim do ciclo, 30 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses pré-produção · 4 meses produção (restauro simultâneo das 7 Kombis) · 16 meses circulação · 4 meses prestação de contas (28 meses corridos).

Ticket: ainda R$ 2,5 milhões abaixo do teto de exposição itinerante — o próprio banco já sinalizou isso como "orçamento abaixo do teto, sinal de disciplina", exatamente o tipo de leitura que uma marca pós-multa da CGU precisa que a imprensa e a auditoria enxerguem. É o ticket de venda principal: entrega a narrativa completa sem exigir nenhuma engenharia de PRONAC.

Enquadramento: exposição itinerante/territórios criativos, teto R$ 6 milhões — cabe sem ajuste algum.

F4 · R$ 6 milhões Edição Fundação

O teto máximo da categoria itinerante usado por inteiro: a frota das sete Kombis-década ganha reforço de mais quatro ou cinco Kombis-satélite para saturação regional, o ciclo se estende a três anos e o programa passa a se anunciar como iniciativa nomeada e recorrente — não mais um projeto único, mas a base de um programa que se renova a cada novo PRONAC, no molde do que a Toyota já faz de forma consistente no setor.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística720.00012%
Comissões e cachês de artistas1.080.00018%
Produção/cenotécnica/montagem1.200.00020%
Logística e itinerância900.00015%
Educativo e mediação720.00012%
Comunicação e documentação360.0006%
Gestão600.00010%
Auditoria e prestação de contas240.0004%
Contingência180.0003%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 11-12 Kombis, ~24 exposições-cápsula, ~320 escolas, ~260 mil estudantes, 500 professores formados, acervo de 24 obras, 45 empregos culturais diretos.

Cronograma: 5 meses pré-produção · 5 meses produção · 24 meses circulação · 5 meses prestação de contas (36 meses — teto legal de execução do PRONAC).

Ticket: aqui a conversa já sobe ao CFO — é o tipo de ticket que precisa de caso de sucesso prévio (F1, F2 ou F3 rodados) para justificar. O argumento de venda é o "programa nomeado": Kombi Aberta deixa de ser projeto e vira propriedade cultural permanente da marca, renovável a cada ciclo sem precisar reinventar o conceito.

Enquadramento: exposição itinerante/territórios criativos no teto exato de R$ 6 milhões — qualquer centavo a mais já empurra para a faixa seguinte e exige engenharia.

F5 · R$ 7 milhões Edição Legado

A versão de maior ambição soma o programa físico completo da Edição Fundação a uma camada nacional de formação de professores e publicação de referência, que passa a existir fora do circuito das Kombis. É a versão-legado: além do museu que anda, fica um método documentado que qualquer secretaria de educação do país pode replicar. Como o valor estoura o teto de R$ 6 milhões da categoria itinerante, a engenharia soma um PRONAC único de R$ 6 milhões — "Kombi Aberta: Circuito Itinerante", idêntico em escopo e rubrica à Edição Fundação (F4) — a R$ 1 milhão de aporte direto da VW, verba própria de marketing/institucional fora do incentivo, cobrindo formação de professores a distância em escala nacional e uma publicação de referência sobre o método.

Orçamento via PRONAC — R$ 6.000.000 (idêntico à Edição Fundação, F4):

RubricaR$%
Curadoria e direção artística720.00012%
Comissões e cachês de artistas1.080.00018%
Produção/cenotécnica/montagem1.200.00020%
Logística e itinerância900.00015%
Educativo e mediação720.00012%
Comunicação e documentação360.0006%
Gestão600.00010%
Auditoria e prestação de contas240.0004%
Contingência180.0003%
Total6.000.000100%

Orçamento via aporte direto — R$ 1.000.000:

RubricaR$%
Curadoria e direção editorial100.00010%
Conteúdo pedagógico e formação de formadores250.00025%
Produção de material didático e publicação250.00025%
Logística de formação (polos regionais)100.00010%
Educativo e mediação (oficinas complementares)120.00012%
Comunicação e documentação60.0006%
Gestão80.0008%
Auditoria e prestação de contas30.0003%
Contingência10.0001%
Total1.000.000100%

Entregáveis (PRONAC + aporte direto): 11-12 Kombis físicas + alcance nacional via formação a distância, ~320 escolas visitadas presencialmente, ~260 mil estudantes no circuito físico, 500 professores formados presencialmente mais 5 mil professores via plataforma EAD, publicação de referência distribuída a bibliotecas públicas e escolas de arte em todo o país, acervo de 24 obras.

Cronograma: o circuito físico segue os 36 meses do PRONAC; a frente de aporte direto roda em paralelo a partir do mês 12, com 18 meses de produção e distribuição, encerrando antes do circuito físico para poder alimentar a última fase de circulação com o material já pronto.

Ticket: R$ 7 milhões é ticket de legado, não de campanha — a conversa certa é com o board, não com o CMO sozinho, e o argumento muda de registro: não é mais "patrocinamos uma exposição", é "fundamos um método replicável de levar museu para a periferia, e ele tem nosso nome". É a faixa que se vende depois que F1 ou F3 já provaram a operação, nunca como primeira conversa.

Enquadramento: o valor estoura o teto de R$ 6 milhões da categoria itinerante. A solução é um PRONAC único de R$ 6 milhões, 100% dedutível via Art. 18, somado a R$ 1 milhão de aporte direto da VW, verba própria de marketing/institucional fora do incentivo. Por não passar pelo SALIC, o aporte direto não é fiscalizado pelo MinC — mas nada impede a VW de aplicar voluntariamente os mesmos controles do PRONAC (três cotações registradas, dashboard público de execução, teto de 20% por fornecedor) também a essa fatia, preservando o argumento central do projeto: transparência total, com ou sem obrigação legal. O CFO precisa aprovar R$ 1 milhão de verba própria além da cota já reservada ao PRONAC — para uma marca reconstruindo credibilidade pós-CGU, essa aprovação vale o esforço porque mantém a Kombi Aberta 100% auditável na prática, mesmo na fatia que a lei não exige.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas atendidasEstudantesProfessores formadosGratuidadeAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi~30~15 mil40100%2 obras (secretaria municipal piloto)
F2 — R$ 3 mi~70~40 mil90100%4-5 obras (2 secretarias)
F3 — R$ 4,5 mi~200~150 mil300100%14 obras (uma por Kombi-década)
F4 — R$ 6 mi~320~260 mil500100%24 obras
F5 — R$ 7 mi~320 presenciais + alcance nacional via EAD~260 mil presenciais500 presenciais + 5 mil via EAD100%24 obras + publicação de referência doada a bibliotecas e escolas de arte

O projeto inteiro já nasce como contrapartida — não há bilheteria a fracionar entre gratuito e popular, porque não há bilheteria. O que escala com a faixa é o alcance formativo, não a proporção de gratuidade.

Assinado por Todos: A Kombi-símbolo que recebe a intervenção do artista consagrado ganha o forro interno serigrafado com os nomes de todos os funcionários da Volkswagen, organizados por década de admissão — ecoando a lógica de "uma Kombi por década" do projeto. Um totem em cada Kombi-parada e uma página web deixam funcionário ou família encontrar o nome no teto do museu itinerante; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações: (1) Leitura de publicidade indireta — a frota virar "coleção de art cars da VW". Mitigação: só a Kombi-símbolo recebe intervenção de artista consagrado e fica isolada da frota; as demais Kombis permanecem suporte neutro sem grafismo comercial, compradas de restauradores independentes e nunca cedidas pela VW — rompendo qualquer vínculo patrimonial direto entre incentivadora e objeto exposto. (2) Repetição do padrão de governança que gerou a multa da CGU no caso Brasilidade Sinfônica. Mitigação: auditoria externa contratada desde o PRONAC 1, dashboard público de execução atualizado em tempo real, compras sempre com três cotações registradas, monitoramento ativo do teto de 20% por fornecedor — incluindo o próprio proponente ArtNow na rubrica de curadoria, que fica deliberadamente abaixo desse teto em todas as faixas. (3) Exposição de obras originais e mediadores em ambiente aberto e itinerante, em territórios de maior vulnerabilidade. Mitigação: seguro total de obras e frota, protocolo de segurança pactuado com prefeitura e guarda municipal antes de cada parada, curadoria pensada desde o início para formato itinerante aberto — obras de menor porte e maior resiliência, não adaptações de peças concebidas para galeria fechada — e plano de contingência climática para as paradas ao ar livre.

Recomendação: A faixa certa para abrir a conversa é a F3 — R$ 4,5 milhões, "Edição Sete Décadas". É o ponto em que o conceito original do banco se realiza por inteiro — sete Kombis, uma por década, incluindo a peça-símbolo — sem precisar de engenharia de PRONAC nem de um ciclo de confiança prévio para justificar o ticket. Fica R$ 1,5 milhão abaixo do teto de exposição itinerante, e essa folga é ela própria argumento de venda: mostra disciplina orçamentária logo na primeira submissão, o oposto do padrão que gerou a multa da CGU. Entrega os números que sustentam a "primeira conversa" já escrita no banco — 200 escolas, 150 mil estudantes — sem depender de uma segunda rodada de aprovação. F1 fica como alternativa se o CMO pedir prova de conceito menor antes de comprometer o valor cheio; F4 e F5 fazem mais sentido como segunda e terceira conversa, depois que a Edição Sete Décadas já tiver dashboard público rodando havia meses e nenhum ponto de auditoria em aberto.

MONO-03 · BYD

Rota da Luz: O Primeiro Museu Itinerante Zero-Emissão do Mundo

Uma carreta-galeria climatizada, com placas solares no teto e banco de baterias, encomendada a um fabricante especializado já homologado — nada de engenharia do zero —, parte de Camaçari e percorre o semiárido nordestino levando arte contemporânea de padrão bienal a cidades que nunca tiveram museu. O tema curatorial é a luz: o sol do sertão como matéria da arte, do barro queimado à arte digital. À noite, a fachada da carreta vira tela de projeção mapeada na praça central, cinema de arte gratuito alimentado pela energia colhida durante o dia. No dossiê técnico submetido ao MinC a narrativa é 100% curatorial, sem uma linha associando a carreta à promessa tecnológica da marca. O job do CMO da BYD é converter R$5,5 bilhões de investimento fabril em afeto regional sem depender de propaganda de carro — "museu movido a sol chegando onde nunca chegou museu" faz esse trabalho sem mostrar um único veículo. O wow: um museu que anda, não emite carbono e se alimenta do próprio sol que expõe — manchete de Guardian, não só de Folha.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 mi
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Uma única praça, provavelmente Salvador ou a própria Camaçari, ocupando um equipamento cultural já existente em vez de construir a carreta solar — que sozinha consome mais da metade desse orçamento se fosse fabricada agora. O núcleo curatorial "luz" nasce aqui: seis obras comissionadas, dois artistas populares do semiárido, e o desenho técnico completo da carreta solar contratado como projeto executivo, pronto para fabricação assim que houver orçamento de faixa superior. É a prova de conceito, não a itinerância.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010,0%
Comissões e cachês de artistas350.00023,3%
Produção/cenotécnica/montagem300.00020,0%
Logística e itinerância150.00010,0%
Educativo e mediação180.00012,0%
Comunicação e documentação120.0008,0%
Gestão190.00012,7%
Auditoria e prestação de contas45.0003,0%
Contingência15.0001,0%
Total1.500.000100%

A rubrica de produção soma 20% do total, mas nenhum fornecedor individual chega lá: o valor se divide entre montagem expográfica, transporte e seguro das obras e o projeto executivo da carreta, cada contrato cotado e fechado separadamente.

Entregáveis: 1 cidade · 6 obras comissionadas · público-meta 15.000 visitantes · 1.500 estudantes da rede pública atendidos · 2 mediadores formados (piloto do programa Guias do Sertão) · cerca de 35 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 3 meses · produção 4 meses · circulação 2 meses · prestação de contas 3 meses. 12 meses ponta a ponta.

Ticket: Numa empresa do porte da BYD Brasil, com IR devido anual estimado — de forma conservadora e apenas ilustrativa, já que a companhia não divulga o número — na casa de dezenas de milhões de reais, R$1,5 milhão consome uma fatia pequena do headroom de 4%, cabendo dentro de uma única linha de patrocínio sem disputar orçamento com nenhuma outra prioridade de marketing. O argumento de venda aqui não é escala, é risco zero: a faixa prova que a curadoria funciona, que os artistas entregam, que a governança (auditoria, compras cotadas, dashboard) roda limpa — e monta o dossiê de crédito que destrava a conversa sobre a carreta solar de verdade no ano seguinte.

Enquadramento: Proposta comum de pessoa jurídica, teto R$1,5 milhão — cabe integralmente sem necessidade de enquadramento como itinerante, já que a exposição roda em praça única.

F2 · R$ 3 mi Edição Circuito

Primeira itinerância de verdade, mas ainda sem a carreta solar customizada: um veículo climatizado já existente no mercado, adaptado com sinalização e museografia própria, percorre quatro cidades do semiárido baiano — Camaçari, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina. O sistema fotovoltaico entra como piloto técnico parcial, alimentando só a iluminação interna e as projeções noturnas, não a climatização inteira. Comparado à Faixa 1, some o núcleo fixo de praça única e entra a logística de estrada; falta ainda a fabricação sob medida que só a Faixa 3 em diante paga.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística240.0008,0%
Comissões e cachês de artistas600.00020,0%
Produção/cenotécnica/montagem750.00025,0%
Logística e itinerância450.00015,0%
Educativo e mediação330.00011,0%
Comunicação e documentação210.0007,0%
Gestão300.00010,0%
Auditoria e prestação de contas90.0003,0%
Contingência30.0001,0%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 4 cidades · 10 obras comissionadas · público-meta 60.000 visitantes · 6.000 estudantes atendidos · 8 mediadores formados (2 por cidade) · 4 artistas populares do semiárido comissionados · cerca de 70 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 4 meses · produção 5 meses · circulação 5 meses (4 a 6 semanas por cidade) · prestação de contas 3 meses. 17 meses ponta a ponta.

Ticket: R$3 milhões já representa um comprometimento visível dentro do teto de 4% de qualquer empresa de porte médio-grande no lucro real, e é o primeiro número que aparece em release de imprensa sem soar tímido. O argumento de venda é a prova de itinerância: mostra que o modelo logístico funciona em estrada real, no território real, antes de comprometer os R$2 milhões que uma carreta solar sob medida custa sozinha.

Enquadramento: Exposição itinerante/territórios criativos, teto R$6 milhões — a Faixa 2 usa metade do teto disponível, com folga confortável de margem.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Sertão

Entra a carreta solar customizada — uma unidade, fabricada por fornecedor homologado — e o circuito cresce para 7 a 8 cidades, somando Vitória da Conquista, Senhor do Bonfim e Paulo Afonso ao roteiro da Faixa 2. A projeção mapeada noturna passa a rodar em todas as praças, não só nas maiores. Ainda não é o piloto completo de 10 a 12 cidades que fecha a promessa "primeiro museu zero-emissão do mundo" com a chancela de escala nacional — falta reforço de equipe de manutenção itinerante e o segundo trimestre de operação que a Faixa 4 paga.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística300.0006,7%
Comissões e cachês de artistas800.00017,8%
Produção/cenotécnica/montagem1.500.00033,3%
Logística e itinerância650.00014,4%
Educativo e mediação450.00010,0%
Comunicação e documentação280.0006,2%
Gestão400.0008,9%
Auditoria e prestação de contas90.0002,0%
Contingência30.0000,7%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 7-8 cidades · 16 obras comissionadas (10 novas mais 6 herdadas do circuito anterior) · público-meta 130.000 visitantes · 13.000 estudantes atendidos · cerca de 15 mediadores formados · 7 artistas populares comissionados · 1 obra doada ao acervo público da cidade-sede · cerca de 110 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 6 meses (inclui o lead time de fabricação da carreta) · produção 4 meses · circulação 8 meses · prestação de contas 3 meses. 21 meses ponta a ponta.

Ticket: R$4,5 milhões é o ponto em que a peça de imprensa muda de tom: já não é "BYD patrocina exposição", é "BYD leva museu solar ao sertão". Para uma empresa cujo IR devido cresce ano a ano — como uma montadora em expansão acelerada de market share —, esse valor ainda deixa headroom de 4% sobrando para outras frentes de ESG no mesmo exercício fiscal. O argumento de venda é o ponto de virada visual: a carreta já existe, já roda, já é fotografável, mas a escala de 10-12 cidades — a que fecha a alegação de "primeiro museu zero-emissão do mundo" com robustez editorial — só chega na faixa seguinte.

Enquadramento: Exposição itinerante/territórios criativos, teto R$6 milhões — a Faixa 3 usa 75% do teto disponível. A fabricação da carreta solar, sozinha, ultrapassaria o teto de 20% por fornecedor se contratada como pacote único (33,3% do total); por isso ela nasce fracionada em pelo menos três contratos autônomos e cotados — chassi/estrutura, sistema fotovoltaico e banco de baterias, climatização e museografia interna — cada um abaixo de R$900 mil, com comprovação em planilha de compras.

F4 · R$ 6 mi Edição Zero-Emissão recomendada

É o projeto exatamente como descrito no banco de ideias: piloto de 10 a 12 cidades no ano 1, carreta solar completa operando com autonomia energética real (climatização, iluminação e projeções alimentadas pelo próprio sistema fotovoltaico), 10 artistas populares do semiárido comissionados com cachê e obra incorporada ao acervo itinerante, e o programa Guias do Sertão formando jovens da rede pública como mediadores remunerados em cada parada. É a versão que sustenta a manchete inteira sem ressalva.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística350.0005,8%
Comissões e cachês de artistas700.00011,7%
Produção/cenotécnica/montagem2.000.00033,3%
Logística e itinerância1.300.00021,7%
Educativo e mediação550.0009,2%
Comunicação e documentação500.0008,3%
Gestão400.0006,7%
Auditoria e prestação de contas150.0002,5%
Contingência50.0000,8%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 10-12 cidades · 20 obras comissionadas · público-meta 220.000 visitantes · 24.000 estudantes atendidos · cerca de 22 mediadores formados (2 por cidade) · 10 artistas populares do semiárido comissionados · 2-3 obras doadas a acervos públicos ao longo da rota · cerca de 180 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 7 meses (fabricação e homologação da carreta, curadoria, comissões) · produção 3 meses (finalização e testes) · circulação 12 meses · prestação de contas 4 meses. 26 meses ponta a ponta, com folga confortável dentro do limite de 36 meses da lei.

Ticket: No teto máximo da categoria itinerante, R$6 milhões é um número que qualquer CMO de montadora reconhece: é o mesmo patamar de ticket de patrocínio esportivo que o setor já pratica, só que redirecionado de imposto devido em vez de saído do caixa de marketing. Para uma empresa da escala de investimento da BYD no Brasil, comprometer esse valor dentro do teto de 4% do IR devido é operação de rotina fiscal, não sacrifício orçamentário. O argumento de venda é o pacote completo e fechado: nenhuma versão menor sustenta a frase "o primeiro museu zero-emissão do mundo nasceu no sertão brasileiro" sem ressalva de escala, e essa frase é a manchete que a marca não pode mais comprar depois que outra fizer primeiro.

Enquadramento: Exposição itinerante/territórios criativos, teto máximo R$6 milhões — a Faixa 4 ocupa 100% do teto da categoria, exigindo confirmação do valor exato no DOU antes de fechar a proposta final. Mesma lógica de fracionamento da carreta solar da Faixa 3, agora em três contratos de cerca de R$650-700 mil cada, todos abaixo do teto de R$1,2 milhão (20% de R$6 milhões).

F5 · R$ 7 mi Edição Legado

A versão de dois ciclos: o piloto de 10-12 cidades do ano 1 se estende para um segundo ciclo de circulação no ano 2, alcançando 15 a 18 cidades ao todo, incorporando trechos do litoral e do interior baiano-pernambucano que ficaram fora do primeiro roteiro. O acervo cresce, mais artistas populares entram, e nasce um braço editorial próprio — um atlas fotográfico e uma série documental em Creative Commons — que documenta os dois anos de itinerância e forma uma segunda geração de mediadores a partir dos egressos da primeira. É a versão que não fecha um ciclo, funda um programa.

Via PRONAC — exposição itinerante (R$ 6.000.000):

RubricaR$%
Curadoria e direção artística300.0005,0%
Comissões e cachês de artistas750.00012,5%
Produção/cenotécnica/montagem2.100.00035,0%
Logística e itinerância1.600.00026,7%
Educativo e mediação500.0008,3%
Comunicação e documentação350.0005,8%
Gestão250.0004,2%
Auditoria e prestação de contas120.0002,0%
Contingência30.0000,5%
Subtotal via PRONAC6.000.000100%

Via aporte direto — programa educativo-editorial complementar "Atlas do Sertão Solar" (R$ 1.000.000):

RubricaR$%
Coordenação editorial e curatorial100.00010,0%
Formação de mediadores em rede (expansão do Guias do Sertão)350.00035,0%
Produção do atlas fotográfico e série documental300.00030,0%
Distribuição e doação de acervo a bibliotecas e escolas públicas100.00010,0%
Gestão100.00010,0%
Auditoria e prestação de contas40.0004,0%
Contingência10.0001,0%
Subtotal via aporte direto1.000.000100%

Total combinado (PRONAC + aporte direto): R$ 7.000.000

Entregáveis: 15-18 cidades em dois ciclos de circulação · 28 obras comissionadas · público-meta 380.000 visitantes · 42.000 estudantes atendidos · cerca de 33 mediadores formados via PRONAC, mais a rede ampliada de egressos-formadores via aporte direto · 14 artistas populares do semiárido comissionados · 6 obras doadas a museus municipais ao longo da rota · cerca de 260 empregos culturais diretos somando PRONAC e aporte direto.

Cronograma: Pré-produção 8 meses · produção 4 meses · circulação 18 meses (dois ciclos anuais) · prestação de contas 4 meses, com a frente de aporte direto de publicação fechando alguns meses depois do encerramento da itinerância. 34 meses ponta a ponta, já próximo do limite legal de 36 meses — sem margem para atraso de fabricação ou licenciamento.

Ticket: O PRONAC de R$6 milhões usa o mesmo headroom fiscal de 4% do IR devido que a Faixa 4 já ocupa — para uma empresa do porte da BYD Brasil, ainda dentro do que cabe numa operação de rotina fiscal, mas relevante o bastante pra merecer conversa sobre planejamento em mais de um exercício caso o headroom anual esteja mais apertado do que o cenário conservador aqui assumido. O R$1 milhão de aporte direto é verba própria de marketing/institucional da companhia, fora do incentivo — não disputa o teto de 4% do IR devido nem passa pela mesma linha orçamentária do Rouanet, mas precisa de aprovação própria dentro do orçamento de marketing da BYD. O argumento de venda muda de escala: não é mais "prove que funciona" nem "feche a manchete", é "funde a categoria e seja dono dela por dois anos". É a versão-legado — a que transforma um projeto pontual em programa contínuo, com braço editorial próprio e uma segunda geração de mediadores formados pelos primeiros, o tipo de ativo que nenhuma concorrente reproduz só copiando o formato.

Enquadramento: R$7 milhões ultrapassa o teto de R$6 milhões da categoria itinerante. Solução: PRONAC único de R$6.000.000 — a exposição itinerante propriamente dita, teto máximo da categoria, 100% dedutível via Art. 18 — somado a R$1.000.000 de aporte direto da BYD, verba própria de marketing/institucional, fora do guarda-chuva do incentivo, cobrindo o Atlas do Sertão Solar: o programa educativo-editorial que forma a segunda geração de mediadores, produz o atlas fotográfico e a série documental, e distribui o acervo a bibliotecas e escolas públicas. O PRONAC de R$6 milhões mantém governança plena (auditoria, prestação de contas, teto de 20% por fornecedor); o aporte direto de R$1 milhão não passa pelo SALIC nem entra na prestação de contas do MinC — precisa de aprovação própria do CFO da BYD além da cota já reservada ao PRONAC.

Contrapartida social por faixa:

FaixaCidades atendidasGratuidadeJovens formados (Guias do Sertão)Artistas populares comissionadosEstudantes em ação formativaAcervo doado
F1 — R$1,5 mi1Total221.500
F2 — R$3 mi4Total846.000
F3 — R$4,5 mi7-8Total~15713.0001 obra
F4 — R$6 mi10-12Total~221024.0002-3 obras
F5 — R$7 mi15-18Total~33 + rede de egressos-formadores1442.0006 obras

Gratuidade total em todas as faixas já excede os mínimos legais de 10% de ingressos gratuitos e 20% a preço popular — o projeto nasce sem cobrar entrada em nenhum estágio, e a contrapartida escala pelo alcance, não pela proporção de gratuidade. A escala de 30 cidades no "ciclo completo" mencionada no conceito original fica reservada para uma fase 2, além mesmo da Faixa 5 aqui detalhada.

Assinado por Todos: A pele metálica da carreta-galeria recebe os nomes de todos os funcionários da BYD perfurados a laser, invisíveis de dia; à noite, a luz da projeção mapeada atravessa os furos e acende cada nome por trás da imagem, iluminado pelo mesmo sol que a obra recolheu. Um totem junto à carreta em cada cidade e uma página web permitem encontrar o nome; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Execução logística no semiárido. Estradas em parte não pavimentadas, calor extremo e poeira são risco real de pane na carreta customizada — e uma pane para a itinerância inteira, não só uma parada. Mitigação: nenhuma faixa acima da F2 escala direto para 30 cidades; o piloto de 10-12 cidades da Faixa 4 existe justamente para testar o modelo de manutenção antes de qualquer expansão maior, com contrato de manutenção preventiva junto ao fabricante homologado, unidade de contingência climatizada convencional para não travar o calendário em caso de pane prolongada, e seguro total do bem.

2. Risco de enquadramento por associação de marca. Qualquer leitura de que a carreta solar promove a "promessa tecnológica" da BYD em vez de servir a um projeto curatorial autônomo compromete a dedução inteira e expõe o incentivador a glosa. Mitigação: dossiê técnico ao MinC 100% curatorial, sem menção a modelo de veículo ou tecnologia proprietária; manual de linguagem obrigatório para toda peça de comunicação, imprensa e sinalização; revisão jurídica prévia de todo material antes de submissão e de cada abertura de cidade.

3. Concentração de fornecedor acima do teto de 20%. A fabricação da carreta solar é, isoladamente, o item mais caro do orçamento em toda faixa a partir da F3, e um contrato único de fabricação ultrapassaria o teto por fornecedor em qualquer uma delas. Mitigação: fracionamento obrigatório da fabricação em pelo menos três contratos autônomos e cotados — chassi/estrutura, sistema fotovoltaico e banco de baterias, climatização e museografia interna —, cada um mantido abaixo do teto de 20%, com comprovação em planilha de compras auditável desde a primeira faixa.

Recomendação: A Faixa 4, R$6 milhões, é a que eu venderia primeiro pra BYD. É exatamente o projeto já descrito e testado no banco de ideias — piloto de 10-12 cidades, carreta solar completa, autonomia energética real —, e é a única faixa abaixo dela que ainda entrega a manchete inteira sem ressalva de escala: "o primeiro museu zero-emissão do mundo" exige a carreta funcionando de verdade, não um projeto executivo de papel nem uma versão híbrida parcial. Uma marca que decide rápido e gosta de superlativo compra um número redondo e fechado, não um funil de upsell em cinco degraus — e R$6 milhões, no teto máximo da categoria, já é a operação de rotina fiscal que qualquer CMO de montadora reconhece de cabeça. A Faixa 5 é a conversa certa para depois que a Faixa 4 tiver rodado uma temporada e provado a manchete: aí sim o argumento de programa contínuo, com braço editorial próprio, sustenta pedir mais. Faixa recomendada: F4 — R$6.000.000 (projeto de incentivadora única, não multi nesta rodada; sem cota mínima aplicável).

MONO-04 · BYD

O Azul Perfeito: Uma Catedral de Índigo na Bahia

A editoria "Sete Séculos em Busca do Azul Perfeito", da ArtNow, vira exposição monumental sobre o azul na arte brasileira — do anil escravizado ao azulejo colonial ao azul contemporâneo. O núcleo são comissões inéditas de artistas afro-baianos que criam obras monumentais em índigo natural, tingido por comunidades quilombolas do Recôncavo. Salvador abre com uma instalação têxtil única, de escala urbana, montada em estrutura própria e não tombada (ou com carta de anuência do IPHAN obtida antes da submissão do PRONAC). A mostra itinera levando as comissões — sem remontar a peça-matriz em cada praça — e o público atravessa, em cada cidade, uma cor que é ferida colonial e futuro elétrico ao mesmo tempo. A escala e o número de praças variam por faixa; o conceito, não. Job do CMO: transformar a cor da marca — o azul BYD — em patrimônio afetivo baiano, na mesma cidade onde fica a fábrica de R$5,5 bilhões da montadora; é a diferença entre "empresa chinesa que investiu no Recôncavo" e "marca que financiou a maior celebração já feita do azul afro-brasileiro". O wow: Salvador amanhece com um véu de índigo de milhares de metros, tingido à mão por quilombolas, instalado em espaço público — a maior obra têxtil já montada a céu aberto no Brasil.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F3 · R$ 4,5 mi
F1 · R$ 1.500.000 Edição Semente

Uma única praça: Salvador. É a instalação-matriz sozinha, sem itinerância — o véu de índigo monta no Recôncavo baiano, fica em cartaz três meses e encerra ali. Quatro artistas afro-baianos comissionados, tingimento executado por uma comunidade quilombola do Recôncavo (é aqui que a parceria de tingimento nasce e se testa). Fica de fora, em relação às faixas seguintes: qualquer deslocamento da mostra, qualquer segunda ou terceira comunidade quilombola envolvida, publicação impressa e documentário. O que entra é o suficiente para produzir o wow completo em um único lugar e provar que a mecânica de tingimento comunitário funciona em escala monumental antes de comprometer capital em logística de itinerância.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010%
Comissões e cachês de artistas420.00028%
Produção, cenotécnica e montagem360.00024%
Logística (interna, sem itinerância)60.0004%
Educativo e mediação150.00010%
Comunicação e documentação120.0008%
Gestão administrativa120.0008%
Auditoria e prestação de contas45.0003%
Contingência75.0005%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade · 4 obras comissionadas · público-meta de 40 mil visitantes · 1.500 estudantes da rede pública atendidos pelo educativo · cerca de 35 empregos culturais diretos (artistas, mestras tingidoras, equipe de montagem, mediadores, produção local).

Cronograma: Pré-produção: 4 meses (curadoria, contrato com a comunidade quilombola, carta de anuência do IPHAN ou confirmação de sítio não tombado). Produção: 5 meses (comissões, tingimento, montagem). Circulação: 3 meses (Salvador em cartaz). Prestação de contas: 2 meses. Total: 14 meses.

Ticket: Numa base ilustrativa de IR devido anual de R$200 milhões (estimativa a confirmar com a área fiscal da BYD Brasil), o teto de 4% libera até R$8 milhões de dedução Rouanet por ano — F1 consome cerca de 19% desse limite, sobrando folga ampla para outros projetos do banco no mesmo exercício. É a faixa que prova três coisas antes de qualquer compromisso maior: que a instalação monumental funciona fisicamente na escala prometida, que a parceria com a comunidade quilombola se sustenta em contrato e prazo real, e que a imprensa nacional cobre o evento mesmo sem itinerância. Vende-se como "o piloto que garante que a versão grande não vai falhar".

Enquadramento: Por não haver deslocamento entre cidades, F1 não precisa nem tentar o enquadramento de exposição itinerante — entra como proposta comum PJ, teto R$1,5 mi (IN 29/2026, confirmar no DOU), com parecer estruturalmente mais simples de aprovar do que qualquer versão itinerante.

F2 · R$ 3.000.000 Edição Recôncavo

Duas praças: Salvador e Recife. A mostra sai pela primeira vez do Recôncavo — a instalação-matriz continua exclusiva de Salvador, e Recife recebe o conjunto de comissões, não uma réplica da peça monumental. Seis artistas comissionados, ainda uma comunidade quilombola de tingimento, oficinas remuneradas ampliadas. Fica de fora, em relação a F3: São Paulo e o fechamento do circuito original de três praças descrito na ideia-base.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística270.0009%
Comissões e cachês de artistas750.00025%
Produção, cenotécnica e montagem720.00024%
Logística e itinerância270.0009%
Educativo e mediação330.00011%
Comunicação e documentação240.0008%
Gestão administrativa240.0008%
Auditoria e prestação de contas60.0002%
Contingência120.0004%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 cidades · 6 obras comissionadas · público-meta de 90 mil visitantes · 4.000 estudantes atendidos · cerca de 60 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção: 4 meses. Produção: 6 meses. Circulação: 5 meses (cerca de 2,5 meses por praça). Prestação de contas: 2 meses. Total: 17 meses.

Ticket: Sobre o mesmo teto ilustrativo de R$8 milhões/ano, F2 consome 37,5% — ainda deixa espaço confortável para outros compromissos culturais da montadora no exercício. É a faixa que testa a logística mais delicada do projeto: transportar e remontar uma instalação têxtil monumental sem quebrar a narrativa visual entre praças. Vende-se como "a prova de que o índigo viaja sem perder a força".

Enquadramento: Duas cidades já caracterizam itinerância — entra em exposição itinerante, teto R$6 mi (IN 29/2026, confirmar no DOU), com folga de metade do teto.

F3 · R$ 4.500.000 Edição Capital recomendada

Três praças: Salvador, Recife e São Paulo — o circuito completo descrito na ideia original do banco. Nove artistas comissionados, segunda frente de tingimento comunitário incorporada (duas comunidades quilombolas do Recôncavo dividem cachês e crédito), educativo formal nas três redes públicas. Fica de fora, em relação a F4: a quarta praça e o produto editorial (livro/documentário) que passa a acompanhar a itinerância a partir da faixa seguinte.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0008%
Comissões e cachês de artistas1.125.00025%
Produção, cenotécnica e montagem1.080.00024%
Logística e itinerância495.00011%
Educativo e mediação450.00010%
Comunicação e documentação360.0008%
Gestão administrativa360.0008%
Auditoria e prestação de contas90.0002%
Contingência180.0004%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 3 cidades · 9 obras comissionadas · público-meta de 180 mil visitantes · 9.000 estudantes atendidos · cerca de 95 empregos culturais diretos · 45 jovens formados e remunerados como mediadores "Guardiãs do Anil" (15 por praça).

Cronograma: Pré-produção: 5 meses. Produção: 7 meses. Circulação: 8 meses (cerca de 2,5 a 3 meses por praça). Prestação de contas: 3 meses. Total: 23 meses.

Ticket: F3 consome 56,25% do teto ilustrativo de R$8 milhões/ano — já é um compromisso relevante, mas ainda deixa quase a metade do limite anual livre. É a faixa que entrega o projeto exatamente como foi vendido na primeira conversa com o CMO: o circuito Salvador–Recife–São Paulo inteiro, com o wow completo da instalação e a narrativa fechada em três praças. Vende-se como "a versão que a reportagem original prometeu, sem cortes".

Enquadramento: Três praças, exposição itinerante, teto R$6 mi (IN 29/2026, confirmar no DOU) — folga de R$1,5 mi abaixo do teto, útil como respiro contra imprevisto de logística têxtil sem precisar tocar na contingência interna.

F4 · R$ 6.000.000 Edição Diáspora

Quatro praças: Salvador, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Doze artistas comissionados, publicação impressa e digital que documenta o processo de tingimento e a itinerância, ampliando a vida útil de mídia do projeto para além do período de exposição. Fica de fora, em relação a F5: a quinta praça e o programa formativo estendido com certificação, que na faixa seguinte ganha estrutura própria dentro do aporte direto complementar.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística480.0008%
Comissões e cachês de artistas1.440.00024%
Produção, cenotécnica e montagem1.380.00023%
Logística e itinerância780.00013%
Educativo e mediação660.00011%
Comunicação e documentação480.0008%
Gestão administrativa480.0008%
Auditoria e prestação de contas120.0002%
Contingência180.0003%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 4 cidades · 12 obras comissionadas · público-meta de 260 mil visitantes · 14.000 estudantes atendidos · cerca de 130 empregos culturais diretos · publicação com tiragem de 3.000 exemplares, doada a 200 bibliotecas públicas, mais versão digital gratuita.

Cronograma: Pré-produção: 5 meses. Produção: 8 meses. Circulação: 10 meses. Prestação de contas: 3 meses. Total: 26 meses.

Ticket: F4 encosta em 75% do teto ilustrativo de R$8 milhões/ano — um compromisso que praticamente fecha o espaço fiscal do exercício para outros projetos culturais, o que precisa entrar na conversa com o CMO como escolha deliberada, não surpresa. É a faixa em que o projeto deixa de ser só exposição e vira também acervo: o livro e o registro documental sobrevivem à itinerância e continuam trabalhando pela marca depois que a última praça fecha. Vende-se como "a versão que ainda está circulando quando a próxima campanha de mídia já esqueceu o nome do concorrente".

Enquadramento: Quatro praças, exposição itinerante, teto R$6 mi (IN 29/2026, confirmar no DOU) — no limite exato da categoria, sem margem para crescer dentro do mesmo enquadramento. Qualquer ambição além disso empurra para a engenharia descrita em F5.

F5 · R$ 7.000.000 Edição Legado

Cinco praças: Salvador, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Catorze artistas comissionados, e o programa formativo com as mestras tingidoras deixa de ser rubrica dentro da exposição e vira produto próprio, com carga horária, certificação e remuneração ao longo de toda a itinerância — o "Programa Guardiãs do Anil". É a versão em que o projeto para de ser só mostra e passa a deixar uma estrutura formativa permanente ligada ao nome da marca. O orçamento abaixo é a soma do PRONAC com o aporte direto descritos no enquadramento desta faixa.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística580.0008,3%
Comissões e cachês de artistas1.860.00026,6%
Produção, cenotécnica e montagem1.690.00024,1%
Logística e itinerância920.00013,1%
Educativo e mediação510.0007,3%
Comunicação e documentação530.0007,6%
Gestão administrativa520.0007,4%
Auditoria e prestação de contas140.0002,0%
Contingência250.0003,6%
Total7.000.000100%

Entregáveis: 5 cidades · 14 obras comissionadas · público-meta de 420 mil visitantes · 22.000 estudantes atendidos · cerca de 180 empregos culturais diretos · 60 jovens certificados no Programa Guardiãs do Anil · documentário em Creative Commons e livro-catálogo com tiragem de 5.000 exemplares, doados a 500 escolas e bibliotecas públicas · 5 obras doadas a acervos públicos, uma por praça.

Cronograma: Pré-produção: 6 meses. Produção: 9 meses. Circulação: 12 meses. Prestação de contas: 4 meses. Total: 31 meses — dentro do teto regulatório de 36 meses de execução.

Ticket: Dos R$7 milhões, R$6 milhões entram via PRONAC — 75% do teto ilustrativo de R$8 milhões/ano de dedução — e R$1 milhão é aporte direto da BYD, verba própria de marketing/institucional fora do incentivo e não dedutível, que precisa de aprovação própria do CFO. É a versão-legado: BYD não patrocina uma exposição, funda um programa formativo com nome e continuidade próprios, algo que nenhuma concorrente automotiva no Brasil pode reivindicar depois.

Enquadramento: R$7 milhões ultrapassam o teto de exposição itinerante (R$6 mi, IN 29/2026, confirmar no DOU). Solução: PRONAC único de R$6.000.000 — "O Azul Perfeito", exposição itinerante, cobrindo as cinco praças, as 14 comissões e a estrutura de montagem — somado a R$1.000.000 de aporte direto da BYD, verba própria de marketing/institucional, fora do guarda-chuva do incentivo, financiando o "Programa Guardiãs do Anil": a formação certificada das mediadoras e tingidoras, a publicação e o documentário. O PRONAC de R$6 milhões mantém governança plena (auditoria, prestação de contas, teto de 20% por fornecedor); o aporte direto de R$1 milhão não passa pelo SALIC nem entra na prestação de contas do MinC — precisa de aprovação própria do CFO da BYD além da cota já reservada ao PRONAC. O aporte direto não é uma exposição fatiada artificialmente: financia um produto categoricamente distinto — formação e registro, não a obra visual e sua circulação — o que evita qualquer leitura de fracionamento perante o parecer do Ministério da Cultura. A opção de enquadrar como bienal/festival, teto R$15 mi, foi descartada: o projeto não tem periodicidade nem múltiplos núcleos curatoriais independentes, características que caracterizam a categoria; forçar esse enquadramento seria o tipo de leitura oportunista que um parecer técnico rejeita.

Contrapartida social por faixa: Todas as faixas superam o mínimo legal (10% de ingressos gratuitos + 20% popular) partindo direto para gratuidade total — decisão que também simplifica o parecer, porque elimina qualquer discussão sobre o teto de R$300 por beneficiário.

FaixaEscolas atendidasJovens formados/mediadoresGratuidadeAcervo doado
F1 — R$1,5 mi1515Total, 1 praça1 obra
F2 — R$3 mi3030Total, 2 praças2 obras
F3 — R$4,5 mi5045Total, 3 praças3 obras
F4 — R$6 mi7060Total, 4 praças + publicação em 200 bibliotecas4 obras
F5 — R$7 mi10060 certificados (Guardiãs do Anil) + 75 mediadores de praçaTotal, 5 praças + documentário Creative Commons5 obras + livro em 500 escolas/bibliotecas

Assinado por Todos: A instalação de índigo ganha uma bainha contínua costurada à mão pelas mestras tingidoras do Recôncavo — fio branco sobre o azul profundo formando os nomes de todos os funcionários da BYD ao longo de toda a borda do véu monumental. Um totem na abertura em Salvador e em cada praça da itinerância, mais uma página web, deixam funcionário ou família encontrar o nome tecido na obra; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações: Risco patrimonial e de licenciamento (IPHAN) — a instalação-matriz é peça de escala urbana em espaço público de Salvador, cidade com áreas tombadas e sensibilidade patrimonial alta; erguer estrutura monumental sem autorização prévia pode travar o cronograma inteiro na pré-produção. Mitigação: a carta de anuência do IPHAN (ou a confirmação de que o sítio escolhido não é tombado) entra como condição de partida do cronograma em todas as faixas, resolvida antes da submissão do PRONAC, não durante a execução. Risco de apropriação cultural na relação com as comunidades quilombolas — financiar arte a partir do saber ancestral de tingimento em índigo sem remuneração de mercado, crédito autoral explícito e retorno tangível expõe o projeto a leitura de extração cultural, com risco reputacional e risco de parecer desfavorável em critérios de equidade racial do Ministério da Cultura. Mitigação: contrato formal com cachê de mercado para as mestras tingidoras, crédito autoral nominal em toda peça de comunicação e material curatorial, e assento consultivo das comunidades no comitê curatorial desde a concepção — não como fornecedoras de serviço, como coautoras. Risco de diluição do wow na itinerância — a peça-âncora é uma instalação in situ em Salvador; como a mostra itinera sem remontar essa instalação, as praças seguintes recebem por definição uma versão menor, com risco de a cobertura nacional se concentrar só em Salvador e o público das demais praças ficar abaixo da meta. Mitigação: cada praça recebe uma obra-âncora comissionada especificamente para aquele território, não uma réplica ou resíduo da matriz, e a comunicação usa o registro documental da instalação de Salvador como peça que circula fisicamente junto da mostra, mantendo viva a referência ao momento original em cada cidade.

Recomendação: A faixa que eu venderia primeiro é F3, R$4.500.000, "Edição Capital". É a versão que entrega o projeto exatamente como ele nasceu na reportagem da ArtNow e na primeira conversa com o CMO — o circuito Salvador, Recife e São Paulo inteiro, com o véu de índigo monumental e a narrativa fechada em três praças — sem forçar a BYD a comprometer três quartos do teto fiscal do exercício, como aconteceria em F4, nem exigir a frente extra de aporte direto que a F5 pede. Ela também dá tempo para o projeto atravessar, com uma única comunidade quilombola e uma única praça patrimonialmente sensível, os dois riscos mais reais desta ideia — IPHAN e a relação de coautoria com as comunidades — antes de escalar. Fechada a primeira edição com sucesso, o caminho natural para F4 e F5 em ciclos seguintes vira conversa fácil: a marca já viu o véu de índigo funcionar, já viu a imprensa cobrir, e o próximo passo é sobre quanto legado ela quer comprar, não sobre se o conceito funciona.

MONO-05 · GWM

Retrato-Máquina: O Autorretrato do Brasil Pintado por um Carro Elétrico

Um veículo elétrico atravessa o Brasil coletando dados anonimizados de bateria, altitude, temperatura, luz e som, e quatro artistas digitais brasileiros transformam esse rio de dados em pinturas monumentais, projetadas de graça em fachadas públicas e reunidas numa exposição itinerante imersiva. O carro nunca é citado por modelo em nenhum texto curatorial: ele é só o instrumento de coleta, o “pincel invisível”. A GWM entra como incentivadora única, crédito “Apresenta” — o país se vê retratado pela própria tecnologia que a marca traz da China, devolvida como imaginação brasileira. O job do CMO é inverter o fluxo cultural: até hoje a GWM só importou cultura chinesa para o Brasil (Orquestra de Xangai, Ano Cultural Brasil-China); este é o primeiro projeto em que capital chinês financia, publicamente e em escala nacional, uma obra de arte brasileira original — a frase que nenhuma concorrente pode repetir primeiro. O wow é a fachada de um prédio público acendendo com 90 dias de Brasil convertidos em pintura de dados viva, a primeira obra do mundo gerada por sensores de um carro elétrico em expedição continental.

Enquadramento Art. 18 · itinerante a partir da F2Faixa recomendada F2 · R$ 3 mi
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Um único trecho da expedição — o litoral entre São Paulo, Rio e Belo Horizonte, cerca de 1.200 km em 20 dias — vira o piloto que prova a tese técnica e curatorial: dado de sensor consegue virar pintura que emociona. Um artista digital (ou uma dupla do mesmo estúdio) processa os dados coletados nesse trecho único. Não há itinerância: a projeção acontece uma vez em São Paulo e a exposição fica seis semanas numa única sede. Fica de fora o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, fica de fora a rede de projeções em múltiplas capitais, fica de fora a formação de jovens em creative coding — o programa educativo aqui é uma oficina intensiva, não um ciclo.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística120.0008%
Comissões e cachês de artistas420.00028%
Produção/cenotécnica/montagem375.00025%
Logística e expedição150.00010%
Educativo e mediação135.0009%
Comunicação e documentação105.0007%
Gestão120.0008%
Auditoria e prestação de contas30.0002%
Contingência45.0003%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 trecho (SP–RJ–BH), 1 obra-âncora comissionada, 1 cidade com projeção pública, 1 sede expositiva por 6 semanas, público-meta 25 mil pessoas, 300 estudantes atendidos em oficina intensiva, cerca de 15 empregos culturais diretos.

Cronograma: 2 meses de pré-produção · 3 meses de produção (expedição + pós-produção da obra) · 3 meses de circulação · 2 meses de prestação de contas. Total: 10 meses.

Ticket: R$ 1,5 milhão é um valor que qualquer CFO aprova sem levar para o conselho — da ordem de uma campanha de mídia regional, não de um investimento estratégico. O argumento de venda da F1 não é escala, é prova de conceito: com esse ticket a GWM testa a reação da imprensa cultural, valida que a curadoria segura o conceito sem citar o modelo do carro, e chega à próxima temporada com um case pronto em vez de uma promessa em slide.

Enquadramento: proposta comum PJ, teto R$ 1,5 milhão (IN 29/2026, confirmar no DOU). Não há necessidade de qualificar como itinerante — evita a exigência de comprovar circulação por múltiplas praças e reduz o escrutínio do parecerista, o que acelera a aprovação dentro dos 60 dias de análise.

F2 · R$ 3 mi Edição Rota recomendada

A expedição ganha duas frentes — litoral e sertão nordestino, cerca de 45 dias de coleta — e dois estúdios de arte generativa dividem a autoria (respeitando o teto de 20% por fornecedor desde essa faixa). As projeções públicas chegam a três capitais e a exposição itinera por três cidades, o que já qualifica o projeto como itinerante perante o parecerista. Fica de fora o Centro-Oeste e o Sul, fica de fora a formação em massa de jovens — o programa educativo cresce mas ainda é regional, não nacional.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística210.0007%
Comissões e cachês de artistas810.00027%
Produção/cenotécnica/montagem690.00023%
Logística e itinerância390.00013%
Educativo e mediação300.00010%
Comunicação e documentação240.0008%
Gestão240.0008%
Auditoria e prestação de contas60.0002%
Contingência60.0002%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 macrorregiões, 3 artistas em 2 estúdios, 3 capitais com projeção (São Paulo, Recife, Salvador), exposição itinerante em 3 cidades, público-meta 70 mil pessoas, 800 estudantes atendidos, cerca de 35 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 5 meses de produção · 5 meses de circulação · 3 meses de prestação de contas. Total: 16 meses.

Ticket: essa é a faixa que o próprio banco já havia esboçado como ticket de estreia natural da ideia. Prova replicabilidade territorial — já é itinerante de verdade, já entrega três capitais de imprensa — sem exigir da GWM o compromisso orçamentário de uma expedição nacional completa. É o ponto em que o CMO consegue dizer “fundamos a categoria” com um número que ainda cabe num único ciclo de aprovação de budget.

Enquadramento: exposição itinerante/território criativo, teto R$ 6 milhões — a circulação por 3 praças distintas justifica a classificação perante o parecerista, com folga confortável abaixo do teto.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Travessia

A expedição completa os 90 dias originais, cruzando as três macrorregiões centrais do país (litoral, sertão, fronteiras interioranas), com três artistas trabalhando em paralelo sobre trechos diferentes da rota. As projeções chegam a quatro ou cinco capitais e a exposição itinera por quatro cidades. O programa educativo ganha caráter de rede, com transporte escolar parceiro para zonas de difícil acesso. Fica de fora ainda a sexta capital e a segunda leva de formação que caracterizam a versão plena do conceito.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística270.0006%
Comissões e cachês de artistas1.260.00028%
Produção/cenotécnica/montagem1.035.00023%
Logística e itinerância630.00014%
Educativo e mediação450.00010%
Comunicação e documentação315.0007%
Gestão360.0008%
Auditoria e prestação de contas90.0002%
Contingência90.0002%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 3 macrorregiões, 3 artistas, 4 a 5 capitais com projeção, exposição itinerante em 4 cidades, público-meta 120 mil pessoas, 1.500 estudantes atendidos em creative coding, cerca de 55 empregos culturais diretos, 3 obras doadas a museus regionais.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 7 meses de produção · 8 meses de circulação · 3 meses de prestação de contas. Total: 22 meses.

Ticket: é o ponto de equilíbrio entre ambição de imprensa e conforto de compliance — a expedição já é a travessia completa de 90 dias que dá a manchete, mas o orçamento fica com folga de R$ 1,5 milhão abaixo do teto itinerante, o que dá margem para reajuste de escopo sem pedir aditivo. Argumento de venda: “a mesma história que a versão de R$ 6 milhões conta, por um quarto a menos de exposição em capitais, mas com o mesmo mapa de 90 dias cruzando o país”.

Enquadramento: exposição itinerante/território criativo, teto R$ 6 milhões — segue confortavelmente dentro do teto, com a mesma lógica de classificação da F2 em escala maior.

F4 · R$ 6 mi Edição País Inteiro

Esta é a versão desenhada originalmente no banco: os 90 dias completos de expedição, quatro artistas divididos em dois estúdios de arte generativa, projeções públicas em seis capitais e exposição itinerante nas mesmas seis cidades. O programa de creative coding forma 200 jovens de escolas públicas, com prioridade para Iracemápolis e Aracruz — os municípios onde a GWM instalou operação industrial. A obra final é doada a um museu público ao fim do ciclo.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0006%
Comissões e cachês de artistas (2 estúdios, ~14% cada)1.680.00028%
Produção/cenotécnica/montagem (projeção + exposição, contratos separados)1.320.00022%
Logística e itinerância840.00014%
Educativo e mediação600.00010%
Comunicação e documentação420.0007%
Gestão480.0008%
Auditoria e prestação de contas120.0002%
Contingência180.0003%
Total6.000.000100%

Contratação: os dois estúdios de arte generativa recebem contratos separados (~R$ 840 mil cada, 14% do total), e a rubrica de produção também se divide entre fornecedor de mapping/projeção e fornecedor de museografia — nenhum dos dois passa de 20% do orçamento total.

Entregáveis: 90 dias de expedição nacional, 4 artistas em 2 estúdios, 6 capitais com projeção pública gratuita, exposição itinerante em 6 cidades, público-meta 200 mil pessoas, 200 jovens formados em creative coding, cerca de 80 empregos culturais diretos, 1 obra-síntese doada a museu público.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 8 meses de produção · 10 meses de circulação · 4 meses de prestação de contas. Total: 26 meses — dentro do limite legal de 36 meses de execução.

Ticket: é a versão que já nasceu desenhada no banco original, no teto máximo que a categoria itinerante permite sem qualquer engenharia jurídica adicional — a aprovação é mais simples porque não exige dividir PRONAC nem justificar aporte extra-incentivo. Argumento de venda: “o teto que a lei permite para uma exposição itinerante, sem letras miúdas, com o mapa completo do país”.

Enquadramento: exposição itinerante/território criativo, no teto de R$ 6 milhões — enquadramento direto, sem necessidade de engenharia de faixa.

F5 · R$ 7 mi Edição Legado

Tudo o que está na F4 permanece intacto — 90 dias, 4 artistas, 6 capitais, exposição em 6 cidades — e ganha uma segunda camada: o projeto vira infraestrutura cultural que sobrevive ao PRONAC. O código-fonte do gerador de imagens é liberado como open source para outros artistas e instituições usarem, um livro-atlas de dados é publicado e distribuído gratuitamente a bibliotecas públicas, e a formação em creative coding dobra de tamanho. É a versão que transforma “campanha cultural” em “acervo técnico aberto”. Como o total ultrapassa o teto itinerante em R$ 1 milhão, a faixa soma um PRONAC único no teto a um aporte direto complementar da GWM.

Via PRONAC — R$ 6.000.000, “Exposição Itinerante Retrato-Máquina” (idêntico à estrutura da F4):

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0006%
Comissões e cachês de artistas1.680.00028%
Produção/cenotécnica/montagem1.320.00022%
Logística e itinerância840.00014%
Educativo e mediação600.00010%
Comunicação e documentação420.0007%
Gestão480.0008%
Auditoria e prestação de contas120.0002%
Contingência180.0003%
Subtotal6.000.000100%

Via aporte direto — R$ 1.000.000, “Código Aberto: Programa Educativo, Publicação e Acervo Aberto”:

RubricaR$%
Curadoria e coordenação editorial80.0008%
Bolsas de formação em creative coding (+200 jovens)350.00035%
Produção de publicação (livro-atlas bilíngue)250.00025%
Documentação e plataforma aberta (open source, hospedagem)120.00012%
Comunicação e lançamento80.0008%
Gestão80.0008%
Auditoria e prestação de contas20.0002%
Contingência20.0002%
Subtotal1.000.000100%

Total combinado: R$ 7.000.000

Entregáveis: os mesmos da F4 (90 dias, 4 artistas, 6 capitais, exposição em 6 cidades, 200 mil de público-meta) mais 400 jovens formados em creative coding no total, livro-atlas distribuído gratuitamente a 500 bibliotecas públicas, código-fonte do gerador de imagens liberado como acervo técnico aberto, obras doadas a 2 museus públicos regionais em vez de 1, cerca de 90 empregos culturais diretos somando PRONAC e aporte direto.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 8 meses de produção · 12 meses de circulação (a exposição segue os 10 meses da F4, e a frente de aporte direto lança o livro e a plataforma aberta por volta do mês 20, coincidindo com o fechamento da itinerância) · 4 meses de prestação de contas. Total: 28 meses, o PRONAC e a frente de aporte direto correndo em paralelo sob a mesma coordenação geral.

Ticket: é a versão-legado — o argumento de venda muda de “exposição bonita” para “ativo que continua existindo depois que a exposição fecha”. O código aberto e o livro são o tipo de entregável que um departamento de sustentabilidade ou relações institucionais da GWM consegue citar anos depois, fora do ciclo de mídia da inauguração. Não é a faixa de estreia — é a que se vende numa segunda conversa, depois que a F2 ou a F4 já provaram o conceito. Do ponto de vista fiscal, só os R$ 6 milhões do PRONAC competem com o teto de dedução de IR reservado à Rouanet — a mesma base de cálculo da F4; o R$ 1 milhão de aporte direto é verba própria de marketing/institucional, fora desse teto, e exige aprovação orçamentária específica do CFO, adicional à cota já reservada ao incentivo.

Enquadramento: R$ 7 milhões excede o teto de exposição itinerante (R$ 6 milhões) em R$ 1 milhão. Solução: PRONAC único de R$ 6.000.000 — a exposição itinerante, idêntica à estrutura da F4 — somado a R$ 1.000.000 de aporte direto da GWM, verba própria de marketing/institucional, fora do guarda-chuva do incentivo, financiando o Código Aberto: acervo técnico liberado, livro-atlas e formação ampliada. O PRONAC de R$ 6 milhões mantém governança plena (auditoria, prestação de contas, teto de 20% por fornecedor); por não passar pelo SALIC, o aporte direto de R$ 1 milhão não é fiscalizado pelo MinC — mas nada impede a GWM de aplicar os mesmos controles voluntariamente, e o CFO precisa aprovar essa verba extra além da cota já reservada ao PRONAC. Mesmo fora da fiscalização do SALIC, a transparência do componente educativo-editorial segue relevante: publicar prestação de contas voluntária do aporte direto, no mesmo padrão do PRONAC, é o que sustenta o crédito de credibilidade que o Código Aberto entrega ao departamento de sustentabilidade e relações institucionais da GWM.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas públicas atendidasJovens formadosGratuidadeAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi3 (São Paulo)60100% da sede única1 obra a centro cultural municipal parceiro
F2 — R$ 3 mi8 (SP, PE, BA)150100% nas 3 cidades2 obras (1 por região)
F3 — R$ 4,5 mi15280100%, com transporte escolar parceiro3 obras a museus regionais
F4 — R$ 6 mi25 (incl. Iracemápolis e Aracruz)200100%, acessibilidade plena (audiodescrição, Libras, maquete tátil)1 obra-síntese a museu público
F5 — R$ 7 mi40+400 (dobro via aporte direto)100% + livro-atlas gratuito a 500 bibliotecas públicas2 obras a museus públicos regionais + acervo técnico aberto

Em todas as faixas o projeto é 100% gratuito, o que já cumpre e ultrapassa os mínimos legais de 10% de ingressos gratuitos e 20% a preço popular — não há preço de ingresso a fracionar.

Assinado por Todos: Os nomes de todos os funcionários da GWM entram como camada extra no algoritmo generativo: cada nome vira semente única de um traço na pintura de dados, presente na imagem ainda que ilegível a olho nu. Um totem na entrada de cada exposição imersiva e uma página web decifram a camada — o funcionário ou a família digita o nome e vê o traço que ele gerou; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Leitura de promoção indireta de marca. Dados de bateria, autonomia e desempenho, mesmo anonimizados e transformados em arte, podem ser lidos pelo parecerista como demonstração técnica indireta do veículo — o que fere a vedação de promoção direta de marca/produto. Mitigação: o texto curatorial nunca cita modelo, autonomia em quilômetros ou qualquer métrica de desempenho comercial; os dados entram na obra já abstraídos (paleta, forma, ritmo), nunca como benchmark; o roteiro curatorial passa por parecer jurídico específico antes da submissão, e a GWM não tem poder de revisão sobre a obra final — só sobre o crédito institucional.

2. Regime tributário da GWM Brasil ainda incerto. A operação local é recente (fábrica de Iracemápolis inaugurada há poucos meses) e o Art. 18 exige lucro real — se a GWM Brasil ainda estiver em lucro presumido ou em prejuízo fiscal nos primeiros anos de operação, o mecenato direto não se sustenta no volume aqui desenhado. Mitigação: confirmar o regime tributário e o IR devido projetado com o CFO/contabilidade da GWM antes de formalizar qualquer faixa acima da F1; se o lucro real ainda não estiver consolidado, estruturar coincentivo com a holding ou trading chinesa que já opera no Brasil há mais tempo, ou escalonar a entrada pela F1 enquanto o regime tributário local amadurece.

3. Risco logístico-jurídico da expedição de 90 dias. Projeções em fachadas públicas exigem autorização municipal específica por praça, o calendário cruza janelas climáticas distintas (sertão, litoral, fronteiras interioranas), e a coleta de dados de sensores em vias públicas pode esbarrar em LGPD se cruzar geolocalização identificável. Mitigação: consultoria jurídica municipal contratada com no mínimo 4 meses de antecedência por praça, protocolo de anonimização e agregação de dados definido antes da largada (nunca geolocalização exata publicável), cronograma com folga de 15% para reprogramação climática, e seguro de obra e equipamento cobrindo todo o trajeto.

Recomendação: a faixa a vender primeiro é a F2, R$ 3 milhões. É o ticket que o próprio banco já havia identificado como a estreia natural desta ideia, e por um motivo simples: é a menor faixa que já prova a itinerância de verdade — três capitais, três cidades de exposição — sem exigir da GWM o compromisso de uma expedição nacional completa nem a complexidade jurídica de dividir PRONAC. Custa um terço da versão máxima, mas já entrega a manchete que a GWM precisa (“capital chinês financia a primeira obra de arte gerada por um carro elétrico brasileiro”) e já sustenta a formação de jovens em três estados. Depois que a F2 rodar e a imprensa cultural validar o conceito, a conversa natural do ano seguinte é escalar para a F4 ou propor a F5 como PRONAC de continuidade — com o legado técnico e editorial como o argumento que fecha a segunda venda.

MONO-06 · Ford

Grandes Travessias: Residências em Movimento pelas Rotas Míticas

Três artistas saem em residência móvel por rotas míticas do Brasil — BR-116, Estrada Real, Rota das Emoções — produzindo obra no caminho, com ateliê montado em pontos de parada. A exposição resultante faz uma itinerância única, parando exatamente nas cidades que alimentaram as obras: quem vive à beira da estrada se vê retratado na arte que volta pra casa. Livro e documentário gratuitos fecham o ciclo; a revista acompanha a jornada em editoria própria ao longo de dois anos. A curadoria roda sozinha, por território e deslocamento — nenhuma linha liga as rotas ao portfólio de aventura da marca. A Ford não tem fábrica no Brasil desde 2021 e vive sob a pergunta "vocês ainda estão aqui?": um projeto cujo mapa de impacto é literalmente o mapa rodoviário do país transforma ausência industrial em presença cultural no único território que a marca nunca abandonou, a estrada. O wow: a primeira exposição do mundo cujo endereço é uma rodovia.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F3 · R$ 4,5 mi
F1 · R$ 1,5 milhão Edição Semente

Um artista, uma rota — BR-116, a mais logisticamente simples e a de maior densidade populacional ao longo do trajeto. Residência de 20 dias com ateliê itinerante montado em três paradas técnicas. A mostra abre na cidade de largada, faz uma parada intermediária e fecha em São Paulo — três praças ao todo, sem estrutura modular própria (usa equipamentos culturais municipais já existentes). Publicação é digital, via revista, em vez de livro impresso; documentário vira um curta de 15 minutos para redes e streaming gratuito. Não entra comissão satélite nem segunda rota — a Edição Semente prova a mecânica antes de escalar.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística105.0007,0%
Comissões e cachês de artistas270.00018,0%
Produção/cenotécnica/montagem330.00022,0%
Logística e itinerância225.00015,0%
Educativo e mediação165.00011,0%
Comunicação e documentação150.00010,0%
Gestão180.00012,0%
Auditoria e prestação de contas37.5002,5%
Contingência37.5002,5%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 rota, 3 cidades, 1 artista residente (1-2 obras monumentais + série de estudos), público-meta 15-20 mil pessoas, cerca de 1.500 estudantes atendidos em 3-4 escolas, 15-20 empregos culturais diretos (curadoria, produção, mediação, logística, edição do curta).

Cronograma: 2 meses de pré-produção · 1 mês de residência/produção · 3 meses de circulação · 2 meses de prestação de contas. Ciclo total em torno de 8 meses — o mais rápido do portfólio.

Ticket: numa empresa de porte médio no lucro real, com IR devido anual estimado (a confirmar com o CFO da Ford Brasil) na casa de dezenas de milhões de reais, R$ 1,5 milhão costuma caber com folga dentro de um único exercício fiscal, bem abaixo do teto de 4%. É o piloto: prova que a Ford consegue captar, executar e prestar contas sem atrito, com o menor risco de execução do banco, e vira o argumento pronto pra abrir a faixa seguinte no ano seguinte — "já fizemos, funcionou, agora escala".

Enquadramento: cabe como proposta comum de PJ (teto R$ 1,5 milhão, confirmar no DOU) — não precisa nem disputar o enquadramento itinerante, o que simplifica a análise técnica no MinC e acelera o parecer.

F2 · R$ 3 milhões Edição Dupla Via

Dois artistas, duas rotas — BR-116 e Estrada Real, a segunda trazendo o recorte histórico-colonial que a primeira não tem. Residências de 30 dias cada, ateliê modular simples (estrutura leve, não a cenotécnica completa da faixa de cima). Itinerância em 4-5 cidades, com paradas fixas nas cidades-fonte de cada rota. Publicação ganha uma tiragem impressa limitada além da versão digital; o documentário cresce para três episódios curtos, um por trecho relevante da jornada.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística210.0007,0%
Comissões e cachês de artistas570.00019,0%
Produção/cenotécnica/montagem690.00023,0%
Logística e itinerância480.00016,0%
Educativo e mediação330.00011,0%
Comunicação e documentação270.0009,0%
Gestão330.00011,0%
Auditoria e prestação de contas60.0002,0%
Contingência60.0002,0%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 rotas, 4-5 cidades, 2 artistas residentes (4-6 obras principais + estudos), público-meta 40 mil pessoas, cerca de 4.000 estudantes atendidos, 30-35 empregos culturais diretos.

Cronograma: 2 meses de pré-produção · 2 meses de residência/produção · 5 meses de circulação · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 12 meses.

Ticket: ainda dentro de um exercício fiscal confortável pra uma empresa do porte-alvo, R$ 3 milhões já sustenta um argumento de imprensa maior — duas rotas cruzando regiões distintas do país. O argumento de venda aqui é "dobrar a aposta sem dobrar o risco": o dobro do território por o dobro do investimento, sem entrar ainda na complexidade de estrutura modular própria da faixa 3 em diante.

Enquadramento: ultrapassa o teto de proposta comum PJ (R$ 1,5 milhão) e passa a exigir o enquadramento como exposição itinerante (teto R$ 6 milhões, confirmar no DOU) — a residência em duas rotas distintas com itinerância territorial sustenta essa classificação sem dificuldade.

F3 · R$ 4,5 milhões Edição Travessia recomendada

As três rotas do conceito original completas — BR-116, Estrada Real e Rota das Emoções — com Transamazônica e BR-319 mantidas fora do escopo por sazonalidade e licenciamento (o cronograma de 36 meses não perdoa atraso ambiental). Três artistas em residência de 40 dias cada, com ateliê modular próprio montado em cada ponto de parada. Itinerância em 6-7 cidades — as mesmas que alimentaram as obras, mais uma mostra-síntese em São Paulo. Livro impresso completo, série documental de quatro episódios em Creative Commons pra TVs públicas, e a editoria "Diários de Estrada" rodando na revista ao longo dos dois anos de execução. Esta é a versão de referência do conceito.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística315.0007,0%
Comissões e cachês de artistas810.00018,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.035.00023,0%
Logística e itinerância765.00017,0%
Educativo e mediação495.00011,0%
Comunicação e documentação450.00010,0%
Gestão495.00011,0%
Auditoria e prestação de contas90.0002,0%
Contingência45.0001,0%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 3 rotas, 6-7 cidades, 3 artistas residentes (6-9 obras principais + estudos), público-meta 90-100 mil pessoas, cerca de 10 mil estudantes atendidos, 55-60 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 4 meses de residência/produção (parcialmente simultânea entre as três rotas) · 8-10 meses de circulação (exposição + lançamento de livro e documentário) · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 24 meses.

Ticket: essa é a versão que o próprio conceito nasceu pra vender — o wow completo (mapa do Brasil riscado de ponta a ponta) sem entrar na engenharia de aporte direto complementar da faixa 5. Numa leitura conservadora do IR devido de uma montadora sem produção local, R$ 4,5 milhões já pede que a empresa reserve parte relevante do teto de 4% num único exercício — o argumento de venda é justamente esse: "o projeto que faz a Ford parecer do tamanho da história que ela quer contar, dentro de uma única assinatura anual".

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões, confirmar no DOU), com folga de R$ 1,5 milhão até o teto — margem de segurança pra ajuste orçamentário sem precisar reclassificar o projeto.

F4 · R$ 6 milhões Edição Nação

As mesmas três rotas, aprofundadas: residências de 50 dias cada e, em toda cidade de parada, uma comissão satélite com um artista local que se junta à mostra e viaja com ela até a praça seguinte — o elenco sobe de 3 residentes para 12-15 artistas ao todo. Itinerância expande para 10-12 cidades. Livro ganha tiragem maior com distribuição a bibliotecas públicas em todo o país, e o documentário cresce para seis episódios, com veiculação em TV pública e streaming aberto. Programa educativo passa a incluir formação de professores da rede pública, não só oficina pontual com estudantes.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística420.0007,0%
Comissões e cachês de artistas1.080.00018,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.320.00022,0%
Logística e itinerância1.020.00017,0%
Educativo e mediação660.00011,0%
Comunicação e documentação600.00010,0%
Gestão660.00011,0%
Auditoria e prestação de contas120.0002,0%
Contingência120.0002,0%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 3 rotas aprofundadas, 10-12 cidades, 12-15 artistas entre residentes e comissões satélite, público-meta 220 mil pessoas, cerca de 25 mil estudantes atendidos, 100-110 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 5 meses de residência/produção · 14 meses de circulação · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 26 meses.

Ticket: no teto máximo da categoria itinerante, essa faixa exige que a Ford trate o projeto como programa nomeado plurianual, não como ação isolada — o argumento de venda é comparar com o que a Casa Fiat de Cultura já faz sozinha há 20 anos: "vocês fundam a versão Ford disso, na única praça que sobrou pra vocês, que é a estrada". É a faixa que sustenta cobertura de imprensa nacional contínua ao longo dos dois anos.

Enquadramento: exposição itinerante no teto máximo (R$ 6 milhões, confirmar no DOU) — exige parecer técnico robusto demonstrando que as 10-12 paradas configuram itinerância territorial real, não uma mostra única fatiada artificialmente.

F5 · R$ 7 milhões Edição Legado

Soma-se uma quarta rota — um trecho amazônico (Transamazônica ou BR-319), agora viável porque o cronograma inteiro é replanejado desde o início em torno da janela de estiagem e do licenciamento ambiental prévio, com uma rota alternativa de reserva (BR-101, litoral) caso o licenciamento atrase. O elenco de artistas passa a 16-18 nomes entre os quatro residentes principais e as comissões satélite de cada parada. Itinerância chega a 14-16 cidades. Nasce um braço de pesquisa: o acervo de história oral e fotográfico das quatro travessias vira uma publicação de referência — livro de pesquisa, não só catálogo de exposição — com tiragem nacional para bibliotecas e universidades. O documentário cresce para oito episódios. Surge a "Escola de Estrada", formação profissionalizante de mediadores culturais que se repete em cada praça.

RubricaVia PRONAC — Exposição (R$)Via aporte direto — Publicação e Educativo (R$)Total (R$)% do total
Curadoria e direção artística420.00070.000490.0007,0%
Comissões e cachês de artistas1.260.0001.260.00018,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.500.0001.500.00021,4%
Logística e itinerância1.140.0001.140.00016,3%
Educativo e mediação480.000250.000730.00010,4%
Comunicação, documentação e publicação480.000500.000980.00014,0%
Gestão540.000120.000660.0009,4%
Auditoria e prestação de contas120.00040.000160.0002,3%
Contingência60.00020.00080.0001,2%
Total6.000.0001.000.0007.000.000100%

Entregáveis: 4 rotas, 14-16 cidades, 16-18 artistas entre residentes e satélites, público-meta 350-400 mil pessoas, cerca de 40-45 mil estudantes atendidos, 150-160 empregos culturais diretos (incluindo a equipe de pesquisa e edição do livro de referência).

Cronograma: 4 meses de pré-produção (o PRONAC e a frente de aporte direto correndo em paralelo desde o início, não em sequência) · 6 meses de residência/produção · 20 meses de circulação (exposição, publicação, documentário) · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 34 meses — dentro do limite legal de 36.

Ticket: é a versão-legado, o tipo de programa desenhado pra sobreviver a três CMOs diferentes — um museu-mapa do Brasil com nome Ford na largada. Pra uma empresa sem produção local, R$ 7 milhões é um compromisso de reputação de longo prazo, não uma ação de marketing de um ano; o argumento de venda é a permanência: quatro acervos municipais fundados do zero, uma publicação de referência que vira bibliografia obrigatória sobre território e deslocamento no Brasil contemporâneo, e a assinatura "Ford Apresenta" ligada a isso por décadas.

Enquadramento: R$7 milhões ultrapassa o teto da categoria itinerante (R$6 milhões). Solução: PRONAC único de R$6.000.000 — "Grandes Travessias: A Exposição", Art. 18, itinerante, cobrindo as quatro rotas, residências, produção e circulação — somado a R$1.000.000 de aporte direto da Ford, verba própria de marketing/institucional, fora do guarda-chuva do incentivo, cobrindo o livro de referência, a Escola de Estrada e a pós-produção estendida do documentário. O PRONAC de R$6 milhões mantém governança plena (auditoria, prestação de contas, teto de 20% por fornecedor); o aporte direto de R$1 milhão não passa pelo SALIC nem entra na prestação de contas do MinC — precisa de aprovação própria do CFO da Ford além da cota já reservada ao PRONAC. Numa marca sem produção local, onde cada real de dedução pesa mais no argumento pro CFO, essa R$1 milhão de verba extra não dedutível é o ponto que o CFO vai questionar primeiro — a mitigação é a mesma: o PRONAC de R$6 milhões já entrega o projeto completo (as quatro rotas, o wow inteiro) sem depender de nenhum real fora do incentivo; o aporte direto só financia o adicional de legado editorial da F5.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas atendidasJovens formadosGratuidadeAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi3-4~150100%1 obra, à cidade de largada
F2 — R$ 3 mi6-8~350100%2 obras, uma por rota
F3 — R$ 4,5 mi12-15~800100% + acessibilidade plena3 obras (1 por artista) + acervo de história oral em Creative Commons
F4 — R$ 6 mi25-30~1.800 (inclui formação de professores)100%9-12 obras entre residentes e satélites, distribuídas pelos municípios
F5 — R$ 7 mi45-50~3.000 + Escola de Estrada certificando mediadores100%16-18 obras a 4 museus municipais fundacionais + publicação de referência a bibliotecas e universidades

Assinado por Todos: Ao final de cada rota, uma placa de estrada em aço — no desenho de marco quilométrico — traz os nomes de todos os funcionários da Ford gravados, exibida como painel de encerramento e reproduzida em fac-símile no colofão do livro. Um totem em cada parada da itinerância e uma página web deixam encontrar o nome no marco-zero da marca; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Rota amazônica inviável dentro da janela de licenciamento e sazonalidade — Transamazônica e BR-319 têm licenciamento ambiental lento e estação chuvosa que fecha trechos por meses, risco real de estourar os 36 meses de execução. Mitigação: as três rotas-núcleo (BR-116, Estrada Real, Rota das Emoções) ficam de fora desse risco em todas as faixas de F1 a F4; a quarta rota amazônica só entra na F5, condicionada a licença ambiental prévia confirmada antes da submissão, com a BR-101 como rota-substituta já desenhada caso o licenciamento atrase.

2. Leitura publicitária — a curadoria vendida como "território e deslocamento" pode escorregar pra portfólio de aventura da marca. Se um veículo Ford aparecer em obra, documentário ou material de campanha, o projeto vira propaganda disfarçada e cai na vedação da lei. Mitigação: cláusula contratual com curadoria e artistas vedando qualquer aparição de veículo ou produto da marca em obra, documentário e publicação; parecer jurídico prévio revisando peça por peça antes da estreia; toda menção institucional à Ford fica restrita ao crédito "Apresenta", nunca ao conteúdo artístico.

3. Concentração de fornecedor de logística acima de 20% do orçamento — deslocar equipe, obras e estrutura por rotas de milhares de quilômetros tende a empurrar todo mundo pra um operador logístico único, exatamente a trava que a lei proíbe. Mitigação: contratar por trecho/rota (mínimo três fornecedores distintos, cada um cotado e documentado abaixo de 20%), dashboard público de execução orçamentária e auditoria externa trimestral nas faixas F3 em diante.

Recomendação: a F3, R$ 4,5 milhões, é a que eu venderia primeiro. É a versão pra qual o conceito inteiro foi desenhado — três rotas completas, o mapa do Brasil riscado de ponta a ponta, o wow inteiro entregue sem precisar da frente extra de aporte direto da F5. Cabe com folga no teto itinerante de R$ 6 milhões, o que dá margem de ajuste orçamentário sem risco de reclassificação, e roda em 24 meses — rápido o suficiente pra virar case ainda dentro do mandato do CMO atual. Se o primeiro contato mostrar resistência de budget, a F1 entra como porta de entrada de R$ 1,5 milhão: prova a mecânica com uma rota só e abre caminho pra propor a escala completa no ciclo seguinte. A F5 fica reservada pra quando a Ford já tiver um primeiro PRONAC executado e auditado nas costas — aí sim R$ 7 milhões, PRONAC e aporte direto rodando juntos, deixam de ser risco e viram prova de maturidade institucional.

MONO-07 · Toyota

Carga Preciosa: A Cegonha que Transporta Arte

O caminhão-cegonha — o objeto mais banal e mais reconhecível da estrada brasileira — vira galeria itinerante. Cegonhas locadas de transportadora independente (nunca da frota ou da logística própria da Toyota) são convertidas em módulos expositivos envidraçados e percorrem cidades médias do interior, priorizando o cinturão paulista onde a marca fabrica há 60 anos. Cada parada dura uma semana e abre como museu público gratuito. A curadoria é autônoma — deslocamento, migração e estrada como tema, sem espelhar mapa logístico de ninguém — e assina obras comissionadas de artistas contemporâneos brasileiros. O comboio é, ao mesmo tempo, obra de arte pública e mídia espontânea: cada quilômetro rodado é imagem que se propaga sozinha. Job do CMO: a Toyota já é a praticante mais fiel de Rouanet do setor do país — 17 anos, R$13 milhões só em 2023 — mas nunca teve uma obra de assinatura; este projeto é o salto de "empresa que incentiva cultura" para "marca que fundou algo", com o risco de estreante zerado porque a máquina interna de captação já roda havia quase duas décadas. O wow: uma cegonha na BR carregando arte em vez de carro.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 mi
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Uma única cegonha convertida roda o cinturão paulista mais próximo da fábrica — seis cidades médias sem museu de arte contemporânea, uma parada de uma semana em cada. Oito artistas comissionados, curadoria enxuta, mediação local com escolas públicas. Fica de fora, em relação às faixas maiores: a segunda e a terceira cegonha, a itinerância para fora de São Paulo, o documentário de longa-metragem e a publicação editorial ampliada — aqui o catálogo é impresso simples. É a versão que testa a engenharia da conversão e a resposta de público e imprensa antes de qualquer compromisso maior.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística135.0009,0%
Comissões e cachês de artistas (8)285.00019,0%
Produção/cenotécnica/montagem (1 cegonha)285.00019,0%
Logística e itinerância195.00013,0%
Educativo e mediação120.0008,0%
Comunicação e documentação105.0007,0%
Gestão (proponente)210.00014,0%
Auditoria e prestação de contas60.0004,0%
Contingência105.0007,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 6 cidades · 8 obras comissionadas · público-meta de 24.000 pessoas · cerca de 2.400 estudantes atendidos em ação formativa · 16 empregos culturais diretos (curadoria, produção, montagem, mediação, motorista-operador).

Cronograma: 2 meses de pré-produção · 2 meses de produção (fabricação das obras e conversão da cegonha) · 4 meses de circulação · 1 mês de prestação de contas. Total: 9 meses.

Ticket: R$1,5 milhão representa, na ordem de grandeza do que a Toyota já destina anualmente a Rouanet (os R$13 milhões de 2023 servem de proxy direcional para o espaço de 4% do IR devido — não substitui o cálculo do jurídico fiscal da marca), algo em torno de 11,5% desse volume. É o ticket de piloto: baixo risco orçamentário, prova que a conversão funciona sem imprevisto técnico ou jurídico, e gera o primeiro material de imprensa pra validar a hipótese do wow antes de qualquer decisão maior. Argumento de venda: "por menos de 12% do que vocês já movimentam em Rouanet todo ano, testamos se a ideia funciona — sem comprometer nada além disso".

Enquadramento: proposta comum PJ, teto R$1,5 milhão. Mesmo com natureza itinerante embrionária (seis cidades), o valor cabe integralmente na categoria mais simples de aprovação, o que acelera o trâmite no MinC — vantagem real de uma faixa de entrada.

F2 · R$ 3 mi Edição Rota

Duas cegonhas rodando em paralelo, cobrindo doze cidades — o cinturão paulista completo mais a divisa com Minas e Paraná. Doze artistas comissionados, mediação ampliada, catálogo com tiragem maior. Ainda não é o comboio completo de três cegonhas nem tem alcance nacional; a itinerância continua concentrada no eixo onde a Toyota tem fábrica e reconhecimento de marca mais forte, o que facilita aprovação de rota junto às prefeituras.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística240.0008,0%
Comissões e cachês de artistas (12)570.00019,0%
Produção/cenotécnica/montagem (2 cegonhas, contratos separados)540.00018,0%
Logística e itinerância480.00016,0%
Educativo e mediação300.00010,0%
Comunicação e documentação240.0008,0%
Gestão (proponente)420.00014,0%
Auditoria e prestação de contas120.0004,0%
Contingência90.0003,0%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 12 cidades · 13 obras comissionadas · público-meta de 54.000 pessoas · cerca de 5.400 estudantes atendidos · 28 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 3 meses de produção · 6 meses de circulação · 2 meses de prestação de contas. Total: 14 meses.

Ticket: cerca de 23% do espaço anual de incentivo já ocupado pela Toyota. Já é volume suficiente pra render matéria em veículo nacional, não só regional — o argumento de venda muda de "vamos testar" pra "vamos fazer barulho de verdade sem ainda comprometer o teto máximo".

Enquadramento: exposição itinerante, teto R$6 milhões — a partir desta faixa o projeto sai da categoria de proposta comum e passa a exigir a classificação de itinerância, já prevista desde a concepção.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Comboio

As três cegonhas do conceito original entram em cena, dezesseis artistas comissionados, vinte e quatro cidades — o interior paulista inteiro mais incursões em Minas, Paraná e no interior fluminense. Ainda não é a versão de vinte artistas nem os quarenta e tantos municípios da versão máxima, mas já é reconhecidamente "o comboio", com a imagem de frota completa que a ideia promete desde a concepção.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0008,0%
Comissões e cachês de artistas (16)855.00019,0%
Produção/cenotécnica/montagem (3 cegonhas, contratos separados)810.00018,0%
Logística e itinerância720.00016,0%
Educativo e mediação450.00010,0%
Comunicação e documentação360.0008,0%
Gestão (proponente)630.00014,0%
Auditoria e prestação de contas180.0004,0%
Contingência135.0003,0%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 24 cidades · 17 obras comissionadas · público-meta de 120.000 pessoas · cerca de 12.000 estudantes atendidos · 42 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 4 meses de produção · 10 meses de circulação · 2 meses de prestação de contas. Total: 19 meses.

Ticket: em torno de 35% do espaço anual de incentivo da Toyota. Este é o ponto em que o projeto já rivaliza em escala com qualquer ação cultural existente no portfólio automotivo brasileiro — argumento de venda: "nenhuma concorrente tem três caminhões de arte rodando o país ao mesmo tempo".

Enquadramento: exposição itinerante, teto R$6 milhões, dentro da margem.

F4 · R$ 6 mi Edição Capital recomendada

A versão integral do conceito descrito no banco: três cegonhas, vinte artistas contemporâneos comissionados, quarenta e tantas cidades cobertas em 24 meses, prioridade de roteiro para municípios sem museu de arte contemporânea. É a faixa que entrega o projeto por inteiro, sem cortes, ocupando o teto máximo da categoria itinerante sem precisar de nenhuma engenharia de desmembramento.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística480.0008,0%
Comissões e cachês de artistas (20) + seguro de obras900.00015,0%
Produção/cenotécnica/montagem (3 cegonhas, 3 contratos independentes)1.140.00019,0%
Logística e itinerância (24 meses)1.020.00017,0%
Educativo e mediação600.00010,0%
Comunicação e documentação (catálogo impresso p/ doação, imprensa, registro)480.0008,0%
Gestão (proponente)840.00014,0%
Auditoria e prestação de contas240.0004,0%
Contingência300.0005,0%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 40+ cidades · 22 obras comissionadas · público-meta de 220.000 pessoas · cerca de 22.000 estudantes atendidos em ação formativa · 65 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 4 meses de produção · 14 meses de circulação · 2 meses de prestação de contas. Total: 24 meses.

Ticket: cerca de 46% do espaço anual de incentivo estimado da Toyota — ainda deixa margem pro resto do portfólio de patrocínios da marca (o Trilhas Culturais entre eles), mas já é, disparado, o maior projeto cultural da história da montadora no Brasil. Argumento de venda: "isto é a obra de assinatura que falta há 17 anos — pelo teto máximo que a lei permite pra um projeto itinerante, sem precisar dividir em dois processos".

Enquadramento: exposição itinerante, teto R$6 milhões — o projeto ocupa o teto integralmente, o que é defensável porque a escala (3 cegonhas, 20 artistas, alcance nacional) justifica o valor máximo da categoria sem forçar leitura de superfaturamento.

F5 · R$ 7 mi Edição Legado

Reproduz a Edição Capital na íntegra e acrescenta um programa que sobrevive ao fim da itinerância física: um núcleo editorial e formativo batizado "Legado Cegonha", com documentário de longa-metragem sobre o comboio, publicação final ampliada, acervo digital aberto das vinte obras e um programa de formação continuada de mediadores culturais — "Escola Cegonha" — em dez das cidades-polo do circuito, rodando mesmo depois que os caminhões já pararam de circular.

Estrutura orçamentária: um único PRONAC de R$6.000.000 — "Comboio Capital" — reproduz integralmente a tabela de rubricas da Faixa 4, somado a R$1.000.000 de aporte direto da Toyota (verba própria de marketing/institucional, fora do incentivo) que cobre o núcleo editorial-formativo "Legado Cegonha", com tabela própria abaixo.

Via PRONAC — R$6.000.000 (Comboio Capital, idêntico à Faixa 4)R$%
Curadoria e direção artística480.0008,0%
Comissões e cachês de artistas (20) + seguro de obras900.00015,0%
Produção/cenotécnica/montagem (3 cegonhas, 3 contratos independentes)1.140.00019,0%
Logística e itinerância (24 meses)1.020.00017,0%
Educativo e mediação600.00010,0%
Comunicação e documentação (catálogo impresso p/ doação, imprensa, registro)480.0008,0%
Gestão (proponente)840.00014,0%
Auditoria e prestação de contas240.0004,0%
Contingência300.0005,0%
Total via PRONAC6.000.000100%
Via aporte direto — R$1.000.000 (Legado Cegonha)R$%
Curadoria e coordenação editorial100.00010,0%
Produção de conteúdo (documentário, publicação final, acervo digital)300.00030,0%
Escola Cegonha — formação continuada de mediadores em 10 cidades-polo280.00028,0%
Comunicação e distribuição do acervo (catálogo digital aberto, circuito do documentário em mostras)120.00012,0%
Gestão (proponente)100.00010,0%
Auditoria e prestação de contas50.0005,0%
Contingência50.0005,0%
Total via aporte direto1.000.000100%

Entregáveis: 40+ cidades atendidas fisicamente pelo comboio · 22 obras comissionadas · público-meta presencial de 220.000 pessoas, mais alcance indireto estimado de 80.000 pessoas via circuito do documentário e acervo digital · cerca de 22.000 estudantes atendidos na turnê, mais 300 mediadores culturais formados pela Escola Cegonha · 77 empregos culturais diretos somando as duas frentes.

Cronograma: o PRONAC segue os 24 meses da Faixa 4. A frente de aporte direto inicia no mês 12 do PRONAC (com a produção de conteúdo acompanhando a circulação em andamento) e se estende 8 meses após o encerramento físico do comboio — 2 meses de pré-produção, 6 de produção, 10 de circulação/formação, 2 de prestação de contas. Duração total do projeto combinado: 32 meses.

Ticket: apenas os R$6 milhões do PRONAC disputam espaço de incentivo — cerca de 46% do espaço anual estimado da Toyota (54% × 6/7), a mesma proporção da Faixa 4. O R$1 milhão de aporte direto é verba própria, fora desse espaço e não dedutível, então não compete pelo teto de 4% do IR devido. Argumento de venda: "esta é a versão que não acaba quando o último caminhão estaciona — o acervo, o documentário e os trezentos mediadores formados continuam contando a história depois que a mídia espontânea da estrada já rendeu o que tinha pra render, com o PRONAC ocupando o mesmo espaço fiscal da Edição Capital".

Enquadramento: R$7 milhões excede o teto de R$6 milhões da categoria itinerante. Solução: PRONAC único de R$6.000.000 — "Comboio Capital", reproduz integralmente a Faixa 4, dentro do teto de itinerância — somado a R$1.000.000 de aporte direto da Toyota, verba própria de marketing/institucional, fora do guarda-chuva do incentivo, financiando o "Legado Cegonha": o núcleo editorial-formativo que continua depois da turnê. O PRONAC de R$6 milhões mantém governança plena (auditoria, prestação de contas, teto de 20% por fornecedor); por não passar pelo SALIC, o aporte direto de R$1 milhão não tem crédito "Apresenta" formal nem prestação de contas pública automática — mas a Toyota pode aplicar voluntariamente os mesmos controles (três cotações, dashboard) a essa fatia, e o CFO precisa aprovar essa verba extra além da cota já reservada ao PRONAC. Para uma marca cuja narrativa comercial é "fundar algo duradouro", manter esse padrão de transparência mesmo na parte fora do incentivo é o que sustenta o argumento.

Contrapartida social por faixa:

FaixaCidades c/ gratuidadeEscolas parceirasJovens/estudantes formadosAcervo doado
F1 — R$1,5 mi6 (100%)6~600Catálogo simples a 6 bibliotecas públicas
F2 — R$3 mi12 (100%)14~1.400Catálogo + registro fotográfico a 12 bibliotecas
F3 — R$4,5 mi24 (100%)30~3.000Catálogo completo + kit didático digital a 24 bibliotecas
F4 — R$6 mi40+ (100%)55~6.000Catálogo físico + documentário curto a 40+ bibliotecas/escolas
F5 — R$7 mi40+ (100%)55 + 10 polos da Escola Cegonha~6.000 na turnê + 300 mediadores formados no LegadoAcervo 100% digitalizado e aberto, permanente após o fim da itinerância

Em todas as faixas a gratuidade é total nas paradas (acima do mínimo legal de 10% de ingressos gratuitos, porque o formato de museu público ao ar livre não comporta bilheteria), e a ação formativa cobre pelo menos 10% do público-meta em cada faixa, conforme exigido.

Assinado por Todos: Nas réguas onde cada cegonha normalmente prende plaquetas de identificação de chassi, o comboio-galeria mantém a mesma fixação — agora com uma placa de aço por funcionário da Toyota, todos os nomes dispostos ao longo da estrutura como lista de carga. Um totem junto a cada cegonha estacionada e uma página web deixam encontrar o nome na carroceria; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Leitura de promoção direta de marca — a cegonha é um veículo indissociável do imaginário Toyota/montadoras, e o risco de a CGU ou a concorrência lerem o projeto como publicidade disfarçada de patrocínio é o mais sério da ideia inteira. Mitigação: as cegonhas são locadas de transportadora independente com cotação de mercado — nunca da frota ou logística própria da Toyota —, os módulos expositivos não recebem pintura, grafismo ou qualquer elemento visual de produto automotivo, e o crédito institucional se limita ao selo "Apresenta/Patrocínio" com logotipo dentro do limite de tamanho em relação à marca do Governo Federal.

2. Risco operacional e de segurança rodoviária — um comboio de cegonhas convertidas estacionando semanalmente em praças públicas do interior expõe obras de arte, público e equipe a acidente de trânsito, dano estrutural ou intempérie, e um imprevisto grave nesse formato vira notícia negativa instantânea, o oposto do wow pretendido. Mitigação: seguro de transporte e de obras como rubrica própria em todas as faixas, protocolo de estacionamento restrito a áreas públicas municipais pré-vistoriadas (nunca acostamento ou canteiro de rodovia), engenharia estrutural dos módulos validada por empresa terceira independente antes da primeira parada, e folga de cronograma reservada pra reagendamento por clima ou logística municipal.

3. Concentração de fornecedor na conversão das cegonhas — é a rubrica de maior ticket do projeto em todas as faixas e a mais fácil de estourar o teto de 20% por fornecedor se contratada como pacote único. Mitigação: cada cegonha é convertida por contrato independente — mesmo que o fornecedor técnico seja o mesmo, os processos de compra são individualizados, com no mínimo três cotações comparativas por contrato e comprovação documental de preço de mercado, auditada explicitamente na rubrica de prestação de contas.

Recomendação: A Faixa 4, R$6 milhões, "Edição Capital", é a que eu levaria primeiro pra mesa da Toyota. A marca não precisa de piloto — dezessete anos de prática ininterrupta e R$13 milhões movimentados só em 2023 provam que a engenharia interna de captação já está rodando havia tempo, então começar pequeno (Faixa 1 ou 2) desperdiça a única vantagem competitiva real que a Toyota tem sobre qualquer concorrente disputando este mesmo tipo de projeto: velocidade de decisão. A Faixa 4 entrega o conceito por inteiro, sem cortes visíveis, ocupa o teto máximo da categoria itinerante sem exigir a frente extra de aporte direto que a F5 pede, e é a versão que efetivamente sustenta o argumento central da venda — a obra de assinatura que falta há quase duas décadas. A Faixa 5 fica como upsell natural pra segunda conversa, quando a Toyota já viu a primeira imagem de cegonha rodando a BR e quiser transformar o projeto em legado permanente; a Faixa 1 fica de reserva, não como porta de entrada, mas como plano B se o orçamento anual da marca estiver mais apertado do que o histórico sugere.

MONO-08 · Honda

OFÍCIO: Residência de Arte na Indústria

O primeiro programa de artista-residente ligado a uma fábrica de veículos no Brasil, no modelo Kohler Arts/Industry adaptado ao que o jurídico de qualquer montadora realmente aprova: visitas técnicas curtas e supervisionadas a uma planta Honda (2 a 3 semanas, em paradas programadas de manutenção), com fabricação em ateliê externo a partir de sucata de estamparia, moldes e retalhos de injeção plástica cedidos pela fábrica como contrapartida própria. Um operário-parceiro voluntário acompanha cada artista como interlocutor técnico e é creditado nominalmente na obra. A exposição resultante circula anualmente por Sumaré, Campinas e uma sala na SP-Arte, e a revista documenta cada ciclo na editoria própria "Metalúrgicos & Artistas", herdeira direta de "Médicos & Artistas". Job do CMO: a Honda tem três fábricas no Brasil e nenhum rastro de patrocínio cultural — este projeto entrega o troféu mais barato e mais defensável do marketing, pioneirismo documentado, num programa nomeado e contínuo, dimensionado para uma estreia conservadora em Rouanet. O wow: escultura nascida da mesma prensa que estampa capô, com o nome do operário ao lado do nome do artista na ficha técnica pendurada na parede da SP-Arte — sem precedente na América Latina.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F2 · R$ 3 mi
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Um único ciclo de residência, uma única fábrica (Sumaré), três artistas. A exposição fica só em Sumaré, com uma parada satélite em Campinas — sem sala na SP-Arte, que é o item mais caro do pacote e o primeiro a cair quando o orçamento aperta. É a versão que testa o protocolo inteiro (acesso à fábrica, fabricação com sucata, crédito ao operário) sem pedir ao CMO nenhum salto de fé sobre escala ou visibilidade nacional.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010%
Comissões e cachês de artistas (3)375.00025%
Produção/cenotécnica/montagem300.00020%
Logística e itinerância120.0008%
Educativo e mediação180.00012%
Comunicação e documentação120.0008%
Gestão195.00013%
Auditoria e prestação de contas30.0002%
Contingência30.0002%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 fábrica, 2 cidades (Sumaré sede + Campinas satélite), 3 artistas residentes, 3 obras comissionadas, público-meta de 8 mil visitantes, 30 estudantes de ETEC atendidos com bolsa-oficina, cerca de 15 empregos culturais diretos (curadoria, produção, montagem, mediação).

Cronograma: 12 meses — pré-produção 2 meses · produção (residência + fabricação) 5 meses · circulação (Sumaré + Campinas) 3 meses · prestação de contas 2 meses.

Ticket: numa fabricante do porte da Honda no Brasil, R$ 1,5 milhão costuma representar uma fração pequena do teto de 4% do IR devido mesmo num ano fiscal fraco — estimativa a confirmar com a área fiscal da Honda, não é dado publicado. O argumento de venda não é escala, é risco zero: prova que a segurança industrial aceita o protocolo de visita curta e supervisionada, prova que sucata de estamparia vira peça de galeria de verdade, e prova que o crédito nominal ao operário não gera ruído sindical nem jurídico. Quem aprova F1 está comprando a permissão de errar pequeno antes de qualquer comitê maior entrar na conversa.

Enquadramento: cabe integralmente no teto de proposta comum PJ (R$ 1,5 milhão, IN 29/2026), sem depender de qualificação como itinerante. É a única faixa deste dossiê blindada contra o risco de reclassificação — mesmo que o parecerista negue o enquadramento itinerante do circuito, F1 está segura.

F2 · R$ 3 mi Edição Ofício recomendada

O desenho original do programa, tal como descrito no banco-mãe: ciclo de 18 meses, cinco artistas, e agora com a sala na SP-Arte de volta ao pacote — o item que transforma o projeto de "boa ação local" em manchete de imprensa cultural nacional. Entra também o lançamento da editoria "Metalúrgicos & Artistas" na revista, amarrando o programa ao ativo editorial da ArtNow.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística270.0009%
Comissões e cachês de artistas (5)810.00027%
Produção/cenotécnica/montagem600.00020%
Logística e itinerância300.00010%
Educativo e mediação360.00012%
Comunicação e documentação270.0009%
Gestão270.0009%
Auditoria e prestação de contas60.0002%
Contingência60.0002%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 1 fábrica, 2 cidades-sede (Sumaré, Campinas) + 1 sala na SP-Arte, 5 artistas residentes, 5 obras comissionadas, público-meta de 25 mil visitantes, 60 estudantes de ETEC com bolsa-oficina, cerca de 28 empregos culturais diretos.

Cronograma: 18 meses — pré-produção 3 meses · produção 7 meses · circulação (Sumaré + Campinas + SP-Arte) 5 meses · prestação de contas 3 meses.

Ticket: R$ 3 milhões ainda é um ticket confortavelmente pequeno frente ao teto de 4% do IR de uma fabricante deste porte, mas já compra o elemento que vende sozinho: a foto da ficha técnica com o nome do operário ao lado do artista, pendurada numa das feiras de arte mais cobertas do país. É a faixa que entrega o conceito completo tal como ele nasceu — nem reduzido a piloto, nem inflado a programa multi-planta. Argumento de venda: "o menor ticket que ainda garante manchete".

Enquadramento: já excede o teto de proposta comum (R$ 1,5 milhão), então depende do enquadramento como exposição itinerante (teto R$ 6 milhões) — o ponto de atenção herdado do banco original. Antes de submeter F2 ou qualquer faixa acima, é obrigatório levar o circuito Sumaré–Campinas–SP-Arte a parecerista especializado para confirmar a qualificação; sem essa confirmação, a matemática desta faixa em diante não fecha.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Capital

O programa ganha uma segunda planta Honda (motores, além da montadora em Sumaré), dois ciclos de residência dentro do mesmo PRONAC e uma parada em museu público de São Paulo além da SP-Arte — a primeira vez que a exposição sai do circuito fábrica-feira e entra em equipamento cultural de acesso livre na capital. Oito artistas ao todo, distribuídos nos dois ciclos.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0008%
Comissões e cachês de artistas (8)1.215.00027%
Produção/cenotécnica/montagem900.00020%
Logística e itinerância540.00012%
Educativo e mediação585.00013%
Comunicação e documentação405.0009%
Gestão360.0008%
Auditoria e prestação de contas90.0002%
Contingência45.0001%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 2 fábricas, 4 cidades + museu público em São Paulo, 8 artistas residentes, 8 obras principais mais peças satélites, público-meta de 60 mil visitantes, 120 estudantes de ETEC/SENAI atendidos, cerca de 45 empregos culturais diretos.

Cronograma: 24 meses — pré-produção 3 meses · produção (2 ondas de residência) 9 meses · circulação (4 cidades + museu SP) 8 meses · prestação de contas 4 meses.

Ticket: nesta faixa o programa deixa de ser "um projeto" e começa a se comportar como instituição em formação — duas fábricas contadas na mesma narrativa, presença num museu público de verdade. Ainda assim, R$ 4,5 milhões segue dentro de folga plausível do teto de 4% de uma fabricante deste porte, sem disputar orçamento com outras iniciativas da marca. Argumento de venda: "o ano em que o programa da Honda ganhou endereço num museu de São Paulo".

Enquadramento: exposição itinerante, Art. 18, confortavelmente dentro do teto de R$ 6 milhões — nenhuma engenharia adicional necessária além da confirmação de enquadramento já exigida a partir de F2.

F4 · R$ 6 mi Edição Rede

As três fábricas Honda no Brasil entram simultaneamente no programa, com dois ciclos completos ao longo de 30 meses — seis ciclos de residência no total. A exposição ganha sala fixa anual na SP-Arte (duas edições dentro do período) e itinera por seis cidades. Nasce a websérie documental que acompanha cada ciclo, em licença aberta.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística420.0007%
Comissões e cachês de artistas1.680.00028%
Produção/cenotécnica/montagem1.140.00019%
Logística e itinerância780.00013%
Educativo e mediação780.00013%
Comunicação e documentação540.0009%
Gestão480.0008%
Auditoria e prestação de contas120.0002%
Contingência60.0001%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 3 fábricas, 6 cidades + sala anual fixa na SP-Arte (2 edições), entre 12 e 14 artistas residentes ao longo do ciclo, mesmo número de obras principais, público-meta de 140 mil visitantes, 200 estudantes de ETEC/SENAI, websérie documental de 6 episódios em licença aberta, cerca de 80 empregos culturais diretos.

Cronograma: 30 meses — pré-produção 4 meses · produção 12 meses · circulação (6 cidades + 2 edições SP-Arte) 10 meses · prestação de contas 4 meses.

Ticket: no teto máximo da categoria itinerante, R$ 6 milhões ainda deve caber com folga real dentro do limite de 4% do IR de uma fabricante do porte da Honda em ano forte — mas aqui o argumento muda de registro: não é mais sobre o quanto sobra, é sobre construir a primeira instituição cultural nomeada e contínua do setor automotivo no Brasil, com as três fábricas contadas como um só programa. Argumento de venda: "a Honda vira, nas três plantas ao mesmo tempo, a primeira montadora do país com um programa cultural de verdade — não uma ação, um programa".

Enquadramento: exposição itinerante, Art. 18, no teto de R$ 6 milhões — a faixa mais alta que ainda cabe numa única categoria sem qualquer engenharia de desmembramento.

F5 · R$ 7 mi Edição Legado

A versão de encerramento de ciclo: as três fábricas, oito cidades, um museu-âncora nacional em São Paulo, e — o que separa esta faixa das anteriores — um programa formal de formação e publicação que vira acervo permanente. Livro-monumento nacional, arquivo de história oral com os operários-parceiros de todos os ciclos, documentário de longa-metragem e rede de formação ampliada nas três cidades-fábrica. Esta faixa está acima do teto da categoria itinerante (R$ 6 milhões); a solução é um PRONAC único de R$6.000.000 somado a R$1.000.000 de aporte direto.

Via PRONAC — R$ 6.000.000, "OFÍCIO: Residência e Exposição Nacional"

RubricaR$%
Curadoria e direção artística420.0007%
Comissões e cachês de artistas1.620.00027%
Produção/cenotécnica/montagem1.080.00018%
Logística e itinerância900.00015%
Educativo e mediação720.00012%
Comunicação e documentação600.00010%
Gestão480.0008%
Auditoria e prestação de contas120.0002%
Contingência60.0001%
Subtotal6.000.000100%

Via aporte direto — R$ 1.000.000, "OFÍCIO: Formação e Publicação"

RubricaR$%
Coordenação editorial80.0008%
Bolsas de pesquisa e autoria150.00015%
Produção gráfica (livro-monumento)220.00022%
Logística e distribuição nacional100.00010%
Formação ampliada (ETEC/SENAI, 3 cidades)280.00028%
Documentário e arquivo de história oral120.00012%
Gestão30.0003%
Auditoria e prestação de contas10.0001%
Contingência10.0001%
Subtotal1.000.000100%

Total combinado: R$ 7.000.000

Entregáveis: 3 fábricas, 8 cidades + museu-âncora nacional, cerca de 20 artistas residentes ao longo do ciclo completo, 20 ou mais obras, público-meta de 320 mil visitantes, 400 estudantes atendidos numa rede de 9 ou mais ETECs/SENAI nas três cidades-fábrica, acervo permanente doado às três prefeituras, arquivo de história oral e documentário de longa em acesso aberto, livro-monumento nacional, cerca de 140 empregos culturais diretos somando PRONAC e aporte direto.

Cronograma: 36 meses (o teto legal de execução) — pré-produção 5 meses · produção (residências nas 3 plantas + programa de formação/publicação rodando em paralelo) 14 meses · circulação (8 cidades + museu-âncora + lançamento nacional do livro) 12 meses · prestação de contas 5 meses.

Ticket: R$ 7 milhões representa um uso robusto — ainda plausível, mas já relevante — do teto de 4% do IR devido de uma fabricante do porte da Honda; vale a pena confirmar com a área fiscal antes de comprometer a conversa nesse número. Esta é a versão-legado: não vende mais um programa cultural, vende a fundação de um acervo permanente com o nome da Honda nas três cidades onde ela fabrica. Argumento de venda: "daqui a vinte anos, é a Honda que vai estar no livro de história da arte-indústria brasileira — porque foi ela que financiou o arquivo".

Enquadramento: o PRONAC segue no Art. 18, categoria itinerante, no teto de R$ 6 milhões, com dedução de 100%. O R$ 1 milhão restante é aporte direto da Honda, fora do Art. 18 e fora do Rouanet — não é enquadrado como PRONAC de nenhuma categoria, e não é dedutível. Engenharia da faixa (acima do teto de R$ 6 milhões): das soluções possíveis, a escolhida é PRONAC único de R$6.000.000 — a exposição itinerante, o produto artístico principal, que sozinho já cabe no teto — somado a R$1.000.000 de aporte direto da Honda, verba própria de marketing/institucional, cobrindo o programa nacional de formação, publicação e memória (livro, documentário, arquivo de história oral, rede ampliada de bolsas). Continuam sendo, na prática, duas frentes com escopo, cronograma e prestação de contas próprios — só que agora só a exposição passa pelo crivo formal do MinC; a frente de formação e legado documental fica fora do guarda-chuva Rouanet, o que tira parte da blindagem institucional que ela tinha antes (menos fiscalização pública automática), mas ainda pode ser conduzida com os mesmos padrões de transparência por decisão própria da Honda. O CFO precisa aprovar R$ 1 milhão de verba própria não dedutível além da cota já reservada ao PRONAC — o argumento de compensação é que o PRONAC de R$6 milhões já entrega a exposição completa, sem nenhum real fora do incentivo, e só a camada de legado documental depende da verba extra.

Contrapartida social por faixa: F1 — R$ 1,5 mi: 1 ETEC (Sumaré), 30 jovens formados em bolsa-oficina, 100% gratuito nas 2 paradas, 1 obra ao acervo municipal de Sumaré. F2 — R$ 3 mi: 2 ETECs (Sumaré + Campinas), 60 jovens formados, 100% gratuito nas 3 paradas, 2 obras (1 por cidade-sede) + registro editorial na revista. F3 — R$ 4,5 mi: 3-4 ETECs/SENAI (2 fábricas), 120 jovens formados, 100% gratuito + visita noturna mensal aberta, 4 obras (1 por ciclo × 2 ciclos) aos acervos municipais. F4 — R$ 6 mi: 6 ETECs/SENAI (3 fábricas), 200 jovens formados, 100% gratuito com sala fixa anual SP-Arte, 1 obra por ciclo (6 ciclos) doadas às 3 prefeituras + websérie em licença aberta. F5 — R$ 7 mi: rede nacional de 9+ ETECs/SENAI (3 fábricas, formação ampliada), 400 jovens formados, 100% gratuito em nível nacional + livro/documentário em acesso aberto, acervo permanente completo nas 3 cidades-fábrica + arquivo de história oral doado.

Assinado por Todos: Ao final de cada ciclo, a sucata de estamparia e os retalhos de injeção plástica cedidos pela fábrica — a mesma matéria das obras dos artistas-residentes — são fundidos numa placa única gravada com os nomes de todos os funcionários da Honda, ao lado da ficha técnica que já credita o operário-parceiro. Um totem na mostra anual (Sumaré, Campinas, SP-Arte) e uma página web deixam encontrar o nome na placa; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações: (1) Risco de enquadramento (itinerante × proposta comum) — se o parecerista do MinC não reconhecer o circuito Sumaré–Campinas–SP-Arte (e suas extensões em F3-F5) como exposição itinerante, o teto cai para R$ 1,5 milhão e todas as faixas acima de F1 perdem a base legal tal como desenhadas. Mitigação: consulta prévia formal a parecerista ou consultoria especializada antes de submeter qualquer faixa acima de F1; F1 já nasce desenhada para sobreviver mesmo no cenário mais conservador de classificação, funcionando como âncora segura enquanto o enquadramento das faixas maiores é confirmado. (2) Risco de segurança industrial e sigilo de planta — o elemento mais forte do projeto (artista dentro da fábrica, sucata real, operário no crédito) é também o mais frágil: normas de segurança do trabalho, sigilo de processo produtivo e o calendário de manutenção da Honda podem vetar ou encurtar o acesso. Mitigação: protocolo de visita técnica de 2 a 3 semanas, sempre em paradas programadas de manutenção, validado com a área de segurança industrial e o jurídico da Honda antes do pitch ao CMO — nunca depois; a fabricação acontece em ateliê externo por desenho, não dentro da planta, então mesmo que o acesso real caia para uma única visita supervisionada, o projeto continua de pé. (3) Risco de leitura como promoção de marca disfarçada — sucata de fábrica, operário Honda, crédito da Honda: a combinação caminha perto da vedação de vantagem promocional indevida da IN 29/2026, sobretudo se algum modelo de veículo aparecer nomeado em textos curatoriais ou material de imprensa. Mitigação: nenhum modelo é citado em nenhuma peça de comunicação do projeto; curadoria e seleção de artistas seguem 100% independentes da Honda; o crédito segue estritamente o formato regulamentado ("Apresenta/Patrocínio", tamanho e posição definidos por lei); toda linguagem de exposição, catálogo e assessoria de imprensa passa por revisão jurídica prévia.

Recomendação: a primeira venda deve ser F2 — R$ 3 milhões, "Edição Ofício". É o menor ticket do banco inteiro em que o programa aparece completo: sala na SP-Arte, editoria própria na revista, crédito do operário na parede de uma feira nacional — o conjunto que gera a foto e a manchete, não só a boa ação local. F1 é mais barata e mais segura no papel, mas corta justamente o elemento que transforma pioneirismo em notícia; para uma marca que nunca fez Rouanet, um ticket pequeno sem nenhum retorno de imprensa corre o risco de não justificar o esforço interno de aprovação. F2 resolve isso sem sair da faixa de "decisão rápida, baixo comitê" que a Honda precisa numa estreia. Se o primeiro contato indicar resistência de comitê mesmo nesse tamanho, F1 fica pronta como fallback imediato — mesma mecânica, metade do orçamento, sem redesenho. Cota mínima recomendada de entrada: R$ 3.000.000 (Faixa F2).

MONO-09 · Volkswagen

ANCHIETA ABERTA: 70 Anos em Camadas

Doze artistas passam seis meses escavando as camadas da fábrica da Anchieta em São Bernardo do Campo — arquivo morto, ferramentas aposentadas, vestiários, três gerações de famílias metalúrgicas na mesma linha de produção. A exposição ocupa um galpão desativado na borda do complexo, fora da área de produção corrente, com acesso controlado por uma portaria histórica isolada, desenho validado com o time de segurança industrial da VW antes de qualquer pitch ao CMO. Depois itinera por Taubaté, São Carlos e um museu público do ABC, com o Sindicato dos Metalúrgicos como parceiro de memória oral — o mesmo sindicato de onde saiu um presidente da República. O carro nunca é protagonista: aparece só como vestígio arqueológico, nunca como produto em cena. O job do CMO é reancorar "70 anos de abrasileiramento" no exato momento em que montadoras chinesas compram brasilidade a peso de fábrica, e provar à própria CGU, depois da multa de R$ 25,3 milhões, que a VW sabe fazer Rouanet com auditoria independente e prestação de contas pública embutidas no desenho, não coladas depois. O wow é o público entrando na fábrica que produziu 57% de todos os Volkswagen já fabricados no Brasil — o Lingotto/Autostadt que nenhuma montadora jamais construiu por aqui.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 mi
F1 · R$ 1,5 milhão Primeira Camada: Edição Semente

Fica só em São Bernardo do Campo, sem itinerância. Cinco artistas fazem três meses de imersão no galpão desativado da Anchieta, com a exposição em cartaz por quatro meses no mesmo espaço. É a versão que testa a mecânica mais delicada do projeto inteiro — o acesso controlado de público a uma área na borda de fábrica ativa — antes de qualquer compromisso de itinerância. Sindicato e ArtNow já entram como parceiros plenos desde essa edição; o que fica de fora é a escala geográfica e o congelamento do arquivo de história oral em formato definitivo.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010%
Comissões e cachês de artistas330.00022%
Produção, cenotécnica e montagem360.00024%
Logística e itinerância60.0004%
Educativo e mediação180.00012%
Comunicação e documentação105.0007%
Gestão210.00014%
Auditoria e prestação de contas60.0004%
Contingência45.0003%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade, 5 obras comissionadas, público-meta de 15 mil visitantes em 4 meses, 3 mil estudantes atendidos via rede pública de São Bernardo, cerca de 40 empregos culturais diretos entre curadoria, produção, mediação e segurança cultural.

Cronograma: 2 meses de pré-produção, 4 de produção (residência mais montagem), 4 de circulação, 2 de prestação de contas — 12 meses no total.

Ticket: numa empresa do porte da VW do Brasil, R$ 1,5 milhão é uma fração pequena até de um exercício fiscal modesto — o argumento aqui não é o tamanho do cheque, é o risco. A F1 prova que o time de operações aprova o fluxo de acesso, que o Sindicato responde bem à parceria e que a curadoria segura a narrativa sem deixar o carro virar protagonista. É o piloto que destrava as faixas maiores com o menor capital político em jogo.

Enquadramento: proposta comum PJ, dentro do teto de R$ 1,5 milhão sem qualquer engenharia adicional — a faixa mais simples de aprovar tecnicamente do banco inteiro.

F2 · R$ 3 milhões Segunda Camada: Edição Território

Soma Taubaté à base de São Bernardo — a segunda maior planta da VW no país entra no roteiro, e o projeto passa a itinerar de fato. Oito artistas, quatro meses de imersão, exposição rodando pelas duas cidades ao longo de oito meses. É aqui que o argumento de território ganha corpo: a mostra sai de dentro da fábrica e chega a um público que nunca colocou os pés na Anchieta.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística270.0009%
Comissões e cachês de artistas630.00021%
Produção, cenotécnica e montagem660.00022%
Logística e itinerância270.0009%
Educativo e mediação390.00013%
Comunicação e documentação210.0007%
Gestão420.00014%
Auditoria e prestação de contas90.0003%
Contingência60.0002%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 cidades, 8 obras comissionadas, público-meta de 40 mil visitantes, 7 mil estudantes atendidos, cerca de 70 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção, 5 de produção, 8 de circulação, 3 de prestação de contas — 19 meses no total.

Ticket: ainda uma fração discreta do teto de 4% do IR de uma montadora desse porte, mas já um valor que aparece com peso num relatório de sustentabilidade. O argumento de venda é a prova de itinerância: mostrar que o modelo sai da fábrica sem perder controle de custo nem de narrativa, condição que o comitê jurídico da VW vai cobrar antes de liberar qualquer faixa maior.

Enquadramento: exposição itinerante, dentro do teto de R$ 6 milhões — folga confortável, sem necessidade de engenharia.

F3 · R$ 4,5 milhões Terceira Camada: Edição Metalúrgica

Acrescenta São Carlos ao roteiro e adensa o programa educativo, que passa a ser o segundo maior centro de custo do projeto depois das comissões e da produção. Dez artistas, cinco meses de imersão. É a faixa em que o arco de "70 anos" começa a parecer completo — três praças, três tempos diferentes da presença industrial da VW no interior paulista — mesmo sem o quarto ponto, o museu público do ABC, que só entra na faixa seguinte.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0008%
Comissões e cachês de artistas900.00020%
Produção, cenotécnica e montagem945.00021%
Logística e itinerância495.00011%
Educativo e mediação585.00013%
Comunicação e documentação315.0007%
Gestão630.00014%
Auditoria e prestação de contas135.0003%
Contingência135.0003%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 3 cidades, 10 obras comissionadas, público-meta de 70 mil visitantes, 10 mil estudantes atendidos, cerca de 100 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção, 5 de produção, 12 de circulação, 3 de prestação de contas — 24 meses no total.

Ticket: essa faixa já ocupa uma fatia relevante do teto de 4% do IR mesmo para uma operação grande, e é onde o CMO começa a negociar com o CFO em vez de aprovar sozinho. O argumento de venda é a completude regional: entrega o arco de território quase inteiro por três quartos do custo da versão máxima, ficando como a opção de bom senso quando o orçamento cultural do ano já está sob pressão.

Enquadramento: exposição itinerante, dentro do teto de R$ 6 milhões — ainda com margem, sem engenharia adicional.

F4 · R$ 6 milhões Quarta Camada: Edição 70 Anos recomendada

A versão plena do projeto tal como desenhado originalmente: São Bernardo, Taubaté, São Carlos e um museu público do ABC recebendo a itinerância final, com doze artistas em seis meses de imersão. É aqui que o programa educativo com transporte escolar para 15 mil alunos de São Bernardo, Diadema e Taubaté ganha orçamento próprio, e que a auditoria independente aparece como rubrica explícita e visível — o antídoto direto ao que a CGU apontou na multa anterior.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística480.0008%
Comissões e cachês de artistas1.140.00019%
Produção, cenotécnica e montagem1.200.00020%
Logística e itinerância780.00013%
Educativo e mediação780.00013%
Comunicação e documentação420.0007%
Gestão780.00013%
Auditoria e prestação de contas240.0004%
Contingência180.0003%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 4 praças, 12 obras comissionadas, público-meta de 120 mil visitantes, 15 mil estudantes atendidos com transporte custeado, cerca de 150 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção, 6 de produção, 16 de circulação, 4 de prestação de contas — 30 meses no total.

Ticket: para uma montadora do porte da VW, R$ 6 milhões costuma caber dentro do teto de 4% do IR devido num exercício de lucro sólido — a se confirmar com o fiscal da própria empresa, já que o valor exato varia ano a ano e pode depender de mais de um CNPJ do grupo VW no Brasil (financeira, distribuidora) dividindo a cota se um único exercício não comportar o valor inteiro. O argumento de venda é que essa é a versão que a Anchieta merece: a que fecha o arco completo dos 70 anos sem cortar nenhuma das três praças históricas, ocupando exatamente o teto de itinerância sem forçar nenhuma engenharia jurídica extra.

Enquadramento: exposição itinerante, exatamente no teto de R$ 6 milhões — a faixa de maior eficiência entre alcance e simplicidade regulatória.

F5 · R$ 7 milhões Quinta Camada: Edição Bienal Anchieta

A versão-legado. Em vez de um projeto que termina na prestação de contas, F5 institui um formato recorrente: ao itinerário de F4 somam-se um prêmio Anchieta de arte e trabalho — convocatória pública que comissiona mais seis obras de artistas emergentes de fora do núcleo residente —, um congresso acadêmico sobre memória industrial em parceria com universidades públicas do ABC e uma publicação-livro que arquiva a pesquisa de história oral em formato permanente. É a diferença entre fazer uma exposição sobre a Anchieta e fundar a tradição cultural da Anchieta.

Duas fontes: PRONAC único de R$ 6.000.000 replicando a estrutura de F4 (exposição itinerante, 100% dedutível) mais R$ 1.000.000 de aporte direto da VW cobrindo exatamente o que F5 acrescenta a F4 — prêmio, congresso e publicação.

Via PRONAC (R$ 6.000.000)

RubricaR$%
Curadoria e direção artística480.0008%
Comissões e cachês de artistas1.140.00019%
Produção, cenotécnica e montagem1.200.00020%
Logística e itinerância780.00013%
Educativo e mediação (inclui congresso)780.00013%
Comunicação e documentação (inclui publicação)420.0007%
Gestão780.00013%
Auditoria e prestação de contas240.0004%
Contingência180.0003%
Subtotal PRONAC6.000.000100%

Via aporte direto (R$ 1.000.000)

RubricaR$%
Curadoria e direção artística10.0001%
Comissões e cachês de artistas190.00019%
Produção, cenotécnica e montagem130.00013%
Logística e itinerância270.00027%
Educativo e mediação (inclui congresso)60.0006%
Comunicação e documentação (inclui publicação)140.00014%
Gestão60.0006%
Auditoria e prestação de contas40.0004%
Contingência100.00010%
Subtotal aporte direto1.000.000100%

Entregáveis: 6 cidades (as quatro praças de F4 mais São Paulo capital para a cerimônia do prêmio e uma parada nacional adicional), 18 obras comissionadas, público-meta de 220 mil visitantes, 25 mil estudantes atendidos, cerca de 220 empregos culturais diretos, incluindo as seis bolsas de residência do prêmio como transferência direta de renda a artistas emergentes.

Cronograma: 5 meses de pré-produção, 7 de produção (residências mais convocatória pública do prêmio), 20 de circulação e programação do congresso, 4 de prestação de contas — 36 meses no total.

Ticket: essa é a faixa em que a conversa deixa de ser sobre uma campanha e passa a ser sobre patrimônio da marca — o equivalente brasileiro ao que a Autostadt é para a VW na Alemanha, só que nascendo de uma fábrica real em vez de um parque temático construído do zero. Financeiramente, dos R$ 7 milhões só os R$ 6 milhões do PRONAC disputam espaço dentro do limite de 4% do IR devido — ponto a confirmar com o fiscal da incentivadora, mas dentro da faixa que já cabe num único exercício sólido de lucro real. O R$ 1 milhão de aporte direto fica fora desse teto por não ser dedutível: é verba própria de marketing/institucional que não compete pela cota do incentivo, mas ainda assim exige aprovação específica do CFO da VW antes de qualquer proposta formal.

Enquadramento: R$7 milhões ultrapassa o teto de exposição itinerante (R$6 milhões). Solução: PRONAC único de R$6.000.000 — exposição itinerante, teto máximo da categoria, 100% dedutível via Art. 18, cobrindo o itinerário de F4 — somado a R$1.000.000 de aporte direto da VW, verba própria de marketing/institucional, fora do guarda-chuva do incentivo, financiando o prêmio Anchieta (convocatória pública, seis novas comissões), o congresso acadêmico sobre memória industrial e a publicação-livro. O PRONAC de R$6 milhões mantém governança plena (auditoria, prestação de contas, teto de 20% por fornecedor); o aporte direto de R$1 milhão não passa pelo SALIC nem entra na prestação de contas do MinC — precisa de aprovação própria do CFO da VW além da cota já reservada ao PRONAC. Para uma marca reconstruindo credibilidade pós-multa da CGU, essa aprovação vale o esforço porque mantém o padrão de transparência voluntária (dashboard público, auditoria externa) também na fatia que a lei não exige.

Contrapartida social por faixa:

F1F2F3F4F5
Escolas atendidas15304570120
Jovens formados em oficinas2004007001.2002.000
Gratuidade100%100%100%100% + transporte custeado100% + transporte custeado
Acervo doado5 depoimentos orais ao arquivo público de SBCDepoimentos + 2 obras doadas3 obras doadas + publicação impressa às bibliotecasArquivo de história oral completo doado ao arquivo público municipalArquivo completo + livro-publicação + 18 obras doadas a museus públicos regionais

Assinado por Todos: A portaria histórica que controla o acesso — o mesmo umbral que gerações de metalúrgicos atravessam para bater ponto — recebe painéis de aço com os nomes de todos os funcionários da Volkswagen ao longo do corredor de entrada, atuais e das famílias retratadas na curadoria de escuta. Um totem na portaria e em cada praça da itinerância, mais uma página web, deixam encontrar o nome; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações: Risco operacional de acesso à fábrica ativa. Mesmo restrito à borda do complexo e a um galpão desativado, qualquer fluxo de público numa planta em operação pode esbarrar em veto do time de segurança industrial ou virar incidente de segurança do trabalho. Mitigação: o desenho arquitetônico e o fluxo de acesso são validados com a segurança industrial da VW antes de qualquer pitch ao CMO — não depois. Portaria histórica isolada, sem cruzamento com área de produção corrente, seguro de responsabilidade civil específico para o período de visitação. Risco de leitura como propaganda indireta da marca. Depois da multa de R$ 25,3 milhões da CGU, qualquer projeto VW entra sob escrutínio redobrado, e o carro aparecendo como protagonista — em vez de vestígio arqueológico — seria o gatilho mais óbvio de reclassificação como publicidade. Mitigação: curadoria independente com veto sobre textos institucionais, carro presente só como achado arqueológico nunca como produto em cena, auditoria externa e dashboard público de execução em tempo real, o mesmo antídoto que blinda "Kombi Aberta" no mesmo banco. Risco de atrito político com o Sindicato dos Metalúrgicos. É um parceiro de peso nacional — de lá saiu um presidente da República — e qualquer desalinhamento na curadoria da memória oral pode ser lido como instrumentalização política da marca ou, no sentido oposto, como o sindicato dando aval institucional a uma montadora em momento de tensão trabalhista. Mitigação: acordo de parceria formal com escopo limitado a curadoria de memória oral, aprovação prévia de cada depoimento pelo próprio entrevistado antes de qualquer uso, cláusula de neutralidade político-partidária explícita no contrato.

Recomendação: Venderia F4, R$ 6 milhões, primeiro. É a versão que fecha o arco inteiro dos 70 anos sem cortar nenhuma das três praças históricas, já vem com auditoria e segurança industrial validadas desde a concepção, e ocupa exatamente o teto de itinerância sem exigir nenhuma engenharia jurídica extra — menos fricção para o jurídico da VW aprovar rápido, o que importa muito numa empresa que só volta a fazer Rouanet com blindagem total. Se o exercício fiscal já estiver comprometido pelo mesmo motivo com "Kombi Aberta", a segunda melhor porta é F3, R$ 4,5 milhões: mantém as três cidades e o arco Sindicato-memória intactos, só adiando a praça do museu do ABC para uma expansão futura. F5 fica reservada para depois que a confiança estiver construída — é a faixa que transforma a Anchieta Aberta de projeto pontual em patrimônio cultural permanente da marca, mas pedir isso na primeira conversa seria queimar a cota de ambição antes da hora.

MONO-10 · Fiat/Stellantis + Casa Fiat de Cultura

A Maior Tela de Minas: Pinacoteca Operária de Betim

O muro perimetral da fábrica de Betim — quilômetros de concreto cego voltados pra cidade e pra rodovia — vira a maior galeria a céu aberto da América Latina: painéis monumentais nascidos de histórias reais de famílias operárias, colhidas numa curadoria de escuta feita com o sindicato e com associações de bairro. Um galpão histórico na borda do perímetro é convertido em Pinacoteca Operária, espaço gratuito e permanente — a resposta brasileira, duas décadas depois, à Pinacoteca Agnelli que a Fiat ergueu sobre o teto do Lingotto e nunca replicou aqui. O projeto nasce como extensão formal da Casa Fiat de Cultura, com curadoria conjunta e aval institucional da própria Casa antes de qualquer pitch ao CMO — quem decide não é só o marketing, é a governança cultural do grupo, entrando como sócia e não como rival. É o desdobramento natural da mostra "Celebrar as ruas", hoje em cartaz na Casa Fiat, e coincide com os 50 anos que Betim acabou de completar: todo painel pintado nessa faixa de tempo em concreto vira também comemoração de aniversário sem precisar dizer isso em voz alta. O job do CMO é claro: a Casa Fiat olha pra trás — Renoir, Caravaggio, acervo europeu de peso — e Betim é a chance de a marca também olhar pra fora e pro povo que faz o carro, com a mesma régua de curadoria que já dá prestígio à Casa, sem abrir uma frente concorrente dentro do próprio grupo. O wow é a maior obra de arte pública do Brasil, visível de uma rodovia federal, com os primeiros painéis pintados ao vivo num festival aberto na portaria da maior fábrica Fiat fora da Itália.

Enquadramento Art. 18 · território criativoFaixa recomendada F4 · R$ 6 mi
F1 · R$ 1,5 mi Edição Escuta

A fase de escuta formal com sindicato e associações de bairro é conduzida por inteiro — mapeando até 15 histórias de famílias operárias — mas só 5 delas viram painel nesta primeira entrega. Sem galpão ainda: a Pinacoteca fica de fora do escopo, reservada pras faixas seguintes, e o registro das histórias restantes é arquivado digitalmente pra alimentar a próxima captação. Um festival de pintura ao vivo de um fim de semana abre os primeiros 5 painéis na portaria da fábrica. A escola de muralismo entra como piloto pequeno, com bolsa-auxílio pra um grupo reduzido de jovens, não ainda como programa remunerado formal. É a faixa que testa a mecânica mais delicada do projeto — a governança compartilhada com a Casa Fiat — antes de qualquer compromisso maior.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística90.0006,0%
Comissões e cachês de artistas300.00020,0%
Produção/cenotécnica/montagem420.00028,0%
Logística e itinerância120.0008,0%
Educativo e mediação225.00015,0%
Comunicação e documentação150.00010,0%
Gestão135.0009,0%
Auditoria e prestação de contas30.0002,0%
Contingência30.0002,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 5 painéis monumentais pintados; 15 histórias operárias mapeadas e documentadas (10 delas em arquivo pra fases futuras); 1 festival de abertura; público estimado em 80 mil pessoas ao longo do ano (fluxo de rodovia e visitação local); cerca de 3.000 estudantes atendidos em 4-5 escolas; 25 jovens iniciados na escola de muralismo; 25-30 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção (escuta, curadoria, licenciamento junto à concessionária da rodovia) · 4 meses de produção · 4 meses de operação aberta ao público · 2 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 13 meses — o mais rápido do portfólio.

Ticket: a Stellantis já capta cerca de R$ 32 milhões por ano em Rouanet entre suas marcas — R$ 1,5 milhão representa menos de 5% desse volume que a empresa já opera rotineiramente, dentro de um mecanismo que o CFO já domina. O argumento de venda não é o tamanho, é o risco: essa é a faixa que testa, com exposição financeira mínima, se a parceria com a Casa Fiat funciona na prática — aval conjunto, curadoria compartilhada, prestação de contas sem atrito — antes de comprometer o orçamento maior de uma Pinacoteca permanente.

Enquadramento: cabe como proposta comum de PJ (teto R$ 1,5 milhão, confirmar no DOU). Não precisa disputar o enquadramento de território criativo nessa faixa, o que simplifica a análise técnica e acelera o parecer — mesmo já usando a mesma metodologia de curadoria territorial que sustenta as faixas maiores.

F2 · R$ 3 mi Edição Bairro

O número de painéis sobe para 12, cobrindo trechos maiores do perímetro e alcançando bairros vizinhos além da rodovia. O galpão entra em diagnóstico técnico e adaptação leve — ainda não é Pinacoteca permanente, mas já recebe mostras temporárias e abriga o acervo de história oral em formato de exposição simples. A escola de muralismo vira programa formal remunerado, com uma turma de 60 jovens. A rota entre os painéis ganha sinalização básica em parceria com a prefeitura, ainda sem o pacote completo de acessibilidade da faixa seguinte.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística180.0006,0%
Comissões e cachês de artistas600.00020,0%
Produção/cenotécnica/montagem900.00030,0%
Logística e itinerância240.0008,0%
Educativo e mediação420.00014,0%
Comunicação e documentação270.0009,0%
Gestão270.0009,0%
Auditoria e prestação de contas60.0002,0%
Contingência60.0002,0%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 12 painéis monumentais; galpão adaptado com mostra temporária de história oral; público estimado em 180 mil pessoas; cerca de 7.000 estudantes atendidos em 10-12 escolas; 60 jovens remunerados na escola de muralismo; 45-50 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 5 meses de produção · 8 meses de operação aberta · 2 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 18 meses.

Ticket: ainda um valor confortável frente ao volume de captação que o grupo já movimenta, R$ 3 milhões já sustenta uma primeira leva de imprensa relevante — a galeria a céu aberto começa a ser visível de fato pra quem passa pela rodovia. O argumento de venda é "a escuta virou obra": prova que o método de curadoria comunitária produz painéis de qualidade e histórias que emocionam, abrindo caminho pra propor o galpão como Pinacoteca de verdade no ciclo seguinte.

Enquadramento: ultrapassa o teto de proposta comum PJ (R$ 1,5 milhão) e passa a exigir enquadramento como território criativo (teto R$ 6 milhões, confirmar no DOU) — a expansão do mural por múltiplos bairros, além do perímetro imediato da fábrica, sustenta essa classificação sem dificuldade.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Perímetro

Os painéis chegam a 20 — a extensão completa do perímetro que o conceito original descreve como "Fase 1" — mas o galpão ainda funciona como espaço expositivo adaptado, sem a climatização e museografia permanente que caracterizam uma pinacoteca de verdade. É a versão que entrega o gesto visual completo (o muro inteiro virado galeria) mas guarda o passo final — a inauguração formal da Pinacoteca Operária como equipamento cultural permanente — pra faixa seguinte. Acessibilidade ganha o primeiro pacote real: audiodescrição por QR code em parte do circuito, maquetes táteis nos pontos principais.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística270.0006,0%
Comissões e cachês de artistas855.00019,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.305.00029,0%
Logística e itinerância360.0008,0%
Educativo e mediação630.00014,0%
Comunicação e documentação405.0009,0%
Gestão450.00010,0%
Auditoria e prestação de contas112.5002,5%
Contingência112.5002,5%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 20 painéis monumentais (perímetro completo); galpão expositivo adaptado; público estimado em 320 mil pessoas; cerca de 14.000 estudantes atendidos em 20-22 escolas; 140 jovens remunerados na escola de muralismo; 70-80 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 7 meses de produção · 11 meses de operação aberta · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 25 meses.

Ticket: R$ 4,5 milhões já pede que a empresa reserve uma fatia relevante do teto de 4% num único exercício, mas segue dentro de margem confortável pro porte da Stellantis. O argumento de venda é a foto aérea: o muro inteiro, do início ao fim, virado galeria — o tipo de imagem que roda o mundo mesmo sem o galpão museológico pronto. Serve pra quem quer o wow visual completo primeiro e trata a Pinacoteca formal como próximo capítulo natural, não como pré-requisito.

Enquadramento: território criativo (teto R$ 6 milhões, confirmar no DOU), com folga de R$ 1,5 milhão até o teto — margem de segurança pra ajuste orçamentário de obra ou logística sem precisar reclassificar o projeto.

F4 · R$ 6 mi Edição Pinacoteca (versão de referência do conceito) recomendada

É a versão que o conceito original descreve como "Fase 1" completa: os 20 painéis do perímetro somados ao galpão histórico plenamente convertido em Pinacoteca Operária — museografia permanente, climatização, iluminação de galeria, equipe de mediação fixa. Espaço gratuito e permanente, aberto todos os dias, não uma mostra temporária. A escola de muralismo atinge o número desenhado no conceito original: 200 jovens remunerados da rede pública de Betim como assistentes formados. A rota turística ganha sinalização completa em parceria com a prefeitura, e o pacote de acessibilidade cobre o circuito inteiro.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0006,0%
Comissões e cachês de artistas1.140.00019,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui museografia da Pinacoteca)1.680.00028,0%
Logística e itinerância480.0008,0%
Educativo e mediação900.00015,0%
Comunicação e documentação540.0009,0%
Gestão600.00010,0%
Auditoria e prestação de contas150.0002,5%
Contingência150.0002,5%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 20 painéis + Pinacoteca Operária permanente e gratuita; público estimado em 450-500 mil pessoas ao ano (fluxo de rodovia federal somado à visitação recorrente da Pinacoteca); cerca de 20.000 estudantes atendidos em 35-40 escolas; 200 jovens remunerados na escola de muralismo; 100-110 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 8 meses de produção (painéis e obra do galpão) · 16 meses de operação aberta e comprovação de funcionamento da Pinacoteca · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 32 meses.

Ticket: no teto máximo da categoria território criativo, R$ 6 milhões representa cerca de 19% do que a Stellantis já capta anualmente via Rouanet — um remanejamento dentro de um volume que a empresa já opera, não uma verba nova a justificar. O argumento de venda é o paralelo direto com Turim: "a Agnelli ergueu a pinacoteca sobre o teto do Lingotto; Betim é a maior fábrica Fiat fora da Itália e ainda é um muro cego — aqui está a versão brasileira, construída com a Casa Fiat, não ao lado dela". É a faixa desenhada pra virar case permanente, não campanha de um ano.

Enquadramento: território criativo, exatamente no teto (R$ 6 milhões, confirmar no DOU) — sem folga até o limite. Qualquer imprevisto de obra que ultrapasse a contingência de 2,5% precisa ser resolvido com aporte extra-incentivo à parte ou fica pra prestação de contas do PRONAC seguinte; vale reforçar esse ponto na negociação de orçamento com a Casa Fiat antes da submissão.

F5 · R$ 7 mi Edição Cinquentenário

A ambição sobe pra 30 painéis, avançando parte do que o conceito original reserva pras "Fases 2-3 sucessivas" — sem tentar entregar os 50 painéis completos (um por ano de Betim) num único ciclo de 36 meses, o que a velocidade real da escuta comunitária não sustentaria com qualidade. A Pinacoteca sai consolidada, com programação expandida. Nasce um braço de pesquisa formal: as histórias das 20 famílias que ainda não viraram painel são documentadas por inteiro num livro de referência sobre a memória operária de Betim, produzido em parceria com uma universidade mineira, junto com um programa de formação de professores da rede pública em mediação de arte pública — o material que sustenta as fases futuras do projeto. A escola de muralismo cresce pra 280 jovens remunerados.

RubricaVia PRONAC — Exposição e Pinacoteca (R$)Via aporte direto — Publicação e Formação de Professores (R$)Total (R$)% do total
Curadoria e direção artística360.00080.000440.0006,3%
Comissões e cachês de artistas1.200.000150.0001.350.00019,3%
Produção/cenotécnica/montagem e produção editorial1.620.000220.0001.840.00026,3%
Logística e itinerância480.00060.000540.0007,7%
Educativo e mediação900.000300.0001.200.00017,1%
Comunicação e documentação540.000100.000640.0009,1%
Gestão600.00060.000660.0009,4%
Auditoria e prestação de contas150.00020.000170.0002,4%
Contingência150.00010.000160.0002,3%
Total6.000.0001.000.0007.000.000100%

Entregáveis: 30 painéis + Pinacoteca Operária consolidada; livro de pesquisa com as 50 histórias operárias mapeadas (30 pintadas, 20 documentadas por escrito pra fases futuras); 150 professores da rede pública formados em mediação de arte pública; público estimado em 650 mil pessoas ao ano; cerca de 30.000 estudantes atendidos; 280 jovens remunerados na escola de muralismo; 150-160 empregos culturais diretos (incluindo a equipe de pesquisa e edição do livro).

Cronograma: 5 meses de pré-produção (o PRONAC e a frente de aporte direto correndo em paralelo desde o início) · 10 meses de produção · 16 meses de operação aberta · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de aproximadamente 35 meses — dentro do limite legal de 36.

Ticket: somando as duas frentes, R$ 7 milhões representa cerca de 22% do volume que a Stellantis já capta anualmente em Rouanet — um compromisso de reputação plurianual, não uma ação de marketing de um ciclo. O argumento de venda usa o calendário: Betim acabou de completar 50 anos, e essa é a versão que transforma esse aniversário numa instituição permanente, não numa efeméride que passa. É a faixa que projeta o vínculo Fiat-Betim pra além do mandato do CMO atual, com um acervo de pesquisa que sustenta a narrativa da marca por décadas.

Enquadramento: R$7 milhões ultrapassa o teto da categoria território criativo (R$6 milhões). Solução: PRONAC único de R$6.000.000 — "A Maior Tela de Minas: Exposição e Pinacoteca", Art. 18, território criativo, cobrindo os 30 painéis, a Pinacoteca consolidada e a escola de muralismo — somado a R$1.000.000 de aporte direto da Fiat, verba própria de marketing/institucional, fora do guarda-chuva do incentivo, financiando a "Memória Operária de Betim": o livro de pesquisa e o programa de formação docente. O PRONAC de R$6 milhões mantém governança plena (auditoria, prestação de contas, teto de 20% por fornecedor); o aporte direto de R$1 milhão não passa pelo SALIC nem entra na prestação de contas do MinC — precisa de aprovação própria do CFO da Fiat além da cota já reservada ao PRONAC. Numa faixa que carrega o argumento simbólico do cinquentenário, isso é um pedido razoável: o PRONAC de R$6 milhões já entrega o wow inteiro (o muro e a Pinacoteca) sem nenhum real fora do incentivo; só o legado editorial e formativo depende da verba extra.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas atendidasJovens formadosGratuidadeAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi4-5~25 (bolsa-auxílio)100%, a céu abertoRegistro digital das 15 histórias colhidas, ao arquivo público municipal
F2 — R$ 3 mi10-12~60 remunerados100%12 painéis + registro de história oral das famílias retratadas
F3 — R$ 4,5 mi20-22~140100% + audiodescrição e maquetes táteis parciais20 painéis (perímetro completo) + acervo de história oral ampliado
F4 — R$ 6 mi35-40~200100% + acessibilidade plena no circuito inteiro20 painéis + Pinacoteca Operária doada como equipamento cultural público permanente
F5 — R$ 7 mi60+ (rede pública de Betim)~280 remunerados + 150 professores formados100% + acessibilidade plena30 painéis + Pinacoteca consolidada + livro de pesquisa com as 50 histórias, a bibliotecas públicas e à Casa Fiat

Assinado por Todos: Ao longo de toda a extensão pintada do muro perimetral, uma borda contínua em relevo traz os nomes de todos os funcionários da planta de Betim, assinatura coletiva ao pé da maior tela de Minas, repetida em fac-símile na entrada da Pinacoteca Operária. Um totem permanente na Pinacoteca e uma página web deixam funcionário ou família encontrar o nome no muro; cada visita sai registrada como "aberta por [nome do funcionário]". Custo de R$ 80–200 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Atrito de governança com a Casa Fiat de Cultura. O projeto nasce apoiado na condição explícita de que a Casa Fiat entra como sócia curatorial, não como espectadora — se essa validação institucional não vier antes do pitch ao CMO, o risco é o projeto ser lido internamente como programa concorrente disputando orçamento e protagonismo com a própria Casa. Mitigação: aval formal da equipe da Casa Fiat e curadoria conjunta assinada antes de qualquer conversa de marketing; posicionamento explícito de Betim como "braço de rua" da Casa, nunca como substituto; crédito institucional compartilhado em toda peça de comunicação.

2. Leitura de autopromoção — mural na própria parede da fábrica. Pintar histórias operárias no muro perimetral da planta é, literalmente, arte na propriedade da patrocinadora — o tipo de proximidade que pode escorregar pra promoção direta de marca, vedação central da lei. Mitigação: curadoria de conteúdo 100% centrada nas histórias das famílias operárias, sem veículo, logotipo de produto ou peça publicitária em cena; validação por curadoria independente vinculada ao sindicato e às associações de bairro; crédito da marca restrito a "Apresenta/Patrocínio", sempre menor que o brasão do Governo Federal, conforme a vedação da lei.

3. Concentração de fornecedor em produção/cenotécnica. Essa é a maior rubrica em todas as faixas (27-30% do orçamento) e cobre pintura industrial, andaimes e estrutura ao longo de quilômetros de muro — um cenário que naturalmente empurra a contratação pra um único operador de grande porte, batendo no teto de 20% por fornecedor. Mitigação: contratação por trechos/lotes do perímetro (mínimo 3-4 fornecedores distintos, cada um cotado e documentado abaixo de 20%), coletivos de muralistas regionais priorizados nos lotes menores, dashboard público de execução orçamentária e auditoria externa a partir da F3.

Recomendação: A F4, R$ 6 milhões, é a que eu venderia como meta final — é a versão que o próprio conceito descreve como "Fase 1" completa, entrega o wow inteiro (muro virado galeria + Pinacoteca permanente e gratuita) e fecha o paralelo direto com a Pinacoteca Agnelli que sustenta a "primeira conversa" original, sem precisar da frente extra de aporte direto que a F5 pede. Mas eu não abriria a conversa por ela. Dada a sensibilidade de governança específica dessa ideia — o projeto só funciona com a Casa Fiat como sócia, não como rival —, a F1 entra primeiro como movimento de confiança: baixo risco financeiro, prova que a parceria de curadoria compartilhada funciona na prática, e usa o resultado como argumento pra escalar até a F4 no ciclo seguinte. A F5 fica reservada pro momento em que o cinquentenário de Betim e a Pinacoteca já estiverem consolidados como case — aí sim R$ 7 milhões, PRONAC e aporte direto rodando juntos, deixam de ser risco institucional e viram prova de maturidade da parceria Fiat-Betim-Casa Fiat.

Divisão 2 · Multi

10 projetos para várias empresas em cotas

Mesmo PRONAC, conta única, cada incentivadora dentro do próprio teto de 4% do IR — como MASP e OSESP captam todos os anos. Tabelas de cota para 2, 3, 4 e 6–8 marcas em cada faixa, com F6 (R$ 10 mi) e F7 (R$ 15 mi) em categoria bienal/festival.

MULTI-01 · Toyota + Honda + Hyundai

Capital Interior: O Circuito de Arte do Eixo que Fabrica o Brasil

Um circuito anual de arte contemporânea nas cidades médias do eixo Anhanguera–Bandeirantes–Castello Branco, onde Toyota, Honda e Hyundai somam oito fábricas num raio de 150 km. Uma exposição-âncora de nível capital — artistas brasileiros em ascensão internacional, da geração de Sonia Gomes e Dalton Paula — circula pelas cidades-fábrica e vizinhas, ocupando centros culturais municipais hoje subutilizados e requalificando-os com infraestrutura expositiva que fica: iluminação, climatização, museografia permanente. Entre temporadas, um programa de artista viajante leva conversas e oficinas às cidades menores que não recebem a mostra principal. Ano após ano, com PRONAC renovável, o circuito deixa de ser evento e vira instância cultural fixa do interior — o “CCBB do interior”. Job do CMO: resolver, a custo dividido entre três, a distância entre a escala global da marca e o deserto cultural nas cidades onde ela fabrica — sem que nenhuma bancarie sozinha o risco de abrir essa frente inédita no setor — trocando patrocínio disperso e anual por participação fundadora numa instituição cultural permanente com nome, calendário e sede múltipla. O wow: pela primeira vez três montadoras concorrentes erguem juntas uma instituição, não um evento — o “CCBB do interior” que nenhuma delas teria orçamento, nem coragem, de fundar sozinha.

Enquadramento Art. 18 · exposição itinerante plurianualFaixa recomendada F4 · R$ 6.000.000Cota mínima 3 marcas · R$ 2.000.000 cada
F1 · R$ 1.500.000 Edição Semente

Uma única cidade-piloto recebe o projeto inteiro — recomenda-se começar por Piracicaba, a praça onde a incoerência entre a Turbine Hall da Tate e o deserto cultural doméstico da Hyundai é mais gritante. Um centro cultural municipal é requalificado com museografia permanente e a exposição-âncora estreia nele, com um núcleo enxuto de três a quatro artistas. O programa de artista viajante ainda não entra nesta faixa — não há itinerância real, só a prova de que a mecânica de requalificação e a curadoria funcionam no território antes de comprometer qualquer coisa maior. É a faixa que testa a variável mais delicada do conceito inteiro: a prefeitura assina o termo de cessão nos termos que a lei exige.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010,0%
Comissões e cachês de artistas360.00024,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui requalificação do centro cultural)450.00030,0%
Logística e itinerância120.0008,0%
Educativo e mediação165.00011,0%
Comunicação e documentação105.0007,0%
Gestão90.0006,0%
Auditoria e prestação de contas45.0003,0%
Contingência15.0001,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade · 1 centro cultural municipal requalificado · 4 obras comissionadas · público-meta 12 mil pessoas · 1.200 estudantes atendidos em ação formativa · cerca de 15 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 3 meses de produção e requalificação do espaço · 2 meses de exposição em cartaz · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de 11 meses.

Cotas:

MarcasCota por marcaO que compra
2R$ 750.000Apresenta conjunto, crédito igual · 50% cada no rateio dos 10% de convites/produtos · única praça da faixa
3R$ 500.000Apresenta conjunto, crédito igual · 33,3% cada no rateio · única praça da faixa
4R$ 375.000Apresenta conjunto, crédito igual · 25% cada no rateio · única praça da faixa
6–8R$ 250.000–187.500Apresenta coletivo, ordem por aporte · 12,5%–16,7% cada no rateio · única praça da faixa (crédito coletivo)

Mínimo pra faixa fechar: 2 marcas — abaixo disso a faixa deixa de ser MULTI e vira, na prática, um piloto MONO isolado, o que esvazia o argumento de risco dividido que sustenta o conceito inteiro.

Enquadramento: categoria proposta comum PJ (teto R$ 1,5 milhão) — a faixa preenche o teto exatamente e, sem itinerância entre cidades, ainda não se qualifica como circuito. É o degrau que qualquer uma das três marcas pode bancar sozinha caso o formato de cotas emperre a primeira conversa, embora a lógica do banco recomende manter ao menos duas desde este estágio.

F2 · R$ 3.000.000 Edição Trajeto

Entram as três cidades-base — uma por marca, tipicamente Piracicaba (Hyundai), Sorocaba (Toyota) e a praça de referência da Honda na região — e o circuito passa a existir de verdade: é aqui que a itinerância entre praças, a variável mais crítica do conceito pleno, é testada pela primeira vez. Três centros culturais são requalificados. O programa de artista viajante começa a rodar entre as três cidades, levando oficinas às vizinhas menores que ainda não recebem a exposição-âncora. É a faixa que prova se o padrão museográfico se repete com qualidade de uma cidade pra outra sem depender de uma equipe central onipresente.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística270.0009,0%
Comissões e cachês de artistas690.00023,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui requalificação dos 3 centros culturais)900.00030,0%
Logística e itinerância300.00010,0%
Educativo e mediação330.00011,0%
Comunicação e documentação210.0007,0%
Gestão180.0006,0%
Auditoria e prestação de contas81.0002,7%
Contingência39.0001,3%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 3 cidades · 3 centros culturais requalificados · 7 obras comissionadas (exposição-âncora + satélites do artista viajante) · público-meta 35 mil pessoas · 4.500 estudantes atendidos · cerca de 35 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 4 meses de produção e requalificação · 5 meses de circulação (3 cidades) · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de 16 meses.

Cotas:

MarcasCota por marcaO que compra
2R$ 1.500.000Apresenta conjunto, crédito igual · 50% cada no rateio · todas as 3 praças
3R$ 1.000.000Apresenta conjunto, crédito igual · 33,3% cada no rateio · todas as 3 praças
4R$ 750.000Apresenta conjunto, crédito igual · 25% cada no rateio · todas as 3 praças
6–8R$ 500.000–375.000Apresenta coletivo, ordem por aporte · 12,5%–16,7% cada no rateio · todas as praças (crédito coletivo)

Mínimo pra faixa fechar: 2, com 3 como configuração ideal — é o ponto em que o ticket por marca (R$ 1 milhão) já cabe folgado no headroom fiscal de qualquer uma das três sem exigir aprovação de comitê ampliado.

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões) — a partir desta faixa o projeto passa a circular entre municípios e migra de categoria, com folga de metade do teto.

F3 · R$ 4.500.000 Edição Travessia

O circuito ganha profundidade territorial: cinco cidades recebem a exposição-âncora completa e mais três cidades vizinhas menores entram só pelo programa de artista viajante, sem o custo pleno de uma requalificação de museu. É a faixa em que o conceito começa a se ler como rede regional, não mais como três paradas isoladas — a antessala direta da versão de oito cidades que fecha o conceito original do banco.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística405.0009,0%
Comissões e cachês de artistas990.00022,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui requalificação dos 5 centros culturais)1.350.00030,0%
Logística e itinerância495.00011,0%
Educativo e mediação495.00011,0%
Comunicação e documentação315.0007,0%
Gestão270.0006,0%
Auditoria e prestação de contas112.5002,5%
Contingência67.5001,5%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 5 cidades-âncora + 3 cidades-satélite via artista viajante (8 praças atendidas no total) · 5 centros culturais requalificados · 11 obras comissionadas · público-meta 70 mil pessoas · 9 mil estudantes atendidos · cerca de 55 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 5 meses de produção e requalificação · 8 meses de circulação · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de 21 meses.

Cotas:

MarcasCota por marcaO que compra
2R$ 2.250.000Apresenta conjunto, crédito igual · 50% cada no rateio · todas as 8 praças atendidas
3R$ 1.500.000Apresenta conjunto, crédito igual · 33,3% cada no rateio · todas as 8 praças atendidas
4R$ 1.125.000Apresenta conjunto, crédito igual · 25% cada no rateio · todas as 8 praças atendidas
6–8R$ 750.000–562.500Apresenta coletivo, ordem por aporte · 12,5%–16,7% cada no rateio · todas as praças (crédito coletivo)

Mínimo pra faixa fechar: 3 — com 2 marcas, a cota sobe pra R$ 2,25 milhões cada, patamar que começa a pesar demais no headroom de uma marca como a Honda, ainda sem tradição de captação Rouanet no país.

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões), com folga de R$ 1,5 milhão sob o teto — margem útil caso o parecerista técnico peça ajuste de escopo nos 60 dias de análise.

F4 · R$ 6.000.000 Edição Capital recomendada

A versão plena do conceito original do banco: as oito cidades-fábrica e vizinhas recebem o circuito completo, com oito centros culturais municipais requalificados como legado permanente — o “CCBB do interior” nasce de fato, com nome próprio, calendário fixo e PRONAC renovável a cada ciclo. A exposição-âncora atinge o padrão de nível capital prometido (artistas da geração Sonia Gomes/Dalton Paula), o programa de artista viajante roda o ano inteiro entre temporadas, e os 40 jovens mediadores contratados localmente por ano — a marca social do projeto — entram em escala plena.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística510.0008,5%
Comissões e cachês de artistas1.260.00021,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui requalificação dos 8 centros culturais)1.860.00031,0%
Logística e itinerância720.00012,0%
Educativo e mediação690.00011,5%
Comunicação e documentação420.0007,0%
Gestão330.0005,5%
Auditoria e prestação de contas120.0002,0%
Contingência90.0001,5%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 8 cidades-fábrica e vizinhas · 8 centros culturais municipais requalificados como legado permanente · 18 obras comissionadas por ciclo · público-meta 150 mil pessoas · 20 mil estudantes atendidos · 40 jovens mediadores contratados localmente por ano · cerca de 95 empregos culturais diretos.

Cronograma: 5 meses de pré-produção · 6 meses de produção e requalificação · 14 meses de circulação (8 cidades) · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de 29 meses — dentro da janela de 24-30 meses já estimada no conceito original.

Cotas:

MarcasCota por marcaO que compra
2R$ 3.000.000Apresenta conjunto, crédito igual · 50% cada no rateio · todas as 8 praças
3R$ 2.000.000Apresenta conjunto, crédito igual — configuração original do conceito · 33,3% cada no rateio · todas as 8 praças
4R$ 1.500.000Apresenta conjunto, crédito igual · 25% cada no rateio · todas as 8 praças
6–8R$ 1.000.000–750.000Apresenta coletivo, com destaque na cidade-fábrica de origem de cada marca · 12,5%–16,7% cada no rateio · todas as praças (coletivo) + prominência na própria cidade-sede

Mínimo pra faixa fechar: 3 marcas — é o desenho com o qual o conceito nasceu (Toyota + Honda + Hyundai a ~R$ 2 milhões cada), o ponto de equilíbrio entre ticket relevante o bastante pra virar manchete e leve o bastante pra caber sem disputa interna de orçamento em nenhuma das três companhias.

Enquadramento: exposição itinerante, no teto máximo da categoria (R$ 6 milhões). Oito praças de circulação planejadas desde a submissão, mais infraestrutura permanente cedida pelas prefeituras, caracterizam itinerância territorial sem margem para reclassificação — é a configuração que a avaliação adversarial do banco já registrou como “aprovada sem ressalvas”.

F5 · R$ 7.000.000 Edição Legado

A Edição Capital inteira, ampliada para dez cidades — as oito originais mais duas praças adicionais no mesmo eixo — somada a um segundo bloco que a Faixa 4 não cobre: um programa editorial-institucional que formaliza o “CCBB do interior” como marca cultural própria, com manual de museografia replicável, catálogo digital de acervo do circuito e uma rede de formação de professores da rede pública nas dez cidades. É a faixa que transforma o circuito de experiência anual recorrente em referência bibliográfica e pedagógica — o capítulo que garante que a instituição sobreviva a qualquer troca de gestão municipal ou de CMO nas três montadoras.

RubricaVia PRONAC (R$ 6.000.000)Via aporte direto (R$ 1.000.000)
Curadoria e direção artística480.000100.000
Comissões e cachês de artistas1.200.000150.000
Produção/cenotécnica/montagem1.920.000300.000
Logística e itinerância780.00080.000
Educativo e mediação660.000200.000
Comunicação e documentação390.000100.000
Gestão330.00050.000
Auditoria e prestação de contas120.00015.000
Contingência120.0005.000
Total6.000.0001.000.000

Entregáveis: 10 cidades (8 originais + 2 novas) · 10 centros culturais requalificados · manual de museografia replicável publicado · catálogo digital do acervo do circuito · 250 professores da rede pública formados em 10 cidades · público-meta 220 mil pessoas (circuito) · cerca de 140 empregos culturais diretos.

Cronograma: 6 meses de pré-produção · 7 meses de produção e requalificação · 16 meses de circulação (10 cidades) · 4 meses de prestação de contas, com fechamento escalonado entre a frente do PRONAC e a do aporte direto. Ciclo total de 33 meses — dentro do teto de execução de 36 meses da lei.

Cotas (PRONAC + aporte direto):

MarcasCota por marcaO que compra
2R$ 3.000.000 no PRONAC + R$ 500.000 de aporte diretoApresenta conjunto, crédito igual · 50% cada no rateio · todas as 10 praças
3R$ 2.000.000 no PRONAC + R$ 333.000 de aporte diretoApresenta conjunto, crédito igual · 33,3% cada no rateio · todas as 10 praças
4R$ 1.500.000 no PRONAC + R$ 250.000 de aporte diretoApresenta conjunto, crédito igual · 25% cada no rateio · todas as 10 praças
6–8R$ 1.000.000–750.000 no PRONAC + R$ 166.700–125.000 de aporte diretoApresenta coletivo, com destaque na cidade-fábrica de origem · 12,5%–16,7% cada no rateio · todas as praças + prominência na própria cidade-sede

Mínimo pra faixa fechar: 3, mas 4 é o desenho ideal — com três marcas a cota sobe pra R$ 2,33 milhões cada, patamar que exige comprometimento plurianual mesmo de uma montadora com bom histórico de captação; com quatro (convidando uma tradicional a entrar), a cota cai pra R$ 1,75 milhão, patamar mais saudável para as “discretas” do interior paulista.

Enquadramento: R$ 7 milhões excedem em R$ 1 milhão o teto da categoria itinerante (R$ 6 milhões). Das três soluções previstas na régua Rouanet, o banco descartou (a) enquadrar como bienal/festival — o circuito é mostra itinerante sequencial, cidade após cidade, não um evento simultâneo multi-venue com caráter de festival, e forçar essa classificação para acessar o teto de R$ 15 milhões arriscaria glosa por enquadramento indevido — e também descartou (b) estruturar o excedente como projeto formal à parte, com PRONAC próprio, opção fora de cogitação porque o cliente veda qualquer arquitetura de mais de um PRONAC por projeto. A solução adotada é (c): R$ 6 milhões incentivados + R$ 1 milhão de aporte direto das marcas, extra-incentivo e rateado entre as três na mesma proporção de suas cotas no PRONAC — o aporte direto não concentra em nenhuma marca líder, cada incentivadora paga sua fração do excedente na mesma razão em que já participa do PRONAC, preservando o argumento comercial central do MULTI-01 de dividir custo e risco entre as três sem que nenhuma bancarie sozinha o gesto pioneiro. O PRONAC único de R$ 6.000.000 preserva 100% de dedutibilidade sobre a parte incentivada, o aporte direto de R$ 1.000.000 cobre exatamente o acréscimo da Faixa 5 sobre a Faixa 4 — o manual de museografia, o catálogo digital e a formação de professores — e o conjunto dá ao “CCBB do interior” o registro documental que transforma o projeto de circuito recorrente em instituição com memória própria.

F6 · R$ 10.000.000 Bienal Capital Interior: Edição Um

Para sustentar honestamente a categoria bienal/festival, o projeto muda de desenho, não só de nome. A itinerância sequencial das faixas anteriores vira abertura simultânea — janela de 30 a 45 dias — nos 10 centros culturais já requalificados, mais dois novos núcleos satélite. 40% da curadoria passa a vir de edital público regional, aberto a artistas emergentes das próprias dez cidades-fábrica, ao lado do núcleo curado de artistas em ascensão internacional que já é a assinatura do projeto — a pluralidade competitiva que a categoria exige de verdade, não de nome. Um consórcio de universidades públicas do eixo assina convênio de correalização, formalizando a periodicidade que sustenta o enquadramento: esta é a “Edição Um” nomeada, com compromisso já firmado de Edição Dois em dois anos. O programa de artista viajante e a rede de professores da Faixa 5 seguem rodando entre edições, agora como o intervalo de um calendário bienal de verdade.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística850.0008,5%
Comissões e cachês de artistas2.100.00021,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui requalificação dos 2 núcleos novos)3.100.00031,0%
Logística e itinerância1.200.00012,0%
Educativo e mediação1.150.00011,5%
Comunicação e documentação700.0007,0%
Gestão550.0005,5%
Auditoria e prestação de contas200.0002,0%
Contingência150.0001,5%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 10 centros culturais ativados simultaneamente numa janela de 30-45 dias + 2 novos núcleos satélite (12 cidades no total) · 26 artistas (16 curados + 10 selecionados por edital público regional) · público-meta 300 mil pessoas · 30 mil estudantes atendidos · 250 professores formados (herdado da F5) + 60 monitores-mestres formados via edital · cerca de 190 empregos culturais diretos.

Cronograma: 7 meses de pré-produção (coordenação simultânea entre 12 praças exige mais alinhamento que a itinerância sequencial) · 6 meses de produção e requalificação dos 2 núcleos novos · janela de exposição simultânea de 4 meses nas 12 praças · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de 21 meses.

Cotas:

MarcasCota por marcaO que compra
3R$ 3.333.000Crédito de fundadora, presença nas 12 praças simultâneas, nome no convênio com o consórcio universitário — desenho original (Toyota + Honda + Hyundai)
4R$ 2.500.000Mesmo pacote, com uma quarta fundadora regional — recomendado se uma tradicional quiser entrar
6R$ 1.666.700Pacote coletivo, destaque na cidade-fábrica de origem — amplia pra apoiadoras regionais sem residência
8R$ 1.250.000Pacote coletivo mínimo — piso prático da faixa

Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido — a faixa não exige headroom fiscal maior do que a Faixa 5, só reparte entre mais participantes se for o caso.

Enquadramento: categoria bienal/festival (teto R$ 15 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU), PRONAC único — a regra de 1 PRONAC das faixas anteriores continua absoluta. Isso exige honestidade: nas Faixas 1 a 5 deste mesmo dossiê, o banco descartou explicitamente o enquadramento bienal porque o Capital Interior é, por desenho, uma mostra itinerante sequencial — o oposto do que a categoria pede. Para a F6/F7 sustentarem esse enquadramento sem risco de glosa por reenquadramento indevido, o projeto precisa mudar de verdade, não só de etiqueta: abertura simultânea no lugar da sequencial, edital público regional substituindo parte da curadoria fechada, correalizador institucional formal com compromisso de próxima edição. É uma reformulação real do formato, e carrega risco: um parecerista mais rigoroso pode entender que a periodicidade ainda é recente demais — esta seria a primeira edição nomeada — para caracterizar bienal consolidada. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet antes de qualquer protocolo, testando especificamente essa tese de enquadramento contra o histórico de decisões do MinC em casos similares; se o parecer vier desfavorável, o fallback comercial é vender a F4 ou a F5 — ambas já validadas neste dossiê, sem a exposição de um reenquadramento de categoria.

F7 · R$ 15.000.000 Bienal Capital Interior: Edição Consolidada

A Edição Um provada, a Edição Consolidada empurra o projeto pra escala nacional. Às 12 praças do eixo soma-se uma abertura simultânea numa vitrine nacional — São Paulo ou Brasília, sediada num equipamento cultural público parceiro —, e a curadoria por edital sobe para metade do total de artistas, com júri misto (curador-geral + representantes do consórcio universitário + um convidado externo). O correalizador ganha um segundo parceiro institucional — uma associação nacional de museus ou universidade federal fora do eixo original —, e a Escola formativa vira trilha certificada com diploma reconhecido para professores e monitores-mestres das edições anteriores.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística1.275.0008,5%
Comissões e cachês de artistas3.150.00021,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui vitrine nacional)4.650.00031,0%
Logística e itinerância1.800.00012,0%
Educativo e mediação1.725.00011,5%
Comunicação e documentação1.050.0007,0%
Gestão825.0005,5%
Auditoria e prestação de contas300.0002,0%
Contingência225.0001,5%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 12 praças do eixo + 1 vitrine nacional (13 praças no total) · 40 artistas (20 curados + 20 via edital) · público-meta 480 mil pessoas · 45 mil estudantes atendidos · trilha certificada com universidade pública, 400 professores/monitores-mestres formados ao todo · cerca de 260 empregos culturais diretos.

Cronograma: 8 meses de pré-produção · 7 meses de produção e requalificação · janela de exposição simultânea de 5 meses (13 praças, incluindo a vitrine nacional) · 5 meses de prestação de contas. Ciclo total de 25 meses.

Cotas:

MarcasCota por marcaO que compra
3R$ 5.000.000Crédito de fundadora máxima, presença nas 13 praças, nome nos dois convênios institucionais — exige headroom fiscal alto, mais viável com 4+
4R$ 3.750.000Mesmo pacote, com uma quarta fundadora — configuração recomendada pra esta faixa
6R$ 2.500.000Pacote coletivo, destaque na cidade-fábrica de origem + crédito na vitrine nacional
8R$ 1.875.000Pacote coletivo mínimo — piso prático da faixa

Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$ 15 milhões batido em cheio, sem folga. A escala maior reforça a legitimidade do enquadramento (edital ampliado a metade dos artistas, segundo correalizador institucional, vitrine nacional formal), mas também aumenta a exposição: é a faixa de maior valor do banco inteiro rodando numa categoria que este mesmo dossiê tratou como inadequada até a Faixa 5. Mitigação: o mesmo parecer prévio de consultoria exigido na F6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo; sem esse parecer favorável, não protocolar. Fallback comercial, em ordem de preferência: F6, depois F5, depois F4 — todas já com enquadramento validado neste dossiê.

Contrapartida social por faixa:

FaixaGratuidadeCidades/centros requalificadosJovens mediadores / professores formadosAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi100%, sem bilheteria15 jovens mediadores locaisNenhuma doação nesta faixa — reservada ao fechamento do ciclo
F2 — R$ 3 mi100%315 jovens mediadores1 obra-satélite doada ao centro cultural-sede de cada cidade
F3 — R$ 4,5 mi100%5 (+ 3 atendidas pelo artista viajante)25 jovens mediadores3 obras-satélite doadas aos centros requalificados
F4 — R$ 6 mi100%8, todos requalificados como legado permanente40 jovens mediadores contratados localmente por ano8 obras-satélite, uma por cidade, incorporadas ao acervo público municipal
F5 — R$ 7 mi100%10, todos requalificados + manual de museografia replicável publicado40 jovens mediadores/ano + 250 professores da rede pública formados via aporte direto10 obras-satélite + catálogo digital do acervo do circuito em licença aberta, distribuído às 10 redes municipais de ensino
F6 — R$ 10 mi100%12, com abertura simultânea (Edição Um da bienal)250 professores + 60 monitores-mestres formados via edital público12 obras-satélite + acervo do edital público em licença aberta
F7 — R$ 15 mi100%13 (12 do eixo + vitrine nacional)400 professores/monitores-mestres formados, trilha certificada com universidade pública13 obras-satélite + acervo completo das duas edições, licença aberta

Todas as faixas superam com folga os mínimos legais de 10% de ingressos gratuitos e 20% a preço popular — a gratuidade é total do início ao fim em todas as sete variações, o que também elimina qualquer discussão sobre o teto de R$ 300 por beneficiário.

Assinado por Todos: Em cada centro cultural requalificado como legado permanente, um painel-mural fundador grava, intercalados em ordem alfabética, os nomes de todos os funcionários de Toyota, Honda e Hyundai — três rivais de rodovia assinando juntas a mesma instituição. Totem e web “Encontre seu Nome” localizam cada funcionário por cidade e por marca, e cada visita social sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”, rateada entre as três forças de trabalho. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Dependência da cessão dos centros culturais municipais. O legado físico do projeto — a peça central do argumento de venda — depende de termos de cessão assinados por prefeituras de oito a dez municípios diferentes, e eleição municipal em 2028 cai bem no meio de um ciclo plurianual, com risco real de troca de prioridade política interrompendo a renovação. Mitigação: negociar termo de cessão de uso por prazo determinado — o ciclo completo do PRONAC, não renovável ano a ano por vontade do gestor local — já na fase de habilitação do projeto, com cláusula expressa de que a requalificação (iluminação, climatização, museografia) passa a integrar o patrimônio público municipal de forma irrevogável, independentemente de quem estiver na prefeitura.

2. Dispersão de qualidade curatorial entre oito a dez cidades de porte médio. Manter um padrão museográfico de “nível capital” simultaneamente em municípios sem tradição de equipamento cultural profissional é operacionalmente mais difícil do que montar uma exposição única — o risco é que a cidade oito da itinerância receba uma versão visivelmente inferior à cidade um. Mitigação: curador-geral único do circuito com curadores-assistentes locais subordinados a ele, manual de museografia padronizado replicado em todas as praças e auditoria de qualidade museográfica trimestral pela equipe central, com relatório público de conformidade por cidade — o mesmo mecanismo de dashboard de execução que o banco já adota como resposta ao precedente Volkswagen.

3. Assimetria de apetite fiscal entre Toyota, Honda e Hyundai. As três chegam ao projeto com portes de headroom Rouanet diferentes — Honda sem tradição de captação no país, Toyota buscando upgrade de protagonismo, Hyundai já comprometida com a Turbine Hall da Tate lá fora — e o risco é que uma delas queira sair no meio do PRONAC renovável, desequilibrando o financiamento do ciclo seguinte sem tempo hábil de reposição. Mitigação: contrato plurianual de intenções entre as três marcas, assinado fora do PRONAC (o mesmo mecanismo já previsto para “A Grande Nave” no mesmo banco), com regra de saída por aviso prévio mínimo de um ciclo inteiro e obrigação de a marca remanescente buscar substituta antes de o ciclo seguinte ser protocolado, preservando a continuidade da instituição mesmo com troca de incentivadora.

Recomendação: Venderia primeiro a Faixa 4 — R$ 6.000.000 (Edição Capital). É a configuração exata com que o conceito nasceu no banco — as oito cidades-fábrica, os oito centros culturais requalificados como legado permanente, o “CCBB do interior” de fato fundado — e já carrega a avaliação adversarial mais limpa de todo o lote multi, aprovada sem ressalvas. Com três marcas, a cota fica em R$ 2 milhões cada: grande o bastante para virar manchete nacional e para justificar a primeira conversa com a Hyundai sobre a incoerência entre a Tate e Piracicaba, pequena o bastante para caber no orçamento cultural de uma Honda que ainda não tem programa nenhum no Brasil. Cabe inteira num único PRONAC, sem a complexidade de dividir em dois que a Faixa 5 exige, e entrega o wow por inteiro: uma instituição, não um evento. Se a primeira reunião pedir um gesto menor para testar a parceria entre as três antes do compromisso plurianual, a Faixa 2 (R$ 3 milhões, três cidades) é o recuo natural — prova a itinerância com risco baixo e abre caminho direto para escalar até a Edição Capital no ciclo seguinte, exatamente como o PRONAC renovável já prevê.

MULTI-02 · Fiat · VW · GM · BYD · GWM · Hyundai · Toyota · Renault (6–8 marcas, cada uma adota sua cidade)

Museu que Anda: A Caravana das Cidades-Fábrica

Três carretas convertidas em galerias museológicas climatizadas formam o maior museu itinerante do país, estacionando três semanas em cada cidade-fábrica sem museu de arte — exposição gratuita na praça central, educativo intensivo e uma comissão local em cada parada, o artista da região que entra para a mostra e viaja com ela. Cada marca adota a própria cidade-sede — Betim (Fiat), São Bernardo (VW), Gravataí/São Caetano (GM), Camaçari (BYD), Iracemápolis (GWM), Piracicaba (Hyundai), Sorocaba (Toyota), São José dos Pinhais (Renault) — e paga sua fatia do circuito inteiro, não só da própria parada. O mapa nasce naturalmente repartido: nenhuma concorrente disputa o território de outra, e a única penalidade de ficar de fora é virar a única cidade-fábrica sem a caravana. A conversão museológica das três carretas roda em contratos distintos — estrutura, climatização, museografia — para nunca concentrar fornecedor acima do teto legal. O job do CMO é provar presença afetiva exatamente onde a marca mais precisa e menos investe — a cidade-sede da fábrica — sem depender do sucesso ou do fracasso de nenhuma concorrente ao lado, porque a fatia de cada uma é a própria cidade. O wow: a carreta-galeria estaciona na praça de Camaçari, a fila dobra o quarteirão, e a foto aérea das três carretas cruzando o país vira o retrato do ano da democratização cultural. Enquadramento legal base: Art. 18 da Lei 8.313/91, dedução de 100%, categoria exposição itinerante/territórios criativos (teto R$ 6 milhões na IN 29/2026 — confirmar no DOU), múltiplos CNPJs no mesmo PRONAC com crédito proporcional ao aporte, prática validada pelo MASP, que capta de 114 empresas num único ano.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 miCota mínima R$ 750 mil – R$ 1 mi (6–8 marcas)
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Uma única carreta, ainda sem frota, percorre 4 cidades-fábrica vizinhas de um mesmo estado — o piloto que prova o modelo antes de multiplicar por três unidades. Cada parada mantém as 3 semanas e a comissão local, mas o núcleo curatorial central é mais enxuto e não há ainda o segundo eixo de vídeo-arte que a escala plena carrega. É a versão pensada para 2-3 marcas testarem juntas a operação — não a caravana coletiva de 6-8 que a Faixa 4 entrega.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010,0%
Comissões e cachês de artistas210.00014,0%
Produção/cenotécnica/montagem450.00030,0%
Logística e itinerância240.00016,0%
Educativo e mediação150.00010,0%
Comunicação e documentação90.0006,0%
Gestão135.0009,0%
Auditoria e prestação de contas45.0003,0%
Contingência30.0002,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 4 cidades · 10 obras (4 comissões locais + núcleo central de 6) · público-meta ~37.500 visitantes · ~15.000 estudantes da rede pública atendidos · ~25 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 2 meses · produção 2 meses · circulação 3 meses · prestação de contas 2 meses. 9 meses ponta a ponta.

Cotas: 2 marcas → R$ 750.000 cada, 2 cidades cada — ponto de entrada natural desta faixa. 3 marcas → R$ 500.000 cada, 1-2 cidades — uma marca fica com a cidade extra. 4 marcas → R$ 375.000 cada, 1 cidade cada — ainda plausível. 6-8 marcas → R$ 187.500 a R$ 250.000 cada, menos de 1 cidade, compartilhada entre 2 marcas — não recomendado, fragmenta demais a promessa "cada marca adota sua cidade". Crédito Apresenta/Patrocínio proporcional ao aporte em todas as paradas do circuito, não só na cidade adotada; rateio dos 10% de convites/produtos por proporção de aporte. Mínimo real para fechar: 2 marcas — esta faixa é desenhada como piloto de poucas marcas, não como caravana coletiva plena.

Enquadramento: Proposta comum de pessoa jurídica, teto R$ 1,5 milhão — cabe integralmente sem precisar da categoria itinerante, ainda que a operação já rode em mobilidade entre cidades. A produção soma 30% do total (R$ 450 mil), acima do teto de 20% por fornecedor (R$ 300 mil nesta faixa): fracionada em dois contratos cotados — estrutura/cenotécnica de um lado, climatização e museografia interna do outro —, cada um abaixo do limite.

F2 · R$ 3 mi Edição Regional

Duas carretas rodando em paralelo levam a caravana a 8 cidades-fábrica de duas regiões vizinhas, dobrando o alcance da Faixa 1 e introduzindo o núcleo de vídeo-arte que a versão semente ainda não carrega. Falta a terceira unidade e a cobertura nacional plena — Sul, Sudeste e Nordeste simultâneos — que só a Faixa 4 fecha.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística270.0009,0%
Comissões e cachês de artistas420.00014,0%
Produção/cenotécnica/montagem870.00029,0%
Logística e itinerância510.00017,0%
Educativo e mediação300.00010,0%
Comunicação e documentação180.0006,0%
Gestão270.0009,0%
Auditoria e prestação de contas90.0003,0%
Contingência90.0003,0%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 8 cidades · 16 obras (8 comissões locais + núcleo central de 8) · público-meta ~75.000 visitantes · ~30.000 estudantes atendidos · ~50 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 3 meses · produção 3 meses · circulação 4 meses · prestação de contas 2 meses. 12 meses ponta a ponta.

Cotas: 2 marcas → R$ 1.500.000 cada, 4 cidades cada — ticket alto para dupla. 3 marcas → R$ 1.000.000 cada, 2-3 cidades — equilíbrio razoável. 4 marcas → R$ 750.000 cada, 2 cidades cada — ponto de entrada intermediário. 6-8 marcas → R$ 375.000 a R$ 500.000 cada, 1 cidade cada — primeira faixa em que "cada marca adota sua cidade" faz sentido literal. Mesmo mecanismo de crédito proporcional e rateio de convites/produtos da Faixa 1, agora em 8 paradas. Mínimo real para fechar: 3 marcas.

Enquadramento: Ao ultrapassar o teto de R$ 1,5 milhão da proposta comum, a Faixa 2 já exige enquadramento como exposição itinerante/territórios criativos (teto R$ 6 milhões) — usa metade do teto disponível, com folga confortável. Produção soma 29% (R$ 870 mil) contra um teto de 20% (R$ 600 mil) por fornecedor: fracionada em dois contratos — conversão da segunda carreta e climatização/museografia das duas —, ambos abaixo do limite.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Nacional

As três carretas entram em operação simultânea, mas ainda num roteiro de 12 cidades — o piloto de cobertura nacional antes do número definitivo de 16 que fecha o conceito original do banco. O núcleo imersivo e de vídeo-arte já roda completo em todas as paradas, e a comissão local passa a alimentar uma mostra-síntese de encerramento em São Paulo.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0008,0%
Comissões e cachês de artistas675.00015,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.260.00028,0%
Logística e itinerância810.00018,0%
Educativo e mediação450.00010,0%
Comunicação e documentação270.0006,0%
Gestão405.0009,0%
Auditoria e prestação de contas135.0003,0%
Contingência135.0003,0%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 12 cidades · 22 obras (12 comissões locais + núcleo central de 10) · público-meta ~112.500 visitantes · ~45.000 estudantes atendidos · ~80 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 3 meses · produção 4 meses · circulação 5 meses · prestação de contas 3 meses. 15 meses ponta a ponta.

Cotas: 2 marcas → R$ 2.250.000 cada, 6 cidades cada — ticket alto demais para o perfil "adote sua cidade". 3 marcas → R$ 1.500.000 cada, 4 cidades cada — ainda concentrado. 4 marcas → R$ 1.125.000 cada, 3 cidades cada — equilíbrio razoável. 6-8 marcas → R$ 562.500 a R$ 750.000 cada, 1-2 cidades cada — modelo já funciona, mas cota ainda abaixo do "número redondo" da F4. Mínimo real para fechar: 4 marcas.

Enquadramento: Exposição itinerante/territórios criativos, teto R$ 6 milhões — a Faixa 3 usa 75% do teto disponível. Produção soma 28% (R$ 1,26 milhão) contra um teto de 20% (R$ 900 mil): fracionada em dois contratos — estrutura das três carretas de um lado, climatização e museografia do outro —, cada um abaixo do limite.

F4 · R$ 6 mi Edição Definitiva recomendada

É o projeto exatamente como descrito no banco de ideias: três carretas em operação simultânea, 16 cidades industriais sem museu de arte, 18 meses de circuito, comissão local em cada parada e núcleo imersivo e de vídeo-arte fixo. Gratuidade total elimina de saída o risco do teto de R$ 300 por beneficiário — democratização máxima, parecer favorável quase automático no MinC.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística480.0008,0%
Comissões e cachês de artistas900.00015,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.680.00028,0%
Logística e itinerância1.080.00018,0%
Educativo e mediação600.00010,0%
Comunicação e documentação360.0006,0%
Gestão540.0009,0%
Auditoria e prestação de contas180.0003,0%
Contingência180.0003,0%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 16 cidades · 28 obras (16 comissões locais + núcleo central de 12) · público-meta 150.000 visitantes, 40% estudantes de rede pública (60.000) · ~110 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 4 meses · produção 5 meses · circulação 6 meses (três frentes simultâneas, cada carreta cobrindo 5-6 cidades) · prestação de contas 3 meses. 18 meses ponta a ponta.

Cotas: 2 marcas → R$ 3.000.000 cada, 8 cidades cada — descaracteriza o modelo "cada marca, sua cidade". 3 marcas → R$ 2.000.000 cada, 5-6 cidades cada — ainda concentrado demais. 4 marcas → R$ 1.500.000 cada, 4 cidades cada — funciona, mas não é o desenho ideal. 6-8 marcas → R$ 750.000 a R$ 1.000.000 cada, 2-3 cidades cada — ponto de equilíbrio do conceito original: ticket de entrada baixo, presença hiperlocal máxima. Crédito proporcional ao aporte em todas as 16 paradas; rateio dos 10% de convites/produtos por aporte; destaque de inauguração na cidade adotada por cada marca. Mínimo real para fechar: 6 marcas — abaixo disso a cota sobe e o argumento comercial de "ticket baixo por presença hiperlocal" perde força.

Enquadramento: Exposição itinerante/territórios criativos, teto máximo R$ 6 milhões — a Faixa 4 ocupa 100% do teto da categoria, exigindo confirmação do valor exato no DOU antes de fechar a proposta final. Produção soma 28% (R$ 1,68 milhão) contra um teto de 20% (R$ 1,2 milhão): fracionada em três contratos cotados — estrutura das três carretas, sistema de climatização, e museografia interna —, cada um em torno de R$ 560 mil, bem abaixo do limite, com comprovação em planilha de compras.

F5 · R$ 7 mi Edição Fundação

Uma quarta carreta entra em operação, ampliando o circuito para 20 cidades e formalizando um braço educativo próprio — a "Escola da Caravana", que certifica os mediadores locais formados ao longo do circuito, produz um livro-catálogo e uma websérie documental em acesso aberto. Não é a Faixa 4 com mais orçamento: é a Faixa 4 que vira instituição permanente, com produto editorial e pedagógico que sobrevive ao fim da itinerância. O orçamento abaixo combina o PRONAC único de R$ 6.000.000 com o aporte direto de R$ 1.000.000.

RubricaVia PRONAC (R$ 6.000.000)Via aporte direto (R$ 1.000.000)
Curadoria e direção artística / coordenação pedagógica480.000120.000
Comissões e cachês de artistas900.000
Produção/cenotécnica/montagem1.620.000
Logística e itinerância1.180.000100.000
Educativo e mediação (inclui bolsas de formadores)600.000340.000
Comunicação e documentação (inclui livro-catálogo e websérie)360.000280.000
Gestão470.000100.000
Auditoria e prestação de contas210.00030.000
Contingência180.00030.000
Total6.000.0001.000.000

Entregáveis: 20 cidades · 34 obras (20 comissões locais + núcleo central de 14) · público-meta ~187.500 visitantes, 40% estudantes (75.000) · Escola da Caravana certificando a rede de mediadores formados no circuito · livro-catálogo e websérie documental em licença aberta · ~150 empregos culturais diretos combinando a frente do PRONAC e a do aporte direto.

Cronograma: Pré-produção 4 meses · produção 5 meses · circulação 8 meses (frente do PRONAC) com a formação da Escola da Caravana (frente do aporte direto) rodando em paralelo nos últimos 6 meses · prestação de contas 4 meses, com o fechamento da frente do aporte direto algumas semanas depois por conta da publicação. 21 meses ponta a ponta.

Cotas (PRONAC + aporte direto): 2 marcas → R$ 3.000.000 no PRONAC + R$ 500.000 de aporte direto cada, 10 cidades cada — ticket concentrado demais para o modelo. 3 marcas → R$ 2.000.000 no PRONAC + R$ 333.000 de aporte direto cada, 6-7 cidades cada — ainda concentrado. 4 marcas → R$ 1.500.000 no PRONAC + R$ 250.000 de aporte direto cada, 5 cidades cada — funciona para consórcio menor e mais comprometido. 6-8 marcas → R$ 750.000–1.000.000 no PRONAC + R$ 125.000–166.667 de aporte direto cada, 2-3 cidades cada — mesma lógica hiperlocal da F4, com o adicional do braço educativo-editorial. A cota cobre a fatia proporcional no PRONAC e no aporte direto — exposição e Escola da Caravana —, com crédito único de "fundadora" nos dois. Mínimo real para fechar: 6 marcas.

Enquadramento: R$ 7 milhões ultrapassa o teto de R$ 6 milhões da categoria itinerante. Das três soluções previstas na régua Rouanet: (a) enquadrar como bienal não se aplica — o projeto é uma exposição itinerante única, cidade após cidade, não um evento periódico e curatorialmente competitivo; forçar essa classificação arriscaria glosa por enquadramento indevido; (b) estruturar o programa educativo-editorial da Escola da Caravana como projeto formal à parte, com PRONAC próprio, está fora de cogitação — o cliente veda qualquer arquitetura de mais de um PRONAC por projeto, por mais que os dois objetos fossem documentavelmente distintos entre si; (c) R$ 6 milhões incentivados + R$ 1 milhão de aporte direto das marcas, extra-incentivo e rateado entre as 6-8 incentivadoras na mesma proporção de suas cotas no PRONAC, é a solução adotada: o aporte direto não concentra em nenhuma marca líder — cada uma paga sua fração do excedente na mesma razão em que já participa do PRONAC único, preservando a lógica de “cada marca adota sua cidade” que sustenta o consórcio inteiro. O PRONAC único de R$ 6.000.000 preserva 100% de dedutibilidade sobre a parte incentivada — o circuito de quatro carretas e vinte cidades —, e o aporte direto de R$ 1.000.000 cobre exatamente o acréscimo da Faixa 5 sobre a Faixa 4: a certificação dos mediadores, o livro-catálogo e a websérie da Escola da Caravana. Produção soma R$ 1,62 milhão, 100% financiada via PRONAC, contra um teto de 20% sobre o orçamento do PRONAC (R$ 1,2 milhão): fracionada em três contratos de cerca de R$ 540 mil cada — estrutura das quatro carretas, climatização, museografia —, todos abaixo do limite.

F6 · R$ 10 mi Bienal do Museu que Anda: Edição Um

Para sustentar honestamente a categoria bienal, o Museu que Anda muda de desenho, não só de nome. As oito cidades-marca — Betim, São Bernardo, Gravataí/São Caetano, Camaçari, Iracemápolis, Piracicaba, Sorocaba e São José dos Pinhais — ganham cada uma um centro cultural fixo, cedido pela prefeitura e cogerido por um consórcio de cinco universidades federais dos estados-sede (UFMG, UFABC, UFRGS, UFBA, UFPR), que abrem simultaneamente numa janela de vernissage de 45 dias — não mais a parada sequencial de três semanas cidade após cidade. Fora dessa janela, cinco carretas seguem a itinerância para mais 16 cidades-satélite, ampliando o circuito para 24 praças no total. 35% da curadoria vem de edital público nacional aberto a artistas de cidades industriais fora do consórcio de marcas, ao lado do núcleo curado e da comissão local que seguem sendo a assinatura do projeto. É a "Edição Um" nomeada, com compromisso já firmado de Edição Dois em dois anos — a periodicidade que sustenta o enquadramento bienal.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística800.0008,0%
Comissões e cachês de artistas1.500.00015,0%
Produção/cenotécnica/montagem2.800.00028,0%
Logística e itinerância1.800.00018,0%
Educativo e mediação1.000.00010,0%
Comunicação e documentação600.0006,0%
Gestão900.0009,0%
Auditoria e prestação de contas300.0003,0%
Contingência300.0003,0%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 24 cidades (8 sedes fixas com abertura simultânea + 16 cidades-satélite touring) · 62 obras (24 comissões locais + núcleo central de 16 + 22 via edital público, ~35% da curadoria) · público-meta ~270.000 visitantes, 40% estudantes (108.000) · cerca de 215 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 5 meses (coordenação de abertura simultânea em 8 praças fixas + edital público nacional) · produção 5 meses · circulação 10 meses, incluindo a janela de abertura simultânea de 45 dias nas 8 cidades-marca · prestação de contas 4 meses. 24 meses ponta a ponta.

Cotas: 3 marcas → R$ 3.333.000 cada, presença nas 24 praças, nome no convênio com o consórcio universitário — concentra demais o modelo "cada marca adota sua cidade". 4 marcas → R$ 2.500.000 cada, mesma presença — ainda concentrado. 6 marcas → R$ 1.666.700 cada, destaque na própria cidade-marca com sede fixa — ponto de equilíbrio do conceito. 8 marcas → R$ 1.250.000 cada, cada marca com sede fixa própria nas 8 cidades-marca originais — desenho ideal, reconstitui o consórcio pleno. Mínimo real para fechar: 6 marcas — mesma régua da Faixa 4; abaixo disso a cota sobe e o argumento hiperlocal perde força. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: Categoria bienal/festival (teto R$ 15 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU), PRONAC único — a regra de 1 PRONAC das faixas anteriores continua absoluta. Isso exige honestidade: da Faixa 1 à Faixa 5 deste mesmo dossiê, o enquadramento bienal foi explicitamente descartado, porque o Museu que Anda é, por desenho, uma exposição itinerante sequencial — carreta estacionando cidade após cidade — o oposto do que a categoria bienal pede. Para a Faixa 6 sustentar esse enquadramento sem risco de glosa por reenquadramento indevido, o projeto precisa mudar de verdade, não só de etiqueta: abertura simultânea nas 8 sedes fixas no lugar da parada sequencial, 35% da curadoria por edital público nacional substituindo parte da seleção fechada, e um correalizador institucional formal — o consórcio de cinco universidades federais — assumindo governança com compromisso de Edição Dois. É uma reformulação real do formato, e carrega risco: um parecerista mais rigoroso pode entender que a periodicidade ainda é recente demais — esta seria a primeira edição nomeada — para caracterizar bienal consolidada. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet antes de qualquer protocolo, testando especificamente essa tese de enquadramento; se o parecer vier desfavorável, o fallback comercial é vender a F4 ou a F5, ambas já validadas neste dossiê, sem a exposição de um reenquadramento de categoria. Produção soma 28% (R$ 2,8 milhões) contra um teto de 20% (R$ 2 milhões) por fornecedor: fracionada em três contratos cotados — estrutura das cinco carretas, climatização, museografia —, cada um em torno de R$ 933 mil, abaixo do limite.

F7 · R$ 15 mi Bienal do Museu que Anda: Edição Consolidada

A Edição Um provada, a Edição Consolidada leva o Museu que Anda a escala nacional plena. Às oito sedes fixas somam-se quatro novos polos industriais, totalizando 12 centros culturais fixos abrindo simultaneamente numa janela ampliada de 60 dias, mais uma vitrine nacional em São Paulo — a mostra-síntese de encerramento que fecha o circuito com a maior vitrine de mídia do projeto. A curadoria por edital público sobe para 45% da mostra, e um segundo correalizador institucional se junta ao consórcio universitário: a rede SESI Cultura, presente em todos os estados-sede, reforçando a governança industrial-cultural que já é a espinha dorsal do conceito. Fora da janela simultânea, seis carretas seguem a itinerância sequencial para mais 19 cidades-satélite, somando 32 praças no total ao longo do ciclo.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística1.200.0008,0%
Comissões e cachês de artistas2.250.00015,0%
Produção/cenotécnica/montagem4.200.00028,0%
Logística e itinerância2.700.00018,0%
Educativo e mediação1.500.00010,0%
Comunicação e documentação900.0006,0%
Gestão1.350.0009,0%
Auditoria e prestação de contas450.0003,0%
Contingência450.0003,0%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 32 cidades (12 sedes fixas + 1 vitrine nacional em São Paulo + 19 cidades-satélite touring) · 91 obras (32 comissões locais + núcleo central de 18 + 41 via edital público, ~45% da curadoria) · público-meta ~400.000 visitantes, 40% estudantes (160.000) · cerca de 320 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 6 meses (coordenação de 12 sedes fixas + vitrine nacional + edital ampliado) · produção 6 meses · circulação 12 meses, incluindo a janela de abertura simultânea de 60 dias nas 12 sedes fixas e na vitrine nacional · prestação de contas 5 meses. 29 meses ponta a ponta.

Cotas: 3 marcas → R$ 5.000.000 cada, presença nas 32 praças, nome nos dois convênios institucionais — exige headroom fiscal alto, mais viável com 6+. 4 marcas → R$ 3.750.000 cada, mesmo pacote — ainda concentrado. 6 marcas → R$ 2.500.000 cada, destaque na própria cidade-marca com sede fixa + crédito na vitrine nacional — ponto de equilíbrio, reconstitui parte do consórcio original. 8 marcas → R$ 1.875.000 cada, cada marca com sede fixa própria nas 8 cidades-marca originais + crédito na vitrine nacional — desenho ideal, pleno consórcio original mais escala nacional. Mínimo real para fechar: 6 marcas, com 8 como desenho ideal — mesma régua da Faixa 6. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: Mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$ 15 milhões batido em cheio, sem folga. A escala maior reforça a legitimidade do enquadramento — curadoria por edital ampliada a 45% da mostra, segundo correalizador institucional (SESI Cultura), vitrine nacional formal em São Paulo —, mas também aumenta a exposição: é a faixa de maior valor do banco inteiro rodando numa categoria que este mesmo dossiê tratou como inadequada até a Faixa 5. Mitigação: o mesmo parecer prévio de consultoria exigido na Faixa 6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo; sem parecer favorável, não protocolar. Fallback comercial, em ordem de preferência: F6, depois F5, depois F4 — todas já com enquadramento validado neste dossiê. Produção soma 28% (R$ 4,2 milhões) contra um teto de 20% (R$ 3 milhões) por fornecedor: fracionada em três contratos cotados — estrutura das seis carretas, climatização, museografia —, cada um em torno de R$ 1,4 milhão, abaixo do limite.

Contrapartida social por faixa:

FaixaCidadesGratuidadeJovens mediadores formadosEscolas parceirasEstudantes em ação formativaAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi4Total~254~15.0004 obras site-specific
F2 — R$ 3 mi8Total~5010~30.0008 obras
F3 — R$ 4,5 mi12Total~8018~45.00012 obras + núcleo audiovisual replicável
F4 — R$ 6 mi16Total~11028~60.00016 obras — funda o primeiro acervo público em boa parte das cidades
F5 — R$ 7 mi20Total + Escola da Caravana certificada~15038~75.00020 obras + acervo documental/editorial via aporte direto
F6 — R$ 10 mi24Total + Escola da Caravana certificada + Edição Um da bienal (abertura simultânea)~21554~108.00024 obras + acervo do edital público em licença aberta
F7 — R$ 15 mi32Total + Escola da Caravana certificada + vitrine nacional em São Paulo~32081~160.00032 obras + acervo do edital público em licença aberta + acervo completo das duas edições da bienal

Gratuidade total em todas as faixas já excede os mínimos legais de 10% de ingressos gratuitos e 20% a preço popular — o projeto nunca cobra entrada, em nenhum estágio. A acessibilidade vem embarcada na estrutura das carretas desde a Faixa 1, não como adendo de faixa superior.

Assinado por Todos: O teto interno de cada carreta vira céu de nomes — abóbada retroiluminada com o nome de cada funcionário das seis a oito fábricas participantes, uma constelação só onde rivais nunca haviam dividido nada antes. Totem e web “Encontre sua Estrela” localizam cada nome por carreta e cidade, e cada visita sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”, rateada entre todas as forças de trabalho. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Concentração de fornecedor na conversão das carretas. A fabricação e adaptação museológica das carretas é, isoladamente, a rubrica mais cara em toda faixa — e um contrato único de conversão ultrapassaria o teto de 20% por fornecedor a partir da Faixa 2. Mitigação: fracionamento obrigatório em pelo menos dois contratos autônomos e cotados — estrutura/cenotécnica de um lado, climatização e museografia interna do outro —, cada um abaixo do teto, com comprovação em planilha de compras auditável desde a primeira faixa. É a mesma lição que a multa de R$ 25,3 milhões da CGU contra a VW no Brasilidade Sinfônica deixou para todo o setor: Rouanet sem governança documentada é passivo, não patrocínio.

2. Risco operacional da itinerância física. Pane mecânica numa carreta, atraso logístico, licenciamento municipal variável em 16-20 prefeituras diferentes e clima adverso ameaçam travar o calendário inteiro — uma parada perdida em uma cidade-fábrica é visibilidade perdida justamente onde a marca dona daquela cidade mais precisa dela. Mitigação: contingência orçamentária dedicada em toda faixa (2-3% do total), seguro integral da frota e do acervo, folga de repasse entre paradas no cronograma, e — na Faixa 5 — a separação entre a conta do PRONAC e a do aporte direto isola o risco de execução da exposição, financiada e auditada dentro do PRONAC único, do risco de execução da Escola da Caravana, financiada pelo aporte direto, para que um atraso na frente editorial não comprometa a prestação de contas da exposição.

3. Coordenação política entre 6-8 CMOs concorrentes entre si. O modelo "cada marca adota sua cidade" só funciona se nenhuma delas ler a caravana como propaganda direta da própria fábrica em vez de instituição museológica coletiva — e a ordem de entrada de cada marca (quem assina primeiro, quem "perde a cidade" se ficar de fora) é terreno sensível entre rivais diretas. Mitigação: crédito Apresenta/Patrocínio proporcional ao aporte em TODAS as paradas do circuito, não só na cidade adotada por cada marca; rateio formal dos 10% de convites e produtos por proporção de aporte; manual de linguagem único para toda comunicação, sem hierarquia visual entre as marcas e com a logo de nenhuma delas maior que a do Governo Federal — a caravana é vendida, sempre, como museu, nunca como estande.

Recomendação: A Faixa 4, R$ 6 milhões, é a que eu venderia primeiro para o consórcio de 6-8 marcas, cada uma adotando sua cidade. É exatamente o projeto descrito no banco de ideias original — três carretas, 16 cidades, 18 meses —, e é a única faixa em que a cota (R$ 750 mil a R$ 1 milhão) chega baixa o bastante para ser decisão de rotina fiscal para qualquer CMO de montadora, sem deixar de entregar a manchete inteira: "o maior museu itinerante do país" exige as três carretas rodando ao mesmo tempo, não uma versão parcial de uma ou duas. As faixas abaixo dela (F1 a F3) fragmentam demais a promessa "cada marca adota sua cidade" quando divididas entre 6-8 patrocinadoras — sobra menos de uma cidade por marca, e o argumento comercial murcha. A Faixa 5 é a conversa de ano dois, depois que a Faixa 4 tiver rodado uma temporada inteira e provado a operação: aí sim a quarta carreta e a Escola da Caravana sustentam pedir mais, com o histórico de execução já validado. Faixa recomendada: F4 — R$ 6.000.000 · cota de R$ 750.000 a R$ 1.000.000 por marca, para 6-8 marcas.

MULTI-03 · Renault + GM

BR-Retrato: A Volta ao Brasil em 274 Artistas

Duplas de artistas — um consagrado, um emergente da base ArtNow — saem em vans-ateliê para retratar o Brasil da estrada, organizadas por bacia regional real: a perna Sul stricto sensu fala com o território histórico da Renault e com o Rio Grande do Sul dos investimentos da GM em Gravataí; o ABC paulista entra como capítulo próprio, sem forçar geografia que não existe. Cada perna gera mostra imediata em rodoviária, mercado público ou estação histórica da cidade-base e alimenta uma exposição-síntese itinerante. A meta editorial do ciclo completo é que os 274 artistas da base ArtNow passem pelo projeto — o maior retrato coletivo do Brasil contemporâneo, publicado edição a edição na revista. É o multi mais alinhado ao ativo que a ArtNow já tem: viabilidade 4, a maior do lote multi do banco. Job do CMO: Renault precisa provar que trocou de sócio, não de país, sem apagar 26 anos de Paraná; GM precisa defender o terceiro lugar com prova de raiz, não só com os R$10,5 bi já investidos — nenhuma das duas compete pelo mesmo gesto, as duas precisam da mesma frase. O wow: a Missão Artística Francesa de 1816 reencenada 210 anos depois, por artistas brasileiros, a partir da estrada — 274 artistas, 1 país, 0 ingresso cobrado.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 miCota mínima R$ 3.000.000 (2 marcas)
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Só a perna Sul stricto sensu roda: Curitiba, São José dos Pinhais, Porto Alegre e Gravataí, mais uma cidade-fronteira (Foz do Iguaçu ou similar). Não existe mostra-síntese nacional itinerante — o ciclo fecha com uma mostra-síntese regional numa das quatro praças. Sem etapa de circulação por capitais fora da bacia, sem publicação em livro, sem edital nacional aberto: 30% de vagas por edital fica restrito a artistas da própria região Sul. É a versão piloto que prova o modelo antes de qualquer marca comprometer valor maior.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010%
Comissões e cachês de artistas450.00030%
Produção, cenotécnica e montagem270.00018%
Logística e itinerância180.00012%
Educativo e mediação150.00010%
Comunicação e documentação90.0006%
Gestão135.0009%
Auditoria e prestação de contas45.0003%
Contingência30.0002%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 4 cidades-base + 1 mostra-síntese regional · 20 duplas comissionadas = 40 artistas retratados · público-meta de 25 mil pessoas · 3 mil estudantes atendidos · cerca de 35 empregos culturais diretos (curadoria, produção, mediação, condução das vans).

Cronograma: 2 meses de pré-produção · 5 meses de produção e expedições · 2 meses de circulação da mostra-síntese · 2 meses de prestação de contas — 11 meses de ciclo.

Cotas:

MarcasCotaO que compraPraças com presença
2R$ 750.000Crédito "Apresenta" para as duas, ordem por aporte; 5% dos 10% de convites/produtos rateados cadaTodas as 5 praças
3R$ 500.000Crédito "Apresenta", ordem por aporte; 3,3% dos 10% cadaTodas as 5 praças
4R$ 375.000Crédito "Patrocínio" em grade; 2,5% dos 10% cadaTodas as 5 praças
6R$ 250.000Crédito "Patrocínio" em grade; 1,7% dos 10% cadaPraça da bacia de fábrica mais próxima + mostra-síntese
8R$ 187.500Crédito "Patrocínio" em grade; 1,25% dos 10% cadaPraça da bacia de fábrica mais próxima + mostra-síntese

Mínimo de 2 marcas para a faixa fechar como multi — abaixo disso o projeto deixa de ser BR-Retrato e vira variante mono de uma única montadora.

Enquadramento: proposta comum de PJ, no teto de R$ 1,5 milhão (IN 29/2026 — confirmar no DOU). Não precisa de nenhuma engenharia adicional; é o piso da categoria.

F2 · R$ 3 mi Edição Rota

Entra o ABC paulista como segunda bacia, tratado como capítulo próprio de identidade operária e industrial, sem tentar costurar uma geografia forçada com o Sul. O ciclo ganha uma mostra-síntese itinerante em duas praças (uma por bacia) e abre o edital de 30% de vagas para artistas fora da base ArtNow nas duas regiões.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística300.00010%
Comissões e cachês de artistas840.00028%
Produção, cenotécnica e montagem540.00018%
Logística e itinerância450.00015%
Educativo e mediação300.00010%
Comunicação e documentação180.0006%
Gestão240.0008%
Auditoria e prestação de contas90.0003%
Contingência60.0002%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 8 cidades-base + mostra-síntese em 2 praças · 55 duplas = 110 artistas retratados · público-meta de 60 mil pessoas · 8 mil estudantes atendidos · cerca de 70 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 8 meses de produção e expedições · 3 meses de circulação · 2 meses de prestação de contas — 16 meses de ciclo.

Cotas:

MarcasCotaO que compraPraças com presença
2R$ 1.500.000Crédito "Apresenta" para as duas; 5% dos 10% cadaTodas as 9 praças
3R$ 1.000.000Crédito "Apresenta"; 3,3% dos 10% cadaTodas as 9 praças
4R$ 750.000Crédito "Patrocínio" em grade, âncoras com "Apresenta"; 2,5% dos 10% cadaTodas as 9 praças
6R$ 500.000Crédito "Patrocínio"; 1,7% dos 10% cadaPraça da bacia de fábrica + mostra-síntese
8R$ 375.000Crédito "Patrocínio"; 1,25% dos 10% cadaPraça da bacia de fábrica + mostra-síntese

Mínimo de 2 marcas para fechar.

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU). Dentro do teto com folga, sem necessidade de ajuste.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Estrada

Terceira bacia entra no circuito — o litoral e o interior próximos das plantas em expansão (por exemplo, o eixo que conecta ao RS e ao Nordeste imediato das rotas logísticas) —, sem ainda fechar a meta editorial completa dos 274 artistas. A mostra-síntese passa a itinerar por 4 capitais e o acervo digital em licença aberta começa a ser estruturado, mas só é publicado por completo na Faixa 4.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística405.0009%
Comissões e cachês de artistas1.215.00027%
Produção, cenotécnica e montagem765.00017%
Logística e itinerância720.00016%
Educativo e mediação450.00010%
Comunicação e documentação270.0006%
Gestão360.0008%
Auditoria e prestação de contas135.0003%
Contingência180.0004%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 14 cidades-base + mostra-síntese em 4 capitais · 95 duplas = 190 artistas retratados · público-meta de 110 mil pessoas · 15 mil estudantes atendidos · cerca de 110 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção · 12 meses de produção e expedições · 4 meses de circulação · 3 meses de prestação de contas — 22 meses de ciclo.

Cotas:

MarcasCotaO que compraPraças com presença
2R$ 2.250.000Crédito "Apresenta" para as duas; 5% dos 10% cadaTodas as 18 praças
3R$ 1.500.000Crédito "Apresenta"; 3,3% dos 10% cadaTodas as 18 praças
4R$ 1.125.000Crédito "Apresenta"/"Patrocínio" por ordem de aporte; 2,5% dos 10% cadaTodas as 18 praças
6R$ 750.000Crédito "Patrocínio" em grade; 1,7% dos 10% cadaPraças da(s) bacia(s) de fábrica + capitais da mostra-síntese
8R$ 562.500Crédito "Patrocínio" em grade; 1,25% dos 10% cadaPraças da(s) bacia(s) de fábrica + capitais da mostra-síntese

Mínimo de 2 marcas para fechar.

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU). Ainda dentro do teto.

F4 · R$ 6 mi Edição Nacional recomendada

Esta é a versão descrita originalmente no banco: o ciclo fecha a meta editorial inteira — os 274 artistas da base ArtNow passam pelo projeto —, cobrindo todas as bacias regionais relevantes (Sul, ABC, litoral, mais uma bacia adicional de interior) com mostra-síntese itinerante em 6 capitais. É o teto máximo da categoria itinerante sem qualquer engenharia extra: orçamento disciplinado, dentro do limite, sinal de governança para o parecerista do MinC.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística480.0008%
Comissões e cachês de artistas1.560.00026%
Produção, cenotécnica e montagem960.00016%
Logística e itinerância1.020.00017%
Educativo e mediação600.00010%
Comunicação e documentação360.0006%
Gestão480.0008%
Auditoria e prestação de contas180.0003%
Contingência360.0006%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 22 cidades-base + mostra-síntese em 6 capitais · 137 duplas = 274 artistas retratados (base completa) · público-meta de 200 mil pessoas · 30 mil estudantes atendidos · cerca de 160 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 16 meses de produção e expedições · 6 meses de circulação da mostra-síntese · 4 meses de prestação de contas — 30 meses de ciclo, o número já citado no banco original.

Cotas:

MarcasCotaO que compraPraças com presença
2R$ 3.000.000Crédito "Apresenta" para as duas, ordem por aporte; 5% dos 10% cadaTodas as 28 praças
3R$ 2.000.000Crédito "Apresenta"; 3,3% dos 10% cadaTodas as 28 praças
4R$ 1.500.000Crédito "Apresenta"/"Patrocínio" por ordem de aporte; 2,5% dos 10% cadaTodas as 28 praças
6R$ 1.000.000Crédito "Patrocínio" em grade; 1,7% dos 10% cadaPraças da bacia de fábrica própria + as 6 capitais da síntese
8R$ 750.000Crédito "Patrocínio" em grade; 1,25% dos 10% cadaPraças da bacia de fábrica própria + as 6 capitais da síntese

Mínimo de 2 marcas para fechar — é a faixa desenhada desde a origem para Renault + GM.

Enquadramento: exposição itinerante, no teto máximo de R$ 6 milhões (IN 29/2026 — confirmar no DOU). Bater exatamente no teto é o argumento de disciplina orçamentária: mostra ao parecerista que o valor foi calculado, não arredondado para cima.

F5 · R$ 7 mi Edição Acervo

Mesma exposição itinerante da Faixa 4 — 274 artistas, 22 cidades-base, 6 capitais — mais um segundo objeto que a Faixa 4 só esboça: o livro-catálogo definitivo do ciclo, o acervo digital em licença aberta com ficha técnica dos 274 artistas e um programa educativo ampliado que usa a publicação como material didático em rede. É a faixa que transforma a exposição itinerante, que dura meses, em acervo permanente.

Orçamento — via PRONAC (R$ 6.000.000) e via aporte direto (R$ 1.000.000)

RubricaVia PRONAC (R$ 6.000.000)Via aporte direto (R$ 1.000.000)
Curadoria e direção artística / editorial480.000150.000
Comissões e cachês de artistas (inclui direitos de imagem e textos)1.560.000100.000
Produção, cenotécnica, montagem e produção gráfica/editorial960.000300.000
Logística, itinerância e distribuição1.020.000100.000
Educativo e mediação (inclui formação de professores)600.000150.000
Comunicação e documentação (inclui lançamento do livro-catálogo)360.00080.000
Gestão480.00070.000
Auditoria e prestação de contas180.00030.000
Contingência360.00020.000
Total6.000.0001.000.000

Entregáveis: os da Faixa 4 (274 artistas, 22 cidades-base, 6 capitais) mais uma tiragem de 5 mil exemplares do livro-catálogo doada a bibliotecas e escolas públicas, acervo digital em licença aberta com ficha técnica dos 274 artistas, e ampliação do programa educativo para 45 mil estudantes atendidos · cerca de 185 empregos culturais diretos combinando a frente do PRONAC e a do aporte direto.

Cronograma: os 30 meses da exposição (frente do PRONAC) correndo em paralelo à produção editorial, mais 6 meses adicionais de fechamento gráfico e distribuição do livro-catálogo após o encerramento da itinerância (frente do aporte direto) — 36 meses de ciclo total, com fechamento escalonado entre a frente do PRONAC e a do aporte direto, no limite de execução permitido pela lei.

Cotas (PRONAC + aporte direto):

MarcasCotaO que compraPraças com presença
2R$ 3.000.000 no PRONAC + R$ 500.000 de aporte diretoCrédito "Apresenta" no PRONAC e no aporte direto; 5% dos 10% cada; nome nos créditos do livro-catálogoTodas as 28 praças + distribuição nacional do livro
3R$ 2.000.000 no PRONAC + R$ 333.000 de aporte diretoCrédito "Apresenta"; 3,3% dos 10% cada; créditos no livroTodas as 28 praças + distribuição do livro
4R$ 1.500.000 no PRONAC + R$ 250.000 de aporte diretoCrédito "Apresenta"/"Patrocínio" por ordem de aporte; 2,5% dos 10% cada; créditos no livroTodas as 28 praças + distribuição do livro
6R$ 1.000.000 no PRONAC + R$ 166.667 de aporte diretoCrédito "Patrocínio" em grade; 1,7% dos 10% cada; menção no livroPraças da bacia própria + capitais da síntese
8R$ 750.000 no PRONAC + R$ 125.000 de aporte diretoCrédito "Patrocínio" em grade; 1,25% dos 10% cada; menção no livroPraças da bacia própria + capitais da síntese

Mínimo de 3 marcas para a faixa fechar — o ticket de R$ 3,5 milhões com apenas 2 marcas pesa mais no headroom de 4% do IR devido do que compensa o ganho editorial extra da Faixa 4; a partir de 3 marcas o cálculo fica saudável para todo mundo.

Enquadramento: R$ 7 milhões, acima do teto itinerante de R$ 6 milhões. Das três soluções previstas na régua Rouanet: (a) enquadrar como bienal não se aplica — o projeto é uma exposição itinerante sequencial, bacia após bacia, não um evento periódico e curatorialmente competitivo; forçar essa classificação arriscaria glosa por enquadramento indevido; (b) estruturar "Publicação e Educação BR-Retrato" como projeto formal à parte, com PRONAC próprio, está fora de cogitação — o cliente veda qualquer arquitetura de mais de um PRONAC por projeto, por mais que o livro-catálogo, o acervo digital e o guia pedagógico fossem um objeto genuinamente distinto da exposição física; (c) R$ 6 milhões incentivados + R$ 1 milhão de aporte direto das marcas, extra-incentivo e rateado entre Renault e GM na mesma proporção de suas cotas no PRONAC, é a solução adotada — como o aporte é dividido proporcionalmente entre as duas incentivadoras, nenhuma concentra sozinha o custo não dedutível do componente editorial: cada uma paga sua fração na mesma razão em que já participa do PRONAC único. O PRONAC único de R$ 6.000.000 preserva 100% de dedutibilidade sobre a exposição itinerante completa — os 274 artistas, as 22 cidades-base, as 6 capitais —, e o aporte direto de R$ 1.000.000 financia exatamente o que a Faixa 4 não cobre: o livro-catálogo, o acervo digital em licença aberta e a formação de professores.

F6 · R$ 10 mi Bienal das Bacias — Edição Um

Para sustentar honestamente a categoria bienal, o BR-Retrato muda de desenho: em vez das bacias regionais entrando em sequência ao longo de 30 meses — Sul, depois ABC, depois litoral, com a mostra-síntese só fechando no fim —, as sedes de síntese das seis capitais da Faixa 4 mais duas novas — Recife e Cuiabá, abrindo as bacias Nordeste e Centro-Oeste ainda não cobertas — passam a inaugurar simultaneamente, numa janela de 60 dias. Os 274 artistas da base ArtNow completa (legado da Faixa 4) circulam na mostra consolidada, e uma segunda safra de 40 duplas (80 artistas) — 40% delas selecionadas por edital público nacional aberto a fora da base ArtNow — retrata as duas novas bacias, dando a pluralidade curatorial competitiva que a categoria exige de verdade. Um correalizador institucional formal — consórcio de três universidades públicas das bacias percorridas (UFPR, UFRGS, UFABC) — assina convênio de governança com compromisso de Edição Dois em dois anos: esta é a "Edição Um" nomeada.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística800.0008%
Comissões e cachês de artistas2.600.00026%
Produção, cenotécnica e montagem1.600.00016%
Logística e itinerância1.700.00017%
Educativo e mediação1.000.00010%
Comunicação e documentação600.0006%
Gestão800.0008%
Auditoria e prestação de contas300.0003%
Contingência600.0006%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 30 cidades-base (22 originais + 8 das novas bacias Nordeste/Centro-Oeste) + mostra-síntese simultânea em 8 capitais (janela de 60 dias) — 38 praças no total · 354 artistas retratados no ciclo (274 da base ArtNow completa + 80 da nova safra, 40% via edital público) · público-meta de 285 mil pessoas · 64 mil estudantes atendidos · cerca de 265 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção (edital público nacional + convênio com o correalizador) · 10 meses de produção e expedições nas novas bacias · 6 meses de circulação, incluindo a janela de abertura simultânea de 60 dias nas 8 capitais · 4 meses de prestação de contas — 24 meses de ciclo.

Cotas:

MarcasCotaO que compraPraças com presença
3R$ 3.333.000Crédito de fundadora, presença nas 38 praças, nome no convênio com o consórcio universitárioTodas as 38 praças
4R$ 2.500.000Mesmo pacote, ordem de crédito por aporteTodas as 38 praças
6R$ 1.666.700Pacote coletivo, destaque na bacia de origem de cada marcaBacia de origem + capitais da síntese simultânea
8R$ 1.250.000Pacote coletivo mínimoBacia de origem + capitais da síntese simultânea

Mínimo de 3 marcas para a faixa fechar — o salto de R$ 7 para R$ 10 milhões passa a exigir ao menos uma marca além de Renault e GM. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: categoria bienal/festival (teto R$ 15 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU), PRONAC único — a regra de 1 PRONAC das faixas anteriores continua absoluta. Isso exige honestidade: da Faixa 1 à Faixa 5, este dossiê descartou explicitamente o enquadramento bienal, porque o BR-Retrato é, por desenho, uma exposição itinerante sequencial, bacia após bacia — o oposto do que a categoria bienal pede. Para a Faixa 6 sustentar esse enquadramento sem risco de glosa por reenquadramento indevido, o projeto precisa mudar de verdade, não só de etiqueta: abertura simultânea nas 8 capitais no lugar da itinerância sequencial entre bacias, 40% da nova safra de duplas selecionada por edital público nacional, e um correalizador institucional formal — o consórcio de três universidades públicas — assumindo governança com compromisso de Edição Dois. É uma reformulação real do formato, e carrega risco: um parecerista mais rigoroso pode entender que a periodicidade ainda é recente demais — esta seria a primeira edição nomeada — para caracterizar bienal consolidada. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet antes de qualquer protocolo, testando especificamente essa tese de enquadramento; se o parecer vier desfavorável, o fallback comercial é vender a F4 ou a F5, ambas já validadas neste dossiê, sem a exposição de um reenquadramento de categoria.

F7 · R$ 15 mi Bienal das Bacias — Edição Consolidada

A Edição Um provada, a Edição Consolidada expande a bienal para todas as regiões do país: às oito capitais simultâneas somam-se duas novas — Belém e Manaus, fechando a última bacia ainda fora do mapa, a Amazônia —, totalizando 10 capitais numa janela de abertura simultânea de 75 dias. A curadoria por edital sobe para 50% da nova safra de duplas, com júri misto entre o curador-geral da ArtNow e representantes do consórcio universitário. Um segundo correalizador institucional se junta ao primeiro — o IPHAN, que já tem governança natural sobre boa parte das estações históricas usadas como sedes desde a Faixa 1 —, formalizando de vez a periodicidade bienal.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística1.200.0008%
Comissões e cachês de artistas3.900.00026%
Produção, cenotécnica e montagem2.400.00016%
Logística e itinerância2.550.00017%
Educativo e mediação1.500.00010%
Comunicação e documentação900.0006%
Gestão1.200.0008%
Auditoria e prestação de contas450.0003%
Contingência900.0006%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 36 cidades-base (30 da Edição Um + 6 novas da bacia Amazônica) + mostra-síntese simultânea em 10 capitais (janela de 75 dias) — 46 praças no total · 394 artistas retratados no ciclo (274 da base ArtNow completa + 120 da nova safra, 50% via edital público nacional) · público-meta de 430 mil pessoas · 96 mil estudantes atendidos · cerca de 395 empregos culturais diretos.

Cronograma: 5 meses de pré-produção (edital ampliado + convênio com os dois correalizadores) · 12 meses de produção e expedições na bacia Amazônica · 8 meses de circulação, incluindo a janela de abertura simultânea de 75 dias nas 10 capitais · 5 meses de prestação de contas — 30 meses de ciclo, dentro do limite legal de 36 meses.

Cotas:

MarcasCotaO que compraPraças com presença
3R$ 5.000.000Crédito de fundadora máxima, presença nas 46 praças, nome nos dois convênios institucionaisTodas as 46 praças
4R$ 3.750.000Mesmo pacote, com uma quarta fundadoraTodas as 46 praças
6R$ 2.500.000Pacote coletivo, destaque na bacia de origem + crédito na vitrine amazônicaBacia de origem + capitais da síntese simultânea
8R$ 1.875.000Pacote coletivo mínimoBacia de origem + capitais da síntese simultânea

Mínimo de 3 marcas para a faixa fechar. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$ 15 milhões batido em cheio, sem folga. A escala maior reforça a legitimidade do enquadramento — curadoria por edital ampliada a 50% da nova safra, segundo correalizador institucional (IPHAN), dez capitais em abertura simultânea —, mas também aumenta a exposição: é a faixa de maior valor do banco inteiro rodando numa categoria que este mesmo dossiê tratou como inadequada até a Faixa 5. Mitigação: o mesmo parecer prévio de consultoria exigido na Faixa 6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo; sem parecer favorável, não protocolar. Fallback comercial, em ordem de preferência: F6, depois F5, depois F4 — todas já com enquadramento validado neste dossiê.

Contrapartida social por faixa:

F1 (R$1,5 mi)F2 (R$3 mi)F3 (R$4,5 mi)F4 (R$6 mi)F5 (R$7 mi)F6 (R$10 mi)F7 (R$15 mi)
Escolas públicas atendidas~30~70~150~320~320 + 500 via distribuição do livro~460 + 700 via distribuição do livro-catálogo e do edital público~685 + 1.000 via distribuição
Jovens formados (mediação, oficinas)~60~150~300~600~900~1.285~1.930
Gratuidade100% das mostras100% das mostras100% das mostras100% das mostras100% + livro-catálogo distribuído grátis100% + livro-catálogo + Edição Um da bienal (abertura simultânea)100% + Edição Consolidada, dez capitais simultâneas
Acervo doadoCópias aos retratados + acervo à secretaria de cultura do ParanáAcervo a 2 secretarias estaduais (PR, RS) + bibliotecas do ABCAcervo a 4 secretarias estaduais + início do acervo digital abertoAcervo completo às secretarias das bacias percorridas (~8 estados) + acervo digital abertoAcervo físico completo + 5 mil exemplares do livro-catálogo + acervo digital com ficha técnica dos 274 artistasAcervo físico completo (354 artistas) + acervo digital ampliado + acervo do edital público em licença abertaAcervo físico e digital completo das duas edições (394 artistas) + acervo do edital público nacional, distribuído às redes municipais de ensino das 46 praças

Assinado por Todos: A mostra-síntese fecha cada temporada com o mural “Quem Também É Retrato”, reunindo os nomes de todos os funcionários da Renault (Paraná) e da GM (Gravataí) como o 275º retrato do ciclo. Totem e web “Encontre seu Nome” localizam cada funcionário, e cada exibição gratuita sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”, dividida entre as duas rivais de mercado. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. A meta editorial — os 274 artistas dentro do ciclo — é o próprio wow do projeto, e é também o maior risco de prazo. Atraso na formação de duplas ou na logística das vans em qualquer bacia compromete a promessa inteira, não só uma etapa. Mitigação: faseamento por bacia regional com metas parciais auditáveis, o edital de 30% de vagas fora da base reduz a dependência de convocar todo mundo de uma vez, e a mostra-síntese anual permite prestação de contas parcial — se uma perna atrasar, o PRONAC inteiro não trava.

2. Renault e GM carregam narrativas diferentes — recomeço societário com a Geely de um lado, resistência centenária de R$10,5 bi do outro — e se a curadoria não tratar as duas com peso equivalente, uma marca pode sentir que perdeu espaço editorial pra outra. É o tipo de atrito que esvazia patrocínio conjunto no meio do ciclo. Mitigação: cláusula contratual de paridade editorial com peso de menção proporcional ao aporte declarado, curadoria 100% independente da ArtNow sem qualquer ingerência de incentivadora sobre seleção de artista ou região, e ordem de crédito fixada desde a assinatura, não renegociável a cada mostra.

3. O R$ 1 milhão de aporte direto da Faixa 5 não é dedutível — ao contrário do PRONAC de R$ 6 milhões, essa fatia sai do bolso de Renault e GM sem abatimento fiscal, o que pode esfriar o apetite de uma incentivadora já próxima do teto do headroom Rouanet. Mitigação: a Faixa 4 já entrega o projeto completo — os 274 artistas retratados, as 22 cidades-base, as 6 capitais da mostra-síntese — 100% dentro do incentivo; o aporte direto da Faixa 5 é estritamente opcional e financia só a camada extra que a Faixa 4 não cobre (o livro-catálogo, o acervo digital, a formação de professores), nunca a espinha dorsal do projeto, e é rateado entre as duas marcas na mesma proporção de suas cotas no PRONAC, então nenhuma delas concentra sozinha o custo não dedutível.

Recomendação: Faixa 4, R$ 6 milhões, "Edição Nacional", cota de R$ 3 milhões por marca com Renault e GM. É a versão que já nasceu desenhada no banco original — R$5-6 milhões, cota ~R$2,5-3 milhões — e é a única que entrega a meta editorial inteira (os 274 artistas) sem precisar de nenhuma engenharia de teto, batendo o teto itinerante de forma limpa e defensável perante o parecerista do MinC. Vender abaixo disso (F1 a F3) entrega uma versão fatiada do wow — o "maior retrato coletivo do Brasil contemporâneo" só é essa frase quando os 274 estão completos. Vender a Faixa 5 na primeira reunião é pedir a uma marca que ainda não assinou nada para engolir de saída uma fatia de aporte não dedutível; melhor deixar o livro-catálogo como upsell natural depois que a Edição Nacional já estiver em execução e provando resultado.

MULTI-04 · BYD + GWM

Maré Elétrica: A Caravana de Arte Digital do Litoral

Uma caravana de arte digital brasileira — vídeo-arte, arte generativa, projeção mapeada — sobe o litoral entre Camaçari (BA), sede da fábrica da BYD, e o eixo Iracemápolis/Aracruz, onde a GWM instalou a sua, parando em cidades litorâneas que nunca tiveram equipamento cultural. A exposição se monta em domos infláveis erguidos em praças e orlas, alimentados por energia solar e banco de baterias contratados de fornecedor de mercado — nunca dos carros das patrocinadoras, porque essa demonstração funcional de tecnologia proprietária é exatamente o tipo de vantagem vedada pela lei. A curadoria é dedicada à nova geração de artistas digitais brasileiros, com comissões de arte generativa a partir de dados abertos de maré, vento e sol do litoral percorrido. O gesto simbólico é duplo: prova, sem dizer uma palavra sobre baterias, que as duas marcas são limpas e são daqui. O job do CMO é transformar uma corrida por legitimidade brasileira — a mesma dor das duas marcas — num gesto cultural coletivo que nenhuma das duas conseguiria pagar sozinha sem parecer propaganda; dividir a conta é o que torna o gesto crível. O wow: arte digital de padrão internacional brilhando numa orla onde nunca chegou museu, com a mesma pauta rodando em três editorias de imprensa ao mesmo tempo — cultura, tecnologia e clima.

Enquadramento Art. 18 · itinerante/território criativoFaixa recomendada F3 · R$ 4.500.000,00Cota mínima 2 marcas (BYD + GWM)
F1 · R$ 1.500.000,00 Edição Semente

Prova de conceito num único estado. A caravana não monta domo — projeta em telão montado sobre reboque, em praças e orlas já existentes de cinco municípios baianos vizinhos à fábrica da BYD, sem infraestrutura solar dedicada (energia gerada por grupo gerador de locadora local). Curadoria enxuta, comissões concentradas em artistas emergentes baianos, sem itinerância para fora do estado. É o formato que testa a mecânica de imprensa e a reação do público antes de qualquer compromisso maior.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística180.00012,0%
Comissões e cachês de artistas300.00020,0%
Produção (telão, som, montagem)225.00015,0%
Logística e itinerância225.00015,0%
Educativo e mediação120.0008,0%
Comunicação e documentação150.00010,0%
Gestão210.00014,0%
Auditoria e prestação de contas45.0003,0%
Contingência45.0003,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 5 cidades (Camaçari, Salvador, Lauro de Freitas, Mata de São João, Conde), 8 obras comissionadas, público-meta de 40 mil pessoas, 400 estudantes atendidos em 5 escolas públicas, 35 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção, 2 de produção, 3 de circulação, 2 de prestação de contas — 10 meses de ponta a ponta.

MarcasCotaO que compra
2R$750.000,00Crédito paritário de "Apresenta", 5,0% dos produtos/convites promocionais cada, presença em todas as 5 cidades
3R$500.000,00Crédito proporcional, 3,33% dos produtos/convites cada
4R$375.000,00Crédito proporcional, 2,5% dos produtos/convites cada
6R$250.000,00Crédito proporcional, 1,67% dos produtos/convites cada
8R$187.500,00Crédito proporcional, 1,25% dos produtos/convites cada

Cotas: mínimo de marcas para a faixa fechar: 2 — abaixo disso a leitura vira campanha de uma marca só, o que anula a tese do projeto (gesto coletivo, não propaganda isolada).

Enquadramento: proposta comum de PJ, teto R$1.500.000,00 — a faixa bate exatamente no limite dessa categoria. Não há margem para pedir um centavo a mais sem subir de moldura.

F2 · R$ 3.000.000,00 Edição Dois Estados

A caravana ganha domo — em metade das paradas — e cruza a fronteira BA-ES pela primeira vez, alcançando o litoral sul da Bahia e a região da fábrica da GWM. Energia solar entra em cena como infraestrutura própria do projeto, alugada de fornecedor de mercado. O educativo passa de oficina pontual para programa com carga horária fixa em cada cidade.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística300.00010,0%
Comissões e cachês de artistas630.00021,0%
Produção (domos, solar, montagem)570.00019,0%
Logística e itinerância480.00016,0%
Educativo e mediação240.0008,0%
Comunicação e documentação270.0009,0%
Gestão390.00013,0%
Auditoria e prestação de contas60.0002,0%
Contingência60.0002,0%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 10 cidades (as 5 da Faixa 1 mais Ilhéus, Porto Seguro, Vitória, Vila Velha, Guarapari), 15 obras comissionadas, público-meta de 110 mil pessoas, 1.200 estudantes em 10 escolas, 55 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção, 3 de produção, 5 de circulação, 2 de prestação de contas — 14 meses.

MarcasCotaO que compra
2R$1.500.000,00Crédito paritário, 5,0% dos produtos/convites cada, presença nas 10 cidades
3R$1.000.000,00Crédito proporcional, 3,33% cada
4R$750.000,00Crédito proporcional, 2,5% cada
6R$500.000,00Crédito proporcional, 1,67% cada
8R$375.000,00Crédito proporcional, 1,25% cada

Cotas: mínimo de marcas para a faixa fechar: 2.

Enquadramento: exposição itinerante/território criativo, teto R$6.000.000,00 — a faixa usa metade do teto, com folga ampla para reforço de rubrica durante a execução.

F3 · R$ 4.500.000,00 Edição Litoral Corrido recomendada

A versão que a ArtNow já desenhou como ponto de equilíbrio: domo em toda parada, curadoria com peso nacional, e a caravana entra em São Paulo pela primeira vez. É a faixa em que o projeto deixa de parecer regional e começa a parecer o que é — o primeiro gesto cultural coletivo do capital chinês automotivo no Brasil, cobrindo três estados.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística405.0009,0%
Comissões e cachês de artistas945.00021,0%
Produção (domos, solar, montagem)900.00020,0%
Logística e itinerância765.00017,0%
Educativo e mediação360.0008,0%
Comunicação e documentação405.0009,0%
Gestão540.00012,0%
Auditoria e prestação de contas90.0002,0%
Contingência90.0002,0%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 16 cidades (as 10 da Faixa 2 mais Aracruz, Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião, Santos, Guarujá), 22 obras comissionadas, público-meta de 220 mil pessoas, 2.400 estudantes em 16 escolas, 5 comissões pagas a artistas estreantes por edital, 80 empregos culturais diretos.

Cronograma: 5 meses de pré-produção, 4 de produção, 8 de circulação, 3 de prestação de contas — 20 meses.

MarcasCotaO que compra
2R$2.250.000,00Crédito paritário, 5,0% dos produtos/convites cada, presença nas 16 cidades
3R$1.500.000,00Crédito proporcional, 3,33% cada
4R$1.125.000,00Crédito proporcional, 2,5% cada
6R$750.000,00Crédito proporcional, 1,67% cada
8R$562.500,00Crédito proporcional, 1,25% cada

Cotas: mínimo de marcas para a faixa fechar: 2.

Enquadramento: exposição itinerante/território criativo, teto R$6.000.000,00 — a faixa ocupa 75% do teto, ainda com espaço de manobra em caso de reajuste de logística no meio da execução.

F4 · R$ 6.000.000,00 Edição Capital

A rota inteira, de ponta a ponta: as 20 cidades do litoral entre Camaçari e o litoral sul de São Paulo, domo em toda parada, plataforma digital transmitindo os mapeamentos ao vivo para quem não pode chegar até a orla. É a versão que sustenta as três editorias de imprensa simultâneas — cultura, tecnologia e clima — porque agora há escala e distância suficientes para virar cobertura nacional, não nota local.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística480.0008,0%
Comissões e cachês de artistas1.320.00022,0%
Produção (domos, solar, montagem, plataforma digital)1.200.00020,0%
Logística e itinerância1.080.00018,0%
Educativo e mediação480.0008,0%
Comunicação e documentação540.0009,0%
Gestão660.00011,0%
Auditoria e prestação de contas120.0002,0%
Contingência120.0002,0%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 20 cidades (as 16 da Faixa 3 mais Ilhabela, Bertioga, Itanhaém, Peruíbe), 28 obras comissionadas, público-meta de 320 mil pessoas, 4.000 estudantes em 20 escolas, 110 empregos culturais diretos.

Cronograma: 6 meses de pré-produção, 5 de produção, 10 de circulação, 3 de prestação de contas — 24 meses.

MarcasCotaO que compra
2R$3.000.000,00Crédito paritário, 5,0% dos produtos/convites cada, presença nas 20 cidades
3R$2.000.000,00Crédito proporcional, 3,33% cada
4R$1.500.000,00Crédito proporcional, 2,5% cada
6R$1.000.000,00Crédito proporcional, 1,67% cada
8R$750.000,00Crédito proporcional, 1,25% cada

Cotas: mínimo de marcas para a faixa fechar: 2.

Enquadramento: exposição itinerante/território criativo, teto R$6.000.000,00 — a faixa bate exatamente no limite máximo dessa categoria. Não sobra um real de margem: qualquer estouro de rota ou câmbio de fornecedor de domo tem que sair da contingência, não de aporte extra dentro do mesmo PRONAC.

F5 · R$ 7.000.000,00 Edição Rede

A rota das 20 cidades sai sem cortes, e o excedente acima do teto vira uma segunda frente financiada por aporte direto das marcas: o programa educativo "Maré Elétrica Educativa", que publica um livro-catálogo das obras e dos dados de maré/vento/sol que as geraram, sustenta uma rede de formação de professores para mais 20 escolas fora da rota (chegando a 40 no total) e fecha com uma mostra de encerramento em São Paulo reunindo uma seleção das 28 obras da caravana. É a faixa que transforma o excedente em prova de impacto educacional documentado, não em desconto de rubrica.

Orçamento por rubrica — via PRONAC (R$6.000.000,00, idêntico à Faixa 4) mais via aporte direto (R$1.000.000,00, financiando a frente educativa "Maré Elétrica Educativa"):

RubricaVia PRONAC (R$ 6.000.000)Via aporte direto (R$ 1.000.000)
Curadoria e direção artística480.000100.000
Comissões e cachês de artistas1.320.000120.000
Produção (domos, solar, montagem, plataforma digital, livro, mostra de encerramento)1.200.000250.000
Logística e itinerância1.080.000100.000
Educativo e mediação (rota + rede estendida de 40 escolas)480.000220.000
Comunicação e documentação540.000100.000
Gestão660.00080.000
Auditoria e prestação de contas120.00020.000
Contingência120.00010.000
Total6.000.0001.000.000

Entregáveis: 20 cidades na exposição itinerante, 32 obras comissionadas (28 da caravana mais 4 selecionadas por edital para o livro), público-meta de 380 mil pessoas na rota mais 150 mil de alcance editorial/digital, 6.500 estudantes atendidos (4.000 na rota, 2.500 na rede educativa estendida), 130 empregos culturais diretos.

Cronograma: 6 meses de pré-produção, 4 de produção, 12 de circulação (rota + mostra de encerramento em SP), rede educativa correndo em paralelo do mês 4 ao mês 18, lançamento do livro no mês 20, 4 meses de prestação de contas — 26 a 28 meses ao todo, dentro do limite de 36 meses de execução.

MarcasCotaO que compra
2R$3.000.000,00 no PRONAC + R$500.000,00 de aporte diretoCrédito paritário, 5,0% dos produtos/convites cada, presença nas 20 cidades mais crédito de coautoria no livro
3R$2.000.000,00 no PRONAC + R$333.333,00 de aporte diretoCrédito proporcional, 3,33% cada
4R$1.500.000,00 no PRONAC + R$250.000,00 de aporte diretoCrédito proporcional, 2,5% cada
6R$1.000.000,00 no PRONAC + R$166.667,00 de aporte diretoCrédito proporcional, 1,67% cada
8R$750.000,00 no PRONAC + R$125.000,00 de aporte diretoCrédito proporcional, 1,25% cada

Cotas: mínimo de marcas para a faixa fechar: 2 — rateadas entre o PRONAC e o aporte direto na mesma proporção.

Enquadramento: R$7.000.000,00 estoura o teto de R$6 milhões da categoria itinerante. Das três soluções previstas na régua Rouanet: (a) enquadrar como bienal/festival não serve — a Maré Elétrica é uma edição única de caravana, não um evento periódico institucionalizado, e forçar esse enquadramento para acessar o teto de R$15 milhões seria descolar a peça jurídica do projeto real; (b) dividir o excedente num segundo PRONAC formal, "Maré Elétrica Educativa", está fora de cogitação — o cliente veda qualquer arquitetura de mais de um PRONAC por projeto, e a duplicação de auditoria e prestação de contas que a divisão exigiria não compensaria o ganho de formalizar o programa educativo como proposta comum separada; (c) R$6.000.000,00 incentivados + R$1.000.000,00 de aporte direto das marcas, extra-incentivo e rateado entre BYD e GWM na mesma proporção de suas cotas no PRONAC, é a solução adotada: o aporte não concentra em nenhuma das duas marcas — cada incentivadora paga sua fração do excedente na mesma razão em que já participa do PRONAC. O R$1 milhão fica de fato não dedutível, mas isso não custa o ativo cultural que a versão anterior buscava: o livro-catálogo, a rede de formação de professores nas 20 escolas fora da rota e a mostra de encerramento em São Paulo continuam de pé, só que financiados sem duplicar a estrutura de PRONAC. O PRONAC único "Maré Elétrica" segue como itinerante no teto de R$6 milhões; o R$1.000.000,00 de aporte direto cobre a frente "Maré Elétrica Educativa" em paralelo, fora do incentivo e não dedutível.

F6 · R$ 10.000.000,00 Bienal Maré Elétrica: Edição Um

Para sustentar honestamente a categoria bienal/festival, a Maré Elétrica muda de desenho, não só de nome. Os 20 domos da rota original ganham 2 novos núcleos no litoral fluminense — Arraial do Cabo e Búzios, território de referência nacional em dados de maré e vento, reforçando o próprio eixo curatorial do projeto — e a itinerância sequencial vira ativação simultânea: os 22 domos abrem ao mesmo tempo numa janela de 30 a 45 dias, em vez da caravana subindo o litoral cidade após cidade. Um consórcio de quatro universidades públicas costeiras (UFBA, UFES, UNIFESP-Baixada Santista e UFF) assina convênio de correalização, formalizando esta como a "Edição Um" nomeada da Bienal Maré Elétrica, com compromisso já firmado de Edição Dois em dois anos. 35% da curadoria de satélites passa a vir de edital público aberto a artistas emergentes das 22 cidades-praça, ao lado do núcleo curado de arte digital brasileira que já é a assinatura do projeto. A rede educativa "Maré Elétrica Educativa" da Faixa 5 segue rodando entre edições, agora como o intervalo de um calendário bienal de verdade.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística800.0008,0%
Comissões e cachês de artistas2.200.00022,0%
Produção (domos, solar, montagem, plataforma digital, 2 novos núcleos)2.000.00020,0%
Logística e itinerância1.800.00018,0%
Educativo e mediação800.0008,0%
Comunicação e documentação900.0009,0%
Gestão1.100.00011,0%
Auditoria e prestação de contas200.0002,0%
Contingência200.0002,0%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 22 domos ativados simultaneamente numa janela de 30-45 dias, em 4 estados (BA, ES, SP, RJ), 40 obras comissionadas (26 curadas + 14 via edital público regional, 35%), público-meta de 540 mil pessoas na ativação simultânea mais 215 mil de alcance editorial/digital, 9.300 estudantes atendidos em 57 escolas, cerca de 185 empregos culturais diretos.

Cronograma: 7 meses de pré-produção (coordenação simultânea entre 22 praças exige mais alinhamento que a itinerância sequencial), 6 de produção e montagem (domos existentes mais 2 novos núcleos no Rio de Janeiro), janela de ativação simultânea de 6 semanas, 4 de prestação de contas — 19 meses de ponta a ponta.

MarcasCotaO que compra
3R$3.333.000,00Crédito de fundadora, presença nos 22 domos ativados simultaneamente, nome no convênio com o consórcio de universidades públicas costeiras
4R$2.500.000,00Mesmo pacote, com uma quarta fundadora — recomendado para diluir ainda mais a leitura de "duas marcas chinesas" mapeada no Risco 2
6R$1.666.700,00Pacote coletivo, destaque no domo de origem de cada marca
8R$1.250.000,00Pacote coletivo mínimo, piso prático da faixa

Cotas: mínimo de marcas para a faixa fechar: 2 — BYD e GWM cobrem a base, como em todas as faixas anteriores —, mas nesta escala o dossiê recomenda 3 ou mais para diluir a tensão de protagonismo entre concorrentes diretos já mapeada no Risco 2; por isso a tabela acima segue o piso de 3 marcas do padrão bienal do banco. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: categoria bienal/festival (teto R$15.000.000,00, IN 29/2026 — confirmar no DOU), PRONAC único — a regra de 1 PRONAC das faixas anteriores continua absoluta. Isso exige honestidade: na Faixa 5 deste mesmo dossiê, o banco descartou explicitamente o enquadramento bienal porque "a Maré Elétrica é uma edição única de caravana, não um evento periódico institucionalizado". Para a F6/F7 sustentarem esse enquadramento sem risco de glosa por reenquadramento indevido, o projeto precisa mudar de verdade, não só de etiqueta: ativação simultânea no lugar da itinerância sequencial cidade após cidade, 35% da curadoria de satélites saindo de edital público regional, e um consórcio de universidades públicas costeiras assumindo correalização formal com compromisso de próxima edição. É uma reformulação real do formato, e carrega risco: um parecerista mais rigoroso pode entender que a periodicidade ainda é recente demais — esta seria a primeira edição nomeada — para caracterizar bienal consolidada. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet antes de qualquer protocolo, testando especificamente essa tese de enquadramento; se o parecer vier desfavorável, o fallback comercial é vender a F4 ou a F5, ambas já validadas neste dossiê, sem a exposição de um reenquadramento de categoria.

F7 · R$ 15.000.000,00 Bienal Maré Elétrica: Edição Consolidada

A Edição Um provada, a Edição Consolidada projeta o mesmo desenho para escala nacional: aos 22 domos soma-se uma vitrine nacional em São Paulo capital, num equipamento cultural público de grande visibilidade, levando a Maré Elétrica para fora do litoral pela primeira vez. A curadoria por edital sobe para metade dos satélites, com júri misto — curador-geral, representantes do consórcio universitário e um convidado externo. O correalizador ganha um segundo parceiro institucional, a Rede Brasileira de Museus e Centros de Ciência, reforçando a leitura editorial de tecnologia e clima que já sustenta a cobertura de imprensa do projeto desde a Faixa 3.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística1.200.0008,0%
Comissões e cachês de artistas3.300.00022,0%
Produção (domos, solar, montagem, plataforma digital, vitrine nacional)3.000.00020,0%
Logística e itinerância2.700.00018,0%
Educativo e mediação1.200.0008,0%
Comunicação e documentação1.350.0009,0%
Gestão1.650.00011,0%
Auditoria e prestação de contas300.0002,0%
Contingência300.0002,0%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 23 praças (22 domos mais a vitrine nacional em São Paulo capital), 55 obras comissionadas (28 curadas + 27 via edital público, cerca de 50%), público-meta de 815 mil pessoas na ativação simultânea mais 320 mil de alcance editorial/digital, 13.900 estudantes atendidos em 86 escolas, cerca de 280 empregos culturais diretos.

Cronograma: 8 meses de pré-produção, 7 de produção e montagem (22 domos mais vitrine nacional), janela de ativação simultânea de 8 semanas, 5 de prestação de contas — 22 meses de ponta a ponta.

MarcasCotaO que compra
3R$5.000.000,00Crédito de fundadora máxima, presença nas 23 praças, nome nos dois convênios institucionais
4R$3.750.000,00Mesmo pacote, com uma quarta fundadora — configuração recomendada para esta faixa
6R$2.500.000,00Pacote coletivo, destaque no domo de origem de cada marca mais crédito na vitrine nacional
8R$1.875.000,00Pacote coletivo mínimo, piso prático da faixa

Cotas: mínimo de marcas para a faixa fechar: 3 — abaixo disso a cota concentra risco demais numa faixa deste porte. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$15.000.000,00 batido em cheio, sem folga. A escala maior (23 praças incluindo a vitrine nacional, metade da curadoria por edital, segundo correalizador institucional) reforça a legitimidade do enquadramento, mas também aumenta a exposição: é a faixa de maior valor do banco inteiro rodando numa categoria que este mesmo dossiê tratou como inadequada até a Faixa 5. Mitigação: o mesmo parecer prévio de consultoria exigido na F6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo; sem parecer favorável, não protocolar. Fallback comercial, em ordem de preferência: F6, depois F5, depois F4 — todas já com enquadramento validado neste dossiê.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas atendidasJovens formadosGratuidadeAcervo doado
F1 — R$1,5 mi5~400Total (100% dos ingressos, acima do mínimo de 10%+20%)Obras licenciadas em aberto para as prefeituras das 5 cidades (digital)
F2 — R$3 mi10~1.200Total3 obras físicas doadas a equipamentos culturais estaduais do ES e da BA
F3 — R$4,5 mi16~2.400Total, mais 5 comissões pagas a estreantes por edital8 obras licenciadas para CCBBs e centros culturais estaduais
F4 — R$6 mi20~4.000Total28 obras em licença aberta para CCBBs/centros culturais, mais réplica física em 3 museus regionais (Camaçari, Aracruz, litoral paulista)
F5 — R$7 mi40 (20 na rota + 20 na rede estendida)~6.500Total na rota, mais livro-catálogo e plataforma digital de acesso gratuito32 obras licenciadas, mais livro-catálogo distribuído gratuitamente a 500 bibliotecas públicas e escolas, mais plataforma digital permanente
F6 — R$10 mi57~9.300Total, mais 35% da curadoria de satélites por edital público regional40 obras licenciadas (26 curadas + 14 via edital) para CCBBs/centros culturais, mais acervo do consórcio universitário em licença aberta
F7 — R$15 mi86~13.900Total, mais 50% da curadoria de satélites por edital (júri misto)55 obras licenciadas, mais acervo completo das duas frentes em licença aberta, distribuído a bibliotecas e escolas das 23 praças

Assinado por Todos: A pele interna de cada domo exibe os nomes de todos os funcionários da BYD (Camaçari) e da GWM (Iracemápolis/Aracruz) como um mapa de constelações do litoral — a cúpula acesa à noite vira o céu que orienta as duas fabricantes concorrentes. Totem e web “Encontre sua Estrela” localizam cada nome, e cada sessão gratuita sai registrada como “esta sessão foi aberta por [nome], [marca]”. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Vedação de demonstração funcional de tecnologia proprietária. A versão original do projeto usava V2L dos próprios carros para alimentar os domos — exatamente o tipo de vantagem funcional à incentivadora que a lei veda, e por isso já foi cortada do desenho. O risco residual é de execução: um fornecedor de montagem, por economia, decidir "emprestar" um veículo de demonstração da concessionária local no dia da montagem. Mitigação: contrato de locação de infraestrutura solar e banco de baterias com fornecedor terceiro sem vínculo com BYD ou GWM, cláusula contratual proibindo qualquer veículo das marcas na operação dos domos, e checklist de compliance auditado a cada parada da rota.

2. Tensão de protagonismo entre concorrentes diretos. BYD e GWM disputam o mesmo mercado de elétricos populares no Brasil — dividir palco cultural com quem se enfrenta todo mês em tabela de preço é friccionado por natureza, e uma disputa por ordem de crédito, tamanho de logo ou cidade de abertura pode travar a assinatura do PRONAC ou explodir depois, na execução. Mitigação: rateio contratual 50/50 travado desde a proposta inicial, sorteio público e documentado da ordem de créditos por cidade, e cláusula de paridade que impede qualquer marca de negociar posição preferencial fora do que está no contrato de patrocínio.

3. Leitura político-reputacional do "gesto do capital chinês". Num momento de sensibilidade pública sobre concorrência chinesa na indústria automotiva brasileira, um projeto peritório apresentado como iniciativa de duas marcas chinesas pode ser lido, por parte da imprensa ou de concorrentes, como operação de charme político em vez de investimento cultural genuíno. Mitigação: curadoria e elenco de artistas 100% brasileiros, porta-vozes do projeto na imprensa sendo o curador e os artistas — não executivos das marcas —, e enquadramento de comunicação centrado no litoral e nos artistas, com o crédito de patrocínio no formato padrão "Apresenta", sem controle criativo das incentivadoras.

Recomendação: A Faixa 3, R$4.500.000,00, é a que se venderia primeiro. Ela entrega o "wow" completo — três estados, 16 cidades, a caravana deixando de parecer coisa de uma fábrica só — sem esbarrar no teto da categoria, o que dá folga para absorver imprevisto de logística sem precisar de aditivo. É também o número que a própria ArtNow já validou como ponto de equilíbrio na análise original do projeto, o que reduz o risco de reabrir a conta com o CMO no meio do caminho. A Faixa 4 é mais bonita no relatório final, mas bate exatamente no teto de R$6 milhões e não deixa margem nenhuma; a Faixa 5 resolve isso com PRONAC único mais aporte direto rateado entre as marcas, só que exige da equipe jurídica e de compliance um nível de sofisticação que faz mais sentido depois que a Faixa 3 já provou a mecânica em campo. Cota de R$2.250.000,00 por marca, com duas incentivadoras, é um número que qualquer CMO de montadora com escala de bilhões aprova sem precisar de comitê extraordinário.

MULTI-05 · BYD + GWM + Renault (+1 tradicional)

NASCENTE: Arte nos Polos que Estão Nascendo

Três residências artísticas simultâneas nascem junto com os polos industriais mais novos do país — Camaçari (BYD), Iracemápolis/Aracruz (GWM) e São José dos Pinhais (Renault, agora sob a sociedade com a Geely) — documentando o instante em que uma fábrica nasce: a terraplanagem que vira linha de montagem, o primeiro turno de operários que uma cidade de 22 mil habitantes jamais teve, o aço da primeira corrida ainda quente de significado. O eixo curatorial é uma pergunta, não uma marca: "o que nasce quando uma fábrica nasce?". As obras usam sucata de estamparia, material cedido fora da linha viva e dados de sensores transformados em arte generativa, e a mostra final circula por Salvador, Curitiba, Vitória e São Paulo antes de uma seleção seguir, fora do incentivo, para Shenzhen ou Xangai como contrafluxo do Ano Cultural Brasil-China. O job do CMO é resolver, com uma assinatura só, o problema que as três marcas compartilham: provar brasilidade num território onde nenhuma tem tempo de sobra — entrar em consórcio dilui o custo político de ser a primeira e evita a leitura de patrocínio isolado de fábrica. O wow é a inversão: pela primeira vez é o Brasil quem embarca para a China, com arte feita a partir dos dados das linhas de montagem mais novas do país — não o contrário, como em todo protocolo cultural sino-brasileiro até aqui. Enquadramento legal base: Art. 18 da Lei 8.313/91, dedução de 100%, categoria exposição itinerante (teto R$6 milhões conforme IN 29/2026), PRONAC único com múltiplas incentivadoras, cada uma dentro do próprio limite de 4% do IR devido.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 miCota mínima R$ 1,5 milhão
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Um único polo entra em campo: a residência piloto acontece em Camaçari, com a BYD como incentivadora-âncora e uma vaga aberta para uma segunda marca se quiser testar o modelo a dois. Um artista residente e dois satélites regionais produzem a obra a partir do primeiro turno da fábrica. A mostra estreia em Camaçari e faz uma única itinerância curta até Salvador — sem Curitiba, sem Vitória, sem etapa internacional. É a prova de conceito que valida o método de acesso à fábrica, o protocolo de segurança e a curadoria de dados de sensores antes de qualquer escala maior.

RubricaR$ mil%
Curadoria e direção artística1208,0%
Comissões e cachês de artistas35023,3%
Produção, cenotécnica e montagem28018,7%
Logística e itinerância20013,3%
Educativo e mediação18012,0%
Comunicação e documentação1208,0%
Gestão18012,0%
Auditoria e prestação de contas453,0%
Contingência251,7%
Total1.500100%

Entregáveis: 2 cidades (Camaçari, Salvador), 3 obras comissionadas, público-meta de 15 mil pessoas, 2 mil estudantes atendidos em oficinas, cerca de 25 empregos culturais diretos.

Cronograma: 12 meses — pré-produção 2 meses, residência e produção 4 meses, circulação 4 meses, prestação de contas 2 meses.

Cotas: com 2 marcas, R$ 750 mil cada, com crédito Apresenta em Camaçari e Salvador e rateio dos 10% de convites/catálogo. Com 3 marcas, R$ 500 mil cada, idem, com presença institucional nas duas praças. Com 4 marcas, R$ 375 mil cada — a cota mínima ainda com crédito nominal individualizado. De 6 a 8 marcas, R$ 188 a 250 mil cada, com crédito coletivo, sem posição de destaque individual, o que dilui demais a governança para uma faixa deste porte. Mínimo prático para fechar: 1 marca (mono) ou 2, já que o piloto foi desenhado em torno de um único polo — acima de 4 marcas nesta faixa, o custo de coordenação supera o benefício de crédito.

Enquadramento: cabe integralmente na categoria de proposta comum PJ (teto R$1,5 milhão da IN 29/2026), sem precisar da classificação itinerante — o que simplifica a análise técnica e acelera a aprovação em 2026.

F2 · R$ 3 mi Edição Broto

Dois polos entram simultaneamente: BYD (Camaçari) e GWM (Iracemápolis/Aracruz). Dois artistas residentes e quatro satélites produzem a obra em paralelo nos dois territórios. A mostra ganha uma itinerância real de três a quatro cidades — Salvador, Vitória e São Paulo — mantendo Curitiba e a Renault de fora até a faixa seguinte. O programa educativo "Primeira Geração" estreia em escala piloto nos dois municípios.

RubricaR$ mil%
Curadoria e direção artística2107,0%
Comissões e cachês de artistas75025,0%
Produção, cenotécnica e montagem54018,0%
Logística e itinerância48016,0%
Educativo e mediação33011,0%
Comunicação e documentação2107,0%
Gestão33011,0%
Auditoria e prestação de contas903,0%
Contingência602,0%
Total3.000100%

Entregáveis: 2 polos + 3 a 4 cidades de itinerância, 6 obras comissionadas, público-meta de 35 mil pessoas, 6 mil estudantes atendidos, 100 jovens formados no "Primeira Geração" piloto, cerca de 55 empregos culturais diretos.

Cronograma: 16 meses — pré-produção 3 meses, residências e produção 5 meses, circulação 6 meses, prestação de contas 2 meses.

Cotas: com 2 marcas, R$ 1,5 milhão cada, com crédito Apresenta nos dois polos e nas três praças de itinerância. Com 3 marcas, R$ 1 milhão cada, idem, com uma cota reservada à marca convidada não residente. Com 4 marcas, R$ 750 mil cada, com crédito nominal individualizado em toda a peça de comunicação. De 6 a 8 marcas, R$ 375 a 500 mil cada, com crédito coletivo em posição secundária. Mínimo prático: 2 marcas, uma por polo — é o piso que sustenta a narrativa de "dois territórios nascendo juntos".

Enquadramento: já ultrapassa o teto de proposta comum (R$1,5 milhão); precisa entrar na categoria itinerante (teto R$6 milhões) mesmo em escala reduzida. A justificativa técnica no projeto deve amarrar a itinerância mínima de três praças como núcleo do conceito, não como anexo — condição para o parecerista aceitar o enquadramento.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Raiz

Os três polos do conceito original entram completos: BYD, GWM e Renault, cada um com residência própria. Três artistas residentes e seis satélites regionais produzem o corpo principal da obra. A itinerância cobre três das quatro praças do desenho pleno — Salvador, Curitiba e São Paulo, com Vitória fora nesta faixa. É aqui que Camaçari e Iracemápolis recebem seus primeiros acervos públicos municipais, como prometido no conceito original, ainda sem a etapa internacional.

RubricaR$ mil%
Curadoria e direção artística3207,1%
Comissões e cachês de artistas1.10024,4%
Produção, cenotécnica e montagem82018,2%
Logística e itinerância70015,6%
Educativo e mediação52011,6%
Comunicação e documentação3207,1%
Gestão54012,0%
Auditoria e prestação de contas1302,9%
Contingência501,1%
Total4.500100%

Entregáveis: 3 polos + 3 cidades de itinerância, 9 obras comissionadas, público-meta de 55 mil pessoas, 10 mil estudantes atendidos, 200 jovens formados no "Primeira Geração", 3 acervos públicos municipais inaugurais (Camaçari, Iracemápolis, e um terceiro conforme a itinerância), cerca de 90 empregos culturais diretos.

Cronograma: 20 meses — pré-produção 3 meses, residências e produção 6 meses, circulação 8 meses, prestação de contas 3 meses.

Cotas: com 2 marcas, R$ 2,25 milhões cada, com uma marca cobrindo dois territórios. Com 3 marcas, R$ 1,5 milhão cada — uma cota por polo, a configuração mais coerente com o conceito. Com 4 marcas, R$ 1,125 milhão cada: as três residentes mais convite formal a uma quarta, ainda sem residência própria. De 6 a 8 marcas, R$ 562 a 750 mil cada, o que fragmenta a narrativa de "um polo, uma marca" — só recomendável se as marcas adicionais entrarem como apoiadoras do programa educativo, não da residência. Mínimo prático: 3 marcas, uma por polo — é o número que a própria arquitetura da ideia pede.

Enquadramento: itinerante, dentro do teto de R$6 milhões, com folga confortável. Segue sendo a faixa mais fácil de defender tecnicamente porque orçamento e itinerância crescem juntos, sem forçar nenhuma categoria.

F4 · R$ 6 mi Edição Copa recomendada

O conceito pleno como descrito no banco original: três residências simultâneas (BYD, GWM, Renault) mais o convite formal a uma tradicional para o PRONAC não virar "clube das chinesas" — a quarta marca entra com uma comissão-satélite honorária própria, ainda que sem residência industrial associada. Itinerância completa pelas quatro praças: Salvador, Curitiba, Vitória e São Paulo. O programa "Primeira Geração" atinge sua escala plena de 300 jovens. A etapa internacional em Shenzhen ou Xangai já é mencionada no conceito, mas nesta faixa permanece fora do PRONAC — é a ponte natural para a Faixa 5.

RubricaR$ mil%
Curadoria e direção artística4207,0%
Comissões e cachês de artistas1.50025,0%
Produção, cenotécnica e montagem1.08018,0%
Logística e itinerância96016,0%
Educativo e mediação66011,0%
Comunicação e documentação4207,0%
Gestão66011,0%
Auditoria e prestação de contas1803,0%
Contingência1202,0%
Total6.000100%

Entregáveis: 3 polos + 4 cidades de itinerância, 12 a 13 obras comissionadas (3 residências, 9 satélites regionais, 1 comissão honorária da quarta marca), público-meta de 80 mil pessoas, 300 jovens formados no "Primeira Geração", 3 acervos públicos inaugurais nos polos mais 4 doações às cidades de itinerância, cerca de 130 empregos culturais diretos.

Cronograma: 24 meses, como no conceito original — pré-produção 4 meses, residências e produção 6 meses, circulação 10 meses, prestação de contas 4 meses.

Cotas: com 2 marcas, R$ 3 milhões cada — inviável na prática, porque nenhuma dupla cobre os três polos sem sobrecarga desproporcional. Com 3 marcas, R$ 2 milhões cada: as três residentes, sem a tradicional convidada, o que perde o argumento anti-"clube das chinesas". Com 4 marcas, R$ 1,5 milhão cada: a configuração recomendada — 3 residentes + 1 tradicional, crédito nominal em toda peça, rateio proporcional dos 10% de convites/produtos, presença nas 4 praças. De 6 a 8 marcas, R$ 750 mil a 1 milhão cada, expandindo para apoiadoras regionais sem residência, útil na segunda edição do programa. Mínimo prático para fechar com a proposta original: 4 marcas.

Enquadramento: itinerante, no teto máximo de R$6 milhões da categoria — não há margem de contingência adicional sem estourar o limite, então qualquer imprevisto de escopo deve ser absorvido pela rubrica de contingência (2%) ou empurrado para negociação de aporte extra-incentivo.

F5 · R$ 7 mi Edição Floresta

O mesmo desenho pleno da Edição Copa, com um acréscimo: a etapa internacional em Shenzhen/Xangai passa a fazer parte formal do programa, com seleção de 4 a 5 obras viajando como contrafluxo do Ano Cultural Brasil-China, acompanhadas de curadoria, artistas e um recorte do "Primeira Geração" em intercâmbio formativo.

RubricaR$ mil% do total
Bloco incentivado (Rouanet, R$6 milhões)
Curadoria e direção artística4206,0%
Comissões e cachês de artistas1.50021,4%
Produção, cenotécnica e montagem1.08015,4%
Logística e itinerância nacional96013,7%
Educativo e mediação6609,4%
Comunicação e documentação4206,0%
Gestão6609,4%
Auditoria e prestação de contas1802,6%
Contingência1201,7%
Subtotal incentivado6.00085,7%
Bloco extra-incentivo (aporte direto das marcas, R$1 milhão)
Produção, embalagem e transporte internacional das obras3505,0%
Passagens, hospedagem e cachês de viagem3004,3%
Contrapartida institucional em Shenzhen/Xangai (montagem local, tradução, relações)2002,9%
Comunicação e imprensa internacional1001,4%
Gestão do braço internacional500,7%
Subtotal extra-incentivo1.00014,3%
Total geral7.000100%

Entregáveis: tudo da Edição Copa, mais a etapa internacional: 4 a 5 obras em circuito na China, 10 jovens do "Primeira Geração" em intercâmbio formativo, cobertura de imprensa cultural, tecnológica e diplomática nos dois países, cerca de 150 empregos culturais diretos somando os dois braços.

Cronograma: 30 meses — pré-produção 4 meses, residências e produção 6 meses, circulação nacional 10 meses, etapa internacional 4 meses (sobreposta ao fim da circulação nacional), prestação de contas 6 meses (as duas frentes fecham juntas, com contabilidade segregada).

Cotas: com 2 marcas, R$ 3,5 milhões cada — inviável, pois concentra o risco político da etapa internacional em duas marcas apenas. Com 3 marcas, R$ 2,33 milhões cada: as três residentes, sem a tradicional, a mesma fragilidade da Faixa 4. Com 4 marcas, R$ 1,75 milhão cada — configuração recomendada: R$1,5 milhão via Rouanet (igual à Faixa 4) mais R$250 mil de aporte direto para a etapa internacional. De 6 a 8 marcas, R$ 875 mil a 1,17 milhão cada, abrindo espaço para uma quinta ou sexta marca entrar só no braço internacional, sem residência associada. Mínimo prático: 4 marcas — as três chinesas mais a tradicional, para que nenhuma sozinha carregue o peso político de "levar a China para a China".

Enquadramento: R$7 milhões estoura o teto de R$6 milhões da categoria itinerante. A solução não é uma escolha entre alternativas equivalentes — é quase uma obrigação técnica: recurso captado via Lei Rouanet só pode financiar atividade cultural executada em território nacional, e a etapa em Shenzhen/Xangai, por definição, nunca poderia ser paga com o recurso incentivado, faixa alguma. Isso descarta de saída a opção (a) — não há como enquadrar o projeto como bienal ou festival (teto R$15 milhões) porque a estrutura não é essa, é uma exposição itinerante com um apêndice internacional. A opção de tratar o excedente como um projeto formal à parte, com PRONAC próprio, criaria duplicação desnecessária de auditoria e prestação de contas para financiar uma fração pequena e inelegível do escopo — e o cliente veda, de toda forma, qualquer estrutura de mais de um PRONAC por projeto. A opção (c) é a única tecnicamente correta e a escolhida: R$6 milhões incentivados cobrindo integralmente o programa nacional, e R$1 milhão de aporte direto das marcas — marketing próprio, sem dedução fiscal — cobrindo exclusivamente a etapa internacional. Essa segregação contábil já estava embrionária no conceito original do banco ("~R$1 mi extra-incentivo para a etapa China"): a Faixa 5 apenas formaliza e orça o que a ideia sempre pedia.

F6 · R$ 10 mi Bienal Nascente: Edição Um

Para sustentar honestamente a categoria bienal/festival, o Nascente muda de desenho, não só de nome, em duas frentes. A primeira: um quarto polo pleno entra em campo — São Bernardo do Campo (SP), berço histórico da indústria automotiva brasileira, onde a marca tradicional convidada desde a Faixa 4 troca a comissão-satélite honorária por uma residência própria, reforçando ainda mais o argumento contra a leitura de "clube das chinesas" (Risco 1). A segunda: a itinerância deixa de ser sequencial entre quatro praças e vira ativação simultânea numa janela de 30 a 45 dias, somando duas novas praças via edital público — Recife e Manaus — às quatro originais. Um consórcio de quatro universidades federais e estaduais dos estados-polo (UFBA, UFES, UFPR e USP) assina convênio de correalização, formalizando esta como a "Edição Um" nomeada da Bienal Nascente, com compromisso já firmado de Edição Dois em dois anos. 36% da curadoria de satélites passa a vir de edital público nacional, ao lado das quatro residências-âncora que seguem 100% curadas. A etapa internacional em Shenzhen/Xangai, se ainda fizer parte do pacote comercial, segue como aporte extra-incentivo separado das marcas, fora do PRONAC bienal — o PRONAC de R$10 milhões cobre integralmente o programa nacional ampliado.

RubricaR$ mil%
Curadoria e direção artística7007,0%
Comissões e cachês de artistas2.50025,0%
Produção, cenotécnica e montagem (4 polos)1.80018,0%
Logística e itinerância1.60016,0%
Educativo e mediação1.10011,0%
Comunicação e documentação7007,0%
Gestão1.10011,0%
Auditoria e prestação de contas3003,0%
Contingência2002,0%
Total10.000100%

Entregáveis: 4 polos (Camaçari/BYD, Iracemápolis-Aracruz/GWM, São José dos Pinhais/Renault, São Bernardo do Campo/marca tradicional) + 6 praças de ativação simultânea (Salvador, Curitiba, Vitória, São Paulo, Recife, Manaus), 22 obras comissionadas (4 residências-âncora + 10 satélites regionais + 8 via edital público, 36%), público-meta de 115 mil pessoas, 430 jovens formados no "Primeira Geração" em escala nacional, 4 acervos públicos inaugurais (um por polo) mais 2 doações às praças novas via edital, cerca de 185 empregos culturais diretos.

Cronograma: 19 meses — pré-produção 7 meses (coordenação simultânea entre 6 praças exige mais alinhamento que a itinerância sequencial), residências e produção 6 meses (4 polos), janela de ativação simultânea de 6 semanas, prestação de contas 4 meses.

Cotas: com 3 marcas, R$ 3.333.000 cada, crédito de fundadora, presença nas 6 praças simultâneas, nome no convênio com o consórcio de quatro universidades (UFBA, UFES, UFPR, USP). Com 4 marcas, R$ 2.500.000 cada — configuração recomendada, um polo, uma marca, mantendo a lógica já estabelecida desde a Faixa 3. Com 6 marcas, R$ 1.666.700 cada, pacote coletivo com destaque no polo/praça de origem de cada marca. Com 8 marcas, R$ 1.250.000 cada, pacote coletivo mínimo, piso prático da faixa. Mínimo prático para fechar: 4 marcas — mantém a lógica de "um polo, uma marca" agora com os quatro polos plenos. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: categoria bienal/festival (teto R$15 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU), PRONAC único — a regra de 1 PRONAC continua absoluta. Isso exige duas honestidades. A primeira: a itinerância do Nascente nas Faixas 1 a 4 é sequencial entre as quatro praças, não um evento simultâneo multi-venue — para a F6/F7 sustentarem bienal sem risco de glosa por reenquadramento indevido, o projeto muda de verdade: ativação simultânea, edital público abrindo parte da curadoria de satélites, correalizador institucional formal com compromisso de próxima edição, e um quarto polo pleno substituindo a comissão-satélite honorária da marca tradicional. É uma reformulação real, com o mesmo risco já mapeado em outras ideias do banco: um parecerista mais rigoroso pode considerar a periodicidade recente demais, já que esta seria a primeira edição nomeada. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet antes de protocolar, testando a tese de enquadramento; se desfavorável, o fallback comercial é vender a F4, já validada neste dossiê. A segunda honestidade é específica do Nascente: a etapa internacional em Shenzhen/Xangai, presente desde a Faixa 5 como aporte extra-incentivo, não pode entrar no bloco incentivado só porque a categoria mudou de itinerante para bienal — recurso Rouanet, em qualquer categoria, só financia atividade cultural em território nacional. O PRONAC bienal de R$10 milhões cobre integralmente o programa nacional ampliado; se a etapa internacional ainda fizer parte do pacote comercial, ela continua como aporte direto das marcas, extra-incentivo e fora do PRONAC — o mesmo desenho já validado na Faixa 5, apenas redimensionado à escala desta faixa caso o cliente queira mantê-la.

F7 · R$ 15 mi Bienal Nascente: Edição Consolidada

A Edição Um provada, a Edição Consolidada soma uma vitrine nacional em Brasília, em equipamento cultural público federal, reforçando o caráter de política pública industrial do projeto. A curadoria por edital sobe para metade dos satélites, com júri misto — curador-geral, representantes do consórcio universitário e um convidado externo. O correalizador ganha um segundo parceiro institucional, a Rede Brasileira de Museus e Centros de Ciência, e a trilha formativa "Primeira Geração" vira trilha certificada com diploma reconhecido para os jovens das edições anteriores.

RubricaR$ mil%
Curadoria e direção artística1.0507,0%
Comissões e cachês de artistas3.75025,0%
Produção, cenotécnica e montagem (4 polos + vitrine nacional)2.70018,0%
Logística e itinerância2.40016,0%
Educativo e mediação1.65011,0%
Comunicação e documentação1.0507,0%
Gestão1.65011,0%
Auditoria e prestação de contas4503,0%
Contingência3002,0%
Total15.000100%

Entregáveis: 4 polos + 7 praças de ativação simultânea (as 6 da Faixa 6 mais Brasília, vitrine nacional), 32 obras comissionadas (4 residências-âncora + 12 satélites regionais + 16 via edital público, 50%), público-meta de 170 mil pessoas, 640 jovens formados na trilha certificada do "Primeira Geração", 4 acervos inaugurais mais 3 doações às praças novas (Recife, Manaus, Brasília), cerca de 280 empregos culturais diretos.

Cronograma: 21 meses — pré-produção 8 meses, residências e produção 6 meses (4 polos), janela de ativação simultânea de 8 semanas, prestação de contas 5 meses.

Cotas: com 3 marcas, R$ 5.000.000 cada — crédito de fundadora máxima, concentra risco demais numa faixa deste porte, viável só com forte apetite fiscal das três. Com 4 marcas, R$ 3.750.000 cada — configuração recomendada, um polo, uma marca, presença nas 7 praças mais a vitrine nacional em Brasília. Com 6 marcas, R$ 2.500.000 cada, pacote coletivo com destaque no polo de origem mais crédito na vitrine nacional. Com 8 marcas, R$ 1.875.000 cada, pacote coletivo mínimo, piso prático da faixa. Mínimo prático para fechar: 4 marcas. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$15 milhões batido em cheio, sem folga. A escala maior (7 praças incluindo a vitrine nacional em Brasília, metade da curadoria por edital, segundo correalizador institucional) reforça a legitimidade do enquadramento, mas também aumenta a exposição: é a faixa de maior valor do banco rodando numa categoria que este mesmo dossiê tratou como inadequada até a Faixa 5. A etapa internacional segue com a mesma segregação da Faixa 6: fora do PRONAC, aporte direto opcional das marcas, redimensionável à escala desta faixa. Mitigação: o mesmo parecer prévio de consultoria exigido na F6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo; sem parecer favorável, não protocolar. Fallback comercial, em ordem de preferência: F6, depois F4 — ambas já com enquadramento validado neste dossiê.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas/municípios atendidosJovens formados (Primeira Geração)GratuidadeAcervo doado
F1 — R$1,5 mi1 (Camaçari)40Gratuidade total na praça piloto1 obra site-specific doada ao município
F2 — R$3 mi3 a 4 (2 polos)100Gratuidade total + 10%/20% nas itinerâncias2 acervos municipais inaugurais
F3 — R$4,5 mi6 a 8 (3 polos)200Gratuidade total3 acervos municipais inaugurais (primeiros de Camaçari e Iracemápolis)
F4 — R$6 mi10 a 12 (3 polos + 4 cidades de itinerância)300Gratuidade total3 acervos inaugurais nos polos + doações às 4 cidades de itinerância
F5 — R$7 miMesmo de F4 + intercâmbio internacional300 + 10 em intercâmbio ShenzhenGratuidade totalMesmo de F4 + documentação do braço internacional em licença aberta para uso educativo
F6 — R$10 mi6 (4 polos + 2 praças via edital: Recife, Manaus)430 (nacional; etapa internacional, se mantida, segue à parte, fora do PRONAC)Gratuidade total4 acervos inaugurais nos polos mais doações às praças novas via edital
F7 — R$15 mi7 (6 da F6 mais Brasília)640, trilha certificada (nacional; etapa internacional, se mantida, segue à parte)Gratuidade totalMesmo de F6 mais acervo do edital nacional em licença aberta e documentação da vitrine em Brasília

Acessibilidade plena (audiodescrição, Libras, material tátil) está embutida na rubrica de produção em todas as faixas, crescendo em proporção ao número de praças.

Assinado por Todos: Cada residência incorpora uma pedra fundamental fundida a partir da sucata de estamparia das próprias fábricas, com o nome de cada funcionário estampado no metal — o nascimento da fábrica e da exposição registrados no mesmo gesto. Totem e web “Encontre seu Nome” localizam cada funcionário na pedra fundamental digital, e cada visita sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”, dividida entre BYD, GWM e Renault. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações: (1) Leitura política de "clube das chinesas" — duas das três marcas residentes são fabricantes chinesas, num momento de disputa de mercado com as tradicionais, e a imprensa e concorrentes podem ler o projeto como propaganda coletiva de origem, não como projeto cultural. Mitigação: o convite formal a uma tradicional deixa de ser gesto decorativo e passa a condição estrutural do PRONAC a partir da Faixa 3; a curadoria trata cada polo pelo território e pelo trabalho, nunca por modelo ou fabricante, e os textos técnicos submetidos ao MinC reforçam essa neutralidade linha a linha. (2) Acesso a área industrial em operação recém-inaugurada — polos novos como Camaçari e Iracemápolis têm processos de fabricação ainda sensíveis, com curva de aprendizado em andamento, e a exposição de dados de sensores ou o acesso de artistas à linha viva pode esbarrar em compliance industrial e em receio de vazamento de know-how. Mitigação: protocolo idêntico ao validado em outras ideias do banco — visitas técnicas curtas e supervisionadas (2 a 3 semanas, em paradas programadas), fabricação em ateliê externo com material cedido fora da linha viva, dados de sensores anonimizados e aprovados por compliance de cada fábrica antes de qualquer uso na obra, aval do time de segurança industrial obtido antes do pitch ao CMO. (3) Etapa internacional como passivo de compliance — levar obra e recurso para Shenzhen/Xangai, ainda que fora do incentivo, cria exposição a normas anticorrupção e a leitura de que o projeto serve à agenda diplomática da matriz chinesa, não à cultura brasileira. Mitigação: segregação contábil total entre o bloco incentivado e o bloco internacional, formalização da etapa como ação de relações institucionais das próprias marcas — fora de qualquer vínculo com o PRONAC —, e checagem prévia de compliance de cada incentivadora antes de a etapa entrar no cronograma público do projeto.

Recomendação: a Faixa 4, R$6 milhões, "Edição Copa", é a que eu venderia primeiro. Ela entrega o conceito inteiro tal como nasceu no banco — três residências completas, quatro praças de itinerância, a quarta marca tradicional resolvendo de vez a leitura de "clube das chinesas" — sem carregar a complexidade jurídica extra da etapa internacional, que pode virar upsell natural para uma segunda edição depois que o modelo provar governança. A cota de R$1,5 milhão por marca, com quatro incentivadoras, cabe com folga dentro do teto de 4% do IR devido mesmo de uma montadora de porte médio, e o valor por marca é próximo o bastante do que já apareceu como referência no conceito original (R$1,7 a 2 milhões) para não soar como negociação para baixo. A Faixa 5 fica reservada para quando o consórcio já tiver uma edição executada e auditada nas costas — aí sim a etapa Shenzhen/Xangai vira o gancho de imprensa que fecha o ciclo, sem ser a aposta arriscada de estreia.

MULTI-06 · VW + GM + Toyota + Hyundai

A Grande Nave: Comissão Monumental Anual do Brasil

Uma vez por ano, um único artista brasileiro recebe carta branca e orçamento monumental para uma obra em escala esmagadora — a versão brasileira da Hyundai Commission da Tate Modern. A temporada estreia em São Paulo, na Oca, exatamente no ano em que a cidade fica sem Bienal, e itinera obrigatoriamente por mais duas ou três sedes fora do eixo Sudeste. Nenhuma das quatro marcas é dona da obra: todas são fundadoras de uma instituição nova, com curadoria independente da ArtNow, conselho rotativo de diretores de museu e uma instituição-âncora como correalizadora de governança. O produto não é um evento anual — é um clube de fundadoras que se torna barreira simbólica contra quem chegar depois. Job do CMO: comprar, com imposto que já ia pagar, um lugar de fundador numa instituição cultural nacional nova — sem disputar protagonismo com os outros três CMOs sentados na mesma mesa, porque o ativo é neutro por desenho, o mesmo movimento que a Hyundai já assina com a Tate até 2036. O wow: no ano em que São Paulo ficou sem Bienal, uma obra só — um artista brasileiro, milhares de metros quadrados — atravessa o país, e nasce o "Turbine Hall brasileiro" financiado pela indústria que motorizou o Brasil.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 miCota mínima R$ 375 mil (Edição Semente, 4 marcas)
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Edição-piloto de sede única: um artista, uma obra monumental adaptada ao formato de um único pavilhão em São Paulo, sem itinerância. Não é uma versão menor da Grande Nave — é o protótipo que prova o modelo de governança (curadoria independente, conselho rotativo, prestação de contas pública) antes de qualquer marca comprometer o orçamento pleno. Fica de fora tudo que depende de multi-sede: logística de itinerância, adaptação da obra a diferentes vãos livres, comissões satélite regionais. A temporada é curta e concentrada, pensada para gerar prova de conceito rápida, não para maximizar público. Escopo: 1 cidade (São Paulo), 1 obra comissionada, temporada de 3 meses, sem itinerância.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística120.0008%
Comissões e cachês de artistas450.00030%
Produção/cenotécnica/montagem375.00025%
Logística e itinerância45.0003%
Educativo e mediação180.00012%
Comunicação e documentação120.0008%
Gestão135.0009%
Auditoria e prestação de contas45.0003%
Contingência30.0002%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade, 1 obra monumental, público-meta de 80 mil visitantes, 8 mil estudantes atendidos, ~40 empregos culturais diretos (produção, montagem, mediação, equipe curatorial).

Cronograma: pré-produção 4 meses · produção/montagem 2 meses · temporada 3 meses (sem circulação) · prestação de contas 3 meses. Total ~12 meses.

Cotas: 2 marcas — R$ 750.000 (cota alta para uma edição de prova de conceito; pouco atrativa). 3 marcas — R$ 500.000 (dentro do range confortável de estreia). 4 marcas — R$ 375.000 (cota de entrada ideal, ticket mínimo para testar o modelo sem compromisso grande). 6 a 8 marcas — R$ 187.500 a R$ 250.000 (dilui demais o crédito visível numa obra e cidade únicas; não recomendado nesta faixa). Mínimo de marcas para fechar: 2, mas 4 é o desenho ideal — a mesma composição fundadora da edição plena, só que testando o modelo em escala reduzida.

Enquadramento: proposta comum de PJ (teto R$ 1,5 milhão). Não se enquadra como itinerante — sede única, sem circulação. Enquadramento mais simples e mais rápido de aprovar do lote, exatamente por isso serve como edição de teste.

F2 · R$ 3 mi Edição Rota

Primeira versão itinerante de verdade: São Paulo mais uma segunda sede fora do Sudeste (Sul ou Nordeste, a definir pelo perfil do artista da edição). A obra já nasce pensada para se adaptar a dois vãos livres diferentes, e aparece o primeiro orçamento de logística e itinerância como rubrica própria. Ainda não é a versão de três sedes que resolve de vez o enquadramento — é o meio do caminho, com folga generosa abaixo do teto de R$ 6 milhões. Escopo: 2 cidades (São Paulo + 1 sede fora do Sudeste), 1 obra principal adaptável, temporada de 3 meses por sede.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística210.0007%
Comissões e cachês de artistas810.00027%
Produção/cenotécnica/montagem720.00024%
Logística e itinerância300.00010%
Educativo e mediação360.00012%
Comunicação e documentação240.0008%
Gestão240.0008%
Auditoria e prestação de contas90.0003%
Contingência30.0001%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 cidades, 1 obra monumental adaptada às duas sedes, público-meta de 150 mil visitantes, 15 mil estudantes atendidos, ~70 empregos culturais diretos.

Cronograma: pré-produção 5 meses · produção 3 meses · circulação 6 meses (3 meses por sede) · prestação de contas 4 meses. Total ~18 meses.

Cotas: 2 marcas — R$ 1.500.000 (cota alta, funcionaria como dupla fundadora, mas concentra risco político em duas marcas). 3 marcas — R$ 1.000.000 (equilíbrio razoável). 4 marcas — R$ 750.000 (cota confortável, cabe no apetite de estreia das quatro). 6 a 8 marcas — R$ 375.000 a R$ 500.000 (funciona sem descaracterizar a visibilidade de cada marca). Mínimo de marcas para fechar: 3.

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões), com folga ampla. Enquadramento tranquilo — duas sedes já caracterizam circulação, mas ainda distante do limite que costuma exigir parecer prévio mais rigoroso.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Nação

Três sedes — São Paulo, uma no Sul, uma no Nordeste — a configuração mínima que o próprio conceito original definiu como necessária para caracterizar itinerância de peso e afastar de vez o risco de a proposta ser lida como projeto de sede única. É a versão "enxuta mas completa": tem tudo que a Grande Nave promete, só que com produção mais contida e temporada mais curta por sede do que a versão de teto máximo. Escopo: 3 cidades (São Paulo-Oca + 1 Sul + 1 Nordeste), 1 obra-âncora com pequenas adaptações de montagem por sede, temporada de 3 meses cada.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística315.0007%
Comissões e cachês de artistas1.125.00025%
Produção/cenotécnica/montagem990.00022%
Logística e itinerância540.00012%
Educativo e mediação585.00013%
Comunicação e documentação360.0008%
Gestão360.0008%
Auditoria e prestação de contas135.0003%
Contingência90.0002%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 3 cidades, 1 obra-âncora + pequenas peças de adaptação por sede, público-meta de 300 mil visitantes, 30 mil estudantes atendidos, ~110 empregos culturais diretos.

Cronograma: pré-produção 6 meses · produção 4 meses · circulação 9 meses (3 meses por sede) · prestação de contas 5 meses. Total ~24 meses.

Cotas: 2 marcas — R$ 2.250.000 (provavelmente acima do apetite confortável de Rouanet isolado por marca). 3 marcas — R$ 1.500.000 (limite superior do range saudável). 4 marcas — R$ 1.125.000 (cota que já se aproxima do desenho de referência do banco). 6 a 8 marcas — R$ 562.500 a R$ 750.000 (ainda preserva visibilidade individual relevante). Mínimo de marcas para fechar: 3.

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões), com folga moderada. Três sedes em três macrorregiões distintas é o desenho que blinda o enquadramento — recomendado documentar os termos de cessão de espaço das três praças antes da submissão.

F4 · R$ 6 mi Edição Capital recomendada

A edição plena, no teto máximo da categoria itinerante — a configuração original do conceito tal como está desenhada no banco: quatro sedes (São Paulo-Oca + Sul + Nordeste + uma quarta praça, Centro-Oeste ou Norte), obra-âncora monumental mais comissões satélite de artistas emergentes da base ArtNow em cada sede, temporada mais longa e programação educativa e de relacionamento robusta. É a faixa que resolve por completo a "engenharia fiscal" mencionada no conceito original: a itinerância de quatro sedes não é enfeite, é o que evita que a proposta caia no teto de R$ 1,5 milhão de proposta comum. Escopo: 4 cidades, 1 obra-âncora + ~4 comissões satélite (uma por sede), temporada de 3 meses por sede, visitas noturnas gratuitas mensais e ateliês abertos com o artista da edição.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0006%
Comissões e cachês de artistas1.440.00024%
Produção/cenotécnica/montagem1.320.00022%
Logística e itinerância780.00013%
Educativo e mediação780.00013%
Comunicação e documentação480.0008%
Gestão480.0008%
Auditoria e prestação de contas240.0004%
Contingência120.0002%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 4 cidades, 1 obra-âncora + 4 comissões satélite, público-meta de 450 mil visitantes, 45 mil estudantes atendidos, ~150 empregos culturais diretos.

Cronograma: pré-produção 7 meses · produção 5 meses · circulação 12 meses (3 meses por sede) · prestação de contas 6 meses. Total ~30 meses.

Cotas: 2 marcas — R$ 3.000.000 (fora do apetite razoável para essa categoria isolada; não recomendado). 3 marcas — R$ 2.000.000 (possível, mas concentra risco político em três marcas para um projeto de porte nacional). 4 marcas — R$ 1.500.000 (é o desenho de referência do conceito original, R$ 1,2 a 1,5 milhão por marca). 6 a 8 marcas — R$ 750.000 a R$ 1.000.000 (dilui o clube fundador, que é justamente o ativo simbólico do projeto; usar só se alguma das quatro âncoras desistir). Mínimo de marcas para fechar: 4 — esta é a faixa em que o arranjo fundador completo (VW + GM + Toyota + Hyundai) faz o sentido pleno.

Enquadramento: exposição itinerante, no limite do teto de R$ 6 milhões. Recomendado obter parecer prévio de consultoria especializada confirmando o enquadramento antes de fechar a proposta com os quatro CMOs — no teto, qualquer questionamento sobre a caracterização das sedes derruba a matemática inteira.

F5 · R$ 7 mi Edição Fundação

A versão de maior ambição: mesma Edição Capital de quatro sedes, financiada pelo PRONAC único de R$ 6 milhões, mais uma segunda frente custeada por aporte direto das marcas — um programa educativo nacional (não só nas quatro cidades-sede, mas com alcance por formação de educadores a distância) e uma publicação de referência que documenta a comissão como marco editorial, mais documentário em licença aberta. Esse R$ 1 milhão extra, fora do incentivo fiscal, é o que transforma a Grande Nave de "exposição anual" em "instituição com produção de conhecimento própria" — e é também o que estoura o teto de R$ 6 milhões da categoria itinerante. Escopo: 4 cidades (idênticas à Edição Capital) + programa nacional de formação de educadores + livro-catálogo definitivo + documentário e arquivo digital aberto.

Via PRONAC — Exposição itinerante (R$ 6.000.000, idêntico à Faixa 4)
RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0006%
Comissões e cachês de artistas1.440.00024%
Produção/cenotécnica/montagem1.320.00022%
Logística e itinerância780.00013%
Educativo e mediação780.00013%
Comunicação e documentação480.0008%
Gestão480.0008%
Auditoria e prestação de contas240.0004%
Contingência120.0002%
Total via PRONAC6.000.000100%
Via aporte direto — Programa Educativo Nacional e Publicação (R$ 1.000.000)
RubricaR$%
Curadoria pedagógica e coordenação100.00010%
Produção do livro-catálogo definitivo300.00030%
Documentário e arquivo digital aberto200.00020%
Formação nacional de educadores250.00025%
Comunicação e lançamento50.0005%
Gestão60.0006%
Auditoria e prestação de contas30.0003%
Contingência10.0001%
Total via aporte direto1.000.000100%

Total da faixa: R$ 6.000.000 (via PRONAC) + R$ 1.000.000 (via aporte direto) = R$ 7.000.000.

Entregáveis: 4 cidades, 1 obra-âncora + 4 comissões satélite, público-meta de 450 mil visitantes, 45 mil estudantes atendidos presencialmente + 500 educadores formados em programa nacional (alcance indireto estimado em dezenas de milhares de alunos), livro-catálogo definitivo distribuído a bibliotecas públicas das quatro sedes, documentário em Creative Commons, ~175 empregos culturais diretos somando as duas frentes.

Cronograma: o PRONAC segue o calendário de 30 meses da Edição Capital. A frente de aporte direto corre em paralelo: produção de livro e documentário concluída até o mês 24 (documentando as quatro sedes já realizadas), programa de formação de educadores ativo do mês 6 ao mês 30. Prestação de contas do PRONAC e da frente de aporte direto em paralelo, meses 30 a 36.

Cotas: 2 marcas — R$ 3.000.000 no PRONAC + R$ 500.000 de aporte direto (R$ 3.500.000; fora de qualquer apetite razoável, não recomendado). 3 marcas — R$ 2.000.000 no PRONAC + R$ 333.000 de aporte direto (R$ 2.333.000; tecnicamente possível, mas exige concentração de risco alta). 4 marcas — R$ 1.500.000 no PRONAC + R$ 250.000 de aporte direto (R$ 1.750.000; desenho de referência — mesma composição fundadora, com aporte direto rateado em partes iguais entre as quatro). 6 a 8 marcas — R$ 750.000 a R$ 1.000.000 no PRONAC + R$ 125.000 a R$ 166.000 de aporte direto (R$ 875.000 a R$ 1.166.000; dilui o clube fundador, só cabe se a faixa perder uma das quatro âncoras). Mínimo de marcas para fechar: 4 — a faixa mais alta exige o compromisso do consórcio fundador completo; não fecha com composição reduzida.

Enquadramento: os R$ 7 milhões ultrapassam o teto de R$ 6 milhões da categoria itinerante. Das três soluções previstas na régua Rouanet: (a) enquadrar como bienal/festival não se sustenta — o conceito é uma comissão de artista único, no molde da Hyundai Commission, e forçá-lo na categoria de bienal (pensada para curadoria coletiva e caráter periódico plural) arrisca glosa por descaracterização do formato diante do parecerista do MinC; (b) dividir em duas peças com PRONAC próprio cada — Exposição itinerante (R$ 6 milhões) + Programa Educativo Nacional e Publicação (R$ 1 milhão, proposta comum de PJ) — está fora de cogitação: o cliente veda qualquer arquitetura de mais de um PRONAC por projeto, e a duplicação de auditoria e prestação de contas entre as duas peças não compensaria a complexidade extra; (c) R$ 6.000.000 incentivados + R$ 1.000.000 de aporte direto das marcas, extra-incentivo e rateado entre as quatro fundadoras na mesma proporção de suas cotas no PRONAC, é a solução adotada: o aporte não concentra em nenhuma das quatro — cada incentivadora paga sua fração do excedente na mesma razão em que já participa do PRONAC. O R$ 1 milhão fica de fato não dedutível, mas a Faixa 4 já entrega a Edição Capital inteira, 100% dentro do incentivo; o aporte direto é a camada opcional que financia exatamente o que a Faixa 4 não cobre — o programa educativo nacional e a publicação de referência —, sem exigir segundo PRONAC e sem abrir mão da tese central do projeto: isto é uma instituição, não um evento. O PRONAC único mantém a dedução integral sobre os R$ 6 milhões da Exposição itinerante; o R$ 1.000.000 de aporte direto cobre o Programa Educativo Nacional e Publicação em paralelo, fora do incentivo.

F6 · R$ 10.000.000 Edição Frota

Esta é a faixa em que a tensão entre o conceito original e o enquadramento bienal fica mais evidente do que em qualquer outra faixa do banco: a Grande Nave nasceu como comissão de artista único, no molde exato da Hyundai Commission — um artista, uma obra, sem curadoria coletiva —, e bienal pressupõe exatamente o oposto. A solução não finge que a obra-âncora deixou de ser de um artista só: ela continua sendo, porque é o ativo que os quatro CMOs compram. O que muda é o que passa a orbitar ao redor dela. Nasce o Programa Frota: as comissões satélite saltam de 4 (na Edição Capital) para 12 obras, metade delas — 6 — selecionadas por edital público nacional aberto a artistas emergentes de todo o país, ao lado da outra metade convidada pela curadoria independente da ArtNow. As quatro sedes, que nas faixas anteriores recebiam a Nave em sequência, passam a abrir juntas numa janela concentrada de 90 dias, e um consórcio de museus públicos assina convênio formal de correalização, comprometendo-se com uma segunda edição em dois anos — nasce a "Edição Frota", nomeada e periódica pela primeira vez. A obra-âncora continua sendo o wow comercial; a Frota é o que dá à faixa a pluralidade competitiva real necessária para sustentar honestamente a categoria bienal. Escopo: 4 sedes ativadas simultaneamente numa janela de 90 dias, 1 obra-âncora + 12 comissões satélite via Programa Frota (6 por edital público nacional + 6 por convite curatorial), consórcio de museus públicos como correalizador formal.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística600.0006%
Comissões e cachês de artistas (obra-âncora + Programa Frota)2.400.00024%
Produção/cenotécnica/montagem (ativação simultânea das 4 sedes)2.200.00022%
Logística e itinerância1.300.00013%
Educativo e mediação1.300.00013%
Comunicação e documentação800.0008%
Gestão800.0008%
Auditoria e prestação de contas400.0004%
Contingência200.0002%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 4 sedes, 1 obra-âncora + 12 comissões satélite (16 obras no total), público-meta de ~640 mil visitantes, ~64 mil estudantes atendidos, ~250 empregos culturais diretos.

Cronograma: pré-produção 9 meses (inclui o processo de edital público) · produção 6 meses · janela de exposição simultânea 3 meses (4 sedes ao mesmo tempo) · prestação de contas 6 meses. Total ~24 meses.

Cotas: 3 marcas — R$ 3.333.000 (exige headroom fiscal muito alto por marca; viável só para incentivadoras de grande porte, e concentra risco político em três nomes numa faixa de R$ 10 milhões). 4 marcas — R$ 2.500.000 (mantém o clube fundador original — VW + GM + Toyota + Hyundai —, desenho recomendado, mesma lógica de fundação da Edição Capital, só que numa escala maior). 6 marcas — R$ 1.666.700 (soma duas marcas parceiras regionais como co-patrocinadoras do Programa Frota, sem status de fundadora — funciona, mas começa a diluir o ativo simbólico do clube). 8 marcas — R$ 1.250.000 (piso prático da faixa; dilui o clube fundador de forma mais visível, só recomendado se alguma das quatro âncoras desistir). Mínimo de marcas para fechar: 4 — a mesma régua da Edição Capital: o clube fundador completo é o que sustenta o argumento comercial. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: categoria bienal/festival (teto R$ 15 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU), sempre com PRONAC único — a regra de 1 PRONAC continua absoluta, como em todas as faixas deste dossiê. Esta é a honestidade mais difícil do lote: a própria Faixa 5 deste dossiê descartou explicitamente o enquadramento bienal, porque o conceito é uma comissão de artista único, no molde da Hyundai Commission, e bienal pressupõe curadoria coletiva e caráter periódico plural — o oposto disso. Para a Faixa 6 sustentar honestamente essa categoria, o projeto precisa mudar de verdade, não só de etiqueta: sedes simultâneas em vez de itinerância sequencial, uma edição nomeada e periódica com compromisso de próxima edição, um Programa Frota selecionado em parte por edital público nacional (pluralidade competitiva real, não decorativa) e um consórcio de museus públicos como correalizador formal de governança. Mas há um limite que nenhuma dessas mudanças resolve sozinho: a obra-âncora — o próprio motivo pelo qual os CMOs compram esta faixa — continua sendo de um artista só. Um parecerista mais rigoroso pode entender que a pluralidade do Programa Frota, por maior que seja, não descaracteriza o fato de que o núcleo da proposta é uma comissão monoartista, e que a periodicidade — esta seria a primeira edição nomeada — ainda é recente demais para caracterizar bienal consolidada. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet, testando especificamente essa tese de enquadramento antes de qualquer protocolo; e, mais do que em qualquer outra faixa deste banco, o fallback comercial para a Faixa 4 ou a Faixa 5 — ambas mono-artista, ambas com o enquadramento itinerante já validado neste dossiê — é especialmente relevante aqui, porque nenhuma reformulação de programa satélite muda a identidade central do conceito: a Grande Nave é, por definição, sobre um artista, uma obra.

F7 · R$ 15.000.000 Edição Armada

A Edição Frota provada, a Edição Armada leva a mesma lógica ao limite do teto bienal. Às quatro sedes simultâneas soma-se uma quinta ativação — uma vitrine nacional, em São Paulo ou Brasília, num equipamento público parceiro —, e o Programa Frota dobra de tamanho: 20 comissões satélite, 10 delas por edital público nacional. Um segundo correalizador institucional entra — associação nacional de museus ou universidade federal fora do eixo original —, formalizando dois convênios de governança em paralelo. A obra-âncora continua sendo a mesma comissão de artista único que sempre foi — o wow que vende a faixa —, mas agora orbitada por uma frota grande o suficiente para não deixar dúvida sobre a pluralidade competitiva do restante da programação. Escopo: 5 sedes (4 macrorregiões + 1 vitrine nacional) ativadas simultaneamente, 1 obra-âncora + 20 comissões satélite via Programa Frota (10 por edital público nacional + 10 por convite curatorial), dois correalizadores institucionais formais.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística900.0006%
Comissões e cachês de artistas (obra-âncora + Programa Frota ampliado)3.600.00024%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui vitrine nacional)3.300.00022%
Logística e itinerância1.950.00013%
Educativo e mediação1.950.00013%
Comunicação e documentação1.200.0008%
Gestão1.200.0008%
Auditoria e prestação de contas600.0004%
Contingência300.0002%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 5 sedes, 1 obra-âncora + 20 comissões satélite (21 obras no total), público-meta de ~960 mil visitantes, ~96 mil estudantes atendidos, ~375 empregos culturais diretos.

Cronograma: pré-produção 10 meses (dois convênios institucionais formais, coordenação de 5 sedes e do segundo ciclo de edital público) · produção 7 meses · janela de exposição simultânea 4 meses (5 sedes, incluindo a vitrine nacional) · prestação de contas 7 meses. Total ~28 meses.

Cotas: 3 marcas — R$ 5.000.000 (headroom fiscal extremamente alto por marca; tecnicamente possível só para poucas incentivadoras de grande porte, concentra risco político demais para a faixa de maior valor do banco). 4 marcas — R$ 3.750.000 (mantém o clube fundador original — desenho recomendado para esta faixa, mesma lógica de fundação em escala máxima). 6 marcas — R$ 2.500.000 (soma marcas parceiras regionais/co-patrocinadoras do Programa Frota e da vitrine nacional, distribuindo o risco fiscal entre mais CNPJs). 8 marcas — R$ 1.875.000 (piso prático da faixa — dilui o clube fundador de forma mais visível que em qualquer outra faixa do projeto). Mínimo de marcas para fechar: 4 — mesma régua das faixas anteriores; o clube fundador completo segue sendo o que sustenta o argumento comercial. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$ 15 milhões batido em cheio, sem folga alguma. A escala maior (segunda ativação institucional, vitrine nacional, Programa Frota dobrado) reforça a legitimidade formal do enquadramento, mas não resolve a tensão de fundo: a obra-âncora continua sendo comissão de um artista único, e é ela, não o Programa Frota, que continua sendo o motivo de compra da faixa. Nenhuma quantidade de satélites transforma a Grande Nave numa bienal de verdade — no máximo, cria a camada de pluralidade competitiva que permite sustentar o enquadramento com honestidade perante o parecerista, sem prometer o que o projeto não é. Mitigação: o mesmo parecer prévio de consultoria especializada exigido na Faixa 6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo — sem parecer favorável, não protocolar. E o fallback comercial mais importante do dossiê inteiro continua de pé: Faixa 4 ou Faixa 5, ambas mono-artista, ambas com formato validado e sem exposição de reenquadramento de categoria — a rota mais segura se o parecer vier desfavorável.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas atendidasJovens/educadores formadosGratuidadeAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi~40 (São Paulo)~15 mediadores100% da temporadaregistro fotográfico completo + maquete de estudo doada ao acervo educativo da instituição-sede
F2 — R$ 3 mi~90 (2 cidades)~30 mediadores100% em ambas as sedes1 obra satélite doada a museu público da segunda sede
F3 — R$ 4,5 mi~180 (3 cidades)~60 mediadores100% nas 3 sedes1 obra por sede (3 obras) doadas aos museus parceiros locais
F4 — R$ 6 mi~320 (4 cidades)~100 mediadores100% + visitas noturnas gratuitas mensaisobra-âncora final doada por rodízio à instituição-sede definitiva + 4 obras satélite aos museus locais
F5 — R$ 7 mi~320 diretas + rede nacional via formação a distância~100 mediadores presenciais + 500 educadores formados em programa nacional100% + livro-catálogo digital de acesso abertoacervo completo (obra-âncora + 4 satélites) + livro-catálogo definitivo distribuído a bibliotecas públicas + documentário em Creative Commons
F6 — R$ 10 mi~460 (4 sedes simultâneas + alcance do edital público nacional)~140 mediadores + 6 artistas emergentes lançados via edital público (Programa Frota)100% + abertura simultânea gratuita nas 4 sedesobra-âncora doada por rodízio à instituição-sede definitiva + 12 obras do Programa Frota doadas aos museus correalizadores
F7 — R$ 15 mi~690 (5 sedes simultâneas, incluindo a vitrine nacional)~215 mediadores + 10 artistas emergentes lançados via edital público (Programa Frota ampliado)100% + abertura simultânea gratuita nas 5 sedesobra-âncora doada por rodízio + 20 obras do Programa Frota doadas aos dois consórcios correalizadores + registro documental completo da Edição Armada

Assinado por Todos: A entrada de cada sede ganha um corredor-nave permanente — túnel de nomes gravados do chão ao teto com cada funcionário da VW, GM, Toyota e Hyundai, atravessado antes da obra monumental do ano. Totem e web “Encontre seu Nome” localizam cada funcionário na travessia, e cada visita sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”, dividida entre as quatro fundadoras. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações: Desclassificação do enquadramento itinerante. Se o MinC entender que as sedes não caracterizam circulação suficiente — por proximidade regional, por vãos livres semelhantes, ou por qualquer leitura restritiva —, a proposta cai da categoria itinerante (teto R$ 6 milhões) para proposta comum (teto R$ 1,5 milhão), o que quebra toda a engenharia financeira das faixas 2 a 5. Mitigação: garantir desde a submissão que as sedes obrigatórias estejam em macrorregiões distintas (Sudeste + Sul + Nordeste, com quarta sede em Centro-Oeste ou Norte nas faixas maiores), documentar os termos de cessão de espaço das praças antes de fechar orçamento, e obter parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet confirmando o enquadramento antes de qualquer número entrar em proposta assinada com os CMOs.

Dúvida sobre capacidade de execução em porte inédito. A pergunta que qualquer CMO faz antes de assinar um projeto deste tamanho é "quem já operou nesse porte?" — e a ArtNow, como proponente isolado, não tem histórico de captação em escala de R$ 6-7 milhões. Mitigação: contratar instituição-âncora correalizadora de governança desde o dia 1 (museu público de peso reconhecido), formar conselho curatorial independente rotativo com diretores de museu, e trazer gestora de projetos culturais com track record comprovado em Rouanet de grande porte para as frentes de compras cotadas e prestação de contas.

Efeito "primeira assinatura" — nenhuma marca quer ser a primeira de um PRONAC coletivo. O próprio banco identifica que multi exige duas vendas fechadas antes da primeira assinatura; com quatro marcas concorrentes entre si, o risco de travamento mútuo é real — cada CMO espera ver o compromisso do outro antes de comprometer orçamento. Mitigação: usar o efeito-prova das ideias mono já ancoradas no banco (VW via Kombi Aberta, Fiat via 147) como argumento de captação — "a Fiat já está dentro" muda a conversa — e estruturar um contrato de intenção plurianual entre as quatro marcas, fora do PRONAC, com cláusula de gatilho: a submissão oficial só ocorre com pelo menos 3 das 4 marcas confirmadas por escrito.

Recomendação: Venderia primeiro a Faixa 4 — Edição Capital, R$ 6 milhões, cota de R$ 1,5 milhão por marca com as quatro fundadoras. É a faixa que já bate exatamente no desenho original do conceito no banco — quatro sedes, R$ 1,2 a 1,5 milhão por marca —, o que significa que a matemática já foi validada antes mesmo deste dossiê existir. Fica no teto da categoria itinerante sem precisar da complexidade extra de PRONAC mais aporte direto, o que reduz a superfície de risco jurídico numa primeira captação inédita desse porte. A cota de R$ 1,5 milhão por marca é compatível com o range que outras multis do banco já usam como referência aceitável (5.3 e 5.9 ficam na mesma faixa de R$ 1,2 a 1,5 milhão), então não exige convencer nenhum CFO de um número fora de curva. E ela entrega o wow completo — o "Turbine Hall brasileiro" com as quatro fundadoras — sem deixar nada pela metade: a Faixa 5, com o programa educativo nacional e a publicação de referência, vira o upsell natural para a segunda edição, quando o modelo já estiver provado e a pergunta "quem já operou nesse porte" já tiver resposta.

MULTI-07 · 8 marcas (VW, Fiat, GM, Toyota, Hyundai, Renault, BYD e GWM)

Fábrica Aberta: Oito Artistas, Oito Fábricas

Oito artistas criam obras monumentais a partir de oito plantas industriais — uma fábrica por marca, uma marca por artista. O acesso à linha viva é curto e supervisionado (2-3 semanas, em paradas de manutenção programada); a fabricação acontece num ateliê externo, com material, moldes e sucata cedidos por cada fábrica como contrapartida própria, fora do orçamento incentivado. Operários entram como interlocutores técnicos creditados nominalmente, não como figuração. As oito obras estreiam juntas em São Paulo e depois circulam — a mesma exposição, inteira, passa pelas oito cidades-fábrica, o que significa que toda incentivadora aparece em toda praça, não só na sua. É a primeira vez que montadoras rivais abrem simultaneamente seus processos produtivos para a arte, sem pedir a nenhuma delas o que nenhuma pode dar. O job do CMO: entrar num consórcio de oito rivais sem risco de comparação, pelo menor ticket do portfólio, e sair com a única foto em que as oito aparecem do mesmo lado — ninguém precisa vencer, é isso que o formato vende. O wow: a escultura estampada com a mesma matriz que faz capô, assinada por artista e operário. Enquadramento legal base: Lei Rouanet, Art. 18, dedução de 100% do valor investido, limite de 4% do IR devido por incentivadora (regime de lucro real), PRONAC único com até oito CNPJs proponentes — prática validada, mesmo mecanismo que o MASP usa para captar de mais de cem empresas. Produto principal enquadrado como exposição itinerante.

Enquadramento Art. 18 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 miCota mínima R$ 750 mil (8 marcas, F4)
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Duas fábricas, dois artistas, uma cidade só: São Paulo. É a prova de conceito mínima da simetria "uma marca, uma fábrica, um artista" — sem itinerância, sem websérie, sem ateliê-satélite. As duas obras estreiam numa mostra única, com o mesmo protocolo de acesso supervisionado às plantas e a mesma regra de cessão de material das fábricas. O que fica de fora em relação à F2: qualquer circulação fora de São Paulo, o programa formativo com SENAI (vira oficina pontual, não programa) e a produção documental em vídeo.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística120.0008,0%
Comissões e cachês de artistas450.00030,0%
Produção, cenotécnica e montagem300.00020,0%
Logística (sem itinerância)75.0005,0%
Educativo e mediação150.00010,0%
Comunicação e documentação120.0008,0%
Gestão administrativa210.00014,0%
Auditoria e prestação de contas45.0003,0%
Contingência30.0002,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade (São Paulo), 2 obras comissionadas, público-meta de 15 mil visitantes, 3 mil estudantes atendidos, 25 empregos culturais diretos (produção, montagem, mediação).

Cronograma: 2 meses de pré-produção, 4 de produção (inclui as visitas técnicas), 2 de exposição em cartaz, 2 de prestação de contas — 10 meses de ponta a ponta.

Cotas:

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 750.000 cada1 fábrica/artista por marca, crédito paritário, 50% dos 10% de convites/produtos rateados, presença na única praça (SP)
3 marcasnão recomendado nesta faixaquebra a simetria 1:1 — uma marca fica sem fábrica própria; ver observação abaixo
4 marcasnão recomendado nesta faixamesmo problema, agravado
6-8 marcasnão recomendado nesta faixafaixa fisicamente não comporta

Esta é a única faixa do banco em que a tabela não escala: com só 2 obras, qualquer marca além da segunda entra sem fábrica própria — ou dois patrocinadores dividem uma mesma fábrica, o que dilui exatamente o argumento de venda ("uma marca, um artista, sem ninguém ganhar"). Mínimo estrutural: 2 marcas. Para mais parceiros mantendo a simetria, sobe-se de faixa.

Enquadramento: proposta comum PJ, teto R$ 1,5 milhão (confirmar no DOU). Não precisa de enquadramento itinerante — não há circulação entre cidades nesta versão.

F2 · R$ 3 mi Edição Quarteto

Quatro fábricas, quatro artistas, duas cidades — São Paulo mais uma cidade-fábrica escolhida por sorteio entre as quatro marcas participantes, prática que já reduz a disputa por protagonismo. Entra a websérie documental (4 episódios, não os 8 da versão plena) e um programa formativo estruturado com o SENAI local da segunda cidade. O que fica de fora vs. F3: a terceira praça e a escala do programa formativo, que aqui atende só uma cidade-fábrica.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística240.0008,0%
Comissões e cachês de artistas840.00028,0%
Produção, cenotécnica e montagem600.00020,0%
Logística e itinerância300.00010,0%
Educativo e mediação300.00010,0%
Comunicação e documentação240.0008,0%
Gestão administrativa390.00013,0%
Auditoria e prestação de contas75.0002,5%
Contingência15.0000,5%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 cidades, 4 obras comissionadas, público-meta de 40 mil visitantes, 8 mil estudantes atendidos, 45 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção, 5 de produção, 4 de circulação (duas praças), 2 de prestação de contas — 14 meses.

Cotas:

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 1.500.000 cada2 fábricas/artistas por marca, crédito paritário, 50% dos 10% rateados, presença nas 2 praças
3 marcasR$ 1.000.000 cadadistribuição desigual de fábricas (2+1+1) — funciona, mas quebra a simetria perfeita; negociar crédito proporcional ao número de fábricas patrocinadas, não só ao valor
4 marcasR$ 750.000 cada1 fábrica/artista por marca — a versão ideal desta faixa, simetria plena
6-8 marcasnão comporta 1:1acima de 4 marcas exige co-patrocínio de fábrica (2 marcas dividindo 1 obra) — viável na lei, mas dilui o argumento comercial; recomendar subida para F3 ou F4

Mínimo estrutural: 2 marcas. Faixa ideal: 4 marcas a R$ 750 mil.

Enquadramento: com circulação em 2 cidades, já se qualifica como itinerante — mas o valor está bem abaixo do teto R$ 6 milhões (confirmar no DOU), o que facilita a análise no MinC por folga orçamentária.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Consórcio

Seis fábricas, seis artistas, três cidades-fábrica além da estreia em São Paulo. O programa formativo já ganha escala regional (SENAI nas três praças), e a websérie chega a 6 episódios. É a última faixa antes da versão plena de 8 marcas — o "quase lá" que ainda cabe num orçamento respeitável mas não fecha a simetria com todas as montadoras do setor.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística315.0007,0%
Comissões e cachês de artistas1.215.00027,0%
Produção, cenotécnica e montagem855.00019,0%
Logística e itinerância540.00012,0%
Educativo e mediação450.00010,0%
Comunicação e documentação360.0008,0%
Gestão administrativa585.00013,0%
Auditoria e prestação de contas112.5002,5%
Contingência67.5001,5%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 3 cidades-fábrica + estreia em SP, 6 obras comissionadas, público-meta de 90 mil visitantes, 15 mil estudantes atendidos, 70 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção, 6 de produção, 6 de circulação (três praças), 3 de prestação de contas — 18 meses.

Cotas:

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 2.250.000 cada3 fábricas/artistas por marca, crédito paritário, presença nas 3 praças
3 marcasR$ 1.500.000 cada2 fábricas/artistas por marca, simetria perfeita
4 marcasR$ 1.125.000 cadadistribuição 2+2+1+1 — leve assimetria, ainda administrável
6-8 marcasR$ 750.000 (6 marcas) até R$ 562.500 (8 marcas)6 marcas fecha 1:1 (a faixa ideal); 7-8 marcas exige co-patrocínio pontual em 1-2 fábricas

Mínimo estrutural: 2 marcas. Faixa ideal: 6 marcas a R$ 750 mil.

Enquadramento: itinerante, dentro do teto R$ 6 milhões (confirmar no DOU) com folga de R$ 1,5 milhão — margem de segurança útil se a prestação de contas do MinC pedir ajuste de escopo sem estourar categoria.

F4 · R$ 6 mi Fábrica Aberta Plena recomendada

A versão original do conceito, sem cortes: oito fábricas, oito artistas, itinerância por São Paulo mais quatro a cinco cidades-fábrica selecionadas por rotação geográfica (nunca todas as oito — inviável em prazo e orçamento; o critério é uma cidade por região do país, garantindo que nenhuma montadora fique de fora da narrativa mesmo sem visita física à sua planta). Websérie completa de 8 episódios, um por fábrica, cada um assinado pelo artista e pelo operário-interlocutor. É a faixa desenhada para fechar com as oito marcas do arranjo original.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística390.0006,5%
Comissões e cachês de artistas1.500.00025,0%
Produção, cenotécnica e montagem1.080.00018,0%
Logística e itinerância840.00014,0%
Educativo e mediação600.00010,0%
Comunicação e documentação (websérie 8 ep.)510.0008,5%
Gestão administrativa780.00013,0%
Auditoria e prestação de contas150.0002,5%
Contingência150.0002,5%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 4-5 cidades-fábrica + estreia em SP, 8 obras comissionadas, público-meta de 180 mil visitantes, 30 mil estudantes atendidos via programa "Linha de Frente" com o SENAI, 110 empregos culturais diretos, 2 obras doadas a acervos públicos municipais.

Cronograma: 4 meses de pré-produção, 7 de produção, 9 de circulação (quatro a cinco praças), 3 de prestação de contas — 23 meses.

Cotas:

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 3.000.000 cada4 fábricas/artistas por marca, crédito paritário, presença em toda a circulação
3 marcasR$ 2.000.000 cadadistribuição 3+3+2 — leve assimetria
4 marcasR$ 1.500.000 cada2 fábricas/artistas por marca, simetria perfeita
6-8 marcasR$ 1.000.000 (6 marcas) até R$ 750.000 (8 marcas)8 marcas fecha exatamente 1:1 — a versão comercial original: uma fábrica, um artista, uma cota por montadora

Mínimo estrutural: 2 marcas. Faixa ideal e desenhada para isso: 8 marcas a R$ 750 mil — o menor ticket individual do banco inteiro para o maior número de logos na mesma peça.

Enquadramento: itinerante, Art. 18, no teto de R$ 6 milhões (confirmar no DOU) — encosta no limite sem estourar. Nenhuma engenharia adicional necessária.

F5 · R$ 7 mi Fábrica Aberta + Legado

Mesma espinha dorsal da F4 — oito fábricas, oito artistas, mesma itinerância de quatro a cinco cidades — mais um sexto ponto de circulação e um programa de legado que a F4 não comporta: livro-documental com as oito histórias orais dos operários-interlocutores, acervo de história oral doado a arquivo público e websérie ampliada para 10 a 12 episódios (os 8 originais mais making-of e depoimentos). Este é o R$ 1 milhão que excede o teto itinerante — e ele não entra na mesma rubrica da exposição.

Via PRONAC (R$ 6.000.000) — Exposição itinerante, mesma estrutura da F4, ajustada para 6 praças:

RubricaR$%
Curadoria e direção artística360.0006,0%
Comissões e cachês de artistas1.470.00024,5%
Produção, cenotécnica e montagem1.050.00017,5%
Logística e itinerância (6 praças)960.00016,0%
Educativo e mediação570.0009,5%
Comunicação e documentação450.0007,5%
Gestão administrativa780.00013,0%
Auditoria e prestação de contas180.0003,0%
Contingência180.0003,0%
Subtotal via PRONAC6.000.000100%

Via aporte direto (R$ 1.000.000) — Programa Educativo e Publicação "Legado Fábrica Aberta":

RubricaR$%
Curadoria editorial80.0008,0%
Produção de conteúdo (livro-documental + websérie ampliada)400.00040,0%
Pesquisa e captação de história oral120.00012,0%
Educativo (SENAI ampliado, 8 cidades)200.00020,0%
Comunicação e distribuição80.0008,0%
Gestão administrativa80.0008,0%
Auditoria e prestação de contas20.0002,0%
Contingência20.0002,0%
Subtotal via aporte direto1.000.000100%
R$
Total F5 (PRONAC + aporte direto)7.000.000

Entregáveis: 6 cidades-fábrica + estreia em SP, 8 obras comissionadas, público-meta de 220 mil visitantes na exposição mais alcance digital da websérie ampliada, 40 mil estudantes atendidos, 130 empregos culturais diretos, 3 a 4 obras doadas a acervos públicos, livro físico distribuído a 2 mil bibliotecas, acervo de história oral doado a arquivo público.

Cronograma: 4 meses de pré-produção, 8 de produção (exposição e legado em paralelo), 11 de circulação (seis praças), 3 de prestação de contas — 26 meses.

Cotas:

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 3.000.000 no PRONAC + R$ 500.000 de aporte direto4 fábricas/artistas, crédito paritário, presença em toda a circulação e no legado
3 marcasR$ 2.000.000 no PRONAC + R$ 333.333 de aporte diretodistribuição 3+3+2, participação proporcional no legado
4 marcasR$ 1.500.000 no PRONAC + R$ 250.000 de aporte direto2 fábricas/artistas por marca
6-8 marcasR$ 1.000.000–750.000 no PRONAC + R$ 166.667–125.000 de aporte direto8 marcas fecha 1:1 na exposição, com rateio igual do aporte direto — cada incentivadora paga sua fração do excedente na mesma proporção em que participa do PRONAC

Mínimo estrutural: 2 marcas. Faixa ideal: 8 marcas, cota mista de R$ 875 mil (R$ 750 mil no PRONAC + R$ 125 mil de aporte direto).

Enquadramento: aqui mora a engenharia da faixa R$ 7 milhões, acima do teto itinerante de R$ 6 milhões (confirmar no DOU). Das três soluções previstas na régua Rouanet: a opção (a) — enquadrar como bienal/festival, teto R$ 15 milhões — não se sustenta tecnicamente, porque o projeto não é uma bienal nem um festival, é uma exposição itinerante com produto editorial associado; forçar o enquadramento é o tipo de fragilidade que um parecerista do MinC pega na primeira leitura. A opção (b) — estruturar o programa educativo/publicação como projeto formal à parte, com PRONAC próprio — está fora de cogitação: o cliente veda qualquer arquitetura de mais de um PRONAC por projeto, e a duplicação de auditoria e prestação de contas não traria ganho nenhum. Solução escolhida: (c) R$ 6.000.000 incentivados via PRONAC único mais R$ 1.000.000 de aporte direto das marcas, extra-incentivo e rateado entre as oito na mesma proporção de suas cotas no PRONAC — o aporte direto não concentra em nenhuma marca líder, cada incentivadora paga sua fração do excedente na mesma razão em que já participa do PRONAC. Essa opção realmente joga fora a dedução fiscal do quarto ponto percentual do IR sobre R$ 1 milhão, justamente na parte mais estratégica do projeto — o legado, o que fica depois que a exposição vai embora —, mas é o trade-off necessário: com a opção (b) vedada pelo cliente, é a única estrutura de PRONAC único disponível para acessar o valor pleno da faixa.

F6 · R$ 10 mi Bienal das Fábricas: Edição Um

Para sustentar honestamente a categoria bienal/festival, a Fábrica Aberta muda de desenho real, não só de nome — mas aqui a mudança é mais tranquila que em outros projetos do banco, porque o formato já nasceu plural (oito artistas, oito fábricas, oito marcas) e só precisa ganhar competição e simultaneidade de verdade. A itinerância sequencial das faixas anteriores — uma cidade de cada vez — vira ativação simultânea numa janela concentrada de 60 dias, com as oito obras-fábrica distribuídas em quatro polos regionais que abrem juntos. Ao lado das oito comissões fechadas (uma por marca, mantendo a simetria original 1:1), entra um Programa Satélite de 8 obras adicionais selecionadas por edital público nacional, aberto a artistas sem vínculo com nenhuma das oito montadoras — a pluralidade competitiva que a categoria bienal exige de verdade, e que as faixas anteriores não tinham. A CNI/SENAI, já parceira educativa desde a F2, assina convênio formal de correalização e assume compromisso de próxima edição em dois anos, nascendo a "Edição Um" nomeada e periódica da Bienal das Fábricas.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística650.0006,5%
Comissões e cachês de artistas (8 fábricas + Programa Satélite via edital)2.500.00025,0%
Produção, cenotécnica e montagem1.800.00018,0%
Logística e itinerância (ativação simultânea, 4 polos regionais)1.400.00014,0%
Educativo e mediação1.000.00010,0%
Comunicação e documentação (websérie 8 ep. + cobertura do edital)850.0008,5%
Gestão administrativa1.300.00013,0%
Auditoria e prestação de contas250.0002,5%
Contingência250.0002,5%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 4 polos regionais ativados simultaneamente (agrupando as 8 cidades-fábrica), 8 obras comissionadas (uma por fábrica/marca) + 8 obras do Programa Satélite via edital público nacional (16 obras no total), público-meta de ~315 mil visitantes, ~57 mil estudantes atendidos, ~185 empregos culturais diretos.

Cronograma: 5 meses de pré-produção (inclui o processo de edital público nacional), 8 de produção, 3 de janela de exposição simultânea (quatro polos regionais), 4 de prestação de contas — 20 meses.

Cotas:

MarcasCotaO que compra
3 marcasR$ 3.333.000 cadadistribuição desigual das 8 fábricas (3+3+2) — quebra a simetria 1:1; exige headroom fiscal alto por marca nesta faixa de R$ 10 milhões
4 marcasR$ 2.500.000 cadadistribuição 2+2+2+2 — simetria restaurada, 2 fábricas/artistas por marca
6 marcasR$ 1.666.700 cadadistribuição próxima de 1,3 fábrica por marca — funciona com leve assimetria, ainda administrável
8 marcasR$ 1.250.000 cada1 fábrica/artista por marca — simetria plena, a versão ideal desta faixa, mesma lógica 1:1 da F4/F5

Mínimo estrutural: 3 marcas — diferente da F1 à F5, esta faixa não comporta mais um tier de 2 marcas: abaixo de 3 incentivadoras, a concentração fiscal por marca (mais de R$ 5 milhões cada) ultrapassa o razoável dentro do limite de 4% do IR devido numa faixa de R$ 10 milhões. Faixa ideal: 8 marcas a R$ 1.250.000, mantendo a simetria 1:1 original em escala maior. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: categoria bienal/festival (teto R$ 15 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU), sempre com PRONAC único — a regra de 1 PRONAC continua absoluta, como em todas as faixas deste dossiê. A própria Faixa 5 descartou explicitamente esse enquadramento, porque a Fábrica Aberta não era uma bienal nem um festival — era uma exposição itinerante com produto editorial associado. Para a Faixa 6 sustentar honestamente a categoria bienal, o projeto muda de verdade: a itinerância sequencial vira ativação simultânea em polos regionais, entra um Programa Satélite de obras selecionadas por edital público nacional (pluralidade competitiva que as oito comissões fechadas, por si só, não bastavam para caracterizar), e a CNI/SENAI assume correalização formal com compromisso de próxima edição — nasce a "Edição Um" nomeada e periódica. É uma reformulação real do formato, não maquiagem jurídica, mas carrega risco menor que em outros projetos do banco: a Fábrica Aberta já nasceu plural (oito artistas, oito marcas), então o salto para bienal exige adicionar competição e simultaneidade, não inventar pluralidade do zero. Ainda assim, um parecerista mais rigoroso pode entender que a periodicidade — esta seria a primeira edição nomeada — é recente demais para caracterizar bienal consolidada. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet antes de qualquer protocolo, testando essa tese de enquadramento contra o histórico de decisões do MinC; se o parecer vier desfavorável, o fallback comercial é vender a F4 ou a F5, ambas já validadas neste dossiê como exposição itinerante, sem a exposição de um reenquadramento de categoria.

F7 · R$ 15 mi Bienal das Fábricas: Edição Consolidada

A Edição Um provada, a Edição Consolidada leva a Bienal das Fábricas à escala nacional plena. Aos quatro polos regionais soma-se uma vitrine nacional simultânea — São Paulo, sediada num equipamento cultural público parceiro —, e o Programa Satélite por edital dobra de tamanho: 16 obras selecionadas nacionalmente, ao lado das mesmas oito comissões fechadas por fábrica/marca que preservam a simetria original. Um segundo correalizador institucional entra — associação nacional de museus ou consórcio de universidades federais —, formalizando dois convênios de governança em paralelo. A Escola de Formação com o SENAI, ativa desde a F2, vira trilha certificada com diploma reconhecido, estendida às cinco praças (quatro polos + vitrine nacional).

RubricaR$%
Curadoria e direção artística975.0006,5%
Comissões e cachês de artistas (8 fábricas + Programa Satélite ampliado)3.750.00025,0%
Produção, cenotécnica e montagem (inclui vitrine nacional)2.700.00018,0%
Logística e itinerância (5 polos simultâneos)2.100.00014,0%
Educativo e mediação1.500.00010,0%
Comunicação e documentação1.275.0008,5%
Gestão administrativa1.950.00013,0%
Auditoria e prestação de contas375.0002,5%
Contingência375.0002,5%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 5 polos ativados simultaneamente (4 regionais + 1 vitrine nacional), 8 obras comissionadas por fábrica/marca + 16 obras do Programa Satélite via edital público nacional (24 obras no total), público-meta de ~470 mil visitantes, ~86 mil estudantes atendidos, ~280 empregos culturais diretos, trilha certificada com o SENAI para professores e monitores das edições anteriores.

Cronograma: 6 meses de pré-produção (dois convênios institucionais formais + ciclo ampliado de edital público), 9 de produção, 4 de janela de exposição simultânea (cinco polos, incluindo a vitrine nacional), 5 de prestação de contas — 24 meses.

Cotas:

MarcasCotaO que compra
3 marcasR$ 5.000.000 cadadistribuição desigual das 8 fábricas (3+3+2) — headroom fiscal extremamente alto, concentra risco demais para a faixa de maior valor do banco
4 marcasR$ 3.750.000 cadadistribuição 2+2+2+2 — simetria restaurada em escala máxima
6 marcasR$ 2.500.000 cadadistribuição próxima de 1,3 fábrica por marca, mais presença na vitrine nacional
8 marcasR$ 1.875.000 cada1 fábrica/artista por marca — simetria plena, a versão comercial de referência também nesta faixa

Mínimo estrutural: 3 marcas. Faixa ideal: 8 marcas a R$ 1.875.000 — mesma simetria 1:1 do desenho original, agora no teto máximo do banco. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$ 15 milhões batido em cheio, sem folga. A escala maior (segundo correalizador institucional, vitrine nacional, Programa Satélite dobrado) reforça a legitimidade formal do enquadramento — nesta escala, a Bienal das Fábricas já tem porte, simultaneidade e mecânica de seleção pública equivalentes aos de bienais consolidadas do país. Mitigação de rotina: o mesmo parecer prévio de consultoria exigido na Faixa 6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo; sem parecer favorável, não protocolar. Fallback comercial, em ordem de preferência: F6, depois F4 ou F5 — todas já com enquadramento validado neste dossiê.

Contrapartida social por faixa:

FaixaGratuidadeEscolas atendidasJovens formadosAcervo/legado doado
F1 — R$ 1,5 miTotal3~120Nenhum (obras seguem no pool para itinerância futura)
F2 — R$ 3 miTotal8~3001 obra a acervo público municipal
F3 — R$ 4,5 miTotal15~600 (inclui SENAI regional)2 obras a acervos públicos
F4 — R$ 6 miTotal~25~1.500 (programa "Linha de Frente" SENAI, 4-5 cidades)2 obras a acervos públicos
F5 — R$ 7 miTotal35+~2.500 (SENAI em 8 cidades, via aporte direto)3-4 obras + acervo de história oral + livro em 2 mil bibliotecas
F6 — R$ 10 miTotal~50 (4 polos regionais + alcance do edital público)~3.600 (SENAI nos 4 polos) + 8 artistas do Programa Satélite lançados por edital4-5 obras de fábrica + 8 obras do Programa Satélite doadas aos museus parceiros dos polos regionais
F7 — R$ 15 miTotal~75 (5 polos, incluindo a vitrine nacional)~5.350 (trilha certificada SENAI, 5 polos) + 16 artistas do Programa Satélite lançados por edital nacional5-6 obras de fábrica + 16 obras do Programa Satélite + registro documental da Edição Consolidada doados aos dois consórcios correalizadores

Acessibilidade (audiodescrição, Libras, rota tátil) é padrão em todas as faixas a partir da F2; na F1, entra como sessão semanal dedicada por restrição de orçamento. Ação formativa cobre sempre acima de 10% do público projetado, e a gratuidade total elimina a discussão sobre o teto de R$ 300 por beneficiário que travaria uma versão com ingresso pago.

Assinado por Todos: Cada uma das oito obras comissionadas carrega os nomes da fábrica que a inspirou, e na mostra-síntese as oito colunas se unem numa única parede contínua — oito montadoras concorrentes assinando, letra por letra, a mesma peça. Totem e web “Encontre seu Nome” localizam cada funcionário na coluna e na parede unificada, e cada visita sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Acesso à linha de produção lido como risco de segurança industrial ou vazamento de propriedade intelectual. É o primeiro "não" instintivo de qualquer diretoria industrial. Mitigação: visitas técnicas curtas e agendadas dentro de paradas de manutenção já programadas (não se abre a linha viva especialmente para o projeto), acordo de confidencialidade padrão assinado pelos artistas e toda a fabricação acontece fora da planta, num ateliê externo — a fábrica cede material e sucata, nunca acesso operacional contínuo.

2. Leitura de promoção de marca ou vantagem indireta à incentivadora, especialmente se alguma obra remeter a um modelo específico de carro. É vedação expressa da lei e o ponto mais fácil de reprovação num parecer técnico. Mitigação: briefing curatorial explícito proíbe menção a modelo, campanha ou slogan comercial; o eixo é "a indústria brasileira virou ateliê", nunca "a marca X fez a obra mais bonita"; curadoria única e independente decide critérios de forma pareada entre as oito fábricas, documentado em edital interno auditável.

3. Na F5, o R$ 1 milhão de aporte direto das marcas não ser dedutível, ao contrário do restante do projeto. É a única faixa do banco em que uma fatia do investimento sai do regime de dedução de 100% do Art. 18. Mitigação: a F4 já entrega o projeto completo — oito fábricas, oito artistas, itinerância plena — 100% dentro do incentivo, sem depender de nenhum aporte extra; o aporte direto de R$ 1 milhão é estritamente opcional e compra só a camada extra da F5 (livro-documental, acervo de história oral, websérie ampliada), nunca condição para a exposição em si acontecer.

Recomendação: Venderia a F4 primeiro — R$ 6 milhões, oito marcas, R$ 750 mil por cota. É a única faixa em que a matemática, o conceito e o argumento comercial se encontram exatamente: oito fábricas para oito montadoras, simetria perfeita, dentro do teto itinerante sem precisar de nenhuma engenharia extra de enquadramento, e com o menor ticket individual do banco inteiro para o maior número de logos na mesma peça — o argumento que já está na primeira conversa do banco original ("ninguém precisa ganhar... custa R$ 700 mil de imposto que cada uma já ia pagar"). A F5 é a evolução natural para uma segunda rodada, quando o legado editorial já tiver caso de uso comprovado; as faixas F1 a F3 quebram a simetria 1:1 que é o próprio motor de venda do conceito — fazem sentido como plano B se só duas ou três montadoras topparem embarcar primeiro, não como proposta de largada para as oito.

MULTI-08 · Fiat + BYD + Toyota (trio fundador)

O Museu de Portaria: Circuito das Cidades-Fábrica

Um museu itinerante que estaciona na portaria das fábricas: estrutura modular montada em cinco dias na praça pública em frente ao portão, aberta e gratuita por quatro semanas, com acervo nuclear sobre o imaginário do Brasil que fabrica — turno da madrugada, ônibus fretado, vila operária, sirene — mais uma obra site-specific por cidade que se incorpora ao acervo e viaja com ele para a parada seguinte. O crédito das três incentivadoras aparece em todas as paradas do circuito, não em destaque local rotativo, respeitando à letra a exigência legal de visibilidade proporcional ao aporte. Fiat, BYD e Toyota entram como trio fundador — uma tradicional, uma chinesa, uma japonesa — cada uma recebendo o museu na porta da própria fábrica antes de qualquer outra marca do setor ser convidada. O desenho nasce pequeno o bastante para caber sob o teto de itinerante em sua configuração plena e cresce por edições, com as sete rivais restantes entrando só na segunda rodada. Job do CMO: colocar a marca diante do público interno que mais pesa — o próprio operário, a família dele, a prefeitura e o sindicato da cidade-sede — sem depender de mídia paga nem de discurso institucional, e fazer isso em coro com duas concorrentes diretas, dividindo custo e risco do gesto pioneiro que nenhuma faria sozinha primeiro. O wow: o operário saindo do turno e entrando na exposição de crachá — a mesma estrutura fotografada na portaria de Betim e na de Camaçari, prova visual de que rivais do chão de fábrica assinam juntas a mesma frase cultural.

Enquadramento Art. 18 · Lei 8.313/91 · itineranteFaixa recomendada F4 · R$ 6 miCota mínima 3 marcas · R$ 2.000.000 cada (F4)
F1 · R$ 1,5 mi Edição Semente

Uma única portaria recebe o projeto inteiro — Betim, onde a Fiat comemorou os 50 anos da planta, é a praça natural para testar a mecânica antes de comprometer qualquer coisa maior. O módulo itinerante é projetado e construído nesta faixa como protótipo funcional, com o acervo nuclear reduzido a dez obras mais uma peça site-specific da própria cidade. Não há deslocamento entre praças: o objetivo é provar que a estrutura monta em cinco dias, que o acesso público funciona sem fricção com a segurança patrimonial da fábrica e que a curadoria sobre turno, ônibus fretado e vila operária tem apelo fora do circuito de arte contemporânea antes de qualquer compromisso plurianual com um trio de marcas.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010,0%
Comissões e cachês de artistas375.00025,0%
Produção/cenotécnica/montagem (construção do módulo itinerante protótipo)480.00032,0%
Logística e itinerância90.0006,0%
Educativo e mediação150.00010,0%
Comunicação e documentação105.0007,0%
Gestão90.0006,0%
Auditoria e prestação de contas45.0003,0%
Contingência15.0001,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade (Betim) · 1 estrutura modular itinerante construída e testada · 10 obras do acervo nuclear + 1 obra site-specific · público-meta 8 mil pessoas · 800 estudantes atendidos em ação formativa · cerca de 12 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção (projeto do módulo, licenciamento municipal e com a fábrica, curadoria) · 3 meses de produção (construção do módulo e comissão das obras) · 1 mês de exposição em cartaz (as quatro semanas legais) · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de 10 meses.

Cotas: com 2 marcas, R$ 750.000 cada, apresenta conjunto com crédito igual, 50% do rateio dos 10% de convites/produtos cada, única praça da faixa. Com 3 marcas, R$ 500.000 cada, mesma posição de crédito, 33,3% cada. Com 4 marcas, R$ 375.000 cada, 25% cada. Com 6 a 8 marcas, de R$ 250.000 a R$ 187.500 cada, apresenta coletivo por ordem de aporte, rateio de 12,5% a 16,7% cada, crédito coletivo na única praça da faixa. Mínimo pra faixa fechar: 2 — abaixo disso o projeto vira, na prática, um patrocínio mono isolado numa única portaria, e perde o argumento central de rivais assinando juntas o mesmo gesto.

Enquadramento: categoria proposta comum PJ (teto R$ 1,5 milhão) — sem deslocamento entre cidades, a faixa ainda não configura itinerância e preenche o teto exatamente. É o degrau que a própria Fiat pode bancar sozinha para validar a estrutura antes de trazer BYD e Toyota para a mesa, embora o argumento comercial do projeto — o coro de rivais — só nasça de fato a partir de duas marcas.

F2 · R$ 3 mi Edição Turno

O museu visita as três portarias-mãe do trio fundador — Betim (Fiat), Camaçari (BYD) e Indaiatuba (Toyota) — uma parada por marca, o desenho mais simples de vender porque cada incentivadora vê o projeto literalmente na porta da própria fábrica antes de ver na porta da concorrente. O módulo, testado na Faixa 1, ganha reforço estrutural para suportar montagem e desmontagem repetidas, o acervo nuclear cresce para dezoito obras e cada cidade recebe sua própria peça site-specific. É a faixa que prova a variável mais delicada do conceito pleno: se a mesma estrutura, o mesmo padrão de mediação e o mesmo crédito proporcional se sustentam ao atravessar estados diferentes sem perder qualidade entre uma parada e outra.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística270.0009,0%
Comissões e cachês de artistas720.00024,0%
Produção/cenotécnica/montagem (reforço do módulo para viagens repetidas)840.00028,0%
Logística e itinerância360.00012,0%
Educativo e mediação330.00011,0%
Comunicação e documentação210.0007,0%
Gestão180.0006,0%
Auditoria e prestação de contas69.0002,3%
Contingência21.0000,7%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 3 cidades (Betim, Camaçari, Indaiatuba) · 1 módulo itinerante reforçado · 18 obras do acervo nuclear + 3 obras site-specific (uma por cidade) · público-meta 30 mil pessoas · 3 mil estudantes atendidos · cerca de 30 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 4 meses de produção · 5 meses de circulação (3 paradas de 4 semanas cada, com intervalos de desmontagem, transporte e remontagem) · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de 16 meses.

Cotas: com 2 marcas, R$ 1.500.000 cada, apresenta conjunto com crédito igual, 50% do rateio cada, presente nas 3 praças. Com 3 marcas, R$ 1.000.000 cada — configuração original do conceito, uma parada por marca —, 33,3% cada, todas as 3 praças. Com 4 marcas, R$ 750.000 cada, 25% cada, todas as 3 praças. Com 6 a 8 marcas, de R$ 500.000 a R$ 375.000 cada, apresenta coletivo por ordem de aporte, 12,5% a 16,7% cada, crédito coletivo em todas as praças. Mínimo pra faixa fechar: 3 é o desenho ideal, porque cada uma das três paradas corresponde à portaria de uma marca diferente — com apenas 2, uma das três cidades deixa de ter incentivadora local e passa a ser território neutro, o que ainda fecha a conta mas esvazia parte do argumento "cada um recebe o museu na própria porta".

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões), com folga de metade do teto — a partir desta faixa o projeto passa de fato a circular entre municípios de estados diferentes e migra de categoria.

F3 · R$ 4,5 mi Edição Trajeto

Às três portarias-mãe somam-se duas cidades-satélite de forte adensamento operário — Contagem, vizinha de Betim e maior polo de moradia da mão de obra da Fiat na Grande BH, e Dias d'Ávila, cidade-dormitório do polo industrial de Camaçari. O acervo nuclear cresce para vinte e quatro obras, com cinco peças site-specific ao todo. É a faixa em que o circuito deixa de ser "uma parada por marca" e começa a se ler como rede regional — a antessala direta da versão de seis portarias mais mostra-síntese que fecha o conceito original do banco.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística405.0009,0%
Comissões e cachês de artistas1.035.00023,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.215.00027,0%
Logística e itinerância585.00013,0%
Educativo e mediação495.00011,0%
Comunicação e documentação315.0007,0%
Gestão270.0006,0%
Auditoria e prestação de contas112.5002,5%
Contingência67.5001,5%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 5 cidades (Betim, Camaçari, Indaiatuba, Contagem, Dias d'Ávila) · 24 obras do acervo nuclear + 5 obras site-specific · público-meta 55 mil pessoas · 6 mil estudantes atendidos · cerca de 48 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 5 meses de produção · 8 meses de circulação (5 paradas) · 3 meses de prestação de contas. Ciclo total de 20 meses.

Cotas: com 2 marcas, R$ 2.250.000 cada, apresenta conjunto com crédito igual, 50% do rateio cada, presente nas 5 praças. Com 3 marcas, R$ 1.500.000 cada, 33,3% cada, todas as 5 praças. Com 4 marcas, R$ 1.125.000 cada, 25% cada, todas as 5 praças. Com 6 a 8 marcas, de R$ 750.000 a R$ 562.500 cada, apresenta coletivo por ordem de aporte, 12,5% a 16,7% cada, crédito coletivo em todas as praças. Mínimo pra faixa fechar: 3 — com 2 marcas a cota sobe para R$ 2,25 milhões cada, patamar que já pesa no headroom fiscal de uma BYD ainda sem histórico de captação Rouanet no país.

Enquadramento: exposição itinerante (teto R$ 6 milhões), com folga de R$ 1,5 milhão sob o teto — margem útil caso o parecerista técnico peça ajuste de escopo nos 60 dias de análise.

F4 · R$ 6 mi Edição Fundadora recomendada

A versão plena do conceito original do banco: seis portarias — as três-mãe mais Contagem, Dias d'Ávila e Sorocaba (satélite industrial de Indaiatuba) — recebem o circuito completo, com mostra-síntese em São Paulo fechando o ciclo como sétima parada. O acervo nuclear atinge as trinta obras comissionadas descritas no conceito original, mais uma peça site-specific por cidade-portaria (seis ao todo), sobre o imaginário do Brasil que fabrica. É a faixa em que o crédito das três incentivadoras aparecendo em todas as paradas — não em destaque local rotativo — se torna o argumento visual mais forte do dossiê: a mesma estrutura, com os mesmos três nomes, na porta de Betim e na porta de Camaçari.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística510.0008,5%
Comissões e cachês de artistas1.320.00022,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.680.00028,0%
Logística e itinerância840.00014,0%
Educativo e mediação690.00011,5%
Comunicação e documentação420.0007,0%
Gestão330.0005,5%
Auditoria e prestação de contas120.0002,0%
Contingência90.0001,5%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 6 cidades-portaria (Betim, Camaçari, Indaiatuba, Contagem, Dias d'Ávila, Sorocaba) + mostra-síntese em São Paulo (7 paradas) · 30 obras comissionadas do acervo nuclear + 6 obras site-specific · público-meta 95 mil pessoas · 9,5 mil estudantes atendidos · cerca de 70 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção · 4 meses de produção · 14 meses de circulação (7 paradas, incluindo a mostra-síntese) · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de 26 meses — os 18 meses do conceito original correspondem à soma de produção e circulação (4+14).

Cotas: com 2 marcas, R$ 3.000.000 cada, apresenta conjunto com crédito igual, 50% do rateio cada, presente nas 7 paradas. Com 3 marcas, R$ 2.000.000 cada — configuração original do conceito (Fiat + BYD + Toyota) —, 33,3% cada, todas as 7 paradas. Com 4 marcas, R$ 1.500.000 cada, 25% cada, todas as 7 paradas. Com 6 a 8 marcas, de R$ 1.000.000 a R$ 750.000 cada, apresenta coletivo por ordem de aporte, sem destaque local rotativo (exigência legal de crédito proporcional em todas as paradas), 12,5% a 16,7% cada. Mínimo pra faixa fechar: 3 — é o desenho com que o conceito nasceu no banco (cotas de R$ 1,5–2 milhões cada), ponto de equilíbrio entre ticket grande o bastante para virar manchete nacional e leve o bastante para caber sem disputa interna de orçamento em nenhuma das três companhias.

Enquadramento: exposição itinerante, no teto máximo da categoria (R$ 6 milhões). Sete paradas planejadas desde a submissão, com estrutura física idêntica circulando entre estados diferentes, caracterizam itinerância territorial sem margem para reclassificação.

F5 · R$ 7 mi Edição Legado

A Edição Fundadora inteira, ampliada para oito portarias — as seis originais mais Simões Filho (BA, segunda cidade-dormitório do polo de Camaçari) e Salto (SP, elo da cadeia de fornecedores de Indaiatuba) — com a mostra-síntese em São Paulo fechando o ciclo como nona parada. A esse bloco soma-se um segundo programa que a Faixa 4 não cobre: "Memória de Portaria", um projeto editorial e de arquivo que registra em livro e em acervo de história oral os relatos dos trabalhadores retratados no circuito, doado a arquivos públicos, mais uma rede de formação certificada para os jovens mediadores contratados em cada cidade. É a faixa que transforma o museu itinerante de experiência de dezoito meses em referência documental permanente — o capítulo que garante que o projeto sobreviva à própria itinerância física.

RubricaVia PRONAC (R$ 6.000.000)Via aporte direto (R$ 1.000.000)
Curadoria e direção artística480.000100.000
Comissões e cachês de artistas1.260.000150.000
Produção/cenotécnica/montagem (via PRONAC: módulo; via aporte direto: editoração, impressão, digitalização do arquivo)1.560.000300.000
Logística e itinerância960.00080.000
Educativo e mediação (via aporte direto: rede de formação certificada de mediadores)690.000200.000
Comunicação e documentação420.000100.000
Gestão330.00050.000
Auditoria e prestação de contas150.00015.000
Contingência150.0005.000
Total6.000.0001.000.000

Entregáveis: 8 cidades-portaria (as 6 da Faixa 4 mais Simões Filho e Salto) + mostra-síntese em São Paulo (9 paradas) · 30 obras do acervo nuclear + 8 obras site-specific · livro-documentário "Memória de Portaria" publicado · arquivo de história oral doado a arquivos públicos · 60 jovens mediadores formados e certificados · público-meta 150 mil pessoas · 15 mil estudantes atendidos · cerca de 110 empregos culturais diretos.

Cronograma: 5 meses de pré-produção · 5 meses de produção · 18 meses de circulação (9 paradas) · 4 meses de prestação de contas, com fechamento escalonado entre a frente do PRONAC e a do aporte direto. Ciclo total de 32 meses — dentro do teto de execução de 36 meses da lei.

Cotas (PRONAC + aporte direto): com 2 marcas, R$ 3.000.000 no PRONAC + R$ 500.000 de aporte direto cada, apresenta conjunto com crédito igual, 50% do rateio cada, presente nas 9 paradas. Com 3 marcas, R$ 2.000.000 no PRONAC + R$ 333.000 de aporte direto cada — trio fundador na configuração máxima —, 33,3% cada, todas as 9 paradas. Com 4 marcas, R$ 1.500.000 no PRONAC + R$ 250.000 de aporte direto cada, 25% cada, todas as 9 paradas. Com 6 a 8 marcas, de R$ 1.000.000–750.000 no PRONAC + R$ 166.700–125.000 de aporte direto cada, apresenta coletivo por ordem de aporte, sem destaque local rotativo, 12,5% a 16,7% cada, em todas as paradas. Mínimo pra faixa fechar: 3, mas 4 é o desenho mais confortável — com três marcas a cota sobe para R$ 2,33 milhões cada, patamar que exige comprometimento plurianual mesmo de uma incentivadora com bom histórico de captação; com quatro (a primeira das sete rivais entrando já na Edição Legado, antecipando a segunda rodada), a cota cai para R$ 1,75 milhão cada.

Enquadramento: R$ 7 milhões excedem em R$ 1 milhão o teto da categoria itinerante (R$ 6 milhões). Das três soluções previstas na régua Rouanet: (a) enquadrar como bienal/festival não se aplica — o museu de portaria é uma mostra sequencial, parada após parada, não um evento simultâneo multi-praça com caráter de festival; forçar essa classificação para acessar o teto de R$ 15 milhões arriscaria glosa por enquadramento indevido. (b) estruturar o Programa Memória de Portaria como projeto formal à parte, com PRONAC próprio, está fora de cogitação — o cliente veda qualquer arquitetura de mais de um PRONAC por projeto, e a duplicação de auditoria e prestação de contas não traria ganho nenhum, além de multiplicar exatamente o tipo de objeto que a fiscalização do MinC mais escrutina. (c) R$ 6.000.000 incentivados via PRONAC único + R$ 1.000.000 de aporte direto das marcas, extra-incentivo e rateado entre as três na mesma proporção de suas cotas no PRONAC, é a solução adotada. O risco original desta opção — um aporte de marketing puro sendo bancado por uma única marca isoladamente, reabrindo a assimetria de protagonismo que o desenho nasceu para evitar — deixa de existir porque o rateio é obrigatoriamente proporcional: cada incentivadora paga sua fração do excedente na mesma razão em que já participa do PRONAC, preservando à letra o pilar legal do MULTI-08 de crédito proporcional ao aporte, sem destaque local rotativo, em todas as paradas. O PRONAC único de R$ 6.000.000 preserva 100% de dedutibilidade sobre a parte incentivada; o R$ 1.000.000 de aporte direto realmente não é dedutível — perde-se a dedução fiscal sobre um sétimo do total —, mas é o trade-off necessário: com a opção (b) vedada pelo cliente, é a única estrutura de PRONAC único disponível para cobrir o excedente da Faixa 5, e o aporte direto financia exatamente o que a Faixa 4 não cobre.

F6 · R$ 10 mi Bienal Circuito das Cidades-Fábrica: Edição Um

Para sustentar honestamente a categoria bienal/festival — que este mesmo dossiê descartou explicitamente até a Faixa 5, registrando que "o museu de portaria é uma mostra sequencial, parada após parada, não um evento simultâneo multi-praça com caráter de festival" —, o projeto muda de desenho na Faixa 6, não só de nome. A itinerância sequencial das oito portarias dá lugar a uma ativação simultânea, numa janela de 30 a 45 dias, nas oito cidades já visitadas na Faixa 5 mais dois novos núcleos fora do eixo automotivo: Volta Redonda (RJ, siderurgia) e Joinville (SC, polo têxtil e metalmecânico) — a primeira vez que o museu de portaria retrata o "Brasil que fabrica" além da linha de montagem. 30% do acervo site-specific inédito desta edição é selecionado por edital público nacional, aberto a fotógrafos e artistas de qualquer cidade fabril do país, ao lado do núcleo curado que já é a assinatura do projeto — a pluralidade competitiva que a categoria exige de verdade, não de nome. Um consórcio formado por três universidades públicas dos próprios estados do trio fundador — UFMG (Minas Gerais, sede da Fiat em Betim), UFRB (Bahia, sede da BYD em Camaçari) e Unicamp (São Paulo, sede da Toyota em Indaiatuba) —, cada uma com centro de memória do trabalho ou de estudos industriais, assina convênio de correalização, formalizando a periodicidade que sustenta o enquadramento: esta é a "Edição Um" nomeada, com compromisso já firmado de Edição Dois em dois anos. O livro-documentário "Memória de Portaria" e a rede de formação certificada de mediadores da Faixa 5 seguem rodando entre edições, agora como o intervalo de um calendário bienal de verdade.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística850.0008,5%
Comissões e cachês de artistas2.200.00022,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui adequação dos 2 novos núcleos e logística de ativação simultânea)2.800.00028,0%
Logística e itinerância1.400.00014,0%
Educativo e mediação1.150.00011,5%
Comunicação e documentação700.0007,0%
Gestão550.0005,5%
Auditoria e prestação de contas200.0002,0%
Contingência150.0001,5%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 10 portarias ativadas simultaneamente numa janela de 30-45 dias (as 8 da Faixa 5 + Volta Redonda e Joinville) + mostra-síntese em São Paulo fechando o ciclo (11 paradas) · 30 obras do acervo nuclear + 10 obras site-specific (uma por portaria) + 12 obras inéditas via edital público nacional (30% da produção desta edição) · livro-documentário "Memória de Portaria" em edição ampliada · arquivo de história oral consolidado, agora com relatos de siderurgia e indústria têxtil/metalmecânica além da automotiva · 85 jovens mediadores formados e certificados (herdados da F5 + novos das 2 praças) · público-meta 215 mil pessoas · 21,5 mil estudantes atendidos · cerca de 155 empregos culturais diretos.

Cronograma: 6 meses de pré-produção (coordenação simultânea entre 11 paradas exige mais alinhamento que a itinerância sequencial, mais o julgamento do edital público) · 6 meses de produção (obras das 2 novas praças e das peças selecionadas por edital) · janela de exposição simultânea de 3 meses nas 10 portarias + 1 mês de mostra-síntese em São Paulo · 4 meses de prestação de contas. Ciclo total de 20 meses.

Cotas: com 3 marcas, R$ 3.333.000 cada, crédito de fundadora com presença nas 11 paradas e nome no convênio com o consórcio das três universidades — desenho original do trio (Fiat + BYD + Toyota), 33,3% do rateio dos 10% de convites/produtos cada. Com 4 marcas, R$ 2.500.000 cada, mesmo pacote com uma quarta fundadora entrando já na Edição Um, 25% cada. Com 6 marcas, R$ 1.666.700 cada, apresenta coletivo por ordem de aporte, 12,5%–16,7% cada. Com 8 marcas, R$ 1.250.000 cada, apresenta coletivo mínimo, 12,5%–16,7% cada. Mínimo pra faixa fechar: 3 — é o desenho com que o conceito nasceu no banco, mas 4 é mais confortável se a primeira das sete rivais restantes quiser entrar já na Edição Um. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido — a faixa não exige headroom fiscal maior do que a Faixa 5, só reparte entre mais participantes se for o caso.

Enquadramento: categoria bienal/festival (teto R$ 15 milhões, IN 29/2026 — confirmar no DOU), PRONAC único — a regra de 1 PRONAC das faixas anteriores continua absoluta. Isso exige honestidade: nas Faixas 1 a 5 deste mesmo dossiê, o banco descartou explicitamente o enquadramento bienal, registrando que "o museu de portaria é uma mostra sequencial, parada após parada, não um evento simultâneo multi-praça com caráter de festival" — o oposto do que a categoria pede. Para a F6/F7 sustentarem esse enquadramento sem risco de glosa por reenquadramento indevido, o projeto precisa mudar de verdade, não só de etiqueta: ativação simultânea no lugar da itinerância sequencial, 30% da produção inédita por edital público nacional, correalizador institucional formal (consórcio UFMG + UFRB + Unicamp) com compromisso de próxima edição. É uma reformulação real do formato, e carrega risco: um parecerista mais rigoroso pode entender que a periodicidade ainda é recente demais — esta seria a primeira edição nomeada — para caracterizar bienal consolidada, sobretudo depois de o próprio dossiê ter argumentado o contrário até a Faixa 5. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet antes de qualquer protocolo, testando especificamente essa tese de enquadramento contra o histórico de decisões do MinC em casos similares; se o parecer vier desfavorável, o fallback comercial é vender a F4 ou a F5 — ambas já validadas neste dossiê, sem a exposição de um reenquadramento de categoria.

F7 · R$ 15 mi Bienal Circuito das Cidades-Fábrica: Edição Consolidada

A Edição Um provada, a Edição Consolidada expande a curadoria por edital público para metade da produção inédita, com júri misto (curador-geral + consórcio das três universidades + um convidado externo). Um segundo correalizador institucional se junta ao consórcio — uma associação nacional de museus da indústria e do trabalho —, e duas novas paradas entram no circuito simultâneo: Cubatão (SP, polo petroquímico) e Ipatinga (MG, siderurgia), elevando o total para doze portarias ativadas simultaneamente. O livro-documentário "Memória de Portaria" ganha edição trilíngue para circulação em museus industriais internacionais, e a rede de formação de mediadores vira trilha certificada com diploma reconhecido pelo consórcio universitário.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística1.275.0008,5%
Comissões e cachês de artistas3.300.00022,0%
Produção/cenotécnica/montagem (inclui adequação das 4 novas paradas e logística de ativação simultânea em 12 portarias)4.200.00028,0%
Logística e itinerância2.100.00014,0%
Educativo e mediação1.725.00011,5%
Comunicação e documentação1.050.0007,0%
Gestão825.0005,5%
Auditoria e prestação de contas300.0002,0%
Contingência225.0001,5%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 12 portarias ativadas simultaneamente (as 10 da Faixa 6 + Cubatão e Ipatinga) + mostra-síntese em São Paulo (13 paradas) · 30 obras do acervo nuclear + 12 obras site-specific + 20 obras inéditas via edital público nacional (metade da produção desta edição) · livro-documentário "Memória de Portaria" em edição trilíngue · arquivo de história oral ampliado a seis setores industriais · 130 jovens mediadores formados e certificados, trilha com diploma reconhecido pelo consórcio universitário · público-meta 320 mil pessoas · 32 mil estudantes atendidos · cerca de 235 empregos culturais diretos.

Cronograma: 7 meses de pré-produção · 7 meses de produção · janela de exposição simultânea de 4 meses nas 12 portarias + 1 mês de mostra-síntese em São Paulo (13 paradas) · 5 meses de prestação de contas. Ciclo total de 24 meses.

Cotas: com 3 marcas, R$ 5.000.000 cada, crédito de fundadora máxima com presença nas 13 paradas e nome nos dois convênios institucionais, 33,3% do rateio cada. Com 4 marcas, R$ 3.750.000 cada, mesmo pacote com uma quarta fundadora — configuração recomendada pra esta faixa —, 25% cada. Com 6 marcas, R$ 2.500.000 cada, apresenta coletivo distribuindo o risco fiscal entre mais CNPJs, 12,5%–16,7% cada. Com 8 marcas, R$ 1.875.000 cada, apresenta coletivo mínimo — piso prático da faixa —, 12,5%–16,7% cada. Mínimo pra faixa fechar: 3, mas exige headroom fiscal alto — mais viável com 4 ou mais marcas dividindo o teto máximo da categoria. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$ 15 milhões batido em cheio, sem folga. As quatro novas paradas fora do eixo automotivo e a metade da produção por edital público reforçam a legitimidade do enquadramento, mas também aumentam a exposição: é a faixa de maior valor do banco inteiro rodando numa categoria que este mesmo dossiê tratou como inadequada até a Faixa 5. Mitigação: o mesmo parecer prévio de consultoria exigido na F6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo; sem parecer favorável, não protocolar. Fallback comercial, em ordem de preferência: F6, depois F5, depois F4 — todas já com enquadramento validado neste dossiê.

Contrapartida social por faixa: F1 (R$ 1,5 mi) — gratuidade 100% sem bilheteria, 1 cidade-portaria atendida, 5 jovens mediadores locais remunerados, nenhuma doação de acervo nesta faixa (reservada ao fechamento do ciclo). F2 (R$ 3 mi) — gratuidade 100%, 3 cidades atendidas, 15 jovens mediadores, 1 obra site-specific doada ao equipamento cultural público de cada cidade. F3 (R$ 4,5 mi) — gratuidade 100%, 5 cidades atendidas, 25 jovens mediadores, 3 obras site-specific doadas. F4 (R$ 6 mi) — gratuidade 100%, 6 cidades atendidas + mostra-síntese em SP, 40 jovens mediadores (um por cidade em cada parada, remunerados), 6 obras site-specific incorporadas a acervos públicos municipais. F5 (R$ 7 mi) — gratuidade 100%, 8 cidades atendidas + mostra-síntese em SP, 60 jovens mediadores formados e certificados via aporte direto com trilha de capacitação replicável para futuras edições, 8 obras site-specific mais o livro-documentário e o arquivo de história oral doados a arquivos públicos das 8 cidades. F6 (R$ 10 mi) — gratuidade 100%, 10 cidades atendidas + mostra-síntese em SP com ativação simultânea (Edição Um da bienal), 85 jovens mediadores formados e certificados (incluindo os das 2 novas praças), 10 obras site-specific mais 12 obras do edital público nacional em licença aberta. F7 (R$ 15 mi) — gratuidade 100%, 12 cidades atendidas + mostra-síntese em SP, 130 jovens mediadores formados e certificados com trilha de diploma reconhecido pelo consórcio universitário, 12 obras site-specific mais 20 obras do edital público e o livro-documentário trilíngue em licença aberta. Todas as faixas superam com folga os mínimos legais de 10% de ingressos gratuitos e 20% a preço popular — a gratuidade é total do início ao fim em todas as sete variações, o que também elimina qualquer discussão sobre o teto de R$ 300 por beneficiário. A acessibilidade — rampas, Libras, audiodescrição — vem embarcada no projeto do módulo desde a Faixa 1, não como adendo posterior.

Assinado por Todos: A estrutura modular ganha uma “portaria de nomes” que acumula, parada a parada, os funcionários de cada cidade — na mostra-síntese final, a estrutura inteira está revestida com os nomes de Fiat, BYD e Toyota lado a lado. Totem e web “Encontre seu Nome” localizam cada funcionário e sua cidade, e cada visita sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações: 1) Perímetro industrial ativo lido como acesso restrito — uma estrutura pública instalada na porta de uma fábrica em operação levanta risco duplo: segurança patrimonial da planta e a leitura, pela fiscalização do MinC, de que o acesso está de fato condicionado a quem tem crachá, o que configuraria evento de circulação restrita, vedação expressa da lei. Mitigação: o módulo é sempre posicionado na via pública ou praça externa ao portão, fora do perímetro cercado, com abertura irrestrita a qualquer pessoa da cidade, não só a funcionários; o crachá vira gatilho de comunicação e mediação (o operário convida a família a visitar depois do turno), nunca critério de entrada; a segurança contratada é orientada exclusivamente à proteção do acervo, sem qualquer filtro de acesso vinculado à empresa. 2) Leitura de promoção indireta de marca pela associação física com a fábrica — diferente de uma exposição em museu neutro, aqui a proximidade literal com o portão da montadora é o próprio conceito, o que também é o ponto mais sensível diante da vedação de promoção direta de marca e de logo maior que o do Governo Federal. Mitigação: curadoria e narrativa centradas inteiramente na experiência do trabalhador e na história industrial do Brasil — nunca no logotipo, no carro ou na linha de produção específica de nenhuma marca —, curadoria independente sem ingerência das incentivadoras na seleção de obras, e crédito dimensionado conforme a IN 29/2026 em todo material de comunicação, protocolo já validado sem ressalvas em outras itinerantes deste banco. 3) Licenciamento simultâneo em múltiplas praças com regras municipais distintas — cada parada depende de autorização de uso do espaço público, aval da prefeitura local e, no caso das cidades-satélite, negociação com sindicatos que representam a força de trabalho retratada na curadoria; um atraso numa única praça pode travar o calendário do circuito inteiro, que depende de uma única estrutura física se deslocando em sequência. Mitigação: protocolo padrão de licenciamento com checklist replicável, negociado com antecedência mínima de seis meses por praça, e ordem de rota com folga — se uma cidade atrasar a liberação, o módulo segue para a parada seguinte já confirmada e a atrasada é reencaixada no fim do circuito, sem travar o calendário geral nem gerar multa por descumprimento de cronograma protocolado.

Recomendação: venderia primeiro a Faixa 4 — R$ 6.000.000 (Edição Fundadora). É a configuração exata com que o conceito nasceu no banco — seis portarias, mostra-síntese em São Paulo, as trinta obras comissionadas do acervo nuclear — e fecha com cota de R$ 2 milhões por marca, o teto superior do intervalo que o próprio conceito original já previa para o trio. Grande o bastante para virar manchete nacional e para sustentar o argumento de que rivais diretas assinam junto o mesmo gesto cultural pela primeira vez no setor; leve o bastante para caber no orçamento de uma BYD que ainda não tem programa Rouanet nenhum no país, ao lado de uma Fiat que já tem 20 anos de Casa Fiat de Cultura para comparar. Se a primeira reunião pedir um gesto menor para testar a mecânica antes do compromisso plurianual — especialmente se a BYD quiser ver a estrutura funcionando antes de assinar um cheque de sete dígitos —, a Faixa 2 (R$ 3 milhões, uma parada por marca nas três portarias-mãe) é o recuo natural: prova a itinerância entre estados com risco baixo, cota de apenas R$ 1 milhão cada, e mantém aberto o caminho direto até a Edição Fundadora no ciclo seguinte — exatamente quando as outras sete rivais do setor já estarão pagando o mesmo por um lugar na história que o trio fundador terá fechado primeiro.

MULTI-09 · VW + GM + Stellantis + Toyota

Três Turnos: Retratos de Gerações Operárias

Fotógrafos e pintores percorrem as plantas e vilas operárias de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Betim e Sorocaba retratando famílias com três gerações dentro da mesma indústria automotiva — avô, pai e filho ou filha que entraram na fábrica em décadas diferentes — em retratos monumentais acompanhados de história oral gravada com a própria família. O corpus vira exposição itinerante pelas quatro cidades, ganha mostra-âncora em museu público de São Paulo, doa o acervo de história oral a um arquivo público e fecha em livro-monumento editado pela ArtNow. A narrativa é deliberadamente neutra de produto — nenhum modelo de carro é citado, nenhuma linha do tempo de marca aparece: o fio é a experiência de quem trabalhou, não o que a fábrica fabricou. Curadoria mistura fotógrafos consagrados com jovens dos próprios territórios retratados. Job do CMO: dar à marca a resposta coletiva para a pergunta que o avanço chinês está fazendo o setor inteiro engolir — "o que vocês têm que elas não têm?" — resposta que não cabe em desconto nem em plano de financiamento: é gente, é tempo, são gerações; dita em coro por quatro rivais históricas, o argumento vira fato, dita por uma marca só, vira spot. O wow: os retratos operários ocupam as empenas e caixas d'água das próprias fábricas, visíveis da rodovia — as quatro maiores concorrentes do país assinando juntas, pela primeira vez, uma homenagem à mesma classe trabalhadora que ergueu todas elas.

Enquadramento Art. 18 · itinerante/territórios criativosFaixa recomendada F4 · R$ 6 miCota mínima R$ 1,5 mi/marca · mín. 3 marcas
F1 · R$ 1,5 milhão Edição Semente

Uma cidade só, São Bernardo do Campo, tratada como prova de conceito antes de convocar as demais três montadoras. Quinze famílias operárias retratadas, mostra fixa (sem itinerância) num centro cultural ou galeria pública da cidade, acervo de história oral inicial e um fascículo impresso no lugar do livro-monumento — que fica reservado para quando o projeto ganhar escala. É a versão que existe para provar curadoria, governança e método de captação de depoimentos antes de qualquer marca assinar um cheque maior.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística165.00011,0%
Comissões e cachês de artistas (fotógrafos, pintores, história oral)345.00023,0%
Produção, cenotécnica e montagem285.00019,0%
Logística e itinerância45.0003,0%
Educativo e mediação180.00012,0%
Comunicação e documentação135.0009,0%
Gestão administrativa210.00014,0%
Auditoria e prestação de contas90.0006,0%
Contingência45.0003,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade · 15 retratos monumentais comissionados · público-meta 25 mil visitantes · 800 estudantes de rede pública atendidos em oficina · 35 empregos culturais diretos (fotógrafos, produtores, montadores, educadores, curadoria).

Cronograma: Pré-produção 2 meses · produção e captação 4 meses · circulação (mostra fixa) 3 meses · prestação de contas 3 meses. Total: 12 meses.

Cotas: Cada cota compra posição de crédito "Apresenta" em tamanho idêntico entre incentivadoras (sempre menor que a marca do Governo Federal), fração proporcional dos 10% de convites/produtos reservados para distribuição gratuita, e presença na única praça da faixa. Mínimo para a faixa fechar: 2 marcas — abaixo disso o projeto perde a leitura de "resposta coletiva" e vira melhor enquadrado como ideia MONO.

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 750.000 cadaCota mínima recomendada para não ficar como patrocínio mono disfarçado
3 marcasR$ 500.000 cadaRateio confortável dentro do teto de 4% de qualquer uma das quatro
4 marcasR$ 375.000 cadaInvestimento simbólico para reservar lugar na edição fundadora
6-8 marcasR$ 187.500–250.000 cadaMatematicamente possível, operacionalmente não recomendado nesta faixa — cota pequena demais dilui o crédito de cada patrocinadora numa mostra de uma cidade só

Enquadramento: Por não ser itinerante (mostra fixa numa cidade), a categoria correta é "proposta comum de pessoa jurídica", teto R$ 1,5 milhão (IN 29/2026 — confirmar no DOU). Encaixa exatamente no teto, sem folga — qualquer variação de custo em produção precisa ser absorvida pela contingência, não por aditivo.

F2 · R$ 3 milhões Edição Chão de Fábrica

Duas cidades — soma-se Betim a São Bernardo — e passa a ser, tecnicamente, um projeto itinerante. Trinta famílias retratadas, um núcleo de história oral mais robusto, começo do livro-monumento em formato de caderno duplo (uma seção por cidade) e as primeiras oficinas formativas de fotografia de família replicadas nos dois territórios. É a versão mínima em que a "narrativa contada em coro" já é literalmente verdadeira: duas rivais diretas, mesma exposição, mesmo crédito.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística300.00010,0%
Comissões e cachês de artistas690.00023,0%
Produção, cenotécnica e montagem570.00019,0%
Logística e itinerância240.0008,0%
Educativo e mediação330.00011,0%
Comunicação e documentação270.0009,0%
Gestão administrativa390.00013,0%
Auditoria e prestação de contas120.0004,0%
Contingência90.0003,0%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 cidades · 30 retratos monumentais · público-meta 60 mil visitantes · 2.000 estudantes atendidos · 70 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 3 meses · produção 6 meses · circulação (itinerância entre as 2 cidades) 6 meses · prestação de contas 3 meses. Total: 18 meses.

Cotas: Cada cota compra crédito "Apresenta" uniforme, fração dos 10% de convites/produtos rateada por aporte, e presença nas 2 praças da faixa. Mínimo para a faixa fechar: 2 marcas — idealmente as duas donas das cidades retratadas.

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 1.500.000 cadaAs duas cidades já correspondem, uma a uma, a cada patrocinadora
3 marcasR$ 1.000.000 cadaA terceira entra como "convidada" numa das duas praças, sem cidade própria ainda
4 marcasR$ 750.000 cadaTodas as quatro já dividindo o mesmo projeto, mas cobrindo só 2 territórios — a faixa que mais expõe o descompasso entre ambição e escopo
6-8 marcasR$ 375.000–500.000 cadaSó se justifica com fornecedores da cadeia automotiva (autopeças, concessionárias) somando-se às montadoras como cotas menores

Enquadramento: Exposição itinerante/territórios criativos, teto R$ 6 milhões — a faixa usa metade do teto disponível, com folga real para absorver variação de custo sem precisar de engenharia jurídica.

F3 · R$ 4,5 milhões Edição Três Praças

Soma-se São Caetano do Sul às duas cidades anteriores. Quarenta e cinco famílias retratadas, primeira versão completa do livro-monumento (tiragem reduzida), acervo de história oral já qualificado para doação formal a um arquivo público municipal, e o início da conversa com um museu de São Paulo para a mostra-âncora que só se materializa na faixa seguinte. É o ponto em que o projeto deixa de parecer "expansão de piloto" e passa a parecer, de fato, o programa descrito no conceito original.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística427.5009,5%
Comissões e cachês de artistas1.035.00023,0%
Produção, cenotécnica e montagem855.00019,0%
Logística e itinerância495.00011,0%
Educativo e mediação495.00011,0%
Comunicação e documentação405.0009,0%
Gestão administrativa585.00013,0%
Auditoria e prestação de contas180.0004,0%
Contingência22.5000,5%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 3 cidades · 45 retratos monumentais · público-meta 110 mil visitantes · 4.000 estudantes atendidos · 110 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 3 meses · produção 7 meses · circulação entre as 3 cidades 8 meses · prestação de contas 4 meses. Total: 22 meses.

Cotas: Cada cota compra crédito "Apresenta" uniforme, fração dos 10% de convites/produtos, e presença nas 3 praças. Mínimo para a faixa fechar: 3 marcas — abaixo disso a proporção "uma cidade, uma marca" se quebra e o projeto volta a parecer patrocínio duplo com extra.

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 2.250.000 cadaCota pesada — só faz sentido para duas montadoras de porte grande dividindo tudo
3 marcasR$ 1.500.000 cadaConfiguração ideal desta faixa: uma cidade, uma marca, uma cota — leitura mais limpa possível
4 marcasR$ 1.125.000 cadaAs quatro fundadoras já reunidas, mas ainda faltando a quarta cidade e a mostra de SP
6-8 marcasR$ 562.500–750.000 cadaEspaço para fornecedores da cadeia (autopeças, siderurgia, logística automotiva) somarem cotas complementares

Enquadramento: Mesma modalidade itinerante, teto R$ 6 milhões — folga de R$ 1,5 milhão sobre o teto, suficiente para não preocupar o parecerista técnico quanto a estouro de custo em execução.

F4 · R$ 6 milhões Edição Quatro Gerações recomendada

O conceito pleno, tal como desenhado originalmente: as quatro cidades — São Bernardo, São Caetano, Betim, Sorocaba — mais a mostra-âncora num museu público de São Paulo. Setenta famílias retratadas, livro-monumento em tiragem cheia, acervo integral de história oral doado ao Arquivo Público do Estado de São Paulo, e os retratos monumentais instalados nas empenas e caixas d'água das próprias fábricas — o wow do projeto materializado em escala real, visível da rodovia em quatro estados de espírito diferentes e a mesma mensagem.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística540.0009,0%
Comissões e cachês de artistas1.320.00022,0%
Produção, cenotécnica e montagem (inclui instalação monumental nas 4 fábricas)1.230.00020,5%
Logística e itinerância780.00013,0%
Educativo e mediação690.00011,5%
Comunicação e documentação480.0008,0%
Gestão administrativa690.00011,5%
Auditoria e prestação de contas210.0003,5%
Contingência60.0001,0%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 4 cidades-fábrica + 1 praça-âncora em São Paulo · 70 retratos monumentais comissionados · público-meta 220 mil visitantes · 8.000 estudantes atendidos em programa formativo · 180 empregos culturais diretos · livro-monumento em 5.000 exemplares (2.000 doados a bibliotecas públicas) · acervo de história oral doado integralmente a arquivo público.

Cronograma: Pré-produção 4 meses · produção e captação 8 meses · circulação pelas 5 praças 14 meses · prestação de contas 4 meses. Total: 30 meses — dentro do limite legal de 36 meses, com margem para reagendamento sem risco de PRONAC vencer em execução.

Cotas: Cada cota compra crédito "Apresenta" em posição idêntica entre as quatro incentivadoras, fração de 2,5% dos 10% de convites/produtos reservados (25% cada, se forem 4 cotas iguais), e presença nas 5 praças, incluindo a mostra-âncora de São Paulo — a vitrine de maior visibilidade do projeto. Mínimo para a faixa fechar: 3 marcas, mas o projeto só entrega o argumento comercial completo ("vocês quatro, contada junta") com as 4 fundadoras assinando simultaneamente.

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 3.000.000 cadaSó viável para duas montadoras de grande porte topando bancar o projeto sozinhas — perde a força do "coro"
3 marcasR$ 2.000.000 cadaUma das quatro cidades fica sem marca-madrinha própria, mas o conjunto ainda comunica coletivo
4 marcasR$ 1.500.000 cadaConfiguração de referência do projeto — uma cota redonda por marca, uma cidade-fábrica por marca, presença igual nas 5 praças
6-8 marcasR$ 750.000–1.000.000 cadaAs quatro fundadoras completas e mais duas a quatro cotas menores para fornecedores da cadeia automotiva (autopeças, pneus, siderurgia)

Enquadramento: Exposição itinerante/territórios criativos, teto R$ 6 milhões — a faixa usa 100% do teto disponível nesta modalidade. Não há margem de aditivo: qualquer variação de escopo em execução precisa ser absorvida pela rubrica de contingência ou compensada por corte proporcional noutra rubrica, nunca por captação adicional acima do teto sem reabertura formal do PRONAC.

F5 · R$ 7 milhões Edição Nacional

Mantém integralmente a Edição Quatro Gerações (as 4 cidades-fábrica + mostra-âncora em São Paulo, os 70 retratos, o acervo, os retratos monumentais nas fábricas) e soma um programa educativo-documental ampliado: um documentário de longa-metragem sobre as quatro famílias mais emblemáticas do acervo, tiragem do livro mais que dobrada, e uma trilha formativa continuada — não mais oficina pontual, mas bolsa de formação em mediação cultural para jovens dos quatro territórios, com absorção de parte deles como equipe da própria circulação. É a versão que transforma o projeto de "exposição que passa" em "programa que fica".

Orçamento por rubrica (via PRONAC R$ 6.000.000 + via aporte direto R$ 1.000.000):

RubricaVia PRONAC (R$ 6.000.000)Via aporte direto (R$ 1.000.000)
Curadoria e direção artística540.00055.000
Comissões e cachês de artistas1.320.000185.000
Produção, cenotécnica e montagem1.230.000170.000
Logística e itinerância780.00095.000
Educativo e mediação (inclui bolsas de formação continuada)690.000255.000
Comunicação e documentação (inclui documentário de longa-metragem)480.000185.000
Gestão administrativa690.00010.000
Auditoria e prestação de contas210.00035.000
Contingência60.00010.000
Total6.000.0001.000.000

Entregáveis: 4 cidades-fábrica + 1 praça-âncora · 70 retratos monumentais + 1 documentário de longa-metragem · público-meta 320 mil pessoas (exposição + exibições do documentário) · 15.000 estudantes atendidos, incluindo trilha de bolsas continuadas · 260 empregos culturais diretos · livro em 12.000 exemplares (5.000 doados) · acervo de história oral e documentário doados a arquivo público e a plataformas educacionais.

Cronograma: Pré-produção 4 meses · produção 9 meses (inclui filmagem do documentário em paralelo à captação dos retratos) · circulação 18 meses (exposição + lançamentos do filme) · prestação de contas 5 meses. Total: 36 meses — no limite legal de execução, o que exige planejamento de submissão logo na abertura da janela de 1º de fevereiro.

Cotas: Cada cota compra crédito "Apresenta" uniforme, fração proporcional dos 10% de convites/produtos, presença nas 5 praças da exposição e crédito de realização no documentário. Mínimo para a faixa fechar: 4 marcas — abaixo disso, o valor por cota ultrapassa o que qualquer CMO consegue justificar sem disputar espaço com outras prioridades de portfólio.

MarcasCotaO que compra
2 marcasR$ 3.000.000 no PRONAC + R$ 500.000 de aporte diretoPraticamente inviável dentro do teto de 4% de IR mesmo para as maiores montadoras do país sem concorrência com outros projetos do portfólio
3 marcasR$ 2.000.000 no PRONAC + R$ 333.000 de aporte diretoAinda pesada; exige que ao menos uma marca trate o projeto como prioridade absoluta do ano fiscal
4 marcasR$ 1.500.000 no PRONAC + R$ 250.000 de aporte diretoConfiguração equivalente à Faixa 4, com acréscimo de R$ 250 mil de aporte direto por marca para custear o documentário e a trilha formativa
6-8 marcasR$ 1.000.000–750.000 no PRONAC + R$ 166.700–125.000 de aporte diretoCaminho mais realista para fechar esta faixa: as 4 fundadoras em cota cheia mais 2 a 4 cotas complementares de fornecedores ou concessionárias regionais

Enquadramento: R$ 7 milhões excedem em R$ 1 milhão o teto de R$ 6 milhões da modalidade itinerante. Das três soluções previstas na régua Rouanet, a opção (a), enquadrar como bienal, não se sustenta tecnicamente — o projeto não é um edital recorrente de artistas nem tem formato de bienal, e forçar esse enquadramento é o tipo de inconsistência que reprova parecer técnico. A opção (b), fragmentar o projeto em mais de um PRONAC — o desenho anterior deste dossiê, com "Três Turnos: Retratos de Gerações Operárias" carregando os R$ 6 milhões da exposição itinerante em um PRONAC e "Três Turnos: A Série" carregando o R$ 1 milhão do documentário, da tiragem ampliada do livro e da trilha formativa em outro —, está fora de cogitação: o cliente veda qualquer arquitetura de mais de um PRONAC por projeto, e a duplicação de auditoria e prestação de contas não traria ganho nenhum. A solução adotada é a opção (c): PRONAC único de R$ 6.000.000 + R$ 1.000.000 de aporte direto das quatro marcas, extra-incentivo, fora da Rouanet e rateado entre elas na mesma proporção de suas cotas no PRONAC. O PRONAC único carrega a exposição itinerante integral — as 4 cidades-fábrica mais a mostra-âncora de São Paulo —, no teto cheio da modalidade, 100% dedutível. O aporte direto financia exatamente o acréscimo da Faixa 5 sobre a Faixa 4: o documentário, a tiragem ampliada do livro e a trilha formativa continuada — o que antes seria "Três Turnos: A Série" passa a existir como extensão do mesmo projeto, financiada fora do incentivo, e não como PRONAC próprio. Essa fatia de R$ 1 milhão não é dedutível para as marcas; é o trade-off necessário da faixa — qualquer valor acima do teto itinerante só entra no projeto como verba própria, rateada na mesma proporção das cotas de cada marca, nunca como segundo PRONAC.

F6 · R$ 10 milhões Bienal Três Turnos: Edição Um

Para sustentar honestamente a categoria bienal/festival — que este mesmo dossiê descartou explicitamente até a Faixa 5, registrando que "o projeto não é um edital recorrente de artistas nem tem formato de bienal" —, o projeto muda de desenho na Faixa 6, não só de nome. A itinerância sequencial de dezoito meses dá lugar a uma abertura simultânea, numa janela de 30 a 45 dias, nas quatro cidades-fábrica (São Bernardo, São Caetano, Betim, Sorocaba) mais a mostra-âncora de São Paulo. 30% da produção inédita desta edição é selecionada por edital público nacional, aberto a fotógrafos e famílias operárias de qualquer setor industrial do país — não mais só a cadeia automotiva das quatro fundadoras —, trazendo à mostra três gerações de siderurgia, têxtil, naval e mineração ao lado do núcleo original das quatro montadoras. O CESIT/Unicamp (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) assina convênio de correalização, formalizando a governança e a periodicidade que sustentam o enquadramento: esta é a "Edição Um" nomeada, com compromisso já firmado de Edição Dois em dois anos. O documentário e a trilha de bolsas de formação da Faixa 5 seguem rodando entre edições, agora como o intervalo de um calendário bienal de verdade.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística900.0009,0%
Comissões e cachês de artistas2.200.00022,0%
Produção, cenotécnica e montagem2.050.00020,5%
Logística e itinerância1.300.00013,0%
Educativo e mediação1.150.00011,5%
Comunicação e documentação800.0008,0%
Gestão administrativa1.150.00011,5%
Auditoria e prestação de contas350.0003,5%
Contingência100.0001,0%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 4 cidades-fábrica + 1 praça-âncora ativadas simultaneamente numa janela de 30-45 dias (5 praças) · 100 retratos monumentais no acervo (70 herdados da Edição Quatro Gerações/Nacional + 30 inéditos desta edição, sendo 9 via edital público nacional — 30% da produção inédita) · documentário de longa-metragem (herdado, com participação das novas famílias selecionadas por edital) · livro-monumento em edição ampliada · acervo de história oral consolidado, agora multissetorial · 85 jovens mediadores/monitores formados (herdados da F5 + novos do edital) · público-meta 215 mil pessoas · 21,5 mil estudantes atendidos · cerca de 155 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 6 meses (coordenação simultânea entre 5 praças + julgamento do edital público) · produção 7 meses (inclui captação dos novos retratos multissetoriais) · janela de exposição simultânea 4 meses (5 praças) · prestação de contas 4 meses. Total: 21 meses.

Cotas: Cada cota compra crédito "Apresenta" uniforme, fração proporcional dos 10% de convites/produtos, presença nas 5 praças simultâneas e nome no convênio de correalização com o CESIT/Unicamp. Mínimo para a faixa fechar: 4 marcas — as quatro fundadoras assinando simultaneamente continuam sendo o argumento comercial central mesmo na versão bienal. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

MarcasCotaO que compra
3 marcasR$ 3.333.000 cadaCota pesada — a faixa nasce pensada para as quatro fundadoras, não para três
4 marcasR$ 2.500.000 cadaConfiguração de referência — as quatro fundadoras assinando juntas a "Edição Um" da bienal, mesma lógica da F4
6 marcasR$ 1.666.700 cadaAs 4 fundadoras + 2 cotas complementares de fornecedores da cadeia ou correalizadores regionais
8 marcasR$ 1.250.000 cadaPiso prático da faixa — abaixo disso o crédito por CNPJ dilui a leitura de "coro"

Enquadramento: R$ 10 milhões excedem o teto de R$ 6 milhões da modalidade itinerante/territórios criativos usado até a Faixa 5. A categoria correta para acessar o teto de R$ 15 milhões é bienal/festival (IN 29/2026 — confirmar no DOU), PRONAC único — a regra de 1 PRONAC das faixas anteriores continua absoluta. Isso exige honestidade: nas Faixas 1 a 5 deste mesmo dossiê, o banco descartou explicitamente o enquadramento bienal porque, tal como registrado na Faixa 5, "o projeto não é um edital recorrente de artistas nem tem formato de bienal" — é uma exposição fotográfica itinerante de retratos e um documentário, o oposto do que a categoria pede. Para a F6 sustentar esse enquadramento sem risco de glosa por reenquadramento indevido, o projeto precisa mudar de verdade, não só de etiqueta: abertura simultânea no lugar da itinerância sequencial, um terço da produção inédita por edital público nacional aberto a outros setores industriais, e um correalizador institucional formal (CESIT/Unicamp) com compromisso de próxima edição. É uma reformulação real do formato, e carrega risco: um parecerista mais rigoroso pode entender que a periodicidade ainda é recente demais — esta seria a primeira edição nomeada — para caracterizar bienal consolidada, sobretudo depois de o próprio dossiê ter argumentado o contrário até a página anterior. Mitigação: parecer prévio de consultoria especializada em Rouanet antes de qualquer protocolo, testando especificamente essa tese de enquadramento contra o histórico de decisões do MinC em casos similares e contra a própria inconsistência textual do dossiê; se o parecer vier desfavorável, o fallback comercial é vender a F4 ou a F5 — ambas já validadas neste dossiê, sem a exposição de um reenquadramento de categoria.

F7 · R$ 15 milhões Bienal Três Turnos: Edição Consolidada

A Edição Um provada, a Edição Consolidada expande a curadoria por edital para metade da produção inédita, com júri misto (curador-geral + CESIT/Unicamp + um convidado externo). Um segundo correalizador institucional se junta ao convênio — o Museu da Pessoa, referência nacional em história oral —, e a mostra ganha uma sexta praça fora do eixo original: uma abertura simultânea no Rio de Janeiro, ampliando a "resposta coletiva" das quatro montadoras para fora do eixo São Paulo–Minas Gerais pela primeira vez. O documentário ganha versão para circulação internacional (legendas em inglês e espanhol) e a trilha de formação vira programa certificado em parceria com o CESIT/Unicamp.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística1.350.0009,0%
Comissões e cachês de artistas3.300.00022,0%
Produção, cenotécnica e montagem3.075.00020,5%
Logística e itinerância1.950.00013,0%
Educativo e mediação1.725.00011,5%
Comunicação e documentação1.200.0008,0%
Gestão administrativa1.725.00011,5%
Auditoria e prestação de contas525.0003,5%
Contingência150.0001,0%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 4 cidades-fábrica + 1 praça-âncora em São Paulo + 1 praça nacional fora do eixo (Rio de Janeiro), 6 praças ativadas simultaneamente · 150 retratos monumentais no acervo (100 herdados da Edição Um + 50 inéditos desta edição, sendo 25 via edital público — metade da produção inédita) · documentário em versão internacional (legendado em inglês e espanhol) · livro-monumento em tiragem ampliada e edição bilíngue · acervo de história oral multissetorial doado a arquivo público e ao Museu da Pessoa · 130 jovens mediadores/monitores formados, trilha certificada em parceria com o CESIT/Unicamp · público-meta 320 mil pessoas · 32 mil estudantes atendidos · cerca de 235 empregos culturais diretos.

Cronograma: Pré-produção 7 meses · produção 8 meses (inclui júri misto do edital ampliado) · janela de exposição simultânea 5 meses (6 praças) · prestação de contas 5 meses. Total: 25 meses.

Cotas: Cada cota compra crédito "Apresenta" uniforme, fração proporcional dos 10% de convites/produtos, presença nas 6 praças simultâneas e nome nos dois convênios de correalização (CESIT/Unicamp + Museu da Pessoa). Mínimo para a faixa fechar: 4 marcas. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

MarcasCotaO que compra
3 marcasR$ 5.000.000 cadaCota máxima — exige headroom fiscal alto, mais viável com 4 ou mais marcas
4 marcasR$ 3.750.000 cadaConfiguração recomendada — mesma lógica de referência das faixas anteriores
6 marcasR$ 2.500.000 cada4 fundadoras + 2 cotas complementares, distribuindo o risco fiscal entre mais CNPJs
8 marcasR$ 1.875.000 cadaPiso prático da faixa

Enquadramento: Mesma base da Faixa 6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$ 15 milhões batido em cheio, sem folga. A sexta praça fora do eixo original e a metade da produção por edital público reforçam a legitimidade do enquadramento, mas também aumentam a exposição: é a faixa de maior valor do banco inteiro rodando numa categoria que este mesmo dossiê tratou como inadequada até a Faixa 5. Mitigação: o mesmo parecer prévio de consultoria exigido na F6 é obrigatório aqui, revisado especificamente para o teto máximo; sem parecer favorável, não protocolar. Fallback comercial, em ordem de preferência: F6, depois F5, depois F4 — todas já com enquadramento validado neste dossiê.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas parceirasJovens formadosGratuidadeAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi5150Total (mostra 100% gratuita)15 depoimentos de história oral ao arquivo público municipal
F2 — R$ 3 mi12400Total nas 2 cidades35 depoimentos de história oral
F3 — R$ 4,5 mi20900Total nas 3 cidades55 depoimentos + fascículo-piloto do livro
F4 — R$ 6 mi351.800Total nas 4 cidades-fábrica; 10% ingressos gratuitos + 20% popular na mostra-âncora de SP (única praça com bilheteria)Acervo integral (70 depoimentos) doado ao Arquivo Público do Estado de SP; livro em 5.000 exemplares, 2.000 doados a bibliotecas
F5 — R$ 7 mi553.500, incluindo bolsas de formação continuada em mediação culturalMesma regra de F4, com sessões gratuitas do documentário em escolas públicasAcervo, livro (12.000 exemplares, 5.000 doados) e documentário doados a arquivo público e plataformas educacionais
F6 — R$ 10 mi805.000, incluindo jovens mediadores formados via edital público multissetorialTotal nas 5 praças simultâneasAcervo ampliado (100 depoimentos, incluindo os do edital público) doado a arquivo público
F7 — R$ 15 mi1207.500, com trilha certificada em parceria com o CESIT/UnicampTotal nas 6 praças simultâneas, incluindo a nova praça no Rio de JaneiroAcervo completo (150 depoimentos), livro bilíngue e documentário internacional doados a arquivo público e ao Museu da Pessoa

Em todas as faixas, a mediação inclui audiodescrição narrada pelos próprios retratados — recurso de acessibilidade que também reforça a autoria da história ficar com quem a viveu, não com a marca que patrocina.

Assinado por Todos: Ao lado dos retratos das três gerações operárias, uma parede-censo permanente reúne o nome de cada funcionário hoje ativo em VW, GM, Stellantis e Toyota — uma quarta geração viva ao lado das três retratadas. Totem e web “Encontre seu Nome” localizam cada funcionário na parede-censo, e cada visita sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Coordenação entre quatro rivais diretas assinando o mesmo PRONAC. É o maior risco comercial do projeto: uma das quatro pode recuar no meio da negociação, atrasar aprovação interna ou exigir protagonismo que a lei proíbe (marca maior que a do Governo Federal, posição de destaque sobre as demais). Se isso travar a assinatura simultânea, o projeto perde a força do "contada em coro" que é justamente o argumento de venda. Mitigação: cláusula contratual de saída com aviso prévio mínimo — cada marca tem um prazo definido antes da data de protocolo do PRONAC para confirmar ou recuar — e, em caso de recuo dentro do prazo, a ArtNow tem direito de buscar substituta entre marcas do setor já mapeadas antes de travar a assinatura conjunta. Se não houver tempo hábil para substituição, o escopo e as cotas são redesenhados entre as marcas remanescentes dentro do mesmo PRONAC — reduzindo proporcionalmente a cobertura ou ajustando o valor de cada cota —, nunca desmembrando o projeto em PRONACs separados. Isso vira cláusula de saída no contrato de patrocínio, negociada antes da primeira assinatura, não depois de um imprevisto.

2. Direitos de imagem e uso da história das famílias operárias retratadas. O projeto usa pessoas reais — não modelos, não atores — incluindo núcleos familiares com menores de idade, contando histórias de vida que passam por décadas de trabalho, às vezes por perdas de emprego, acidentes ou disputas trabalhistas. Existe risco de a exposição ser lida como uso comercial da imagem do trabalhador para reputação das marcas, ou de reivindicação futura sobre uso do depoimento em livro, documentário e circulação nacional. Mitigação: termo de cessão de imagem e de uso da história oral assinado por família, com curadoria jurídica independente contratada pela ArtNow — não pelas montadoras —, cláusula de direito de retirada a qualquer momento e crédito de autoria retido pela própria família em toda peça de comunicação, do totem da exposição ao rodapé do livro.

3. Sensibilidade sindical e o fantasma do precedente VW/CGU. O projeto entra literalmente no chão de fábrica e nas vilas operárias de plantas com histórico de embates sindicais — o mesmo tipo de terreno onde o Brasilidade Sinfônica gerou multa de R$ 25,3 milhões por leitura de employer branding disfarçado de arte. Risco real: lançamento coincidindo com negociação coletiva tensa, greve em curso ou anúncio corporativo desfavorável de qualquer uma das quatro marcas contaminando a recepção do projeto inteiro. Mitigação: conselho consultivo de curadoria com representação sindical e universidade pública, cláusula contratual de blindagem editorial — nenhuma marca aprova conteúdo de retrato ou depoimento antes da exposição —, e cronograma de lançamento formalmente desacoplado de qualquer data de negociação salarial ou anúncio institucional das montadoras, verificado junto às áreas de relações trabalhistas de cada patrocinadora antes de travar a agenda.

Recomendação: A Faixa 4, R$ 6 milhões, "Edição Quatro Gerações", é a que eu venderia primeiro. É o teto máximo da modalidade itinerante sem precisar de nenhuma engenharia jurídica extra, ao contrário da Faixa 5 — significa proposta mais simples de defender no parecer técnico e execução mais previsível em 30 meses, dentro do limite legal com folga real. A cota de R$ 1,5 milhão por marca é redonda, proporcional — uma cidade-fábrica, uma marca-madrinha — e psicologicamente fácil de justificar para qualquer CFO de montadora grande dentro do teto de 4% do IR devido. É também a única faixa que entrega o argumento comercial na força total: "vocês quatro, contada junta" só é uma frase de verdade quando as quatro cidades e as quatro marcas estão todas lá, incluindo a mostra-âncora de São Paulo que dá ao projeto visibilidade nacional de verdade. Cortar para F1, F2 ou F3 preserva o conceito, mas dilui exatamente o que faz essa ideia vender sozinha. Na prática, eu abriria a conversa oferecendo a Edição Quatro Gerações às quatro fundadoras simultaneamente, com a cláusula de saída contratual como rede de segurança — se uma marca recuar, o escopo e as cotas se redesenham entre as três remanescentes dentro do mesmo PRONAC, sem perder a força do argumento coletivo nem multiplicar a arquitetura jurídica do projeto.

MULTI-10 · Toyota + Honda + Hyundai + captação regional

Bienal das Cidades-Fábrica: Edição Zero

Uma bienal de arte contemporânea nasce fora de capital, no cinturão industrial do interior paulista — galpões fabris desativados e armazéns ferroviários do ciclo do café em Sorocaba, Piracicaba e, nas faixas maiores, Sumaré. O eixo curatorial é "Trabalho": do café à célula de bateria, o interior que sempre fabricou o Brasil. Toyota, Honda e Hyundai entram como fundadoras porque nenhuma tem porte cultural pra criar uma bienal sozinha, e criar a instituição — não patrocinar a de outro — é o movimento Hyundai×Tate. Captação regional complementar (usinas, agroindústria, modelo OSESP de pulverização) engorda o caixa sem depender só das três automotivas, e um correalizador institucional — museu público ou universidade — entra como parceiro de governança desde o dia 1. O job do CMO é comprar propriedade plurianual nomeada, não um patrocínio avulso: "fundadora da primeira bienal do interior do Brasil" é uma frase que nenhuma concorrente pode replicar depois — e em 2026 não existe Bienal de São Paulo (a 37ª só abre em setembro de 2027), o que abre a janela institucional. O wow: a primeira bienal de arte da história do país nascida fora de uma capital, inaugurada dentro de um galpão de fábrica.

Enquadramento Art. 18 · itinerante (F1–F4) / bienal-festival (F5)Faixa recomendada F3 · R$ 4,5 miCota mínima 3 marcas · R$ 1,5 mi cada (F3)
F1 · R$ 1,5 milhão Edição Semente

Prova de conceito antes da prova de conceito: uma cidade só, Sorocaba, um galpão único cedido pelo correalizador institucional (o que já reduz o custo de produção), oito artistas — dois comissionados, seis em mostra — sem itinerância entre praças. Fica de fora, em relação à faixa seguinte, qualquer segunda cidade, qualquer publicação impressa e qualquer bolsa formativa remunerada; o educativo aqui é piloto, não programa. Serve pra testar governança, fluxo de prestação de contas e resposta de público antes de qualquer marca assinar um cheque maior.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística150.00010,0%
Comissões e cachês de artistas375.00025,0%
Produção/cenotécnica/montagem300.00020,0%
Logística e itinerância75.0005,0%
Educativo e mediação150.00010,0%
Comunicação e documentação120.0008,0%
Gestão210.00014,0%
Auditoria e prestação de contas45.0003,0%
Contingência75.0005,0%
Total1.500.000100%

Entregáveis: 1 cidade-sede, 8 artistas (2 comissões inéditas), público-meta de 15 mil visitantes, 2 mil estudantes de rede pública atendidos, cerca de 35 empregos culturais diretos.

Cronograma: 3 meses de pré-produção, 2 de produção, 2 de exposição aberta ao público, 3 de prestação de contas — 10 meses de ponta a ponta.

Cotas:

Nº de marcasCotaO que compra
2 marcasR$ 750.000 cadaCrédito de Apresenta compartilhado, rateio dos 10% de convites/produtos, presença na única praça
3 marcasR$ 500.000 cadaMesmo pacote, ordem de crédito por ordem de aporte
4 marcasR$ 375.000 cadaPacote básico, sem exclusividade de posição
6 a 8 marcasR$ 187.500 a R$ 250.000 cadaPacote mínimo — abaixo disso o custo de relacionamento e due diligence por CNPJ supera o benefício

Mínimo pra faixa fechar: 1 marca sozinha já viabiliza (o teto de proposta comum PJ cabe inteiro dentro do limite de 4% de uma automotiva de porte médio), mas o ideal é 2 pra já ensaiar o modelo de cota múltipla que sustenta as faixas seguintes.

Enquadramento: categoria "proposta comum PJ", teto R$ 1,5 milhão — o projeto bate exatamente no limite, então nenhuma rubrica pode estourar por reajuste de fornecedor sem cortar de outra.

F2 · R$ 3 milhões Edição Ensaio

Sorocaba ganha companhia: Piracicaba entra como segunda sede, com itinerância real entre as duas praças pela primeira vez. Quinze artistas, cinco deles comissionados, catálogo impresso de tiragem pequena e educativo com transporte escolar organizado — o que falta ainda em relação à F3 é o programa formativo remunerado ("Escola da Bienal" com bolsa) e a segunda cidade em regime de sede plena, não só de itinerância.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística250.0008,3%
Comissões e cachês de artistas750.00025,0%
Produção/cenotécnica/montagem550.00018,3%
Logística e itinerância300.00010,0%
Educativo e mediação300.00010,0%
Comunicação e documentação210.0007,0%
Gestão420.00014,0%
Auditoria e prestação de contas90.0003,0%
Contingência130.0004,3%
Total3.000.000100%

Entregáveis: 2 cidades, 15 artistas (5 comissões), público-meta de 40 mil visitantes, 5 mil estudantes atendidos, cerca de 70 empregos culturais diretos.

Cronograma: 4 meses de pré-produção, 3 de produção, 3 de circulação entre as duas sedes, 3 de prestação de contas — 13 meses.

Cotas:

Nº de marcasCotaO que compra
2 marcasR$ 1.500.000 cadaCrédito de patrocínio nomeado, rateio integral dos 10% de convites/produtos, presença nas 2 praças
3 marcasR$ 1.000.000 cadaMesmo pacote, ordem de crédito por aporte
4 marcasR$ 750.000 cadaPacote padrão sem exclusividade
6 a 8 marcasR$ 375.000 a R$ 500.000 cadaPacote regional, indicado pra usinas e agroindústria complementares, não pra âncoras automotivas

Mínimo pra faixa fechar: 2 marcas.

Enquadramento: acima do teto de proposta comum (R$ 1,5 milhão), dentro do teto itinerante (R$ 6 milhões). A itinerância entre Sorocaba e Piracicaba já configura o enquadramento certo — não é um artifício pra caber no valor, é o formato real do projeto nessa escala.

F3 · R$ 4,5 milhões Edição Zero recomendada

Aqui o projeto vira, de fato, a Edição Zero descrita no conceito original: Sorocaba e Piracicaba como sedes plenas, correalizador institucional formalizado por convênio (não só cessão de espaço), 22 artistas com 10 comissões inéditas, e a primeira turma da "Escola da Bienal" com bolsa — jovens da região formados em montagem, produção e mediação, que vão virar mão de obra das edições seguintes. Essa é a faixa desenhada especificamente pra três âncoras automotivas dividindo em partes iguais.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística380.0008,4%
Comissões e cachês de artistas1.120.00024,9%
Produção/cenotécnica/montagem850.00018,9%
Logística e itinerância500.00011,1%
Educativo e mediação450.00010,0%
Comunicação e documentação320.0007,1%
Gestão630.00014,0%
Auditoria e prestação de contas130.0002,9%
Contingência120.0002,7%
Total4.500.000100%

Entregáveis: 2 cidades-sede, 22 artistas (10 comissões), público-meta de 70 mil visitantes, 9 mil estudantes atendidos, cerca de 120 empregos culturais diretos.

Cronograma: 5 meses de pré-produção, 4 de produção, 5 de circulação, 4 de prestação de contas — 18 meses.

Cotas:

Nº de marcasCotaO que compra
2 marcasR$ 2.250.000 cadaCrédito de fundadora, rateio dos 10% de convites/produtos, presença nas 2 sedes
3 marcasR$ 1.500.000 cadaPacote-âncora completo — é a matemática exata pra Toyota + Honda + Hyundai dividindo igual
4 marcasR$ 1.125.000 cadaMesmo pacote com uma quarta fundadora (ex.: GWM, quando houver o que mostrar)
6 a 8 marcasR$ 562.500 a R$ 750.000 cadaCombinação de 3 âncoras automotivas + 3 a 5 patrocinadoras regionais complementares

Mínimo pra faixa fechar: 3 marcas — é literalmente a faixa pensada pro trio Toyota + Honda + Hyundai.

Enquadramento: itinerante, teto R$ 6 milhões, com folga de R$ 1,5 milhão — a faixa com menos aperto de escopo de todo o dossiê.

F4 · R$ 6 milhões Edição Zero Plena

O teto máximo da categoria itinerante, batido em cheio. Sumaré entra como terceira sede, os 30 artistas do conceito original (14 comissionados) completam a curadoria "Trabalho" do café à célula de bateria, a Escola da Bienal ganha trilha de empregabilidade formal com egressos contratados nas próprias edições, e o correalizador institucional assume estrutura de governança plena — auditoria externa contratada, não só prevista.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística480.0008,0%
Comissões e cachês de artistas1.500.00025,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.100.00018,3%
Logística e itinerância750.00012,5%
Educativo e mediação600.00010,0%
Comunicação e documentação420.0007,0%
Gestão840.00014,0%
Auditoria e prestação de contas170.0002,8%
Contingência140.0002,3%
Total6.000.000100%

Entregáveis: 3 cidades, 30 artistas (14 comissões), público-meta de 110 mil visitantes, 15 mil estudantes atendidos, cerca de 180 empregos culturais diretos.

Cronograma: 6 meses de pré-produção, 5 de produção, 7 de circulação pelas 3 sedes, 4 de prestação de contas — 22 meses.

Cotas:

Nº de marcasCotaO que compra
2 marcasR$ 3.000.000 cadaCrédito de fundadora premium, rateio dos 10% de convites/produtos, presença nas 3 sedes
3 marcasR$ 2.000.000 cadaPacote-âncora pleno — as "cotas-âncora de R$ 1,3 a 2 milhões" do conceito original, no teto
4 marcasR$ 1.500.000 cadaMesmo pacote com quarta fundadora
6 a 8 marcasR$ 750.000 a R$ 1.000.000 cada3 âncoras automotivas + 3 a 5 regionais, modelo OSESP

Mínimo pra faixa fechar: 3 marcas, com espaço pra uma quarta entrar sem descaracterizar o pacote-âncora.

Enquadramento: itinerante, no teto exato de R$ 6 milhões. Qualquer custo adicional de execução — reajuste de cenotécnica, câmbio de material importado — não pode ser absorvido pela rubrica de contingência sem reabrir orçamento; é o limite estrutural da categoria.

F5 · R$ 7 milhões Edição Fundadora

A faixa que estoura o teto itinerante por R$ 1 milhão e migra de categoria pra caber sem gambiarra. Três sedes plenas (Sorocaba, Piracicaba, Sumaré) mais uma praça satélite — Campinas, com mostra reduzida e sem custo de sede completa — 38 artistas com 18 comissões, publicação bilíngue voltada a circuito internacional, plataforma digital de acervo aberta ao público, e a Escola da Bienal madura o bastante pra formar monitores-mestres que treinam as turmas seguintes.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística560.0008,0%
Comissões e cachês de artistas1.750.00025,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.260.00018,0%
Logística e itinerância910.00013,0%
Educativo e mediação700.00010,0%
Comunicação e documentação490.0007,0%
Gestão980.00014,0%
Auditoria e prestação de contas200.0002,9%
Contingência150.0002,1%
Total7.000.000100%

Entregáveis: 3 cidades-sede + 1 praça satélite, 38 artistas (18 comissões), público-meta de 160 mil visitantes, 22 mil estudantes atendidos, cerca de 240 empregos culturais diretos.

Cronograma: 7 meses de pré-produção, 6 de produção, 9 de circulação pelas 4 praças, 5 de prestação de contas — 27 meses, dentro do limite legal de 36 meses de execução.

Cotas:

Nº de marcasCotaO que compra
2 marcasR$ 3.500.000 cadaCrédito de fundadora máxima, rateio dos 10% de convites/produtos, presença nas 4 praças
3 marcasR$ 2.333.000 cadaPacote-âncora ampliado, acima do teto de conforto de uma única automotiva de porte médio sozinha
4 marcasR$ 1.750.000 cada3 âncoras + 1 regional forte — combinação recomendada pra esta faixa
6 a 8 marcasR$ 875.000 a R$ 1.166.000 cada3 âncoras + 3 a 5 regionais, distribuindo o risco fiscal entre mais CNPJs

Mínimo pra faixa fechar: 4 marcas — as 3 âncoras automotivas mais ao menos uma regional forte, pra nenhuma incentivadora sozinha aproximar o aporte do teto de 4% do próprio IR.

Enquadramento: acima do teto itinerante, exige reenquadramento. As três opções da régua e por que a (a) é a certa pra esta ideia: (a) Reenquadrar como categoria bienal/festival, teto R$ 15 milhões — escolhida. O projeto já se chama bienal, já tem correalizador institucional formal, já tem periodicidade planejada (Edição Zero → Edição Fundadora → ciclos seguintes) e cabe com folga de R$ 8 milhões dentro do teto certo; não é reenquadramento forçado, é o enquadramento que o projeto merece a partir do momento em que ganha porte de bienal de verdade. (b) Estruturar o excedente como projeto formal à parte, com PRONAC próprio — descartada: faria sentido se o projeto precisasse ficar preso ao teto itinerante por algum motivo regulatório, mas como a categoria bienal resolve o problema de graça, criar uma segunda estrutura só duplicaria auditoria, prestação de contas e risco de glosa cruzada sem ganho nenhum — e o cliente veda, de toda forma, qualquer estrutura de mais de um PRONAC por projeto. (c) R$ 6 milhões incentivados + R$ 1 milhão de aporte extra-incentivo — descartada: tiraria previsibilidade fiscal do CFO (o R$ 1 milhão sairia de verba de marketing pura, sem dedução) numa faixa em que a opção (a) já entrega 100% de dedução sem esse sacrifício.

F6 · R$ 10.000.000 Edição Consolidada

A Bienal das Cidades-Fábrica consolida sua periodicidade: depois da Edição Fundadora provar execução limpa em quatro praças, a Edição Consolidada abre, pela primeira vez, uma fração da curadoria a edital público nacional — não mais só seleção fechada do curador-geral —, trazendo artistas de fora do eixo industrial paulista pra dialogar com o recorte “Trabalho”. Uma quinta sede entra: Campinas deixa de ser praça satélite, como era na F5, e ganha estrutura de sede plena. Um segundo correalizador institucional se junta ao primeiro — universidade federal ou associação nacional de museus —, formalizando o consórcio de governança que sustenta bienal de verdade. A Escola da Bienal ganha trilha de intercâmbio entre cidades-sede.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística800.0008,0%
Comissões e cachês de artistas2.500.00025,0%
Produção/cenotécnica/montagem1.833.00018,3%
Logística e itinerância1.250.00012,5%
Educativo e mediação1.000.00010,0%
Comunicação e documentação700.0007,0%
Gestão1.400.00014,0%
Auditoria e prestação de contas283.0002,8%
Contingência234.0002,3%
Total10.000.000100%

Entregáveis: 5 sedes plenas (Sorocaba, Piracicaba, Sumaré, Campinas + 1 nova), 55 artistas (26 comissionados, 29 via edital público nacional e convite do correalizador), público-meta de 230 mil visitantes, 32 mil estudantes atendidos, cerca de 340 empregos culturais diretos.

Cronograma: 7 meses de pré-produção, 6 de produção, 10 de circulação pelas 5 sedes, 5 de prestação de contas — 28 meses.

Cotas:

MarcasCota por marcaO que compra
3 marcasR$ 3.333.000 cadaCrédito de fundadora, presença nas 5 sedes, nome no consórcio dos dois correalizadores
4 marcasR$ 2.500.000 cadaMesmo pacote com quarta fundadora — combinação recomendada pra esta faixa
6 marcasR$ 1.666.700 cada3-4 âncoras automotivas + regionais complementares, modelo OSESP
8 marcasR$ 1.250.000 cadaPiso prático — abaixo disso o custo de relacionamento por CNPJ supera o benefício

Mínimo pra faixa fechar: 4 marcas — as 3 âncoras automotivas mais ao menos uma regional forte, mesma régua da F5. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: categoria bienal/festival, mesmo enquadramento adotado desde a F5, agora com folga menor até o teto (R$ 5 milhões). O projeto não muda de natureza pra caber aqui — só amadurece: quinta sede, segundo correalizador, primeira fração de curadoria por edital público. O risco nesta faixa é operacional, não jurídico de enquadramento: é a primeira vez que o edital público entra na mecânica, e a curva de aprendizado de rodar uma seleção pública pela primeira vez pesa mais do que qualquer dúvida sobre a categoria em si, que já está resolvida desde a F5. Mitigação: parecer de consultoria Rouanet como checagem de rotina antes do protocolo (não porque o enquadramento esteja em dúvida, mas porque é boa prática em qualquer faixa de valor crescente), e piloto do edital com curadoria mista (curador-geral + correalizadores) no primeiro ano pra calibrar critérios antes da F7.

F7 · R$ 15.000.000 Edição Nacional

A Edição Nacional é a versão plena do conceito original: seis sedes ativas — as cinco da Edição Consolidada mais uma capital fora do eixo paulista, ampliando a bienal pra fora do cinturão industrial pela primeira vez —, edital público respondendo por um terço da curadoria, publicação trilíngue (português, inglês, espanhol) pra circulação em bienais internacionais parceiras, e a Escola da Bienal formalizada como programa de pós-graduação lato sensu em parceria com o correalizador universitário.

RubricaR$%
Curadoria e direção artística1.200.0008,0%
Comissões e cachês de artistas3.750.00025,0%
Produção/cenotécnica/montagem2.750.00018,3%
Logística e itinerância1.875.00012,5%
Educativo e mediação1.500.00010,0%
Comunicação e documentação1.050.0007,0%
Gestão2.100.00014,0%
Auditoria e prestação de contas425.0002,8%
Contingência350.0002,3%
Total15.000.000100%

Entregáveis: 6 sedes (5 do eixo + 1 capital fora do eixo), 70 artistas (30 comissionados, 40 via edital público e convite dos correalizadores), público-meta de 320 mil visitantes, 40 mil estudantes atendidos, cerca de 420 empregos culturais diretos, publicação trilíngue de referência.

Cronograma: 8 meses de pré-produção, 7 de produção, 11 de circulação pelas 6 sedes, 5 de prestação de contas — 31 meses, dentro do limite legal de 36 meses.

Cotas:

MarcasCota por marcaO que compra
3 marcasR$ 5.000.000 cadaCrédito de fundadora máxima, presença nas 6 sedes, nome nos convênios com os dois correalizadores — exige headroom fiscal alto, mais viável com 4+
4 marcasR$ 3.750.000 cadaMesmo pacote com quarta fundadora — configuração recomendada pra esta faixa
6 marcasR$ 2.500.000 cada3-4 âncoras + regionais, distribuindo o risco fiscal entre mais CNPJs
8 marcasR$ 1.875.000 cadaPiso prático da faixa

Mínimo pra faixa fechar: 4 marcas. Cada marca segue dentro dos próprios 4% de IR devido.

Enquadramento: mesma base da F6 — categoria bienal/festival, PRONAC único, teto de R$ 15 milhões batido em cheio, sem folga. A sexta sede fora do eixo paulista e o terço de curadoria por edital reforçam ainda mais a legitimidade da categoria — nesta escala, a Bienal das Cidades-Fábrica já tem porte, alcance geográfico e mecânica de seleção pública equivalentes aos de bienais consolidadas do país. Mitigação de rotina: parecer de consultoria revisado especificamente para o teto máximo antes de protocolar, e manter o fallback comercial (F6, depois F5) disponível caso algum ajuste de escopo seja necessário durante a análise dos 60 dias.

Contrapartida social por faixa:

FaixaEscolas atendidasJovens formados (Escola da Bienal)GratuidadeAcervo doado
F1 — R$ 1,5 mi~15~40 (oficina piloto)Total, projeto 100% gratuitoPeças educativas/réplicas ao arquivo público local
F2 — R$ 3 mi~30~90Total10 obras/registros ao Arquivo Público regional + 500 catálogos a bibliotecas
F3 — R$ 4,5 mi~55~160, com bolsaTotal + audiodescrição20 obras + 1.500 catálogos
F4 — R$ 6 mi~90~260, com bolsa e trilha de empregabilidadeTotal + acessibilidade plena (libras, audiodescrição, tátil)35 obras + acervo fotográfico completo ao Arquivo Público + 3.000 catálogos
F5 — R$ 7 mi~130~360, com egressos contratados como monitores-mestresTotal + plataforma digital de acervo aberta45 obras + acervo documental completo + 5.000 catálogos bilíngues
F6 — R$ 10 mi~180~500, com trilha de intercâmbio entre sedesTotal + primeira seleção via edital público nacional55 obras + acervo do edital público em licença aberta
F7 — R$ 15 mi~240~650, com trilha de pós-graduação lato sensuTotal + publicação trilíngue de referência70 obras + acervo completo acumulado das edições anteriores, circulação em bienais internacionais parceiras

Todas as faixas cumprem o piso legal de 10% de ingressos gratuitos e 20% a preço popular — como o projeto nasce com gratuidade total em todas as versões, a régua legal fica superada por escopo, não por cumprimento mínimo.

Assinado por Todos: O pavilhão de entrada recebe o censo completo do cinturão industrial — nomes de Toyota, Honda, Hyundai e das regionais convidadas, organizados por cidade-fábrica, antes mesmo das obras. Totem e web “Encontre seu Nome” localizam cada funcionário no mapa humano, e cada visita sai registrada como “esta visita foi aberta por [nome], [marca]”. Custo de R$ 100–250 mil absorvido em produção e educativo; adesão opt-in (LGPD); nomes como conteúdo expográfico — sem benefício privado.

Riscos e mitigações:

1. Concentração de fornecedor acima do teto de 20%. A rubrica de produção/cenotécnica/montagem é a mais suscetível: se uma única empresa fechar cenotécnica, transporte de obras e montagem no mesmo contrato, o valor pode passar de 20% do orçamento total em qualquer faixa acima de F2. Mitigação: cotação obrigatória de no mínimo 3 orçamentos pra qualquer rubrica acima de R$ 200 mil, e separação contratual entre cenotécnica, logística e montagem como fornecedores distintos desde a Edição Semente — não só nas faixas maiores.

2. Dependência de sequência de vendas — multi exige duas assinaturas antes da primeira. O próprio banco de ideias já registra o problema: nenhuma marca quer ser a primeira patrocinadora de um projeto de escopo indefinido. Mitigação: buscar carta de intenção de uma âncora antes de qualquer anúncio público (a lógica "a Fiat já está dentro" do ranking geral se aplica aqui — "a Toyota já assinou" vende Honda e Hyundai mais rápido), e manter a F1/F2 pequenas o bastante pra fechar orçamento com 1 ou 2 marcas caso a terceira atrase.

3. Escrutínio reforçado por ser projeto automotivo multi-CNPJ de porte crescente. O trauma CGU-VW de 2012-13 pesa mais quando várias marcas do mesmo setor assinam o mesmo PRONAC — a percepção de cartel de patrocínio ou de projeto fabricado por comitê é um risco real de imagem, mesmo sem irregularidade nenhuma. Mitigação: correalizador institucional (museu público ou universidade) como parceiro de governança desde o dia 1 em todas as faixas, dashboard público de execução, auditoria externa contratada a partir da F3, e teto de 20% por fornecedor comprovado em planilha aberta ao público.

Recomendação: A F3 — R$ 4,5 milhões — é a que eu venderia primeiro. É a faixa em que a matemática de cota fecha exatamente com Toyota, Honda e Hyundai dividindo igual — R$ 1,5 milhão cada, dentro do conforto fiscal de qualquer uma das três sem se aproximar do teto de 4% do IR — e ainda sobra R$ 1,5 milhão de folga até o teto itinerante de R$ 6 milhões, o que dá margem pra absorver reajuste de fornecedor sem reabrir orçamento. É também o ponto em que o projeto já entrega a Edição Zero de verdade — duas sedes plenas, correalizador institucional formalizado, Escola da Bienal com bolsa — sem pedir que as três marcas apostem no teto máximo antes de ver a governança funcionar. Se a Edição Zero provar execução limpa nessa faixa, a conversa da Edição Fundadora (F5, com a engenharia de categoria bienal já resolvida) vira sequência natural, não segunda venda do zero. É a leitura que o próprio conceito já sugeria — "pequena, auditável, em dois galpões" — só que agora com o número exato que fecha pras três fundadoras.
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