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ArtNow Report × Lei Rouanet · Julho 2026 · Confidencial

O imposto já foi pago.
A memória ainda não tem dono.

20 projetos de arte brasileira desenhados para as montadoras — de R$ 1,5 a R$ 15 milhões, todos dedutíveis em 100% do IR.

Antes dos projetos: a defesa — por que arte, por que agora →

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O veredito

Nenhum artista brasileiro jamais assinou um art car. Nenhuma fábrica daqui tem pinacoteca. Nenhuma chinesa fez um gesto cultural no país.

Quem assinar o primeiro PRONAC de arte do setor funda a categoria. Os outros ficam com a imitação.

A janela, em números

4%do IR devido vira cultura com o nome da marca — Art. 18, dedução de 100%
R$ 6 miteto por projeto itinerante (IN 29/2026); bienais chegam a R$ 15 mi
31/outfim da janela de submissão 2026 — análise do MinC em 60 dias
16,8%fatia das chinesas no mercado. A guerra que faz cultura virar trincheira

Rouanet não é despesa de marketing. É imposto que a empresa paga de qualquer jeito — a única escolha é se ele volta como reputação ou some no Tesouro.

Por que agora

Quatro fatos abrem a janela

01 · A guerra mudou

Share se disputa com desconto; pertencimento se disputa com cultura. As tradicionais precisam provar os 70 anos; as chinesas precisam comprar tempo. Ninguém ocupou o território.

02 · Todo mundo faz aniversário

Fiat: 50 anos de Betim. VW: 70 de Brasil. GM: 100. BYD: Camaçari com 9 meses. E 2026 é o ano sem Bienal de São Paulo — vácuo institucional aberto.

03 · Temos porta e músculo

A ponte Quatro Rodas chega no C-level. E entram na sala 11 edições impressas, 50+ artistas retratados e uma base de 274 artistas com scoring que nenhum produtor tem.

04 · O trauma joga a favor

A multa de R$ 25,3 mi da CGU à VW ensinou o setor: Rouanet sem governança é passivo. Nossos projetos nascem blindados — auditoria, dashboard público, curadoria independente.

A lei em um slide

Rouanet para quem nunca a leu

A mecânica

A empresa aporta num projeto chancelado pelo MinC e abate 100% do valor do IR devido (Art. 18, artes visuais). Limite: 4% do IR no lucro real.

O que a marca ganha

Crédito "Apresenta" em toda a comunicação, 10% de ingressos e produtos para relacionamento, ações com clientes e concessionários dentro da lei.

O que mata um projeto

Evento fechado, vantagem direta à patrocinadora, marca maior que a do governo. Onde a VW escorregou em 2012 — e onde nós não pisamos.

Vários CNPJs é normal

O MASP capta de 114 empresas num só ano; a OSESP, de 755. Conta única, cada incentivadora no próprio teto, crédito proporcional.

O banco

20 projetos × 5 faixas = 100 configurações

Nenhum CMO precisa caber no projeto — o projeto cabe no IR dele. Cada ideia existe em cinco tamanhos:

F1 · 1,5piloto / semente — prova o conceito
F2 · 3,0edição base
F3 · 4,5edição padrão
F4 · 6,0teto itinerante — a versão-assinatura
F5 · 7,0legado — com engenharia de enquadramento

valores em R$ milhões · F5 = sempre PRONAC único: bienal (teto R$ 15 mi) quando couber, senão R$ 6 mi incentivados + R$ 1 mi de aporte direto da marca

Abrir o catálogo detalhado → 100 configurações, rubrica por rubrica

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projetos mono

Uma marca, um projeto, uma fundação. Cada ideia amarrada cirurgicamente ao job do CMO daquela casa — máximo de duas por marca.

Ataque nº 1 · Fiat/Stellantis · R$ 4,5–5,5 mi

147: O Primeiro Art Car Brasileiro

Nos 50 anos de Betim, um 147 restaurado é entregue a uma artista de calibre internacional — protocolo BMW Art Car: curadoria independente, liberdade total. Estreia em museu-âncora, itinera por 5 capitais, obra doada a acervo público.

O wow

O carro mais popular do país virando escultura pela mão de uma das artistas mais valorizadas do mundo. O "Warhol pintando o M1" tropical.

Por que a Fiat diz sim

Stellantis já capta R$ 32 mi/ano via Rouanet — venda interna é trâmite. Única aprovada sem ressalvas na verificação adversarial.

"A BMW levou 50 anos e 20 carros. A Fiat funda a versão brasileira com um único carro — no ano em que Betim faz 50."

Ataque nº 2 · Volkswagen · R$ 3,5–4,5 mi

Kombi Aberta: museus de bolso nas periferias

Sete Kombis restauradas — uma por década de VW no Brasil — viram micro-museus com obra original e mediador, estacionando na porta de escolas públicas e praças de periferia. Meta: 200 escolas, 150 mil estudantes, gratuidade total.

O wow

A Esther Mahlangu à brasileira, 35 anos depois — na porta da escola pública, não no salão de Le Mans.

Por que a VW diz sim

Desenhada de trás pra frente a partir do relatório da CGU: cada item da multa tem antídoto explícito no orçamento. É onde a ponte Quatro Rodas vale mais.

"Sabemos por que a VW parou de fazer Rouanet. Este projeto é a blindagem — e a contracapa é a Kombi na porta da escola."

Ataque nº 3 · BYD · R$ 5–6 mi

Rota da Luz: o primeiro museu zero-emissão do mundo

Uma carreta-galeria movida a energia solar parte de Camaçari e leva arte de padrão bienal ao semiárido — cidades que nunca tiveram museu. À noite, a fachada vira tela de projeção na praça: cinema alimentado pelo sol colhido de dia.

O wow

"O primeiro museu zero-emissão do mundo nasceu no sertão brasileiro" é pauta de Guardian, não só de Folha.

Por que a BYD diz sim

R$ 5,5 bi de fábrica, slogan "é do Brasil" e zero prova cultural. First-mover absoluto: quem faz primeiro fica com a manchete para sempre.

"Fábrica e futebol qualquer multinacional compra. A primeira ação cultural de uma montadora chinesa no país, ninguém mais pode comprar depois."

E mais sete mono no banco

BYDO Azul Perfeito — catedral de índigo quilombola na BahiaR$ 5,5–6 mi
GWMRetrato-Máquina — o Brasil pintado pelos dados de um elétricoR$ 3–3,5 mi
FordGrandes Travessias — residências em movimento nas rotas míticasR$ 4–5 mi
ToyotaCarga Preciosa — a cegonha que transporta arte, não carrosR$ 5,5–6 mi
HondaOFÍCIO — primeira residência de arte na indústria da América LatinaR$ 2,5–3,5 mi
VWAnchieta Aberta — a fábrica mais histórica do continente aberta à arteR$ 5,5–6 mi
FiatA Maior Tela de Minas — pinacoteca operária no muro de Betim, com a Casa FiatR$ 5–6 mi

detalhamento completo dos 10 no catálogo — 5 faixas, rubricas e entregáveis por projeto

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projetos multi

Rivais assinando juntas — porque o ativo é neutro, o território é repartido, ou a dor é a mesma. Cotas a partir de R$ 700 mil por marca — e projetos de até R$ 15 milhões num único PRONAC, na categoria bienal/festival.

Três arquiteturas de consórcio

A Grande Nave · 4 marcas

O "Turbine Hall brasileiro": um artista por ano, obra monumental na Oca, itinerância Sul + Nordeste. Cota R$ 1,2–1,5 mi. Clube de fundadoras como barreira simbólica.

Fábrica Aberta · 8 marcas

Oito artistas, oito fábricas rivais abertas à arte ao mesmo tempo. A única foto em que as oito aparecem do mesmo lado. Cota R$ 700–750 mil — a porta de entrada mais barata.

Bienal das Cidades-Fábrica · 3 âncoras

A primeira bienal do interior do Brasil, em galpões fabris de Sorocaba e Piracicaba. Edição Zero auditável de R$ 4–6 mi antes de escalar para R$ 15 mi.

Precedente validado: conta única com múltiplos CNPJs é como o MASP e a OSESP captam todos os anos.

E mais sete multi no banco

TOY+HON+HYUCapital Interior — o circuito de arte do eixo que fabrica o Brasilcota 1,7–2 mi
6–8 marcasMuseu que Anda — cada marca adota sua cidade-fábricacota 0,75–1 mi
REN+GMBR-Retrato — a volta ao Brasil em 274 artistascota 2,5–3 mi
BYD+GWMMaré Elétrica — caravana de arte digital do litoralcota 2,2–2,7 mi
BYD+GWM+RENNASCENTE — arte nos polos industriais que estão nascendocota 1,7–2 mi
FIA+BYD+TOYO Museu de Portaria — trio fundador, expansão na edição 2cota 1,5–2 mi
VW+GM+STE+TOYTrês Turnos — retratos de três gerações operáriascota 1,2–1,5 mi

valores em R$ milhões por marca · tabelas de cota para 2, 3, 4 e 6–8 participantes no catálogo

Qual faixa para qual marca

O projeto cabe no IR de cada uma

Gigantes com prática Rouanet

Stellantis, Toyota, VW → entram direto na F4 (R$ 6 mi). A máquina interna de incentivo já roda; a novidade é a obra de assinatura.

Chinesas em rampa

BYD, GWM → só deduz quem tem IR devido no lucro real. F1–F2 ou cota multi é o caminho honesto enquanto o lucro local amadurece.

Discretas e estreantes

Honda, Hyundai, Renault → F1 piloto (R$ 1,5 mi) ou cota multi de R$ 700 mil–2 mi. Estreia pequena, impecável, com renovação embutida.

Três combos prontos: Estreia (mono F1–F2 piloto) · Assinatura (mono F4 + renovação) · Setorial (multi F4 com 4+ cotas).

O módulo que todo projeto carrega

A obra é assinada pelo artista — e por todos que fabricam.

Gravação física

O nome de cada funcionário entra na matéria da obra: microgravado no plinto do art car, na borda do mural, no céu interno da carreta. Não é banner — é assinatura.

Encontre seu nome

Totem na exposição e página web: o funcionário — ou o filho dele — digita o nome e a obra acende onde ele está. A foto que cada família tira e posta.

Apadrinhamento nominal

Cada visita de escola pública sai registrada: "esta visita foi aberta por [nome]". O operário vira mecenas da democratização, de nome próprio.

Adesão opt-in via campanha interna (LGPD) — que já funciona como pré-lançamento dentro da empresa. Nomes entram como conteúdo expográfico, prática de crédito: sem benefício privado, dentro da lei.

Próximos 30 dias

Do banco ao primeiro PRONAC

Semana 1 · Casa em ordem

CNPJ proponente + CND federal e FGTS. Cadastro no SALIC. Confirmar os tetos da IN 29/2026 no DOU antes de qualquer número em proposta.

Semana 2 · Blindagem

Consultoria Rouanet valida o enquadramento dos 3 projetos do ranking. Dossiê de governança: auditoria, dashboard público, 3 cotações, planilha dos 20%.

Semanas 3–4 · Abordagem

VW pela porta relacional → Fiat por dois canais → BYD com o trem andando. Primeiro PRONAC dentro da janela; captação no 1º tri fiscal de 2027.

A sequência

1VW — Kombi Aberta, com o 147 na pasta como prova de que há um banco inteiroporta Quatro Rodas
2Fiat — 147 no marketing, Maior Tela de Minas via Casa Fiat50 anos de Betim
3BYD — Rota da Luz, sabendo que as tradicionais já estão em conversao comprador com fome

Multi entra na segunda onda, puxado pelo efeito-prova: "a Fiat já está dentro" é o melhor argumento de captação que existe.

A decisão

A janela fecha em 31 de outubro.

O imposto de 2026 já está comprometido. A única pergunta é que memória ele deixa — e com o nome de quem.

Por que arte? A defesa completa →Catálogo detalhado dos 20 projetos →

versão online: claude.ai/code/artifact/d432a6bf… · 20 dossiês em 5 faixas + matriz de investimento

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